Economia

CONSUMIDOR

Venda direta do etanol pode não impactar queda dos preços nos postos

Estimativa era a de que a redução no preço final chegaria a R$ 0,20 por litro do biocombustível

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Com a possibilidade das usinas venderem o etanol hidratado direto aos postos de combustíveis, a ideia seria baratear a venda aos consumidores. 

Conforme projeção feita pelo Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência (Sinpetro-MS), em julho, a queda poderia chegar a R$ 0,20 por litro. Porém, os representantes das usinas acreditam que a expectativa pode ser frustrada.

A Associação de Produtores de Bioenergia de Mato grosso do Sul (Biosul) explica que há toda uma cadeia antes de chegar aos postos de combustíveis e que as distribuidoras continuariam sendo o elo entre produção e produto final.

“Com a opção de fazer a venda direta de etanol da usina para o posto, criou-se uma expectativa generalizada de que haverá uma redução significativa no preço do etanol para o consumidor. Isso eu vejo com muito cuidado, porque essa expectativa pode ser frustrada, uma vez que não há redução de imposto e operação”, disse o presidente da Biosul, Roberto Hollanda Filho.

O diretor do Sinpetro-MS, Edson Lazarotto, disse que neste momento é complicado arriscar uma queda nos preços. “Não tem como projetar [uma queda nos preços] sem a definição da mudança tributária. 

Não me atreveria a dar um número, porque são vários fatores envolvidos na logística”, destacou.  

CONSULTA

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou no início do mês a realização de uma consulta pública para revisão pontual da Resolução ANP nº 43/2009. 

O objetivo é flexibilizar a restrição que obriga a presença de distribuidoras de combustíveis na cadeia de comercialização e, desta forma, reduzir os custos para que as usinas possam comercializar etanol hidratado por meio da criação de distribuidor vinculado.

Os interessados têm até a primeira quinzena de novembro para enviar sugestões e comentários à Agência. Na sequência, será realizada uma audiência pública sobre o tema por videoconferência, em data ainda a ser definida.

O presidente da Biosul ressalta que é imprescindível discutir principalmente a tributação nas transações. 

“É importante que o assunto esteja em discussão por meio da ANP para que encontrem a melhor solução possível para todos os agentes envolvidos nessa cadeia, principalmente em relação à tributação”, explicou Hollanda Filho.  

Em nota, a ANP explica que a greve dos caminhoneiros, ocorrida em 2018, e as medidas que foram tomadas à época para contornar a crise de abastecimento “fomentaram as discussões sobre a possibilidade de aumentar a eficiência do mercado, permitindo a comercialização do etanol do produtor ao revendedor varejista, sem a participação do elo de distribuição na cadeia”, relatou.

DEBATE

De acordo com a agência, o tema vem sendo amplamente discutido internamente, o que envolveu a abertura da Tomada Pública de Contribuições nº 2/2018 e a criação de um grupo de trabalho, instituído pela Portaria nº 357/2018. 

“Ambas iniciativas apontaram que o único obstáculo à implementação da medida é o eminente risco de desequilíbrio concorrencial originado do arranjo tributário vigente”, complementou.

Hoje as contribuições federais PIS-Pasep e Cofins são tributadas tanto no elo de produção como no de distribuição. 

Segundo a ANP, a retirada da participação obrigatória do distribuidor na cadeia adicionaria uma vantagem competitiva não isonômica ao mercado, além de perdas significantes de arrecadação, uma vez que a tributação já ocorre em alíquota máxima sem margem legal para compensação.

Por isso há a discussão sobre um novo ator, chamado de distribuidor vinculado. 

“Norteada pelas diretrizes trazidas pelo Conselho Nacional de Política Energética, por meio das suas Resoluções CNPE nº 12/2019 e nº 2/2020, a ANP propõe a criação de um novo agente econômico regulado, o distribuidor vinculado”, anunciou a agência.

Conforme a chamada da consulta pública, esse novo agente regulado seria cadastrado na ANP e estaria vinculado ao fornecedor de etanol. 

“Ele possuiria, assim, requisitos menos restritivos de autorização, uma vez que o produtor já os teria atendido no momento da autorização para o exercício da atividade de produção”, explicou.

A ANP afirma que pretende dar mais opção aos agentes envolvidos na comercialização de etanol, elaborando uma norma mais adequada à prática do mercado e que traga ganhos logísticos regionais. 

O objetivo seria reduzir custos regulatórios impostos ao mercado, ao mesmo tempo em que se mantém a isonomia concorrencial do setor por meio do recolhimento da mesma carga tributária de PIS-Pasep e Cofins, independentemente do modelo adotado.

A alteração da Resolução ANP nº 43/2009 faz parte da agenda regulatória para o biênio 2020-2021. 

O tema foi discutido em um workshop em janeiro deste ano e também em debates envolvendo diversas áreas técnicas da agência, entretanto, parte das ações sofreu atraso em razão da pandemia de Covid-19. 

“A consulta e a audiência pública vão retomar os debates sobre o tema”, assegurou a ANP.

Economia

FecomercioSP: escassez de mão de obra nos Serviços pressiona retenção de profissionais

Um dos principais sinais desse quadro é a queda no Tempo Médio de Permanência no emprego (TMP)

17/04/2026 22h00

Tempo de permanência no trabalho vem caindo em todo o Brasil

Tempo de permanência no trabalho vem caindo em todo o Brasil Gerson Oliveira

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O apertado mercado de trabalho brasileiro caminha para reproduzir fenômenos vistos nos Estados Unidos na década de 80 e no Brasil no período que antecedeu e durante o ano de 2008, nos quais as empresas se viram obrigadas a oferecer prêmios salariais (wage premium) para atrair e reter mão de obra qualificada.

Estudo do Conselho de Serviços da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) tomando como base o setor de serviços e a qual o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) teve acesso com exclusividade, confirma para onde caminha o cenário ao afirmar que a escassez de mão de obra nos Serviços tem se agravado em meio ao aquecimento do mercado de trabalho, elevando a dificuldade de retenção de profissionais.

"O setor abrange 57% dos empregos formais no País e responde por cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB), o que amplia os impactos da falta de trabalhadores sobre a atividade econômica. Ao mesmo tempo, indicadores revelam vínculos mais curtos e aumento da rotatividade, mesmo diante do crescimento expressivo das contratações", diz o levantamento.

Um dos principais sinais desse quadro, segundo a entidade, é a queda no Tempo Médio de Permanência no emprego (TMP). Entre fevereiro de 2021 e fevereiro de 2026, o indicador recuou 27% e 27,2%, de 6,8 meses no Brasil e 6,3 meses em São Paulo, respectivamente. Isso evidencia relações de trabalho mais breves e maior dificuldade das empresas para manter seus quadros. "Apesar disso, o volume de admissões avançou em torno de 80% no período analisado, indicando um mercado aquecido, porém mais instável", observa a FecomercioSP.

Na prática, as empresas estão contratando mais, mas estão enfrentando dificuldades para reter trabalhadores, o que eleva custos operacionais, exige investimentos contínuos em treinamento e afeta a produtividade. Segundo o presidente do Conselho de Serviços da FecomercioSP, Marcelo Braga, o momento exige uma mudança de foco por parte dos empresários. "Hoje, mais do que contratar, o empresário precisa pensar em como reter. O mercado está mais dinâmico e o profissional circula mais", afirma.

Mais mobilidade e mudança no perfil da força laboral

De acordo com o estudo, no Brasil, a redução no tempo de permanência nas empresas foi generalizada entre diferentes faixas etárias, mas mais intensa entre trabalhadores de 50 a 64 anos, grupo que apresentou as maiores quedas em termos absolutos e relativos. O movimento reflete mais mobilidade no mercado, em especial entre profissionais mais experientes, que encontram mais oportunidades e passam a trocar de emprego com mais frequência.

Outro aspecto observado é a mudança no perfil das contratações, com aumento da participação relativa de trabalhadores mais velhos. Esse comportamento, que também foi visto no Brasil nos anos que antecederam e o próprio 2008, ocorre em paralelo ao crescimento das admissões e sugere uma reconfiguração da força laboral, com maior valorização da experiência.

Na análise por atividade, alguns segmentos se destacam pelo ritmo de expansão das contratações em São Paulo. Alojamento e alimentação lideram, com alta de 159,4%, seguidos por outros serviços, 112,8%, e transporte e armazenagem, 81,9%. Esses setores, tradicionalmente mais intensivos em mão de obra e com mais rotatividade, tendem a sentir de forma mais acentuada os efeitos da escassez.

Segundo Braga, da FecomercioSP, compreender essas dinâmicas é fundamental para decisões mais estratégicas. Ele destaca no estudo que o empresário deve considerar não apenas o número de vagas abertas, mas também fatores como rotatividade, perfil dos profissionais e características de cada segmento. Dentre os fatores que ajudam a explicar o cenário, destacam-se a normalização das atividades após a pandemia, a maior mobilidade entre trabalhadores e a recomposição dos quadros em setores presenciais.

O resultado é um mercado de trabalho mais aquecido, porém mais volátil, no qual o desafio vai além da contratação e passa, cada vez mais, pela capacidade de retenção e pela estabilidade das equipes.

Em economia, o valor pago acima do padrão em momentos de escassez de mão de obra associado à teoria dos salários de eficiência (efficiency wage theory), que sugere que empresas pagam acima do equilíbrio de mercado para manter a produtividade e reduzir os custos de alta rotatividade (turnover) em tempos de competição acirrada por talentos.

LOTERIAS

Resultado da Super Sete de hoje, concurso 836, sexta-feira (17/04)

A Super Sete tem três sorteios semanais, às segundas, quartas e sextas, sempre às 20h; veja quais os números sorteados no último concurso

17/04/2026 20h19

Confira o resultado da Super Sete

Confira o resultado da Super Sete Foto: Super Sete

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 836 da Super Sete na noite desta sexta-feira, 17 de abril de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 6 milhões.

Confira o resultado da Super Sete de hoje!

Os números da Super Sete 836 são:

Verifique sua aposta e veja se você foi um dos sortudos deste concurso.

  • Coluna 1: 3
  • Coluna 2: 2
  • Coluna 3: 7
  • Coluna 4: 2
  • Coluna 5: 2
  • Coluna 6:
  • Coluna 7: 7

O sorteio da Dupla Sena é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal ofical da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Super Sete 837

Como a Super Sete tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na segunda-feira, 20 de abril, a partir das 20 horas, pelo concurso 837. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Super Sete é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

Como jogar na Super Sete

Os sorteios da Super Sete são realizados às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre às 20h (horário de MS).

O Super Sete é a loteria de prognósticos numéricos cujo volante contém 7 colunas com 10 números (de 0 a 9) em cada uma, de forma que o apostador deverá escolher um número por coluna.

Caso opte por fazer apostas múltiplas, poderá escolher até mais 14 números (totalizando 21 números no máximo), sendo no mínimo 1 e no máximo 2 números por coluna com 8 a 14 números marcados e no mínimo 2 e no máximo 3 números por coluna com 15 a 21 números marcados.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6,  9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

O valor da aposta é R$ 3,00.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas sete dezenas, que custa R$ 3,00, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 158.730, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 21 dezenas (limite máximo), a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 280, ainda segundo a Caixa.

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