Esportes

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Após sete anos, Jogos dos Povos Indígenas volta a ser realizado em Aquidauana

Expectativa é que 560 atletas participem da competição

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Os Jogos dos Povos Indígenas voltam a ser realizados em Aquidauana após sete anos. A cerimônia de abertura da competição será realizada às 18h desta quinta-feira (27), na Aldeia Lagoinha, no distrito de Taunay. No mesmo local, as disputas seguem até domingo (30).

Com organização da Prefeitura de Aquidauana, com apoio do Governo de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Fundação de Desporto e Lazer (Fundesporte) e Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania (Setescc), a expectativa é de que os jogos reunam aproximadamente 560 atletas.

Esta é a 12ª edição do evento, que neste ano receberá participantes da Associação Indígena Txané, Buritizinho, Cruzeiro, Limão Verde, Água Branca, Bananal, Lagoinha, Ipegue, Morrinho, Imbirussu, Colônia Nova, Córrego Seco, Tico Lipu e Distrito de Taunay.

Serão disputadas seis modalidades: arco e flecha, lança, futebol, voleibol, cabo da paz e atletismo.

Divulgação

O encerramento dos Jopoin, como é chamada a competição, está programado para domingo (30), às 10 horas.

Segundo a organização, serão premiados os três primeiros colocados de cada prova: troféu de campeão geral + R$ 2.000,00; troféu de vice-campeão geral + R$ 1.000,00; e troféu de 3° colocado geral + R$ 500,00.

As comunidades dos povos originários de Aquidauana integram o programa "Povos Indígenas: Esportes, Lazer e Cidadania". A iniciativa do Governo de Mato Grosso do Sul, com coordenação da Fundesporte e Setescc, fomenta a prática esportiva nas aldeias para pessoas de todas as idades.

Com o programa, profissionais de Educação Física e agentes indígenas são contratados para ministrarem treinamento de modalidades nas comunidades, além do fornecimento de materiais esportivos.

"A prática esportiva nas comunidades indígenas é fundamental, porque promove a interação social, a qualidade de vida e saúde, além de manter viva as tradições nativas desses povos. O retorno dos Jopoin vai de encontro com o desenvolvimento do programa Povos Indígenas: Esportes, Lazer e Cidadania, que hoje está presente em 30 municípios do nosso estado", enfatiza o diretor-presidente da Fundesporte, Herculano Borges.

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Campeonato

Inscrições para os Jogos Escolares de Campo Grande começam hoje

Competição reúne equipes de basquete, futsal, handebol e vôlei em duas categorias; prazo vai até 25 de agosto

17/08/2026 13h45

Reprodução/Pref. Campo Grande

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Estão abertas, a partir desta segunda-feira (17), as inscrições para a 39ª edição dos Jogos Escolares de Campo Grande 2026, Etapa 1. A competição terá disputas de basquetebol, futsal, handebol e voleibol, divididas em duas categorias.

Na Categoria A, podem participar atletas nascidos em 2010, 2011 e 2012. Já a Categoria B reúne estudantes nascidos em 2013, 2014 e 2015.

As inscrições podem ser feitas até 25 de agosto, exclusivamente por formulário eletrônico. É necessário preencher os dados solicitados e enviar a ficha de inscrição preenchida, carimbada e assinada pela direção e pela secretaria da escola.

A competição faz parte do calendário esportivo estudantil de Campo Grande e também funciona como etapa de seleção das equipes que poderão representar a Capital na fase estadual. Os classificados podem ainda avançar para a formação de equipes que disputarão a etapa nacional.

Como se inscrever

O formulário de inscrição está disponível neste link.

O regulamento e as fichas de inscrição podem ser consultados no site da Funesp, na seção “Jogos”.

nova política

Tifanny se pronuncia após regra que veta trans no vôlei: "Retrocesso"

A jogadora, de 41 anos, é a primeira transgênero a atuar na Superliga e afirmou que não desistirá de seguir jogando

16/08/2026 22h00

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde Foto: Divulgação / Osasco

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A oposta Tifanny, que defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde, manifestou-se, pela primeira vez, sobre a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que restringe a participação nas competições entre mulheres a atletas designadas com o sexo biológico feminino ao nascer.

A jogadora, de 41 anos, a primeira transgênero a atuar na Superliga, considerou um "enorme retrocesso" e afirmou que não desistirá de seguir jogando.

"A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos. Mas isso não afeta só a mim. Afeta o meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim e o direito de todas as pessoas trans. É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão. Voltamos para a forma vexatória como se testavam as atletas nos anos 60 e 70", disse Tifanny, em pronunciamento compartilhado pela assessoria de imprensa do Osasco.

"Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que a minha luta pelo direito à visibilidade, à inclusão e à prática do esporte não tenha sido em vão", emendou a oposta, que atua no vôlei feminino desde 2017 e foi campeã da Superliga em 2025, sendo a primeira trans a conquistar o principal torneio do país na modalidade.

O pronunciamento foi feito após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista da modalidade, na noite do último sábado (15), em casa, no Ginásio José Liberatti, contra o Pinheiros.

Apesar dos 19 pontos de Tifanny, muito festejada pela torcida osasquense, as visitantes levaram a melhor e venceram por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 25/16, 21/25, 23/25 e 15/11, após pouco mais de duas horas de partida.

A participação da oposta no jogo, mesmo depois de a nova política da CBV ser anunciada, ocorreu após a Federação Paulista de Volleyball (FPV) informar que o Estadual seguiria o regulamento em vigor desde o início do torneio. Segundo a entidade, "eventuais medidas" serão tomadas "para as próximas competições [...] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde".

O novo critério de elegibilidade foi anunciado pela CBV na última sexta-feira (14). Segundo a entidade, a meta é estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). De acordo com a confederação, as atletas deverão atender a critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

Antes, mulheres trans podiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação é válida já para as edições deste ano da Superliga (nas duas principais divisões) e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

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