Esportes

Copa do Mundo

Brasil estréia com vitória no Mundial feminino

Brasil estréia com vitória no Mundial feminino

terra

29/06/2011 - 14h14
Continue lendo...

A Seleção Brasileira estreou com vitória na Copa do Mundo de Futebol Feminino. Nesta quarta-feira, em partida bastante nervosa e de poucas oportunidades, o Brasil conseguiu três pontos na marra, graças a um gol de Rosana, e com triunfo por 1 a 0. Seguindo a tendência da competição, de partidas de poucos gols, a equipe do treinador Kleiton Lima repetiu as favoritas e, no Borussia Park, em Mönchengladbach, largou com sucesso.

Parte desse êxito se deveu ao bonito gol de Rosana, uma novidade como meia na Seleção Brasileira. Depois de perder as duas melhores chances do Brasil, que fez primeiro tempo ruim, ela decidiu em bonita jogada realizada por Cristiane. Marta, de quem sempre se aguarda tirar o coelho da cartola, foi discreta e participou bem de poucos lances. Bem fechada na defesa, com três zagueiras, a Seleção mostrou segurança nas mãos da experiente goleira Andreia.

Com a vitória, o Brasil se iguala à Noruega na liderança do Grupo D após a primeira rodada. Ambas as seleções têm três pontos e se enfrentam já no próximo domingo, às 13h15 (de Brasília), em Wolfsburg. No mesmo dia, as australianas tentam a reabilitação contra Guiné Equatorial. O jogo ocorre em Bochum, às 14h (de Brasília).

Brasil larga com pé direito na Copa

Faltou ataque para o Brasil em seus primeiros 45 minutos de jogo na Copa do Mundo de Futebol Feminino. Diante da Austrália, a equipe de Kleiton Lima mostrou dificuldades para chegar à frente e foi muito bem marcada, encontrando dificuldades para chegar na frente na maioria do tempo. Kleiton confirmou a expectativa de um time mais experiente, com Andreia no gol, Daiane na zaga, Formiga no meio, Maurine na ala esquerda e Rosana na função de armadora. Os planos do treinador, entretanto, não funcionaram muito bem.

Desde o início, a Austrália mandou na primeira etapa. Com 6min, McCallum teve falta próxima da grande área e assustou com uma finalização que passou perto da trave. O Brasil conseguiu ameaçar em jogada de velocidade, o único recurso mais efetivo no começo do jogo. Maurine cruzou da esquerda, a bola desviou e Rosana, perto da pequena área, jogou de cabeça com perigo.

Depois de um momento de muito equilíbrio e poucas oportunidades, o jogo voltou a ter ocasiões mais agudas só aos 20min: Simon recebeu bem e, do bico da área, exigiu ótima defesa de Andreia. As brasileiras responderiam logo depois, naquela que foi a chance mais clara antes do intervalo. Marta, pouco participativa no primeiro tempo, passou da esquerda para Cristiane, que tentou bater. A bola sobrou clara para Rosana, que teve a chance de pé direito e desperdiçou.

Nos últimos 20 minutos da etapa inicial, a Austrália apertou as brasileiras e mostrou muita superioridade. A experiente Aline Pellegrino errou saída de bola, que De Vanna recuperou e bateu para fora livre diante de Andreia. Cristiane, a mais apagada do setor ofensivo, teve oportunidade após passe de Maurine, mas errou a conclusão. E as australianas, que pressionavam o time brasileiro, quase fizeram aos 42min. Knight bateu cruzado da esquerda e Garriock, por muito pouco, não colocou para dentro.

Uma jogada combinada entre duas jogadoras de frente, logo no reinício da segunda etapa, trouxe conforto para as brasileiras, que abririam o placar aos 8min. Em lance individual, Cristiane fez bonito, disputou pelo alto e conseguiu passe para Rosana, que brigou com a marcadora, conseguiu recolher a bola e chutar na saída de Melissa Barbieri. O gol foi especial para a camisa 6, que recebeu sua primeira grande oportunidade no meio-campo, pois normalmente é ala esquerda pela Seleção.

O gol de Rosana ofereceu tranquilidade e mais campo para as brasileiras jogarem da maneira que se sentem mais confortáveis, com espaço para jogadas em velocidade e o time posicionado na defesa. Assim, a Austrália até teve a iniciativa do segundo tempo, mas praticamente não ameaçou. De Vanna, a mais habilidosa jogadora australiana, assustou aos 29min com um chute por cima da trave defendida por Andreia, que se mostrou segura ao longo de todo o tempo.

Em seguida, Garriock e Butt, em chutes da entrada da área, voltaram a testar a goleira brasileira. Aos poucos, a equipe de Kleiton Lima conseguiu sair da defesa e controlar melhor a equipe australiana, que fez as três trocas em busca de melhorias em seu ataque. O Brasil, que ainda ameaçaria em boa jogada com Formiga e Maurine, deixou o campo satisfeito pela estreia com triunfo, assegurado depois que De Vanna desperdiçou ocasião claríssima diante de Andreia aos 40min.

 

Brasil 1 x 0 Austrália

Gol
Brasil: Rosana, aos 8min do segundo tempo

Brasil:
Andreia; Aline, Daiane e Erika; Fabiana, Formiga (Francielle), Ester e Maurine; Rosana; Marta e Cristiane
Treinador: Kleiton Lima

Austrália:
Barbieri; Foord, Uzunlar, Carroll e Knight; Butt, Van Egmond (Shipard), McCallum e Carriock (Polkinghorne); Simon (Kerr) e De Vanna
Treinador: Tom Sermanni

Árbitro
Jenny Palmqvist (Suécia)

Público
27.258 torcedores

Local
Borussia Park, em Mönchengladbach (Alemanha)

Futebol

Futebol de cegos: Brasil vai à final da Copa América contra Colômbia

Em São Paulo, seleção masculina derrota Costa Rica pelas semifinais

10/09/2026 20h00

Taba Benedicto

Continue Lendo...

Maior vencedor da Copa América de futebol de cegos entre os homens, o Brasil vai em busca do sétimo título. Nesta quinta-feira (10), a seleção verde e amarela derrotou a Costa Rica por 2 a 0 no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, pelas semifinais da competição.

Os brasileiros não encontraram dificuldades e abriram vantagem sobre os costarriquenhos antes da metade da primeira etapa - cada tempo tem 20 minutos de duração. Aos seis, Maicon conduziu a bola após cobrança de falta, arrastou a marcação de três adversários e chutou rasteiro para abrir o placar. Aos 12, Nonato recebeu na área e bateu forte, no alto, sem chances para o goleiro Rony Madrigal.

No segundo tempo, o técnico Cesinha aproveitou para rodar o elenco. Mesmo assim, a equipe da casa manteve o jogo sob controle e até criou algumas chances, parando em boas defesas do goleiro costarriquenho.

Em 11 edições, o Brasil sempre foi à final, com seis conquistas e quatro vices. O último na edição de 2022, quando perderam nos pênaltis para a anfitriã Argentina.

Os Murciélagos (morcegos, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina), aliás, ficaram fora da decisão continental pela primeira vez. Mais cedo nesta quinta, os hermanos, atuais campeões mundiais e vice paralímpicos foram superados pela Colômbia por 1 a 0 nas penalidades, após empate sem gols com bola rolando.

A final diante dos colombianos será neste sábado (12), às 17h30 (horário de Brasília). O canal da Federação Internacional de Esportes para Cegos (Ibsa) no YouTube transmite a partida ao vivo.

Esta será a segunda final do Brasil neste ciclo da Paralimpíada de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028. Em julho, os brasileiros conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Parasul-Americanos, em Valledupar (Colômbia), superando os argentinos na decisão.

Apesar da queda nas semifinais, a Costa Rica se garantiu no Campeonato Mundial do ano que vem, assim como Argentina e Colômbia. O Brasil, como país-sede, já tinha vaga assegurada. Pentacampeã paralímpica, a seleção verde e amarela é também cinco vezes campeã do mundo, sendo a maior vencedora nos dois principais eventos da modalidade.

Decisão

Brasília vai receber a primeira final única da Copa do Brasil

Estádio sempre foi o favorito para receber a final da competição por causa de sua estrutura, da logística e da neutralidade do estádio

10/09/2026 13h45

Foto: Divulgação

Continue Lendo...

O Mané Garrincha, em Brasília, será o palco da primeira final única da Copa do Brasil, marcada para o dia 6 de dezembro. A CBF vai anunciar nesta quinta-feira, 10, após o sorteio do mando das semifinais.

Palmeiras, Vasco, Atlético Mineiro e Grêmio seguem na disputa e se enfrentam pelas semifinais no início de novembro.

O Mané Garrincha sempre foi o favorito para receber a final da competição por causa de sua estrutura, da logística e da neutralidade do estádio em uma edição com semifinalistas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Em agosto, o governo do Distrito Federal enviou um ofício à CBF em oferecendo o Mané Garrincha como sede da final. No documento, o governo exaltou as "condições estruturais, logísticas e institucionais" do estádio, "plenamente compatíveis com a dimensão esportiva, econômica e simbólica da principal competição eliminatória do futebol brasileiro".

Como não recebe regularmente partidas da Série A do Brasileirão, o estádio não conta com a tecnologia do sistema de impedimento semiautomático, o que demandará algum tempo para a instalação. Precisará, então, passar pelas adequações necessárias de infraestrutura para que os equipamentos funcionem, além da realização de testes.

A opção por Brasília tem sido bastante utilizada pela CBF para os jogos da Supercopa, confronto entre os campeões da Série A e da Copa do Brasil, principalmente pelo fator neutralidade. Das sete edições do confronto desde a retomada do formato, em 2020, quatro foram disputadas no Mané Garrincha.

Disputada desde 1989, a Copa do Brasil terá pela primeira vez uma final realizada em jogo único, repetindo o modelo adotado pela Uefa com a Champions League, e pela Conmebol com Libertadores e Sul-Americana.

O torneio com a maior premiação do País vai render R$ 78 milhões só ao campeão só pela vitória na final e R$ 34 milhões ao vice.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).