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VÔLEI

Brasil pulveriza Cuba, embolsa o tri e confirma sua dinastia em Mundiais

Brasil pulveriza Cuba, embolsa o tri e confirma sua dinastia em Mundiais

Por Carol Oliveira/g1

10/10/2010 - 16h39
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Difícil foi antes da final. A campanha recheada de dramas se arrastou ao longo de 15 dias com lesões, troca de farpas, derrota de propósito, chuva de críticas. Nada disso entrou em quadra no domingo. Quando a bola subiu na Arena de Roma, o Brasil fez a decisão contra os cubanos parecer um treino de luxo contra juvenis. Agressivos, vibrantes e impiedosos, os comandados de Bernardinho transformaram a valente seleção de Cuba em pó. Com 3 sets a 0 (25/22, 25/14 e 25/22), derrubaram os caribenhos, chegaram ao tricampeonato e esticaram sua dinastia em Mundiais. Desde 2002, ninguém tira o verde-amarelo do topo.

A vitória de domingo veio com mais uma atuação memorável de Leandro Vissotto, que também tinha sido o herói da semifinal contra a Itália. Ao fim da partida, os jogadores correram, pularam e gritaram tudo que não puderam gritar ao longo da campanha. Na casa dos rivais italianos, diante dos rivais cubanos, o Brasil é tricampeão mundial.

A incerteza sobre as condições de jogo de Bruninho acabou assim que o locutor da Arena chamou seu nome. Camisa 1, o levantador foi o primeiro a entrar na quadra. Mas quem começou brilhando foi o número 6, Leandro Vissotto. A exemplo da semifinal contra os italianos, o oposto brilhou no primeiro set. Com dois ataques seguidos, colocou o Brasil em vantagem de três pontos. Quando o placar marcava 6/2, o técnico cubano, Orlando Samuels, decidiu parar o jogo. A diferença, no entanto, aumentou, e a seleção brasileira foi para a primeira parada obrigatória com 8/3.

Bruninho fazia cara de dor na metade do set. Parecia jogar na marra. Depois de marcar um bloqueio, que deixou o Brasil com 9/3, comemorou muito virado para o grupo de torcedores brasileiros na arquibancada. O saque verde-amarelo era potente e atrapalhava a recepção cubana. Leon e Simon ainda tentavam acertar, mas o Brasil foi à frente para a segunda parada: 16/11. Vissotto continuava virando todas, mas agora tinha a companhia de Murilo e Dante.

Cuba esboçou uma reação no fim da parcial. Hernandez soltou o braço no saque, que pegou em Mário Jr. e jogou o líbero para trás. Com dois pontos de diferença no placar (21/19), Bernardinho pediu tempo para esfriar o rival. Deu certo. No retorno, o cubano desperdiçou o serviço. Um bloqueio de Vissotto deu o 23º ponto para o Brasil. Quando tinha 24/20 a favor, o técnico brasileiro fez a inversão de 5-1. Colocou Marlon e Theo, deixando Vissotto e Bruninho no banco. A Arena de Roma gritava por Cuba, mas foi o Brasil, após um ataque de Theo, que fechou o set: 25/22.

Os cubanos voltaram para o segundo set cometendo muitos erros. Com Murilo no saque, não conseguiu acertar o passe, e o Brasil abriu 4/0. Hernandez fez o primeiro ponto dos cubanos. Mas a seleção brasileira abriu mais. Com 7/1, Orlando Samuels tirou o levantador Hierrezuelo e colocou Diaz. Os vacilos não cessaram. O Brasil, por sua vez, continuava com Vissotto inspirado. Giba, com seu bigode mexicano da sorte, jogava junto. Do banco, orientava e não deixava os companheiros pecarem como os rivais. Mas nem era preciso alertar. A seleção jogava fácil. Bruninho, de segunda, abriu ainda mais a vantagem e vibrou como jogador de futebol. Correu com os braços abertos.

Após a segunda parada técnica, a diferença era de seis pontos: 16/10. Bernardinho parecia gostar do que via, pois não reclamava com os seus comandados. Já Orlando Samuels, parou o jogo quando o placar apontava 20/11. Um bloqueio simples de Dante, colocou o set em 24/14. Mas foi um ataque de Vissotto que saiu o ponto que encerrou: 25/14.

O terceiro set sugeria mais equilíbrio. Cuba parecia enfim acordar para o jogo e, pela primeira vez, teve uma liderança no placar. A alegria caribenha durou pouco. Com Vissotto voando, o Brasil se recompôs, virou e abriu quatro. Dali em diante, bastou manter a cabeça no lugar. Mas só até fechar o set. Com o título garantido, ninguém mais precisava manter a calma. E os jogadores correram pela quadra, pularam, vibraram, gritaram. Havia muita coisa guardada na garganta. Agora não há mais.
 

LUTO

Morre pai de Lionel Messi aos 68 anos na Argentina

A família havia informado, em junho, que Jorge seguia em recuperação, embora seu estado de saúde ainda fosse considerado delicado

08/08/2026 10h00

Lionel Messi e seu pai Jorge Messi

Lionel Messi e seu pai Jorge Messi Foto:Reprodução/Instagram

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Jorge Messi, pai e empresário de Lionel Messi, morreu na noite de sexta-feira (7), aos 68 anos, em Rosário, na Argentina. A informação foi divulgada pelo jornal argentino Infobae. Ele enfrentava uma longa doença.

A família havia informado, em junho, que Jorge seguia em recuperação, embora seu estado de saúde ainda fosse considerado delicado. Na ocasião, Lionel Messi chegou a se emocionar após a estreia da Argentina na Copa do Mundo de 2026. Mais tarde, o camisa 10 explicou que as lágrimas não estavam relacionadas ao futebol, mas ao momento difícil vivido por sua família.

Jorge Horacio Messi esteve ao lado de Lionel desde o início da carreira. Foi ele quem acompanhou os primeiros passos do filho no futebol e participou da decisão que levou a família para a Espanha, quando Messi ainda era criança. A mudança permitiu que o argentino ingressasse nas categorias de base do Barcelona, onde começou a construir a trajetória que o levaria a se tornar um dos maiores jogadores da história do esporte.

Ao longo dos anos, Jorge também assumiu a função de empresário do craque argentino. Sempre atuando de forma discreta, foi responsável por administrar a carreira de Messi fora dos gramados, conduzindo negociações, contratos e decisões estratégicas, enquanto evitava exposição pública.

Em uma entrevista concedida em 2012, Jorge contou que a família chegou a pensar em voltar para a Argentina nos primeiros anos de Messi na Espanha. O motivo eram os problemas com a documentação, que impediram o jovem de atuar por um período. No fim, a decisão de permanecer no país partiu do próprio Lionel.

Jorge era casado com Celia Cuccittini e deixa os filhos Lionel, Rodrigo, Matías e María Sol. Até o momento, a família não divulgou informações sobre o velório e o sepultamento.

Disputa

Copa do Brasil pode reunir somente campeões nas quartas de final

Cenário depende de classificação do Athletico-PR sobre o Vitória

06/08/2026 19h00

Foto: Nelson Terme / CBF

Foto: Nelson Terme / CBF

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As quartas de final da Copa do Brasil deste ano podem reunir somente times que conquistaram o título da competição. Os últimos classificados serão conhecidos nesta quinta-feira (6). Três dos quatro clubes que vão a campo já foram campeões do torneio.

A exceção é o Vitória, que recebe o Athletico-PR no Barradão, em Salvador, às 20h (horário de Brasília). O Furacão, campeão em 2019, ganhou a partida de ida na Arena da Baixada, em Curitiba, por 2 a 0 na última segunda-feira (3) e avança mesmo se perder por um gol de diferença.

Se o Athletico passar, garante as quartas de final com 100% de campeões. Isso porque o outro confronto desta quinta, entre Corinthians e Internacional, já reúne times com títulos de Copa do Brasil no currículo. Os gaúchos ergueram a taça em 1992, enquanto o Timão, atual campeão, tem mais três conquistas (1995, 2002 e 2009 - esta última justamente contra o Colorado).

O duelo será na Neo Química Arena, em São Paulo. Como venceu no Beira-Rio, em Porto Alegre, no último domingo (2), por 2 a 0, o Inter se classifica mesmo em caso de derrota - desde que por apenas um gol de diferença.

Verdão e Vasco seguem
Os times já assegurados na próxima fase acumulam 18 títulos de Copa do Brasil. Maior vencedor, com seis conquistas (1993, 1996, 2000, 2003, 2017 e 2018), o Cruzeiro se garantiu nessa quarta-feira (5) ao eliminar a Chapecoense. No mesmo dia, o Grêmio, que tem uma taça a menos que os mineiros (1989, 1994, 1997, 2001 e 2016), despachou o Mirassol.

Os dois jogos que encerraram a noite de Copa do Brasil na quarta decidiram as classificações de Palmeiras e Vasco. O Verdão, tetracampeão (1998, 2012, 2015 e 2020), perdeu por 3 a 2 para o Fortaleza na Arena Pantanal, mas avançou graças à vitória de domingo, no Nubank Parque, por 3 a 0.

O Leão do Pici, que acertou a venda do mando de campo para Cuiabá antes mesmo do revés em São Paulo, saiu na frente com Juan Miritello, aos 33 do primeiro tempo, em chute no ângulo. Sete minutos depois, o também atacante Flaco López empatou aproveitando cruzamento do meia Felipe Anderson pela direita.

Aos 43, o lateral Mailton cruzou rasteiro pela direita e o goleiro Carlos Miguel tentou afastar, mas a bola desviou em Murilo e no meia Rodriguinho, do Fortaleza, antes de parar no gol. O zagueiro alviverde se redimiu aos 15 do segundo tempo, após cobrança de escanteio do volante Andreas Pereira.

Foi também no jogo aéreo que o tricolor cearense chegou ao gol da vitória. Aos 42, Mailton bateu escanteio e o meia Lucas Emanuel, livre, cabeceou para as redes, sacramentando o primeiro triunfo da equipe sob comando de Paulo Autuori. 

No Maracanã, Fluminense e Vasco se reencontraram após o empate sem gols do último sábado (1). Assim como no confronto pelas semifinais da edição do ano passado, melhor para o Cruzmaltino, que ganhou por 3 a 1. A partida foi transmitida pela Rádio Nacional.

Campeão em 2011, o Gigante da Colina saiu na frente aos 33 minutos da etapa inicial em um belo chute de Brenner da entrada da área, que encobriu o goleiro Fábio e bateu no travessão antes de entrar. Ele próprio aumentou aos seis do segundo tempo, completando para as redes o cruzamento do também atacante Andrés Gómez pela direita.

O Fluminense esboçou reação aos 31, com Martinelli. O volante recebeu do atacante Hulk pouco depois da marca do pênalti e chutou com a bola ainda no ar, vencendo o goleiro Léo Jardim, colocando fogo na partida.

Nos acréscimos, porém, o Vasco saiu em contra-ataque pela esquerda. O meia Adson foi lançado pelo volante Thiago Mendes, entrou na área e rolou na direita para o lateral Puma Rodríguez concluir para o gol vazio e definir o placar no Rio de Janeiro.

Na última terça-feira (4), os classificados foram Santos e Atlético-MG. O Peixe, que venceu o torneio 2010, superou o Remo, enquanto o Galo, campeão em 2014, passou pelo Juventude.

Entre os oito melhores
Os confrontos serão revelados na próxima terça-feira (11), às 11h (horário de Brasília), em sorteio na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Os jogos serão nos dias 26 de agosto e 3 de setembro.

A única vez que somente campeões da Copa do Brasil chegaram às quartas foi há dez anos. As equipes classificadas foram Cruzeiro, Grêmio, Corinthians, Palmeiras, Inter, Santos, Atlético-MG e Juventude (que venceu a edição de 1999). O Tricolor gaúcho levou a taça.

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