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LUTAS

Brasileiro festeja 'convocação' e torce para arbitrar luta do título de Anderson

Brasileiro festeja 'convocação' e torce para arbitrar luta do título de Anderson

uol

19/08/2011 - 10h26
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Além de ter 14 lutadores dentro do octógono, o Brasil terá mais um personagem fundamental representando o país no UFC Rio, no próximo dia 27. Mario Yamasaki é um dos árbitros mais antigos em ação e, com respeito reconhecido na cena do MMA, não poderia ficar fora do evento, até porque foi um dos responsáveis por trazer o UFC ao Brasil pela primeira vez, em 1998.

“Um UFC no meu país e não participar seria uma sacanagem”, brincou o árbitro, em entrevista ao UOL Esporte. “Para mim está sendo maravilhoso. Trabalhamos muito lá fora e às vezes o pessoal não nos conhece. Mas o UFC Rio terá uma repercussão muito grande para todos.”

Mas a comemoração ainda não é plena. O objetivo foi atingido, mas pode ser ampliado. “Meu maior desejo é fazer a luta principal dentro do meu país”, explica ele, sobre a vontade de arbitrar Anderson Silva x Yushin Okami, pelo cinturão dos médios do brasileiro.

Diferentemente dos eventos norte-americanos, em que a arbitragem é escolhida pelas comissões atléticas de cada estado, o fato de o Brasil sediar o UFC 134 mudou o método. A escolha foi do UFC, e outro destaque na arbitragem é o famoso Herb Dean. Já a definição de cada luta deve ser feita apenas no dia dos combates na HSBC Arena.

E, se no futebol os juízes geralmente são neutros, no MMA isso não se aplica, mesmo que Yamasaki tenha de trabalhar na luta de um velho conhecido, como Anderson Silva.

“Eu vi o Anderson começar. Para mim é a mesma coisa. Não importa quem esteja no octógono, a luta é igual”, analisa ele, antes de adicionar, com autoridade. “Já arbitrei vários brasileiros e até tive de desqualificar alguns. Todos sabem que não faria nada para denegrir meu nome. Lá dentro quem comanda sou eu.”

O fã e o árbitro

“Quando eu não estou arbitrando, sou um fã. Bem maior que você”, brinca Yamasaki, que alterna seus dois lados num mesmo evento, já que divide com outros profissionais o trabalho nas noitadas de lutas.

“Como árbitro, o olhar é técnico, tenho que procurar as falhas e preservar a integridade física dos lutadores. Quando estou fora, posso olhar as coisas boas, reparar nos golpes mais bonitos”, explica ele, que começou na profissão em 1999, a partir do UFC 20.

Atualmente, eventos como o UFC enfrentam polêmicas na decisão de alguns árbitros e jurados. Para o brasileiro, a difusão do esporte e de suas regras deve melhorar o nível de avaliação dos profissionais.

“As regras são bem claras, mas quem interpreta pode ver de maneiras diferentes. Todo mundo tem uma visão, mas a regra é uma só. Então é uma questão de como você analisa. Nas palestras eu destrincho a luta toda, ponho para assistir com o som ambiente e explico minuto por minuto o que está acontecendo, até o aluno entender”, diz ele, que dá palestras para iniciantes e busca uma maior profissionalização entre os árbitros.

ESPORTE

Brasil vence Venezuela e está no mundial de vôlei masculino

Seleções brasileira e argentina decidem vaga olímpica no domingo

19/09/2026 13h38

O resultado mantém o time com 100% de aproveitamento e na liderança brasileira na competição.

O resultado mantém o time com 100% de aproveitamento e na liderança brasileira na competição. Divulgação: CBV

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A seleção masculina de vôlei venceu a equipe da Venezuela por 3 sets a 0 na manhã deste sábado (19) na quarta rodada do Sul-Americano da modalidade. A partida foi disputada no ginásio do Maracanazinho e valeu a vaga para o Brasil no mundial de 2027.O resultado mantém o time com 100% de aproveitamento e na liderança brasileira na competição.O resultado mantém o time com 100% de aproveitamento e na liderança brasileira na competição.

As parciais foram 25/19, 25/14 e 25/19 para mais de 7200 pessoas. 

O resultado mantém o time com 100% de aproveitamento e na liderança brasileira na competição. O oposto Bryan foi novamente o maior pontuador em quadra, desta vez com 13 acertos. 

Neste domingo (20), às 10h, o time do técnico Bernardinho enftenta a Argentina, valendo o título e a vaga nos Jogos Olímpicos Los Angeles 2028.

manifesto

Reação de clubes a MP contra bets saiu após casas de apostas ameaçarem revisão de patrocínios

Clubes e as federações divulgaram um manifesto no qual dizem que medida contra bets anunciada pelo governo será "golpe fatal" no futebol brasileiro, que sofrerá colapso

18/09/2026 23h00

Foto: IA

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A reação dos clubes e federações de futebol a rumores de que o governo pretende tomar "medida drástica" contra as bets saiu depois de as empresas de apostas avisarem os times e entidades esportivas que a decisão vai forçá-las a rever contratos de patrocínio.

Hoje, 13 dos 20 times da Série A do Brasileirão têm contratos com empresas de apostas. A própria competição é patrocinada pela principal empresa do mercado, a grega Betano.

As plataformas de apostas chegaram a patrocinar 19 dos 20 clubes da primeira divisão. O número caiu, mas elas ainda dominam o futebol brasileiro e injetam mais de R$ 1 bilhão nos contratos de patrocínio com as equipes da elite.

Clubes manifestaram preocupação às patrocinadoras quando leis municipais passaram a proibir a exibição de marcas de bets em espaços públicos, como estádios. As restrições foram adotadas em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

Em seguida, as empresas de apostas apresentaram aos clubes um panorama ainda pior para o setor: o governo pretende editar uma Medida Provisória (MP) que acaba com os cassinos online (jogo do tigrinho e similares), parte principal do faturamento das principais bets. A expectativa é de que a medida seja publicada e enviada ao Congresso Nacional nos próximos dias, ainda antes do 1º turno das eleições.

Mesmo sem que estejam definidos quais serão os termos dessa MP, os clubes e as federações divulgaram, nesta quinta-feira, 17, um manifesto no qual se dizem preocupados com os "rumores" e que, caso eles se confirmem, será "golpe fatal" no futebol brasileiro, que sofrerá colapso, segundo as agremiações.

"A consequência não será apenas uma porta escancarada para as apostas clandestinas, mas um golpe fatal para o futebol brasileiro, levando muitos clubes à insolvência", diz o texto divulgado por alguns dos principais clubes do País, entre eles Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Flamengo.

Segundo representantes de empresas de apostas ouvidos pela reportagem, a maioria dos contratos de patrocínio firmados com os clubes têm cláusulas que permitem revisões em caso de mudanças significativas no arcabouço regulatório.

Essas cláusulas serão ativadas se o governo confirmar medidas que afetam o faturamento das bets. E os clubes já foram avisados a respeito.

As bets também têm cobrado uma posição da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que optou por tratar o tema com cautela.

As casas de apostas também têm acordos comerciais com a CBF, aparecem nas transmissões da Globo e de outras emissoras e amarram parcerias até com torcidas organizadas de alguns dos maiores times do País.

Executivos do setor defendem que seja feito um estudo de impacto econômico e jurídico antes da eventual aplicação de restrições às bets. As casas de apostas foram regulamentadas no início de 2024 e terão de ser recompensadas caso a MP seja aprovada, uma vez que cada empresa pagou R$ 30 milhões para operar no País por um período de cinco anos.

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