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BOXE

Bruno Luca garante vitória por nocaute

Bruno Luca garante vitória por nocaute

ARLINDO FLORENTINO

16/01/2012 - 00h00
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Com um potente direto, no quarto round, o campo-grandense Bruno Lucas garantiu a vitória por nocaute sobre o baiano Eder Magalhães, na principal luta da noite de gala de boxe disputada sábado no salão do Instituto Social Pioneira em Campo Grande, e assegurou o título dos pesados da Associação Nacional de Boxe.

A programação começou com a luta de boxe olímpico entre o campo-grandense Júlio Filthy e o representante de Ponta Porã Bruno Alysson. Depois de quatro assaltos e muito equilíbrio, os jurados decidiram pelo empate.

Na segunda luta, também na categoria olímpica, o representante da Capital, Rodrigo Rezende, enfrentou Thiago da Silva, de Ponta Porã. Muito castigado nos dois primeiros rounds, Rodrigo abandonou no terceiro assalto, com a vitória ficando com o ponta-poranense.

O terceiro combate, válido pelo boxe profissional na categoria pesado, marcou a estreia do campo-grandense Saennes Pereira que enfrentou o paulista José Augusto.

Com maior experiência, Augusto tentou imprimir um ritmo forte, mas Saennes soube administrar e aos poucos passou a dominar o confronto, encaixando bons golpes. No quarto assalto, depois de uma boa sequência, o campo-grandense acertou um direto no rosto do adversário, conseguindo o nocaute e a primeira vitória como profissional.

Na principal luta da noite, Bruno Lucas e Eder Magalhães disputavam o título brasileiro dos pesados e começaram demonstrando disposição. No primeiro assalto houve equilíbrio. No segundo, já mais solto no ringue, Bruno passou a minar a resistência do adversdário, porém no terceiro o equilíbrio retornou.

Na luta programada para 10 assaltos, o quarto foi decisivo. Bruno Lucas voltou determinado e aproveitando uma falha na defesa de seu oponente e acertou um direto em Eder Magalhães que foi à lona. O nocaute garantiu o título ao campo-grandense.

De acordo com o presidente da Associação Nacional de Boxe, Admilson Vasconcelos Cruz, o título brasileiro ficou dividido entre o campo-grandense Bruno e o paulista Rafael Zumbano, que está licenciado e fora do País. Assim que Zumbano retormar às atividades, será marcado o combate para definir quem será o campeão efetivo.

Já com o cinturão, Bruno revelou o segredo para chegar à vitória. "A luta foi dura, como já esperava, mas como ele é mais pesado, passei a trabalhar as pernas, para provocar o cansaço nele e atingi meu objetivo. Além disso passei a golpear na linha de cintura e quando ele abriu a guarda fui feliz e acertei o direto", afirmou.

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Campeonato

Inscrições para os Jogos Escolares de Campo Grande começam hoje

Competição reúne equipes de basquete, futsal, handebol e vôlei em duas categorias; prazo vai até 25 de agosto

17/08/2026 13h45

Reprodução/Pref. Campo Grande

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Estão abertas, a partir desta segunda-feira (17), as inscrições para a 39ª edição dos Jogos Escolares de Campo Grande 2026, Etapa 1. A competição terá disputas de basquetebol, futsal, handebol e voleibol, divididas em duas categorias.

Na Categoria A, podem participar atletas nascidos em 2010, 2011 e 2012. Já a Categoria B reúne estudantes nascidos em 2013, 2014 e 2015.

As inscrições podem ser feitas até 25 de agosto, exclusivamente por formulário eletrônico. É necessário preencher os dados solicitados e enviar a ficha de inscrição preenchida, carimbada e assinada pela direção e pela secretaria da escola.

A competição faz parte do calendário esportivo estudantil de Campo Grande e também funciona como etapa de seleção das equipes que poderão representar a Capital na fase estadual. Os classificados podem ainda avançar para a formação de equipes que disputarão a etapa nacional.

Como se inscrever

O formulário de inscrição está disponível neste link.

O regulamento e as fichas de inscrição podem ser consultados no site da Funesp, na seção “Jogos”.

nova política

Tifanny se pronuncia após regra que veta trans no vôlei: "Retrocesso"

A jogadora, de 41 anos, é a primeira transgênero a atuar na Superliga e afirmou que não desistirá de seguir jogando

16/08/2026 22h00

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde Foto: Divulgação / Osasco

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A oposta Tifanny, que defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde, manifestou-se, pela primeira vez, sobre a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que restringe a participação nas competições entre mulheres a atletas designadas com o sexo biológico feminino ao nascer.

A jogadora, de 41 anos, a primeira transgênero a atuar na Superliga, considerou um "enorme retrocesso" e afirmou que não desistirá de seguir jogando.

"A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos. Mas isso não afeta só a mim. Afeta o meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim e o direito de todas as pessoas trans. É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão. Voltamos para a forma vexatória como se testavam as atletas nos anos 60 e 70", disse Tifanny, em pronunciamento compartilhado pela assessoria de imprensa do Osasco.

"Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que a minha luta pelo direito à visibilidade, à inclusão e à prática do esporte não tenha sido em vão", emendou a oposta, que atua no vôlei feminino desde 2017 e foi campeã da Superliga em 2025, sendo a primeira trans a conquistar o principal torneio do país na modalidade.

O pronunciamento foi feito após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista da modalidade, na noite do último sábado (15), em casa, no Ginásio José Liberatti, contra o Pinheiros.

Apesar dos 19 pontos de Tifanny, muito festejada pela torcida osasquense, as visitantes levaram a melhor e venceram por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 25/16, 21/25, 23/25 e 15/11, após pouco mais de duas horas de partida.

A participação da oposta no jogo, mesmo depois de a nova política da CBV ser anunciada, ocorreu após a Federação Paulista de Volleyball (FPV) informar que o Estadual seguiria o regulamento em vigor desde o início do torneio. Segundo a entidade, "eventuais medidas" serão tomadas "para as próximas competições [...] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde".

O novo critério de elegibilidade foi anunciado pela CBV na última sexta-feira (14). Segundo a entidade, a meta é estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). De acordo com a confederação, as atletas deverão atender a critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

Antes, mulheres trans podiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação é válida já para as edições deste ano da Superliga (nas duas principais divisões) e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

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