Esportes

MORTE CEREBRAL

Leandro Lo, campeão mundial de jiu-jítsu, é baleado na cabeça por PM de folga

Ele foi apartar uma briga durante um show de pagode no Clube Sírio, na zona sul de São Paulo, na madrugada deste domingo, 7

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O campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo, de 33 anos, foi baleado na cabeça durante um show de pagode no Clube Sírio, na zona sul de São Paulo.

O incidente aconteceu na madrugada deste domingo, 7, e teve como autor um policial militar de folga, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SP). 

O atleta teria sido alvejado após um desentendimento com o autor dos disparos.

De acordo com o advogado de Lo, Ivã Siqueira Júnior, ele teve a morte cerebral confirmada pelo Hospital Municipal Dr. Arthur Ribeiro de Saboya, para onde foi levado.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou também que foi pedida a prisão preventiva do suspeito, de 30 anos, e que a Polícia Militar abriu uma apuração administrativa para investigar o caso. 

Na nota, a SSP disse ainda que a PM "lamenta o ocorrido" e colabora com as buscas para localizar o autor.

O advogado de Leandro Lo relatou, com base no depoimento de testemunhas, que a discussão começou quando o PM, durante o evento, foi em direção à mesa em que o lutador e outros amigos estavam e começou a mexer nas bebidas.

O campeão mundial não teria gostado e, como reação, aplicou um golpe de jiu-jítsu para imobilizar o suspeito. 

"Nesse momento, o rapaz levantou, deu a volta e deu um tiro na cabeça do Leandro", disse Ivã Siqueira.  

O policial ainda teria chutado a vítima duas vezes quando ela estava no chão.

Ainda de acordo com o advogado, o fato de ser um policial militar teria viabilizado a sua entrada no show com a arma. 

O caso foi registrado como tentativa de homicídio e está sendo investigado pelo 16º Distrito Policial (DP) da capital.

A Secretaria de Saúde de São Paulo informou que Leandro Lo foi levado para o hospital municipal, mas não divulgou detalhes do estado de saúde do lutador a pedido dos familiares da vítima.

Também questionado, o Clube Sírio, onde o show aconteceu, respondeu que está colaborando com as investigações, mas frisou que a apresentação, embora tenha sido realizada nas dependências do clube, foi organizada e administrada por outra empresa.

Por meio de nota divulgada no início da tarde deste domingo, o clube reforçou que "colabora com as autoridades responsáveis", e se solidariza com a família de Leandro Lo "pelo lamentável incidente ocorrido em um evento realizado por terceiros".

Trajetória

Oito vezes campeão mundial de jiu-jítsu, o paulistano Leandro Lo é tratado como um dos principais nomes da modalidade. 

No currículo, o atleta também acumula títulos de Copa do Mundo, Campeonato Brasileiro e pan-americano.

O último campeonato conquistado foi em junho. 

Nas redes sociais, o lutador descreveu a conquista como uma das mais importantes da carreira e afirmou que vencê-la foi tão marcante quanto a primeira vez em que foi campeão, em 2012, há 10 anos.

"As duas conquistas mais importantes da minha carreira, o primeiro é a sensação de conseguir ser campeão mundial, esse foi eu ainda consigo ser campeão mundial, as duas melhores sensações da minha vida. Obrigado todos que estão sempre comigo na alegria na tristeza", escreveu o atleta em uma de suas redes sociais.

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Série D

Ivinhema enfrenta o ASA-AL pela Série D, com transmissão ao vivo

A equipe sul-mato-grossense recebe o time alagoano em partida de ida válida pelo 16 avos da Série D

06/07/2026 11h30

Jogando em casa, Ivinhema busca abrir vantagem no duelo contra o ASA

Jogando em casa, Ivinhema busca abrir vantagem no duelo contra o ASA Foto: Welton Neves/@weltonneves_fotografo

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Nesta segunda-feira (6), o Azulão do Vale recebe a equipe do ASA de Alagoas, em partida válida pelos 16 avos de finais do Campeonato Brasileiro Série D e terá transmissão ao vivo. 

Único representante do Estado vivo na disputa, o Ivinhema busca continuar fazendo história, já que pela primeira vez Mato Grosso do Sul alcança a terceira fase da competição. 

Após eliminar o Democrata de Governador Valadares na fase anterior, o Azulão chega com moral para o confronto e seguirá na luta pelo acesso, já que neste ano a possibilidade de subir de divisão é maior. 

Por sua vez, a Associação Sportiva Arapiraquense ou como é conhecida ASA de Arapiraca, também busca continuar sonhando com o acesso. 

Tradicional time do futebol nordestino, a equipe alagoana acumula diversas participações nas divisões superiores, incluindo uma participação na Séria A em 1979. 

Na fase anterior, eliminou a equipe do Sergipe em um placar agregado de 2 a 1, pois empatou na partida de ida em 1 a 1 e venceu o jogo da volta por 1 a 0, carimbando vaga para a fase a atual. 

MÁS LEMBRANÇAS 

Vale destacar que o ASA não possui boas lembranças com relação ao futebol sul-mato-grossense. 

Neste ano a equipe alagoana enfrentou o Operário pela primeira fase da Copa do Brasil e após empatar no tempo normal, foi eliminado pelo Galo da Capital nos pênaltis. 

INFORMAÇÕES GERAIS 

A bola rola para Ivinhema e ASA-AL às 19h, horário de Mato Grosso do Sul, no Estádio Saraivão em Ivinhema. A partida também contará com transmissão ao vivo através do Metrópoles, via Youtube.  
 

COPA DO MUNDO

Brasil busca fim de tabus contra Noruega e europeus em Copas

Ganhar neste domingo significaria, também, voltar a derrotar uma seleção da Europa em jogo eliminatório de Mundial desde a conquista do penta em 2002

05/07/2026 10h30

brasil

brasil Reprodução

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Para além de buscar a classificação às quartas de final da Copa do Mundo, o Brasil mira também um fim de dois tabus no jogo deste domingo (5) contra a Noruega, às 16h (horário do Mato Grosso do Sul), em Nova Jersey (Estados Unidos): a primeira vitória na história sobre a equipe escandina e voltar a superar um adversário europeu em um confronto eliminatório de Mundial

A Noruega é a única seleção, das que o Brasil já enfrentou, que nunca foi derrotada pela Amarelinha. São quatro partidas, com dois empates e duas vitórias do time nórdico.

O primeiro embate foi realizado em 28 de julho de 1988, no Ullevaal Stadion, em Oslo, capital norueguesa, e terminou em 1 a 1. Os donos da casa saíram na frente com Jan Age Fjortoft e o também atacante Edmar, medalhista de prata na Olimpíada de Seul (Coreia do Sul) no mesmo ano, deixou tudo igual.

Comandada por Carlos Alberto Silva, aquela seleção brasileira contava com três nomes que seriam tetracampeões do mundo em 1994: Taffarel, Jorginho e Romário. O time da Noruega, por sua vez, reunia jogadores cujos filhos são da atual geração. Casos do goleiro Erik Thorstvedt, pai do meia Kristian Thorstvedt e de Goran Sorloth, cujo filho é o também atacante Alexander Sorloth.

Os países voltaram a se encontrar em 30 de maio de 1997, outra vez no Ullevaal. O Brasil detinha uma invencibilidade de 42 meses, anterior à conquista do tetra, em 1994. Mesmo com a dupla Ronaldo e Romário à frente, a seleção dirigida por Zagallo levou 4 a 2 da Noruega, que balançou as redes com o meia Petter Rudi e os atacantes Egil Ostenstad e Tore André Flo. Este último marcou duas vezes e infernizou a defesa brasileira com seu 1,93 metro (m).

Aquela equipe também possui relação com a atual. O lateral Alf-Inge Haaland é pai do atacante Erling Haaland, principal jogador da seleção norueguesa. Os negócios da família têm Ostenstad - que fez o quarto gol do triunfo nórdico - como um dos responsáveis. Já o meia Stale Solbakken é justamente o treinador da Noruega.

O terceiro duelo ocorreu no ano seguinte, na Copa da França, em Marselha. Pela última rodada da fase de grupos, em 23 de junho de 1998, o Brasil de Zagallo saiu na frente com o atacante Bebeto, mas levou a virada. Flo, "carrasco brasileiro", deixou tudo igual e o meia Kjetil Rekdal, cobrando pênalti cometido pelo zagueiro Júnior Baiano, decretaram o 2 a 1.

Oito anos se passaram até que brasileiros e noruegueses realizaram o duelo mais recente do confronto. Em 16 de agosto de 2006, as seleções se enfrentaram mais uma vez em Oslo. Os donos da casa abriram o placar com Morten Pedersen e o também meia Daniel Carvalho garantiu o 1 a 1, evitando o revés na estreia de Dunga no comando do time canarinho.

"Acho que isso [tabu contra a Noruega] pode servir para como motivação para que a gente possa tirar essa escrita. A gente espera que nesse jogo, que é tão especial para nós, possamos dar o melhor e sairmos felizes e contentes com a vitória", projetou o lateral brasileiro Douglas Santos, em entrevista coletiva na última sexta-feira (3).

Cinco Copas de jejum

Ganhar da Noruega neste domingo significaria, também, voltar a derrotar uma seleção da Europa em um jogo eliminatório de Copa desde a conquista do penta em 2002, em cima da Alemanha, em Yokohama (Japão), com dois gols do atacante Ronaldo. Jejum que provocou quedas dolorosas e traumáticas nos últimos Mundiais.

A sequência negativa iniciou em 2006, na Copa da Alemanha. Nas quartas de final, o Brasil reencontrou a França sedento para vingar o vice-campeonato de 1998. O problema é que o "carrasco" daquela final, o meia Zinedine Zidane, foi ainda mais brilhante. Com gol do atacante Thierry Henry, os europeus venceram por 1 a 0 em Frankfurt e eliminaram os então atuais campeões, dirigidos por Carlos Alberto Parreira.

Quatro anos depois, na África do Sul, a seleção brasileira teve pela frente a Holanda. No melhor primeiro tempo do time comandado por Dunga naquele Mundial, Robinho colocou o Brasil em vantagem. Na pior segunda etapa possível, o volante Felipe Melo foi expulso e o meia Wesley Sneijder virou o placar. No fim, triunfo holandês por 2 a 1 em Port Elizabeth.

A queda na Copa de 2014 é a mais dolorosa. Por um lado, a melhor campanha do Brasil desde o penta, já que a equipe foi as semifinais. Por outro, teve o inesquecível 7 a 1 aplicado pela Alemanha no Mineirão, em Belo Horizonte. Os volantes Toni Kroos (dois) e Sami Khedira e os atacantes Thomas Müller, Miroslav Klose e André Schürrle (dois) anotaram os gols do massacre. O meia Oscar fez o do time anfitrião.

Em 2018, na primeira Copa da "era Tite", nova eliminação nas quartas de final, desta vez para a Bélgica, com derrota por 2 a 1 em Kazan (Rússia). O gol contra do volante Fernandinho e o chute de fora da área do atacante Romelu Lukaku complicaram a missão brasileira já no primeiro tempo. O meia Renato Augusto descontou na etapa final, mas foi insuficiente.

Já na Copa anterior, outra eliminação dolorida nas quartas. Em Doha, capital do Catar, Brasil e Croácia ficaram no 0 a 0 no tempo normal. Na prorrogação, Neymar colocou a seleção de Tite em vantagem. A quatro minutos do fim, o também atacante Bruno Petkovic igualou e levou para os pênaltis. Na marca da cal, os europeus levaram a melhor por 4 a 2, com o zagueiro Marquinhos perdendo a cobrança decisiva.

"Temos até certas conversas sobre o momento exato da eliminação [em edições anteriores] porque muitos dos nossos jogadores passaram por isso, mas é muito mais sobre não querer reviver aquele dia do que propriamente sobre o adversário ou a escola de onde ele vem, no caso a europeia. Para ganhar a Copa do Mundo, temos de passar por essas dificuldades. Que agora seja diferente e possamos contar uma outra história", sentenciou o atacante Matheus Cunha, também em entrevista coletiva na última sexta.

 

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