Esportes

COPA AMÉRICA

Empate frustrante ofusca estreia de Éderson em jogo oficial

Brasil não vai bem mais uma vez, empata com a Colômbia e classifica em segundo do grupo, com cinco pontos; nas quartas de final, a seleção enfrenta o Uruguai, no sábado (06)

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Nascido em Campo Grande e de origem terena, o volante Éderson finalmente entrou em campo nesta Copa América, após não sair do banco nas duas primeiras rodadas. Porém, a estreia dele foi ofuscada pelo empate frustrante em 1x1 contra a Colômbia, o que levou a seleção brasileira a passar em segundo lugar do grupo D.

Éderson entrou aos 28min da segunda etapa, no lugar do outro volante João Gomes, que não vinha jogando bem. O campo-grandense não participou de muitas ações do jogo, mas deu origem a uma chance perigosa criada pela Colômbia, do qual Borré desperdiçou.

Segundo o aplicativo Sofascore, especializado em estatísticas, o volante venceu três de cinco duelos, sofreu uma falta e realizou um desarme, além de um drible bem sucedido, o que acarretou em uma nota 6.5 ao jogador. No ataque, o jogador e a seleção não conseguiram ser eficientes no final do jogo e acabou ficando com a segunda posição do grupo.

Nesse cenário já confirmado, o adversário do Brasil nas quartas de final será o Uruguai, uma das favoritas ao título, que tem 100% de aproveitamento, nove gols marcados e apenas um sofrido. Com a suspensão de Vinícius Júnior por receber o segundo cartão amarelo, mudanças na equipe titular serão feitas, o que pode gerar uma disputa de vaga entre os meias e atacantes do elenco brasileiro.

Sobre o jogo e competição

Mesmo com a vitória por 4x1 sobre o Paraguai na última rodada, a seleção brasileira entrou em campo pressionada por um resultado positivo diante da Colômbia, nesta terça-feira (02). Na escalação inicial, Dorival não fez grandes mudanças, apenas tirou Savinho da ponta direita e voltou com Raphinha, o que gerou críticas de torcedores nas redes sociais.

Com ínicio de jogo pegado em faltas, a seleção começou tomando a iniciativa no ataque, mas quase foi surpreendida por um chute no travessão do craque colombiano James Rodríguez. Porém, cinco minutos depois, em cobrança de falta próxima à grande área, Raphinha bateu com perfeição no ângulo do goleiro Camilo Vargas.

Após o gol, o Brasil passou a jogar de maneira mais reativa, tentando explorar os espaços da defesa adversária, mas não surtiu efeito. Aos 18min, em momento de grande pressão colombiana, o zagueiro Davinson Sánchez marcou de cabeça, mas depois de longos minutos de análise do VAR, o juiz venezuelano anulou.

O jogo esfriou e ambas as equipes não tiveram grandes oportunidades depois da anulação, mas aos 42min, Vinicius Júnior invadiu a área e foi derrubado pelo lateral direito Daniel Muñoz, e o árbitro nada assinalou, apenas o escanteio para o Brasil. Após vários replays por diferentes ângulos, ficou claro o toque do defensor colombiano na perna do camisa 7 brasileiro, mas mesmo assim o pênalti não foi marcado.

No final do primeiro tempo, aos 47min, em erro na saída de bola e vacilo defensivo de Lucas Paquetá, o mesmo lateral que fez o pênalti não marcado, Daniel Muñoz, marcou o gol para a Colômbia, deixando o jogo empatado antes do intervalo.

Na volta para etapa final, Dorival sacou Lucas Paquetá da equipe e colocou Andreas Pereira, ex-Flamengo. Mesmo com algumas mudanças durante os 45min finais, a seleção não conseguiu criar chances de gol e viu a Colômbia dominar as ações da partida. No final do jogo, o atacante do Internacional Rafael Borré perdeu uma oportunidade inacreditável quase sem goleiro. 

Assim permaneceu até o final, 1x1 e apenas cinco pontos conquistados pela seleção brasileira na fase de grupos. Com o resultado, a equipe brasileira enfrenta o Uruguai, sábado (06), às 21h (horário de Brasília). Confira o chaveamento da competição:
 

Fonte: Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol)

Saiba

Na manhã desta quarta-feira (03), a Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol) confirmou erro de arbitragem em não marcar pênalti em Vinicius Júnior no jogo contra a Colômbia.

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manifesto

Reação de clubes a MP contra bets saiu após casas de apostas ameaçarem revisão de patrocínios

Clubes e as federações divulgaram um manifesto no qual dizem que medida contra bets anunciada pelo governo será "golpe fatal" no futebol brasileiro, que sofrerá colapso

18/09/2026 23h00

Foto: IA

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A reação dos clubes e federações de futebol a rumores de que o governo pretende tomar "medida drástica" contra as bets saiu depois de as empresas de apostas avisarem os times e entidades esportivas que a decisão vai forçá-las a rever contratos de patrocínio.

Hoje, 13 dos 20 times da Série A do Brasileirão têm contratos com empresas de apostas. A própria competição é patrocinada pela principal empresa do mercado, a grega Betano.

As plataformas de apostas chegaram a patrocinar 19 dos 20 clubes da primeira divisão. O número caiu, mas elas ainda dominam o futebol brasileiro e injetam mais de R$ 1 bilhão nos contratos de patrocínio com as equipes da elite.

Clubes manifestaram preocupação às patrocinadoras quando leis municipais passaram a proibir a exibição de marcas de bets em espaços públicos, como estádios. As restrições foram adotadas em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

Em seguida, as empresas de apostas apresentaram aos clubes um panorama ainda pior para o setor: o governo pretende editar uma Medida Provisória (MP) que acaba com os cassinos online (jogo do tigrinho e similares), parte principal do faturamento das principais bets. A expectativa é de que a medida seja publicada e enviada ao Congresso Nacional nos próximos dias, ainda antes do 1º turno das eleições.

Mesmo sem que estejam definidos quais serão os termos dessa MP, os clubes e as federações divulgaram, nesta quinta-feira, 17, um manifesto no qual se dizem preocupados com os "rumores" e que, caso eles se confirmem, será "golpe fatal" no futebol brasileiro, que sofrerá colapso, segundo as agremiações.

"A consequência não será apenas uma porta escancarada para as apostas clandestinas, mas um golpe fatal para o futebol brasileiro, levando muitos clubes à insolvência", diz o texto divulgado por alguns dos principais clubes do País, entre eles Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Flamengo.

Segundo representantes de empresas de apostas ouvidos pela reportagem, a maioria dos contratos de patrocínio firmados com os clubes têm cláusulas que permitem revisões em caso de mudanças significativas no arcabouço regulatório.

Essas cláusulas serão ativadas se o governo confirmar medidas que afetam o faturamento das bets. E os clubes já foram avisados a respeito.

As bets também têm cobrado uma posição da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que optou por tratar o tema com cautela.

As casas de apostas também têm acordos comerciais com a CBF, aparecem nas transmissões da Globo e de outras emissoras e amarram parcerias até com torcidas organizadas de alguns dos maiores times do País.

Executivos do setor defendem que seja feito um estudo de impacto econômico e jurídico antes da eventual aplicação de restrições às bets. As casas de apostas foram regulamentadas no início de 2024 e terão de ser recompensadas caso a MP seja aprovada, uma vez que cada empresa pagou R$ 30 milhões para operar no País por um período de cinco anos.

Surpresa

Badosa leva susto de argentina, mas vira com apoio de brasileiros e vai às quartas do SP Open

A torcida brasileira abraçou a rivalidade com a Argentina e deu um baita empurrão em Badosa

17/09/2026 23h00

Foto: Reprodução

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Paula Badosa precisou suar mais do que o imaginado para avançar à terceira rodada do SP Open, nesta quinta-feira. Principal favorita do WTA a nível WTA 250, a espanhola perdeu o primeiro set para a argentina Jazmin Ortenzi, mas conseguiu a virada, empurrada por apoio das arquibancadas brasileiras, avançando com 4/6, 6/2 e 6/2.

Apenas a 160ª do mundo, Ortenzi entrou na quadra Maria Esther Bueno, no Parque Villa-Lobos, tentando aprontar diante da ex-número 2 do mundo e conseguiu parte de sua missão, ao sair de um 1 a 4 para 6 a 4, com cinco pontos seguidos no primeiro set.

A alegria da argentina parou por aí. A torcida brasileira abraçou a rivalidade com a Argentina e deu um baita empurrão em Badosa, que se mostrou soberana nos dois sets a seguir, abraçada pela torcida local.

A espanhola não se intimidou com a quebra no primeiro game do segundo set, devolveu a seguir e logo virou para 4 a 1. Aproveitando novo break, fechou com 6 a 2 na primeira oportunidade, levando a definição para o terceira set.

Mais concentrada, Badosa logo abriu 2 a 0. Em set no qual permitiu uma quebra, mas pontuou no serviço de Ortenzi em três oportunidades, repetiu a parcial anterior, definindo novamente na primeira chance.

Em disputa apenas de estrangeiras após queda de todas as cinco representantes brasileiras, Badosa terá pela frente nesta sexta-feira a norte-americana Mary Stoiana, 116ª do mundo, e que se garantiu entre as oito melhores ao superar a tcheca Dominika Salkova por 7/6 (7/5) e 6/1.

Terceira favorita no Parque Villa-Lobos, Solana Sierra foi outra tenista argentina eliminada no dia, com derrota em sets diretos para a holandesa Suzan Lamens, parciais de 6/3 e 6/2. Já a francesa Anna Blinkova, cabeça de chave 4, não decepcionou. Ela bateu a tcheca Vendula Valdmannova com 6/3 e 6/0.

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