Esportes

CONVOCAÇÃO

De origem Terena, campo-grandense Ederson chega à seleção brasileira

No Brasil, o volante teve passagens por Cruzeiro, Corinthians e Fortaleza; agora na Atalanta (Itália), joga a final da Europa League nesta quarta-feira (22), contra o Bayer Leverkusen, às 15h

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Natural de Campo Grande e de origem Terena, o volante Éderson foi convocado para a seleção brasileira para a disputa da Copa América, em junho.

Éderson e sua mãe em um casamento - Foto: ReproduçãoÉderson e sua mãe em um casamento - Foto: Reprodução

Sua avó e mãe são de origem indígena, inclusive com vários familiares morando na Aldeia Bananal, em Aquidauana. Inclusive, o jogador tem uma tatuagem em homenagem à sua ascendência terena.

No braço direito ele traz tatuada a data de nascimento da avó materna, apontada por ele como uma de suas inspirações e que inclusive fala a língua dos terenas.

Hoje na Atalanta (Itália), Éderson soma 7 gols e uma assistência em 51 jogos na temporada. No campeonato italiano, sua equipe ficou em quinto lugar, conquistando uma vaga na Champions League 24/25.

Nesta quarta-feira (22), a Atalanta enfrenta o Bayer Leverkusen (Alemanha), pela final da Europa League, a segunda competição europeia mais importante da temporada. O jogo será em Dublin, na Irlanda, às 15h (horário de MS).

Inicialmente, a lista de convocados para o torneio continental tinha 23 jogadores, mas com a aprovação da Conmebol para chamar mais três. Então, Dorival Júnior, treinador do Brasil, incluiu o volante campo-grandense como uma das opções para o meio-campo.

"Todos os atletas, independente do momento das convocações, chegam em igualdade de condições para disputar e brigar por uma posição dentro da equipe titular", afirmou Dorival Júnior.

Éderson nunca havia sido convocado para a seleção brasileira profissional, mas já atuou em uma partida do sub-20, quando entrou em um amistoso contra o Chile, em outubro de 2018.

A Copa América deste ano será nos Estados Unidos, do dia 20 de junho a 14 de julho. O Brasil está no grupo D, composto por Colômbia, Paraguai e Costa Rica. A seleção brasileira é uma das favoritas ao título continental.

Trajetória

Aos 13 anos, Éderson começou a ser construído como jogador na escolinha de futebol do bairro Tiradentes, na região leste de Campo Grande. Pouco tempo depois, foi levado para o clube Desportivo Brasil (SP), para então seguir a sua carreira profissional.

Em julho de 2019, o Cruzeiro (MG) se interessou pelo jogador e pagou cerca de R$ 1,6 milhão pelo futebol do volante. Em apenas sete meses no clube mineiro, Éderson se transferiu para o Corinthians (SP) a custo zero. 

No clube alvinegro, atuou em 25 jogos e marcou 3 gols, fazendo parte do elenco vice-campeão do Campeonato Paulista em 2020. Em março de 2021, foi emprestado ao Fortaleza (CE), sendo um dos destaques do Campeonato Brasileiro naquele ano.

Em janeiro do ano seguinte, por necessidade financeira, o Corinthians deu fim ao empréstimo e acertou a venda do atleta ao Salernitana (Itália) por 6,5 milhões de euros. 

No clube italiano, se destacou rapidamente e em menos de seis meses no clube, despertou o interesse da Atalanta, também da Itália, que pagou cerca de 22,9 milhões de euros pelo jogador. Até então, ainda veste as cores da equipe azul e preta.

Segundo o jornal espanhol Mundo Deportivo, clubes gigantes como Barcelona (Espanha), Liverpool (Inglaterra), Manchester United (Inglaterra) e Milan (Itália) apresentaram interesse em contar com o futebol do volante campo-grandense para a próxima temporada. 

De acordo com o Transfermarkt, site especializado em mercado de transferências, Éderson vale 30 milhões de euros (aproximadamente 167 milhões de reais na cotação atual). Mas, provavelmente, a Atalanta deve fazer jogo duro para liberar o atleta.

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Baixas

Brasileirão 2026 chega a 20 técnicos demitidos e só 6 clubes não trocaram de treinador

No caso de Seabra, ele até começou com uma boa campanha e levou a equipe paranaense

28/10/2026 23h00

Fernando Seabra, ex-treinador do Coritiba

Fernando Seabra, ex-treinador do Coritiba Foto: Divulgação / Twitter

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Na noite da última terça-feira, 27, Fernando Seabra não resistiu a uma sequência de sete jogos sem vitória no Campeonato Brasileiro e foi demitido do Coritiba, tornando-se a mais nova vítima da competição. Com isso, a Série A, em sua 32ª rodada, soma 20 técnicos demitidos em 2026.

No caso de Seabra, ele até começou com uma boa campanha e levou a equipe paranaense, em seu retorno à primeira divisão, a frequentar a parte de cima da tabela. Porém, na reta final, o clube perdeu fôlego e posições na tabela, enfrentando uma sequência negativa e ficando na 12ª posição do torneio, com 39 pontos conquistados, a cinco da zona de rebaixamento.

Com a troca de comando no Coritiba, o Campeonato Brasileiro chega à marca de 20 mudanças de treinadores nesta edição, com apenas seis clubes mantendo o mesmo técnico desde o início da competição.

Os únicos comandantes que seguem à frente de suas equipes desde a primeira rodada da competição são: Abel Ferreira, no Palmeiras (2ª); Rogério Ceni, no Bahia (7ª); Vagner Mancini, no Red Bull Bragantino (10ª); Rafael Guanaes, no Mirassol (15ª); Odair Hellmann, no Athletico-PR (4ª); e Jair Ventura, no Vitória (14ª)

Já a primeira saída aconteceu ainda na 3ª rodada do Brasileirão, quando o Atlético-MG optou pela troca no comando técnico após empatar em 3 a 3 com o Remo e encerrou o trabalho de Jorge Sampaoli.

Além disso, até aqui, seis equipes estão em seu terceiro treinador na competição, já tendo realizado três mudanças no comando, ou seja, demitido dois treinadores. São elas: Vasco, Remo, São Paulo, Botafogo, Chapecoense e Corinthians.

TREINADORES DEMITIDOS NESTA EDIÇÃO DO BRASILEIRÃO:

Fernando Seabra, Coritiba

Fernando Diniz, Corinthians

Paulo Pezzolano, Internacional

Léo Condé, Remo

Luís Castro, Grêmio

Franclim Carvalho, Botafogo

Luis Zubeldía, Fluminense

Renato Gaúcho, Vasco

Fábio Matias, Chapecoense

Roger Machado, São Paulo

Dorival Júnior, Corinthians

Gilmar Dal Pozzo, Chapecoense

Martín Anselmi, Botafogo

Juan Vojvoda, Santos

Tite, Cruzeiro

Hernán Crespo, São Paulo

Juan Carlos Osorio, Remo

Filipe Luís, Flamengo

Fernando Diniz, Vasco

Jorge Sampaoli, Atlético-MG

futebol

Vini Jr. é 17º e Brasil iguala sua pior Bola de Ouro em 30 anos

A última vez que o Brasil ficou sem representantes entre os dez primeiros foi em 2021

26/10/2026 19h00

Vini Jr ficou em 17º lugar no Bola de Ouro

Vini Jr ficou em 17º lugar no Bola de Ouro Divulgação/Fifa

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O Brasil teve seu pior desempenho em uma Bola de Ouro desde 2010. Na premiação que acontece nesta segunda-feira, 26, em Londres, Vini Jr. foi o brasileiro mais bem colocado, ficando em 17º lugar. O resultado iguala a pior marca do País em 30 anos, quando Ronaldo Fenômeno terminou na 26ª posição.

A temporada do camisa 7 do Real Madrid não foi das melhores. No período avaliado pela premiação, o jogador marcou 28 gols e deu 16 assistências, porém não conquistou títulos individuais nem com seu clube.

Pela seleção, o atleta teve uma boa Copa do Mundo, na qual marcou quatro vezes e deu uma assistência. Na competição, porém, o Brasil caiu nas oitavas de final para a Noruega. Além de Vini, Gabriel Magalhães, zagueiro do Arsenal, também ficou no top 30, na 21ª posição.

BRASIL NÃO REPETIA DESEMPENHO TÃO ABAIXO DESDE 2010

A última vez que o Brasil ficou sem representantes entre os dez primeiros foi em 2021. Naquela edição, Neymar terminou na 16ª posição e foi o brasileiro mais bem colocado da votação.

Em 2010, Maicon também foi o destaque nacional na lista, ao terminar em 17º lugar. A marca passou a representar a pior colocação de um brasileiro desde então, agora igualada por Vini Jr.

Antes disso, Ronaldo Fenômeno ficou em 26º lugar, em 1995. A edição marcou a primeira vez que a Bola de Ouro permitiu a participação de jogadores de qualquer nacionalidade, desde que atuassem por clubes europeus.

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