Esportes

Livro dos Recordes

Ouro paralímpico crava nome de campo-grandense Yeltsin Jacques no Guinness

Corredor conquistou bicampeonato paralímpico nos 1.500 metros da classe T11 nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024

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Nesta semana, o paratleta sul-mato-grossense Yeltsin Jacques, de 34 anos, entrou oficialmente para o Guinness World Records, o livro dos recordes de 2026, após conquistar o bicampeonato paralímpico dos 1.500 metros da classe T11 nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.

Na final disputada na capital francesa, o atleta quebrou seu próprio recorde mundial após completar a distância em 3min55s82, garantindo a medalha de ouro para o Brasil.

"Orgulho que entra para a história. Fazer parte do Guinness World Records 2026 é a confirmação de que disciplina, fé e trabalho diário transformam sonhos em feitos eternos", afirmou Yeltsin em suas redes sociais.

Guilherme Ademilson, de 33 anos, estava junto de Yeltsin na conquista. Natural de Petrópolis, no Rio de Janeiro, ele foi o atletas-guia do campeão e falou sobre a conquista.

"Daqui a 40, 50, 100 anos, se alguém for pesquisar o livro, vai ter o nosso nome lá. Então é uma satisfação imensa mesmo. Entramos para a história e sou grato por tudo que conquistamos", disse. Em 2020, a dupla venceu com o tempo de 3min57s60.

Apesar de enfrentar dificuldades antes das provas, como uma lesão e uma virose que comprometeram seu desempenho nos 5.000 metros, Yeltsin manteve a confiança nos 1.500 metros. Em entrevista após o feito, destacou o crescimento da modalidade no Brasil ao longo dos últimos anos. 

“Acreditava que dava para ir ainda mais forte. Estamos muito felizes em representar o Mato Grosso do Sul e o país. O Brasil tem se tornado uma potência no meio-fundo e no fundo, e isso inspira as próximas gerações”, disse o atleta à época.

Na prova, Yeltsin assumiu a liderança na terceira volta e abriu vantagem até a linha de chegada, deixando a disputa pelas demais posições para trás. O etíope Yitayal Silesh Yigzaw ficou com a prata, com 4min03s21, enquanto o brasileiro Julio Cesar Agripino, com o guia Micael dos Santos, garantiu o bronze ao completar a prova em 4min04s03.

Parabenizado

Orgulhosa do feito, a Federação de Atletismo de Mato Grosso do Sul (FAMS) parabenizou o paratleta, destacando sua trajetória e representatividade para o estado e para o Brasil. 

Yeltsin nasceu com baixa visão e iniciou a carreira profissional em 2007 par auxiliar um amigo totalmente cego. Ao longo dos anos, se tornar referência nacional e internacional no meio-fundo e fundo paralímpico, acumulando títulos paralímpicos, parapan-americanos e mundiais.

Yeltsin e Guilherme no livro dos recordesYeltsin e Guilherme no livro dos recordes / Foto: Divulgação 

Saiba*

A classe T11 é destinada a atletas com deficiência visual total ou muito severa e exige o uso de vendas nos olhos, além da companhia obrigatória de um atleta-guia, ligado por um cordão. 

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ESPORTE

Lucas Pinheiro Braathen é bronze no slalom da Copa do Mundo de esqui a 4 centésimos do campeão

A temporada da Copa do Mundo de Esqui Alpino termina em Hafjell, na Noruega, nos dias 24 e 25 de março

08/03/2026 23h00

Na classificação geral do slalom, McGrath lidera com 552 pontos contra 511 de Pinheiro Braathen na disputa do Globo de Ouro

Na classificação geral do slalom, McGrath lidera com 552 pontos contra 511 de Pinheiro Braathen na disputa do Globo de Ouro Rafael Bello/COB

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Lucas Pinheiro Braathen voltou ao pódio na etapa de Kranjska Gora, na Eslovênia, da Copa do Mundo de Esqui Alpino neste domingo. Um dia depois de vencer o slalom gigante, o brasileiro conquistou a medalha de bronze no slalom a apenas 4 centésimos do campeão da prova.

O campeão olímpico no slalom gigante nos Jogos de Milano Cortina-2026 terminou a primeira descida ma segunda colocação, atrás do norueguês Atle Lie McGrath. A prova terminou com apenas 4 centésimos separando o campeão McGrath (1min38s85) de Braathen (1min38s89). Entre eles ficou o também norueguês Henrik Kristoffersen, um centésimo atrás de McGrath.

"Tive todas as oportunidades para conquistar mais um primeiro lugar aqui e me senti incrível hoje", afirmou o brasileiro. "A torcida estava fantástica, meus esquis estavam ótimos e meu técnico fez um trabalho excepcional. A vitória era minha hoje, mas o melhor sempre fica com o primeiro lugar, e esse é meu grande amigo Atle", completou.

A temporada da Copa do Mundo de Esqui Alpino termina em Hafjell, na Noruega, nos dias 24 e 25 de março. Na classificação geral do slalom, McGrath lidera com 552 pontos contra 511 de Pinheiro Braathen na disputa do Globo de Ouro (troféu oferecido aos campeões da temporada).

"Vai ser épico", afirmou McGrath sobre a disputa com amigo brasileiro. "Crescemos esquiando juntos naquela pista. No ano passado, ficamos em segundo e terceiro lugar no pódio juntos."

Lucas Pinheiro Braathen também espera um grande confronto. "Será a terceira vez, talvez, que estarei nessa posição na final, lutando pelo Globo. É uma posição em que já estive várias vezes. Competir em campeonatos, em Olimpíadas, em busca de globos de cristal, são as coisas mais importantes que fazemos como esquiadores alpinos."

O brasileiro disse estar honrado por estar na disputa. "Estou perseguindo meus sonhos e darei tudo de mim, enquanto tiver uma chance."

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ESPORTES

Brasil ganha mais 2 pódios e encerra Grand Prix de judô com 6 medalhas

Primeiro Grand Prix da temporada, o torneio na Áustria conta pontos no ranking mundial que classifica para a Olimpíada de Los Angeles 2028

08/03/2026 22h00

Giovanna Santos e Giovani Ferreira garantiram mais duas medalhas para o Brasil

Giovanna Santos e Giovani Ferreira garantiram mais duas medalhas para o Brasil Reprodução/Maicon Maia/CBJ

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Após assegurar mais duas medalhas, o Brasil encerrou o Grand Prix de judô na Áustria neste domingo (8) com seis pódios.

Giovanna Santos faturou prata após revés contra a atual vice-campeã olímpica, a israelense Raz Hershko, na final da categoria acima dos 78 quilos.

Já Giovani Ferreira arrematou o bronze ao derrotar o húngaro Zsombor Veg no último embate dos 100 kg.

Primeiro Grand Prix da temporada, o torneio na Áustria conta pontos no ranking mundial que classifica para a Olimpíada de Los Angeles 2028.

Apenas os 17 melhores em cada categoria e gênero, até 17 de julho de 2028, garantirão vaga direta no megaevento olímpico.

A peso-pesado Giovanna Santos, a Gigi Santos, somou três vitórias para chegar a sua primeira final no circuito mundial organizado pela Federação Internacional de Judô (IJFm na sigla em inglês).

Antes a brasileira já fora bronze duas vezes em edições de Grand Prix – Áustria (2023) e Guadalajara (2025).

Na estreia hoje, Gigi Santos derrotou com um yuko Rochele Nunes – compatriota naturalizada portuguesa – e, na sequência, despachou Emma-Melis Aktas (Estônia) para a repescagem, também com yuko.

Na semifinal, a brasileira voltou a vencer, ao aplicar novo yuko contra a primeira adversária israelense do dia, Alma Mishiner. Depois,a brasileira brasileira travou um duelo equilibrado, mas deixou escapar o ouro no fim, ao levar uma chave de braço da israelense Hershko.

O segundo brasileiro a subir ao pódio hoje foi Giovani Ferreira, conhecido pelo apelido de Pezão. O brasileiro venceu três lutas seguidas na disputa dos 100 kg - o tcheco Frantisek Lhotzky, o eslovaco Peter Zilka e o português Jorge Fonseca, medalhista olímpico e ex-campeão mundial – antes de cair na semifial para o ucraniano Anton Savytskiy, que mais tarde foi campeão na categoria.

Na decisão do bronze, Pezão chegou a sofrer três yukos do húngaro Zsombor Veg, mas se recuperou a tempo de desferir um waza-ari (golpe com pontuação superior ao yuko) para garantir o bronze.

Outros dois brasileiros ficaram perto do pódio. Rafael Macedo jterminou em quinto lugar na categoria até 90 kg. Ele somou três lutas vitórias, antes de ser superado na semifinal pelo atual campeão , o georgiano Tato Grigalashvili.

Depois, na luta pelo bronze, Macedo foi superado pelo japonês Shunta Nakamura. Beatriz Freitas também encerrou o Grand Prix na quinta posição dos 78 kg. Venceu na estreia, caiu nas quartas, passou pela repescagem, mas sucumbiu na luta pelo bronze contra a eslovena Metka Lobnik.

O Brasil abriu o primeiro dia de Grand Prix, na última sexta-feira (8), com prata de Ronald Lima (-66kg) e o bronze de Gabriela Conceição (-52kg). No sábado, somou outros dois pódios, com ouro da carioca Rafaela Silva (- 63 kg) e bronze do gaúcho Daniel Cargnin (-73 kg).

O próximo compromisso do Brasil no circuito mundial será o Grand Slam de Tbilisi (Geórgia), entre 20 e 22 de março.

 

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