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COPA DO MUNDO

CBF banca viagem de presidentes das federações estaduais para "imersão" em Copa do Mundo

Estevão Petrallás presidente da FFMS embarcou nesta quarta-feira para assistir aos três jogos da Seleção Brasileira nos Estados Unidos

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) irá levar para a Copa do Mundo 2026 os 40 representantes de cada time da Série A e B do Campeonato Brasileiro, além de todos os 27 presidentes das federações estaduais do Brasil.

A viagem bancada pela Confederação dará ingressos para o primeiro jogo da Seleção Brasileira aos presidentes e representantes. A estreia será contra a Seleção Marroquina, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no próximo sábado (13).

Porém, para os dirigentes estaduais, a CBF planejou uma estadia maior. Com direito a passagem, hospedagem e um acompanhante, os presidentes estaduais terão ingressos com assentos próximos ao campo para os três jogos do Brasil que acontecem durante a fase de grupos, nos dias 13, 19 e 24 de junho.

Conforme informações, a viagem tem objetivo de levar os representantes a uma "imersão" dentro das grandes ligas esportivas globais e a Copa do Mundo seria a segunda etapa, visto que os mesmos dirigentes estiveram na Europa em janeiro deste ano.

Para isso, a agenda prevê encontros com representantes da Major League Soccer (MLS), principal liga de futebol masculino dos Estados Unidos, e da National Football League (NFL), liga de futebol americano profissional do país.

Os dirigentes estaduais ficarão em um hotel localizado em Orlando, na Flórida. A cidade não é sede dos jogos então será necessário a locomoção entre os estados de Nova York, Filadélfia e Miami, onde acontecerão a fase inicial da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, com todos as despesas custeadas integralmente pela CBF.

Já os cartolas estarão hospedados em um hotel localizado na Quinta Avenida, região central de Nova York durante apenas a estreia.

O presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), Estevão Petrallás foi para Brasília ainda na tarde de ontem (09) e embarcou rumo aos Estados Unidos às 12h. Em entrevista ao Correio do Estado, Petrallás explica sobre a expectativa de participar do momento.

O presidente conta à reportagem que o convite veio ainda no ano passado em reunião com a CBF e para ele é um momento importante que demonstra reconhecimento das federações estaduais e desenvolvimento do futebol brasileiro, registrando a aproximação da CBF e FFMS.

"É uma oportunidade única e motivo de muito orgulho representar o futebol sul-mato-grossense em um evento da grandeza da Copa do Mundo [...] estar próximo ao campo, acompanhando os jogos da Seleção Brasileira, permitirá vivenciar de perto a organização, a atmosfera e a excelência do maior evento do futebol mundial, algo que certamente ficará marcado para toda a vida", destaca o presidente da FFMS ao Correio do Estado.

Da equipe da Federação de Futebol de Mato Grosso Sul apenas o presidente embarcou na viagem. Ele reforça que viver este momento pode contribuir no fortalecimento do futebol no Estado, principalmente com a construção de parcerias.

"A Copa do Mundo é um ambiente que proporciona uma rica troca de experiências com dirigentes, gestores e profissionais do futebol de diversas partes do país e do mundo, ampliando relacionamentos e fortalecendo o networking institucional".

Petrallás ressalta que os contatos são importantes para criar oportunidades, compartilhar boas práticas e pretende observar de perto "a organização da competição, relacionamento com torcedores e tudo o que envolve o desenvolvimento do futebol". O objetivo é buscar referências que inspirem projetos e ações que fortaleçam o esporte em Mato Grosso do Sul.

O Estado ainda vive um momento especial com a convocação do volante Éderson, jogador do time europeu Atalanta BC. Convocado na última segunda-feira (08) às pressas pelo técnico Carlo Ancelotti, o campo-grandense é o primeiro sul-mato-grossense a defender a camisa amarela em Copa do Mundo após 32 anos.

Descrito por Petrallás como motivo de orgulho para o Estado, Éderson deu seus primeiros passos no futebol por meio do Instituto Bola de Ouro, projeto que contribui para a descoberta e desenvolvimento de atletas talentos de MS.

O presidente da FFMS disse em entrevista à reportagem que Éderson mostra o talento do Estado em alcançar maiores palcos do futebol mundial e ressalta a importância de trabalhos realizados na base para conseguir resultados concretos.

"Tenho plena confiança que a revolução que iniciamos a dois anos, envolvendo a FFMS, através de cursos de capacitação promovidos pela nossa Academia, envolvendo os clubes e as comissões técnicas, além de um aumento significante na minutagem de nossos atletas, nos trarão muito mais frutos no futuro".

Petrallás ainda reforça a importância do investimento nas categorias de base, que para ele desmonstram-se fundamentais na formação não apenas de atletas, mas também de cidadãos. Ainda sobre Éderson, o presidente da FFMS diz que sua convocação representa muito para jovens atletas do MS.

"Mais do que uma conquista individual, a presença do Éderson na Copa serve de inspiração para milhares de crianças e jovens sul-mato-grossenses que sonham em seguir carreira no futebol. É a demonstração de que, com dedicação, oportunidades e um trabalho sério de formação, é possível alcançar o mais alto nível do esporte mundial" ressaltou Petrallás ao Correio do Estado.

A previsão é que o presidente da FFMS e toda a delegação chegue ainda na madrugada do dia 11, mas segundo informações o presidente da FFMS não irá participar da abertura, que acontece na Cidade do México às 14h30 horário de Brasília, e desembarcará em Nova York.

Toda a experiência será custeada pela CBF, que atualmente é presidida por Samir Xaud, eleito para o cargo em maio do ano passado, com apoio de 25 dos 27 presidentes das federações estaduais, incluindo Estevão Petrallás, da federação de Mato Grosso do Sul.

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Futebol

Futebol de cegos: Brasil vai à final da Copa América contra Colômbia

Em São Paulo, seleção masculina derrota Costa Rica pelas semifinais

10/09/2026 20h00

Taba Benedicto

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Maior vencedor da Copa América de futebol de cegos entre os homens, o Brasil vai em busca do sétimo título. Nesta quinta-feira (10), a seleção verde e amarela derrotou a Costa Rica por 2 a 0 no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, pelas semifinais da competição.

Os brasileiros não encontraram dificuldades e abriram vantagem sobre os costarriquenhos antes da metade da primeira etapa - cada tempo tem 20 minutos de duração. Aos seis, Maicon conduziu a bola após cobrança de falta, arrastou a marcação de três adversários e chutou rasteiro para abrir o placar. Aos 12, Nonato recebeu na área e bateu forte, no alto, sem chances para o goleiro Rony Madrigal.

No segundo tempo, o técnico Cesinha aproveitou para rodar o elenco. Mesmo assim, a equipe da casa manteve o jogo sob controle e até criou algumas chances, parando em boas defesas do goleiro costarriquenho.

Em 11 edições, o Brasil sempre foi à final, com seis conquistas e quatro vices. O último na edição de 2022, quando perderam nos pênaltis para a anfitriã Argentina.

Os Murciélagos (morcegos, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina), aliás, ficaram fora da decisão continental pela primeira vez. Mais cedo nesta quinta, os hermanos, atuais campeões mundiais e vice paralímpicos foram superados pela Colômbia por 1 a 0 nas penalidades, após empate sem gols com bola rolando.

A final diante dos colombianos será neste sábado (12), às 17h30 (horário de Brasília). O canal da Federação Internacional de Esportes para Cegos (Ibsa) no YouTube transmite a partida ao vivo.

Esta será a segunda final do Brasil neste ciclo da Paralimpíada de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028. Em julho, os brasileiros conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Parasul-Americanos, em Valledupar (Colômbia), superando os argentinos na decisão.

Apesar da queda nas semifinais, a Costa Rica se garantiu no Campeonato Mundial do ano que vem, assim como Argentina e Colômbia. O Brasil, como país-sede, já tinha vaga assegurada. Pentacampeã paralímpica, a seleção verde e amarela é também cinco vezes campeã do mundo, sendo a maior vencedora nos dois principais eventos da modalidade.

Decisão

Brasília vai receber a primeira final única da Copa do Brasil

Estádio sempre foi o favorito para receber a final da competição por causa de sua estrutura, da logística e da neutralidade do estádio

10/09/2026 13h45

Foto: Divulgação

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O Mané Garrincha, em Brasília, será o palco da primeira final única da Copa do Brasil, marcada para o dia 6 de dezembro. A CBF vai anunciar nesta quinta-feira, 10, após o sorteio do mando das semifinais.

Palmeiras, Vasco, Atlético Mineiro e Grêmio seguem na disputa e se enfrentam pelas semifinais no início de novembro.

O Mané Garrincha sempre foi o favorito para receber a final da competição por causa de sua estrutura, da logística e da neutralidade do estádio em uma edição com semifinalistas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Em agosto, o governo do Distrito Federal enviou um ofício à CBF em oferecendo o Mané Garrincha como sede da final. No documento, o governo exaltou as "condições estruturais, logísticas e institucionais" do estádio, "plenamente compatíveis com a dimensão esportiva, econômica e simbólica da principal competição eliminatória do futebol brasileiro".

Como não recebe regularmente partidas da Série A do Brasileirão, o estádio não conta com a tecnologia do sistema de impedimento semiautomático, o que demandará algum tempo para a instalação. Precisará, então, passar pelas adequações necessárias de infraestrutura para que os equipamentos funcionem, além da realização de testes.

A opção por Brasília tem sido bastante utilizada pela CBF para os jogos da Supercopa, confronto entre os campeões da Série A e da Copa do Brasil, principalmente pelo fator neutralidade. Das sete edições do confronto desde a retomada do formato, em 2020, quatro foram disputadas no Mané Garrincha.

Disputada desde 1989, a Copa do Brasil terá pela primeira vez uma final realizada em jogo único, repetindo o modelo adotado pela Uefa com a Champions League, e pela Conmebol com Libertadores e Sul-Americana.

O torneio com a maior premiação do País vai render R$ 78 milhões só ao campeão só pela vitória na final e R$ 34 milhões ao vice.

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