Cidades

SEGURANÇA BANCÁRIA

Golpe de R$ 300 mil leva polícia a investigar possível vazamento

Servidora recebeu contato de falsos atendentes após movimentar aplicações no banco; investigação apura participação de alguém com acesso aos dados da cliente

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul abriu inquérito para investigar a participação de um insider, com acesso a informações bancárias sensíveis, em um golpe contra uma servidora pública ocorrido no Banco Safra, em Campo Grande.

A servidora teve um desfalque de mais de R$ 300 mil no momento em que estava levantando recursos de sua conta bancária para comprar um imóvel.

Ela estava em contato permanente com o gerente de sua conta, e a suspeita é de que houve vazamento das conversas entre ela e funcionários do banco para que os golpistas agissem.

ENTENDA O CASO

O caso teve início quando a cliente começou a liquidar diversas aplicações financeiras com o objetivo de dar entrada em um novo imóvel.

Vítima que denunciou o caso e perdeu R$ 300 mil era cliente do Banco Safra, em Campo GrandeVítima que denunciou o caso e perdeu R$ 300 mil era cliente do Banco Safra, em Campo Grande - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Durante o processo, houve uma mudança interna no atendimento bancário: sua gerente habitual saiu de férias e uma nova pessoa, vinculada à instituição, assumiu a conta temporariamente.

Na manhã de uma quarta-feira, por volta das 11h, os valores resgatados foram finalmente creditados na conta da servidora.

Imediatamente após a disponibilização do dinheiro, as comunicações oficiais do banco via WhatsApp – canal utilizado rotineiramente para o atendimento – foram subitamente interrompidas.

A calmaria, contudo, durou pouco: às 14h do mesmo dia, uma nova pessoa entrou em contato pelo aplicativo de mensagens, alegando que daria continuidade ao atendimento para direcionar os valores levantados.

Utilizando uma tática de engenharia social, o suposto atendente afirmou que, para liberar o restante do montante e concluir os encaminhamentos necessários, a cliente deveria acessar um link enviado por ele para entrar no aplicativo do banco e realizar uma “autorização”.

Confiando na legitimidade do contato, a vítima seguiu as instruções.

Com muita rapidez, demonstrando conhecer o sistema do banco, os golpistas incluíram novos dispositivos de acesso, trocaram telefone, senha, incluíram novos beneficiários e aumentaram limites. Sem senhas, biometria ou ligações. E, de imediato, impediram o acesso pela correntista.

No dia seguinte, uma quinta-feira, foram feitas 11 transações em apenas 27 minutos. Apenas dois dias depois, na sexta-feira, a servidora percebeu a gravidade da situação.

Descobriu que sua conta estava bloqueada, sua senha alterada e que a validação de uma nova senha estava atrelada a um telefone com DDD 011.

Na ocasião, ela constatou que foram realizadas 11 transferências via TED para 11 pessoas jurídicas distintas em um período de 27 minutos. Os recursos, superiores a R$ 300 mil, não foram recuperados, mesmo depois de o banco ter sido informado.

O que causou maior estranheza à vítima, apurou o Correio do Estado, foi o fato de o sistema de segurança do banco não ter bloqueado nenhuma das transações atípicas, permitindo a evasão total do patrimônio que seria destinado ao imóvel.

Pior: mesmo depois que a vítima recuperou o acesso à conta, ainda constatou três dispositivos cadastrados por terceiros e liberados para movimentação financeira.

O caso agora está sob investigação da Polícia Civil. O Correio do Estado procurou a gerente do Banco Safra em Campo Grande, que direcionou a demanda para a assessoria de imprensa do Banco Safra, em São Paulo (SP). Não houve retorno após o envio da demanda à assessoria.

*SAIBA

Com a popularização de golpes virtuais, o Anuário de Segurança Pública mostra aumento neste tipo de crime no Brasil: 20,6% a mais de fraudes eletrônicas. Em Mato Grosso do Sul, por sua vez, houve redução de 4,5%, de 2024 para 2025.

dourados

Criança de 3 anos morre e irmã fica ferida em explosão de churrasqueira

Irmã, de cinco anos, foi transferida em estado gravíssimo para Santa Casa de Campo Grande

29/07/2026 08h35

Ambulância e fachada no Hospital Universitário da UFGD

Ambulância e fachada no Hospital Universitário da UFGD Foto: Jornalismo ACS/UFGD

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Criança de três anos morreu e a irmã de cinco anos ficou gravemente ferida, em uma explosão de churrasqueira, na noite de segunda-feira (27), na rua Anna Gisele Martins de Oliveira, região da Chácara Califórnia, em Dourados, município localizado a 216 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, a família fazia churrasco e assava carne na varanda de casa, quando, o fogo diminuiu.

Em seguida, a mãe pegou um frasco de álcool e despejou de uma vez na churrasqueira, momento em que houve uma forte explosão.

Todos que estavam na varanda ficaram feridos:

  • Criança de três anos, que morreu
  • Irmã de cinco anos, que ficou em estado gravíssimo e foi encaminhada ao Hospital Universitário (HU-UFGD), mas, teve que ser transferida para Campo Grande, na ala de queimados da Santa Casa
  • Mãe, de 21 anos, que foi encaminhada para Unidade de Pronto Atendimento (UPA)
  • Mulher, de 20 anos, que foi encaminhada para UPA
  • Mulher, de 28 anos, que foi encaminhada para UPA
  • Mulher, de 29 anos, que foi encaminhada para UPA

FOGO x ÁLCOOL

Misturar álcool e fogo na churrasqueira pode ser muito perigoso. Os principais riscos incluem:

  • Explosão ou labareda repentina: Jogar álcool (líquido ou em gel) sobre brasas ou fogo pode fazer as chamas retornarem pelo frasco ou provocarem uma grande labareda, causando queimaduras graves.
  • Queimaduras graves: Rosto, mãos e braços são as áreas mais atingidas quando há um retorno de chama.
  • Incêndios: O fogo pode se espalhar para roupas, móveis, vegetação ou outros materiais inflamáveis próximos.

O que fazer em caso de explosão de churrasqueira:

  • Afaste todos do local
  • Acione o Corpo de Bombeiros Militar via 193
  • Se alguém estiver com as roupas em chamas, peça para parar de correr, deitar no chão e rolar até apagar as chamas, ou cubra a pessoa com um cobertor grosso ou outro tecido que não seja sintético
  • Em caso de queimaduras, resfrie a área imediatamente com água corrente fresca por cerca de 20 minutos. Não use gelo diretamente sobre a pele nem aplique manteiga, pasta de dente, café, pomadas ou outros produtos caseiros
  • Retire anéis, relógios ou roupas apertadas próximos à queimadura, se não estiverem grudados na pele, pois pode ocorrer inchaço
  • Procure atendimento médico

Veja como acender churrasqueira com segurança:

  • Use acendedores próprios para churrasqueira, conforme as instruções do fabricante
  • Nunca despeje álcool sobre uma churrasqueira acesa ou com brasas quentes
  • Mantenha crianças e animais afastados da área
  • Tenha um balde de areia ou um extintor adequado por perto, quando possível
 

Operação Conexão Rio Preto

MS: grupo usava empresas de engenharia para lavar dinheiro de bets

Os criminosos utilizavam empresas de fachada para ocultar os recursos ilícitos oriundos da exploração de jogos de azar no Rio de Janeiro

29/07/2026 08h15

Ao todo, são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 9 de prisão preventiva nos municípios.

Ao todo, são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 9 de prisão preventiva nos municípios. Divulgação: Polícia Federal

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Na manhã desta quarta-feira (29), a Polícia Federal realiza, a Operação Conexão Rio Preto, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada pela prática de lavagem de dinheiro proveniente da exploração de jogos de azar. A ação ocorre em Campo Grande, São José do Rio Preto (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

De acordo com as investigações, o grupo criminoso utilizava empresas de fachada para lavar o dinheiro, por meio de pessoas e operadores financeiros voltados à ocultação e à dissimulação de recursos ilícitos oriundos da exploração de jogos de azar no estado do Rio de Janeiro.

Segundo as apurações, um dos núcleos da organização atuava em São José do Rio Preto, utilizando empresas do ramo da construção civil para movimentação e para ocultação de recursos.

A Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados, que somam o montante de R$ 2,09 bilhões, os quais incluem imóveis, veículos e ativos financeiros identificados no curso das investigações.

Ao todo, são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 9 de prisão preventiva nos municípios.

As medidas foram expedidas pela Justiça Estadual de São José do Rio Preto/SP e a ação conta com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São José do Rio Preto. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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