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Com 10 ouros no dia, Brasil alcança melhor campanha da história no Pan

Delegação brasileira chegou ao número total de 164 medalhas nesta sexta-feira, com 56 ouros, 58 pratas e 50 bronzes

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Com 10 medalhas de ouro conquistadas nesta sexta-feira (3) nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, o Time Brasil já superou a campanha de Lima-2019 e alcançou o melhor desempenho da história na competição continental.

No Pan de Lima, o Brasil obteve 169 medalhas: 54 ouros, 45 pratas e 70 bronzes. Nesta sexta, em Santiago, a delegação brasileira chegou ao número total de 164 medalhas, com 56 ouros, 58 pratas e 50 bronzes. É o melhor resultado da história do Brasil, que ainda tem mais dois dias de disputas.

Em conversa com a reportagem do UOL, Ney Wilson — diretor de alto rendimento do COB — celebrou a marca e destacou a importância do resultado na reta final da preparação para as Olimpíadas de Paris, que começam em 26 de julho do próximo ano.

"Avaliamos o trabalho dia a dia e tínhamos uma perspectiva de que hoje ou amanha bateríamos essa meta. Como a gente tem visto, os atletas estão desempenhando muito bem ao lado de confederações e treinadores. É um ponto importante no processo de caminhada aos Jogos de Paris-2024, em que saímos com a autoestima alta e de um ambiente vencedor", disse Ney Wilson.

A primeira premiação dourada do dia veio com Babi Domingos, na ginástica rítmica, na decisão da bola na final por aparelho. Em seguida, a atleta de 16 anos Maria Eduarda Alexandre também subiu ao lugar mais alto do pódio no arco.

A vela contribui com mais três ouros, com Bruno Lobo (fórmula kite), Martine Grael e Kahena Kunze (classe 49er FX) e Mateus Isaac (IQ Foil).

Já no saltos do hipismo, Stephan Barcha foi campeão. Então Lais Nunes ganhou o ouro no wrestling e deixou o Brasil perto do recorde, que veio com Darlan Romani, no arremesso de peso.

Depois ainda teve o ouro no conjunto da ginástica rítmica (arcos) e a prata que virou ouro de Marlene Santos nos 400m com barreiras.

"Tudo isso contribui para esse final de preparação e classificação olímpica. Já atingimos a marca de Lima, também, em relação ao número de vagas para os Jogos Olímpicos. Ainda tem mais vagas em disputa e devemos em chegar em torno de 50 a 55 vagas conquistadas. Então, a gente atinge todos os objetivos estabelecidos antes de sair do Brasil", destacou o dirigente.

Veja em quais modalidades o Brasil chegou ao lugar mais alto do pódio na sexta-feira:
Ginástica rítmica bola - Babi Domingos
Ginástica rítmica arco - Maria Eduarda
Vela fórmula Kite - Bruno Lobo
Vela 49er FX - Martine Grael e Kahena Kunze
Hipismo saltos - Stephan Barcha e o cavalo Chevaux Primavera Império Egípcio
Vela IQ Foil - Mateus Isaac
Wrestling - Laís Nunes
Atletismo arremesso de peso - Darlan Romani
Ginástica rítmica conjunto arcos
Atletismo 400m com barreiras - Marlene Santos
 

nova política

Tifanny se pronuncia após regra que veta trans no vôlei: "Retrocesso"

A jogadora, de 41 anos, é a primeira transgênero a atuar na Superliga e afirmou que não desistirá de seguir jogando

16/08/2026 22h00

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde Foto: Divulgação / Osasco

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A oposta Tifanny, que defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde, manifestou-se, pela primeira vez, sobre a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que restringe a participação nas competições entre mulheres a atletas designadas com o sexo biológico feminino ao nascer.

A jogadora, de 41 anos, a primeira transgênero a atuar na Superliga, considerou um "enorme retrocesso" e afirmou que não desistirá de seguir jogando.

"A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos. Mas isso não afeta só a mim. Afeta o meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim e o direito de todas as pessoas trans. É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão. Voltamos para a forma vexatória como se testavam as atletas nos anos 60 e 70", disse Tifanny, em pronunciamento compartilhado pela assessoria de imprensa do Osasco.

"Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que a minha luta pelo direito à visibilidade, à inclusão e à prática do esporte não tenha sido em vão", emendou a oposta, que atua no vôlei feminino desde 2017 e foi campeã da Superliga em 2025, sendo a primeira trans a conquistar o principal torneio do país na modalidade.

O pronunciamento foi feito após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista da modalidade, na noite do último sábado (15), em casa, no Ginásio José Liberatti, contra o Pinheiros.

Apesar dos 19 pontos de Tifanny, muito festejada pela torcida osasquense, as visitantes levaram a melhor e venceram por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 25/16, 21/25, 23/25 e 15/11, após pouco mais de duas horas de partida.

A participação da oposta no jogo, mesmo depois de a nova política da CBV ser anunciada, ocorreu após a Federação Paulista de Volleyball (FPV) informar que o Estadual seguiria o regulamento em vigor desde o início do torneio. Segundo a entidade, "eventuais medidas" serão tomadas "para as próximas competições [...] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde".

O novo critério de elegibilidade foi anunciado pela CBV na última sexta-feira (14). Segundo a entidade, a meta é estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). De acordo com a confederação, as atletas deverão atender a critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

Antes, mulheres trans podiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação é válida já para as edições deste ano da Superliga (nas duas principais divisões) e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

Masters 1000

João Fonseca estreia com vitória e agora enfrenta o 129º em Cincinnati

Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane

16/08/2026 15h30

João Fonseca

João Fonseca Julien Crosnier / Federação Francesa de Tenis (FFT)

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João Fonseca estreou com vitória em sua segunda participação no Masters 1000 de Cincinnati. Neste domingo, o tenista de 19 anos venceu Botic van de Zandschulp, da Holanda, por 2 a 0, parciais de 6/4 e 7/6 (7/2). Na próxima rodada, o brasileiro, 26º do ranking, tem um confronto teoricamente mais tranquilo e enfrenta o australiano Christopher O'Connell, apenas o 129º do mundo e que veio do qualifying.

Com a segunda vitória seguida em sua terceira partida contra Van De Zandschulp, número 59 do ranking, Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane, que ocupava a modesta 136ª colocação no ranking.

Nesta temporada, como cabeça de chave, o brasileiro folgou na primeira rodada e sofreu contra Van De Zandschulp a primeira quebra da partida, no terceiro game, mas conseguiu confirmar o break point na sequência e empatou em 2 a 2. O confronto ficou equilibrado, com os tenistas confirmando seus serviços até o 10º game, quando Fonseca conseguiu a quebra e fechou em 6/4.

No segundo set, o brasileiro conseguiu abrir uma vantagem de 4 a 1, mas permitiu a reação do adversário, que venceu três games seguidos e desperdiçou um break point no nono game. Os tenistas foram confirmando seus saques e a definição do set foi para o tie break. Fonseca começou o desempate com agressividade e logo abriu 4 a 0, depois só precisou administrar a vantagem para fechar em 7/2 e 2 a 0 em 1h47.

O'Connell chegou à terceira rodada passando pelo norueguês Cásper Ruud neste domingo no Masters 1000 de Cincinnati. O ex-vice-líder do ranking e atual 17º abandonou a partida com problema físico quando o placar marcava 7/5 e 2/1 para o adversário. Será a primeira partida entre Fonseca e O'Connell, que tem 32 anos.

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