Esportes

Blatter:

'Copa mais complicada do que a da África'

'Copa mais complicada do que a da África'

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22/04/2014 - 00h00
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O presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, admitiu em entrevista ao canal esportivo francês “BeIN Sport” que a organização da Copa do Mundo no Brasil está sendo "mais complicada do que na África do Sul", que recebeu a última edição da competição, em 2010.

"Todas as Copas do Mundo são difíceis de organizar, mas o certo é que no Brasil está sendo muito mais complicado do que na África do Sul", afirmou o dirigente.

Um dos motivos apontados por Blatter é o clima social tenso, com manifestações que levaram milhões de pessoas às ruas desde junho do ano passado, para pedir melhoria nos serviços públicos e protestar contra os gastos públicos nos preparativos para a Copa.

"Na África do Sul, o povo inteiro queria esta Copa do Mundo. Mandela disse: 'agora que temos a Copa, todo mundo precisa dar seu apoio'", lembrou o suíço.

"O Brasil tem 200 milhões de habitantes. Economicamente, é uma nação forte, mas isso não quer dizer que todas as pessoas são felizes. O que importa e a divisão das riquezas", opinou.

"Como na Suíça, tem gente mais abastada e gente mais pobre. A diferença é que, de 200 milhões, se 100 milhões não estão de acordo, fazem mais barulho do que aqui, onde quando há 50 pessoas numa manifestação, acham que há uma forte oposição", resumiu.

 

Copa do Catar no inverno

Blatter também abordou a situação da Copa do Mundo do Catar, em 2022, alvo de muitas polêmicas por causa de denúncias de trabalho escravo e preocupações com as altas temperaturas registradas no país em junho e julho, meses em que a competição costuma ser disputada.

"O melhor seria disputar o torneio no fim do ano (inverso boreal). Temos que ser realistas. Para mim, vamos mudar, porque não é possível jogar no verão, apesar do Catar insistir em dizer o contrário, teremos que jogar no inverno, no fim do ano", afirmou o dirigente, que já havia se pronunciado a favor da mudança de data no passado.

Blatter também fez questão de descartar qualquer responsabilidade da Fifa nas mortes de operários que trabalham em obras da Copa de 2022.

"Estes operários teriam morrido por causa do futebol?! Os operários morreram porque a organização do trabalho é mal feita. Inclusive, apenas um estádio foi construído por enquanto, e ele nem está concluído ainda. O futebol não tem nada a ver com isso", insistiu o suíço.

"A responsabilidade deve ser exigida das grandes empresas europeias que trabalham lá, porque são responsáveis por seus operários", salientou.

Blatter também se disse contra o uso do vídeo para auxiliar a arbitragem na interpretação de lances duvidosos durante a partida.

"Sou muito conservador no que se refere ao vídeo. O uso de imagens durante o jogo vai mudar o seu ritmo. A grandeza do futebol é jogar 90 minutos sem paradas. Temos que conviver com os erros humanos, o jogo é humano", explicou o dirigente.

Neste quesito, a Fifa cedeu apenas sobre um aspecto: o uso da tecnologia na linha do gol, para confirmar se a bola entrou ou não.

Esporte

Justiça determina que Vasco e Boca Juniors seja realizada no Maracanã

Partida pela Copa Sul-Americana está marcada para o dia 20

10/10/2026 22h00

Érica Ramalho/Governo do Rio de Janeiro

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a concessionária Fla-Flu Serviços S.A. disponibilize o Maracanã para a partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors, marcada para o dia 20 deste mês pela semifinal da Copa Sul-Americana. A decisão é do desembargador Marco Antônio Ibrahim, da 23ª. Câmara de Direito Privado.

O magistrado considerou integralmente as questões relatadas pelo Grupo de Atuação de Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor, reproduzindo a recomendação encaminhada à concessionária e o ofício enviado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, ao governador do estado.

Na decisão, o desembargador ressaltou que a segurança dos torcedores e dos moradores do entorno do estádio deve prevalecer sobre os argumentos relacionados à preservação do gramado, utilizados pela concessionária para negar a utilização do Maracanã. 

Ao fundamentar a decisão, o magistrado também considerou a manifestação técnica do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), da Polícia Militar, que apontou o Maracanã como a alternativa preferencial para o confronto, em razão de suas condições estruturais, logísticas e operacionais.

O desembargador também reconheceu a urgência da medida, considerando o prazo de 10 de outubro estabelecido para que o Vasco indicasse à Conmebol o estádio onde seria realizada a partida.

Pedido

Federações europeias pressionam Uefa pelo fim do formato da 'Super Data Fifa': 'Um desastre'

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações

09/10/2026 23h00

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações Foto: X

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As federações europeias de futebol pressionaram a Uefa pela mudança do período conhecido como Super Data Fifa.

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações. O alto número de jogos e o desgaste físico dos atletas trouxeram problemas para os clubes. Jogadores como Kylian Mbappé, Cody Gakpo, Alexander Isak e Brian Brobbey estiveram entre as baixas registradas durante o período. As informações são do jornal The Guardian.

Uma das principais reclamações envolve justamente a concentração de partidas em um intervalo maior. As seleções europeias disputaram quatro jogos da Liga das Nações, que normalmente eram realizados em uma janela de 11 dias. A mudança, aprovada pelo Conselho da Fifa em 2023, uniu os períodos de setembro e outubro com a proposta de reduzir as viagens e melhorar o bem-estar dos jogadores. Na prática, porém, o calendário gerou insatisfação entre os clubes e as federações.

A oposição ao formato ganhou força durante uma reunião das associações nacionais da Uefa, realizada em Berlim, na quinta-feira, 8. Segundo o The Guardian, as críticas foram praticamente unânimes, e diferentes dirigentes se manifestaram contra a mudança. Um dos presidentes de federação classificou o período como "um desastre", enquanto outros consideraram o calendário "inviável". Entre os participantes que se posicionaram contra a alteração estavam a presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, e o diretor executivo da entidade, Mark Bullingham.

O número de lesões foi um dos principais motivos de preocupação. Além dos jogadores que desfalcaram seus clubes após os compromissos internacionais, as federações com elencos menores temem ter menos opções para poupar atletas durante uma sequência tão intensa de partidas. A situação também pode provocar diferenças competitivas na Liga das Nações, já que seleções com maior profundidade no elenco têm mais possibilidades de fazer alterações sem perder rendimento.

Outro problema apontado pelas entidades envolve a questão financeira. Com dois jogos em casa concentrados em um intervalo curto, algumas federações relataram dificuldades para organizar campanhas de divulgação e vender ingressos. As partidas das seleções representam uma importante fonte de arrecadação para essas organizações, que dependem da receita dos eventos para financiar suas atividades.

Diante das críticas, várias federações defenderam o retorno ao modelo anterior, que previa cinco janelas internacionais de duas semanas ao longo da temporada. Apesar da pressão por mudanças, a alteração do calendário não deve ser simples, uma vez que a programação internacional já está definida até 2030. A discussão também ocorre em meio a divergências entre a Uefa e a Fifa sobre questões relacionadas à organização do futebol mundial.

Ainda assim, houve dirigentes que apontaram benefícios na pausa mais longa, principalmente pelo tempo adicional de trabalho para os técnicos das seleções com seus jogadores. A tendência, porém, é que a Uefa seja pressionada a defender uma revisão do formato junto à Fifa, diante da insatisfação manifestada pelas federações europeias.


 

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