Esportes

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Corinthians anuncia Igor Coronado, que vai jogar no Brasil pela 1ª vez

O jogador de 31 anos assinou contrato com o Alvinegro paulista até fevereiro de 2026.

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O Corinthians anunciou na tarde desta sexta-feira (16) a contratação do meia-atacante Igor Coronado por dois anos.

O jogador de 31 anos assinou contrato com o Alvinegro paulista até fevereiro de 2026. Ele estava livre no mercado desde que rescindiu o contrato com o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, na última semana.

A transferência não teve custos, mas o Corinthians desembolsou aproximadamente R$ 2 milhões de custos gerais na operação -envolvendo remuneração, taxas e comissões. O valor foi divulgado pelo clube em nota oficial. Segundo o colunista Bruno Andrade, do blog Mercado da Bola, ele vai receber um salário de cerca de R$ 18,7 milhões (R$ 3,5 mi de euros) por temporada.

O clube do Parque São Jorge adquiriu 100% dos direitos econômicos do jogador. O contrato estabelece multa rescisória de R$ 300 milhões para o mercado nacional e R$ 535 milhões (100 mi de euros) para o exterior.

Coronado irá jogar no futebol brasileiro pela primeira vez. Ele deixou o Brasil ainda jovem e começou a carreira na Inglaterra, no MK Dons. Depois, jogou por clubes da Malta, Itália e Emirados Árabes.

Ele é a nona contratação do Corinthians para 2024. Além dele, o clube já oficializou o lateral direito Matheuzinho; os zagueiros Félix Torres e Gustavo Henrique; os laterais Diego Palacios e Hugo; os meio-campistas Raniele e Rodrigo Garro; e o atacante Pedro Raul.

CHEGADA AGUARDADA 
O jogador desembarcou nesta sexta no Brasil e foi direto acertar os últimos detalhes com o Corinthians. Ele cruzou o portão do terminal 3 do aeroporto de Guarulhos depois das 12h (de Brasília), vindo da Arábia Saudita, acompanhado da família e trazendo dezenas de malas.

Coronado disse que o "coração falou mais alto" para aceitar retornar ao Brasil e jogar no clube. O meia também afirmou que vai ser necessário um tempo para "estar 100%" fisicamente, já que não atua desde o final de dezembro do ano passado.

Com certeza, é um sonho, ainda mais minha trajetória de morar fora do Brasil, voltando para um clube gigantesco como o Corinthians, é especial. Claro [que foi fácil dizer 'sim' ao clube], é um sonho de estar aqui. Bastaram poucas conversas, coração falou mais alto. Não vou estar 100% ainda, porém é necessário pouco tempo de trabalho. Podem ter certeza que vou dar o máximo para estar à disposição o mais rápido possível.

 

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nova política

Tifanny se pronuncia após regra que veta trans no vôlei: "Retrocesso"

A jogadora, de 41 anos, é a primeira transgênero a atuar na Superliga e afirmou que não desistirá de seguir jogando

16/08/2026 22h00

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde Foto: Divulgação / Osasco

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A oposta Tifanny, que defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde, manifestou-se, pela primeira vez, sobre a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que restringe a participação nas competições entre mulheres a atletas designadas com o sexo biológico feminino ao nascer.

A jogadora, de 41 anos, a primeira transgênero a atuar na Superliga, considerou um "enorme retrocesso" e afirmou que não desistirá de seguir jogando.

"A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos. Mas isso não afeta só a mim. Afeta o meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim e o direito de todas as pessoas trans. É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão. Voltamos para a forma vexatória como se testavam as atletas nos anos 60 e 70", disse Tifanny, em pronunciamento compartilhado pela assessoria de imprensa do Osasco.

"Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que a minha luta pelo direito à visibilidade, à inclusão e à prática do esporte não tenha sido em vão", emendou a oposta, que atua no vôlei feminino desde 2017 e foi campeã da Superliga em 2025, sendo a primeira trans a conquistar o principal torneio do país na modalidade.

O pronunciamento foi feito após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista da modalidade, na noite do último sábado (15), em casa, no Ginásio José Liberatti, contra o Pinheiros.

Apesar dos 19 pontos de Tifanny, muito festejada pela torcida osasquense, as visitantes levaram a melhor e venceram por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 25/16, 21/25, 23/25 e 15/11, após pouco mais de duas horas de partida.

A participação da oposta no jogo, mesmo depois de a nova política da CBV ser anunciada, ocorreu após a Federação Paulista de Volleyball (FPV) informar que o Estadual seguiria o regulamento em vigor desde o início do torneio. Segundo a entidade, "eventuais medidas" serão tomadas "para as próximas competições [...] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde".

O novo critério de elegibilidade foi anunciado pela CBV na última sexta-feira (14). Segundo a entidade, a meta é estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). De acordo com a confederação, as atletas deverão atender a critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

Antes, mulheres trans podiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação é válida já para as edições deste ano da Superliga (nas duas principais divisões) e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

Masters 1000

João Fonseca estreia com vitória e agora enfrenta o 129º em Cincinnati

Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane

16/08/2026 15h30

João Fonseca

João Fonseca Julien Crosnier / Federação Francesa de Tenis (FFT)

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João Fonseca estreou com vitória em sua segunda participação no Masters 1000 de Cincinnati. Neste domingo, o tenista de 19 anos venceu Botic van de Zandschulp, da Holanda, por 2 a 0, parciais de 6/4 e 7/6 (7/2). Na próxima rodada, o brasileiro, 26º do ranking, tem um confronto teoricamente mais tranquilo e enfrenta o australiano Christopher O'Connell, apenas o 129º do mundo e que veio do qualifying.

Com a segunda vitória seguida em sua terceira partida contra Van De Zandschulp, número 59 do ranking, Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane, que ocupava a modesta 136ª colocação no ranking.

Nesta temporada, como cabeça de chave, o brasileiro folgou na primeira rodada e sofreu contra Van De Zandschulp a primeira quebra da partida, no terceiro game, mas conseguiu confirmar o break point na sequência e empatou em 2 a 2. O confronto ficou equilibrado, com os tenistas confirmando seus serviços até o 10º game, quando Fonseca conseguiu a quebra e fechou em 6/4.

No segundo set, o brasileiro conseguiu abrir uma vantagem de 4 a 1, mas permitiu a reação do adversário, que venceu três games seguidos e desperdiçou um break point no nono game. Os tenistas foram confirmando seus saques e a definição do set foi para o tie break. Fonseca começou o desempate com agressividade e logo abriu 4 a 0, depois só precisou administrar a vantagem para fechar em 7/2 e 2 a 0 em 1h47.

O'Connell chegou à terceira rodada passando pelo norueguês Cásper Ruud neste domingo no Masters 1000 de Cincinnati. O ex-vice-líder do ranking e atual 17º abandonou a partida com problema físico quando o placar marcava 7/5 e 2/1 para o adversário. Será a primeira partida entre Fonseca e O'Connell, que tem 32 anos.

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