Esportes

SELEÇÃO BRASILEIRA

Criador temeu fim de modelo da camisa

Criador temeu fim de modelo da camisa

FOLHAPRESS

01/01/2014 - 00h00
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Apesar de já ter apresentado ao longo de seus 60 anos de história muitas variações, a camisa amarela com detalhes em verde sempre foi um dos principais símbolos da seleção brasileira. O desenho original do uniforme foi escolhido em dezembro de 1953, em concurso promovido pelo jornal carioca "Correio da Manhã". O regulamento do concurso exigia que as propostas de uniforme tivessem as quatro cores da bandeira brasileira. Entre os cerca de 200 trabalhos inscritos, destacou-se o do desenhista gaúcho Aldyr Schlee, então com apenas 19 anos. "Deixei as duas cores mais características da nossa nacionalidade, que são o verde e o amarelo, na camiseta e usei o branco e o azul nos espaços neutros do uniforme, que são o calção e as meias", lembra Schlee.

"Fiz um conjunto bonito e que obedecia às exigências do concurso", afirma Schlee, que também é escritor, tradutor e professor universitário. O motivo da mudança nas cores do uniforme é controverso. Muitos dizem que a camisa branca foi aposentada após a derrota na final da Copa de 1950 por ter sido considerada de má sorte. Mas Schlee afirma que na época não se dizia isso do conjunto. Para ele, o objetivo da mudança, na verdade, era aumentar a identificação da seleção brasileira com o país. "A camisa branca ou azul não tinha uma relação com as cores do Brasil. O azul e o branco, sozinhos, estão muito mais próximos da Argentina e do Uruguai", diz.

Apesar do sucesso de seu modelo no concurso, Schlee temeu que ele fosse substituído após o fracasso do Brasil no Mundial de 1954, na Suíça, quando a seleção foi eliminada nas quartas de final. "Achei que o fiasco condenaria para sempre aquele modelo. Mas as cores continuaram e, a partir de 1958, foi o próprio futebol brasileiro que consagrou esse uniforme", afirma o desenhista. Mesmo levando em conta que, por razões comerciais, a camisa da seleção precisa mudar constantemente, Schlee critica vários dos modelos recentes. Em especial, o atual. 

"É ridículo. É mais um desrespeito ao nosso futebol. Criaram um modelo com a gola em "Y' que eu considero uma camisola de pijama", diz. Entre as camisas posteriores à criada por ele, Schlee elogia o da Copa de 70. "Ficou muito bonita", afirma. 

ginástica

Rebeca Andrade anuncia retorno às competições neste ano após pausa em 2025

Maior medalhista olímpica do Brasil se ausentou para cuidar da saúde mental e ficar com a família

12/04/2026 22h00

Ginasta Rebeca Andrade é uma das três brasileiras que aparecem entre as 100 mulheres mais influentes ao redor do mundo

Ginasta Rebeca Andrade é uma das três brasileiras que aparecem entre as 100 mulheres mais influentes ao redor do mundo Foto: Luiza Moraes / COB

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Maior medalhista olímpica do Brasil, Rebeca Andrade anunciou neste domingo que está de volta às competições. Depois de tirar um tempo em 2025 para cuidar da saúde mental e ficar com a família, a ginasta de 26 anos se diz pronta para voltar a representar as cores do País.

Rebeca esteve prestigiando a etapa brasileira do Sail GP, competição internacional de vela, onde conversou com a reportagem do SporTV. Segundo ela, "está mantido (o plano de voltar a competir em 2026). Já conversei com o Chico direitinho, e ele já decidiu as competições que eu vou participar, mas todo mundo vai saber também".

Apesar de confirmar o retorno às atividades, Rebeca não cravou uma data exata para competir. "Estou bem animada. 2025 foi um ano muito importante para mim para eu cuidar da minha mente, cuidar do meu corpo. Ter mais esse momento com a minha família, com meus amigos para poder aproveitar também", acrescentou.

A ginasta foi o principal nome do Brasil em 2024, na Olimpíada de Paris. Depois disso, decidiu tirar um tempo 'sabático' para passar mais tempo com a família e cuidar da saúde mental. Rebeca é uma das principais representante da luta pela valorização do trabalho psicológico no esporte.

"Fazer viagens que um atleta de alto rendimento não consegue fazer. A gente tem que sempre se doar 100% para as competições, para a sua equipe, para todo mundo. Ter tido esse tempo para mim foi essencial. Esse ano eu já comecei com a energia lá em cima, estou muito animada para voltar", disse ao SporTV quando questionada sobre o que fez durante o período em que esteve afastada do esporte.

Em Paris-2024, Rebeca conquistou a medalha de ouro no solo, prata no individual geral e no salto, e bronze na categoria de equipes. Além dessas conquistas, ela também faturou o ouro no salto e prata no individual geral em Tóquio-2020.

VITÓRIA

Brasil garante duas medalhas na Copa do Mundo de Ginástica Rítmica

Jojô leva bronze na fita e conjunto fica com a prata na série mista

12/04/2026 21h00

A participação brasileira na etapa de Tashkent (Uzbequistão) da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica chegou ao fim com duas medalhas

A participação brasileira na etapa de Tashkent (Uzbequistão) da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica chegou ao fim com duas medalhas CBG/Divulgação

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A participação brasileira na etapa de Tashkent (Uzbequistão) da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica chegou ao fim com duas medalhas. Neste domingo (12), a capixaba Geovanna Santos, a Jojô, conquistou o bronze na exibição com a fita. Já no conjunto, a série mista - em que as atletas se apresentam com três arcos e duas maças (aparelho semelhante a um pino de boliche) - valeu a prata.

O pódio de Jojô foi o primeiro dela em uma etapa de Copa do Mundo e o segundo do Brasil no individual. Ela repetiu o feito da paranaense Bárbara Domingos, a Babi, que foi bronze em Sofia (Bulgária), em 2023, também na fita.

Na final deste domingo, a capixaba obteve 27.600 de nota, ficando atrás somente da alemã Darja Varfolomeev (29.650) e de Rin Chaves, dos Estados Unidos (27.800).

No conjunto, a exibição do quinteto composto pela alagoana Duda Arakaki, a paulista Nicole Pírcio, a capixaba Sofia Madeira, as paranaenses Julia Kurunczi e Mariana Gonçalves e a amazonense Maria Paula Caminha, ao som da música Abracadabra, de Lady Gaga, valeu o segundo lugar, com 28.100 de pontuação.

A China ficou com o ouro (28.950). O bronze foi para a Rússia (27.400), que compete como país neutro, devido à punição do Comitê Olímpico Internacional (COI) pelo conflito militar na Ucrânia.

Elas também disputaram a final da apresentação com cinco bolas, mas ficaram na oitava e última colocação (21.400), no embalo da canção Feeling Good, de Michael Bublé. A vitória foi novamente das chinesas (27.300), com Rússia (25.950) e Belarus (25.600) completando o pódio. As bielorrussas, assim como as russas e pela mesma razão, também competem como atletas neutras.

Babi também se apresentou neste domingo, mas ficou longe da briga por medalhas. A paranaense ficou na oitava e última colocação tanto na exibição com a bola (23.150) como com as maças (25.650).

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