Esportes

Caminhos distintos

Da Itália aos EUA: coincidência histórica liga Muller e Éderson em Copas

Muller foi tetracampeão mundial em 1994, torneio disputado nos Estados Unidos, sede deste ano

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Chamado às vésperas da estreia do Brasil na Copa do Mundo, a convocação de Éderson marca não somente o retorno de um campo-grandense ao mundial após 32 anos, mas estrelaça a carreira do jovem de 26 anos a Muller, último sul-mato-grossense a vestir a amarelinha em um torneio deste calibre. 

Após início distinto tanto por clubes quanto na seleção, a carreira de ambos é marcada pelo futebol italiano e passagens por gigantes do futebol Brasileiro. 

Caminhos distintos 

Nascido em 31 de janeiro de 1966, em Campo Grande [no então estado de Mato Grosso], Muller, ao contrário de Éderson, ascendeu de forma "meteórica" na carreira. 

Após breve início no Operário, se transferiu ao São Paulo ainda nas categorias de base. Por lá, venceu o estadual de 1985 e o Campeonato Brasileiro de 1986, ano de sua primeira Copa do Mundo. 

Com apenas 20 anos, disputou cinco partidas e deu três assistências na competição, vencida pela Argentina, atual campeã. O belo início no Tricolor o levou ao Torino, clube da Itália, sede do mundial de 1990. 

Com certa bagagem internacional naquele momento, foi titular na Copa seguinte e figura central na campanha do Brasil. Protagonista, foi responsável pelos gols nas vitórias magras diante da Costa Rica e Escócia, adversária também neste ano. Na ocasião, a campanha foi interrompida pelos "hermanos". 

Caminho difícil

Diferentemente do conterrâneo, o jovem de origem terena chega à seleção sem participar de grande parte do ciclo de Ancelotti para o torneio que se inicia já no próximo dia 13. Éderson conquistou a vaga só após baixa de Wesley, cortado por lesão.

Antes de atender "o chamado" de Ancelotti, meio-campista havia sido lembrado na seleção apenas para um amistoso em 2024, além de comparecer apenas na primeira lista de Ancelotti. 

Titular inconstestável da Atalanta, também joga na "terra da bota" e chega à Copa após trilhar um caminho mais árduo na carreira. 

Aos 13, começou em uma escolinha do bairro Tiradentes, região leste da Capital. Pouco tempo depois, foi levado para o clube Desportivo Brasil (SP), para então seguir carreira profissional.

Do interior paulista, em 2019 chegou ao Cruzeiro após transferência de cerca de R$ 1,6 milhão. Após sete meses no clube mineiro, se transferiu para o Corinthians a custo zero. 

No clube alvinegro, obteve altos e baixos, disputou 25 jogos e marcou 3 gols, sendo parte do elenco vice-campeão do Campeonato Paulista em 2020. Contestado e sem sequência, foi emprestado ao Fortaleza, onde finalmente obteve destaque em 2021. 

Após um de empréstimo ao clube nordestino, foi vendido a Salernitana (Itália) por 6,5 milhões de euros. 

No clube italiano, se destacou rapidamente e em menos de seis meses, despertou o interesse da Atalanta, também da Itália, que pagou cerca de 22,9 milhões de euros pelo volante. 

Glória nos Estados Unidos

Após pouco destaque na Europa e o fracasso na copa de 1990, Muller voltou ao Brasil diretamente para São Paulo, onde conquistou o Campeonato Brasileiro de 1991 e foi bicampeão da Libertadores e do Mundial de Clubes em 1992 e 1993. 

A retomada na carreira foi coroada com a convocação para sua terceira Copa do Mundo, torneio disputado nos Estados Unidos, um dos países sede deste ano e palco do tetra do Brasil em 1994.

Decisão

Brasília vai receber a primeira final única da Copa do Brasil

Estádio sempre foi o favorito para receber a final da competição por causa de sua estrutura, da logística e da neutralidade do estádio

10/09/2026 13h45

Foto: Divulgação

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O Mané Garrincha, em Brasília, será o palco da primeira final única da Copa do Brasil, marcada para o dia 6 de dezembro. A CBF vai anunciar nesta quinta-feira, 10, após o sorteio do mando das semifinais.

Palmeiras, Vasco, Atlético Mineiro e Grêmio seguem na disputa e se enfrentam pelas semifinais no início de novembro.

O Mané Garrincha sempre foi o favorito para receber a final da competição por causa de sua estrutura, da logística e da neutralidade do estádio em uma edição com semifinalistas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Em agosto, o governo do Distrito Federal enviou um ofício à CBF em oferecendo o Mané Garrincha como sede da final. No documento, o governo exaltou as "condições estruturais, logísticas e institucionais" do estádio, "plenamente compatíveis com a dimensão esportiva, econômica e simbólica da principal competição eliminatória do futebol brasileiro".

Como não recebe regularmente partidas da Série A do Brasileirão, o estádio não conta com a tecnologia do sistema de impedimento semiautomático, o que demandará algum tempo para a instalação. Precisará, então, passar pelas adequações necessárias de infraestrutura para que os equipamentos funcionem, além da realização de testes.

A opção por Brasília tem sido bastante utilizada pela CBF para os jogos da Supercopa, confronto entre os campeões da Série A e da Copa do Brasil, principalmente pelo fator neutralidade. Das sete edições do confronto desde a retomada do formato, em 2020, quatro foram disputadas no Mané Garrincha.

Disputada desde 1989, a Copa do Brasil terá pela primeira vez uma final realizada em jogo único, repetindo o modelo adotado pela Uefa com a Champions League, e pela Conmebol com Libertadores e Sul-Americana.

O torneio com a maior premiação do País vai render R$ 78 milhões só ao campeão só pela vitória na final e R$ 34 milhões ao vice.

Estreante

Ancelotti convoca Arthur Dias, campo-grandense promessa do Athletico-PR

Revelado pelo Furacão, o zagueiro integra o grupo de 26 jogadores chamados nesta quarta-feira

09/09/2026 14h30

Foto: Reprodução / CBF

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O campo-grandense Arthur Dias, de 19 anos, foi uma das muitas novidades da lista de convocados pelo técnico Carlo Ancelotti para os próximos amistosos da seleção brasileira. Revelado pelo Athletico-PR, o zagueiro integra o grupo de 26 jogadores chamados nesta quarta-feira (9) para os confrontos contra Austrália e Índia, entre os dias 25 de setembro e 3 de outubro.

A convocação marca mais um passo na trajetória do defensor, nascido em 10 de abril de 2007. Arthur chegou ao Athletico em 2022, inicialmente para integrar a categoria sub-15, e assinou seu primeiro contrato profissional com o clube paranaense em setembro de 2023.

O zagueiro estreou pela equipe principal em julho do ano passado, no empate em 2 a 2 com o América-MG. Na ocasião, entrou no segundo tempo da partida e acabou cometendo um pênalti nos acréscimos, lance que resultou no gol de empate da equipe mineira.

Antes de receber a primeira oportunidade na seleção principal, o campo-grandense acumulou convocações nas categorias de base. Ainda em 2023, foi chamado pela primeira vez para defender a seleção brasileira sub-17 e passou a integrar regularmente os grupos da categoria.

Entre os destaques está um gol de bicicleta marcado na vitória brasileira por 3 a 0 sobre Angola, pela Cascais Luso Cup Sub-17, disputada em Portugal.

No início de 2025, Arthur Dias também foi convocado para a seleção brasileira sub-20 na disputa do Campeonato Sul-Americano da categoria. O Brasil conquistou o título do torneio e garantiu vaga para o Mundial sub-20.

Esta é a primeira convocação realizada por Carlo Ancelotti desde o Mundial, competição em que o Brasil foi eliminado nas oitavas de final pela Noruega.

Além de Arthur Dias, Ancelotti chamou outros 25 jogadores para os amistosos. Entre os nomes estão Marquinhos (PSG), Gabriel Magalhães (Arsenal), Vinicius Júnior (Real Madrid), e Estevão (Chelsea) e vários estreantes.

Confira os convocados:

Goleiros: Hugo Souza (Corinthians), Pedro Morisco (Coritiba) e Otávio (Cruzeiro).

Defensores: Arthur Dias (Athletico-PR), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Jair (Nottingham Forest), Marquinhos (PSG), Matheuzinho (Corinthians), Mauro Júnior (PSV), Victor Reis (Manchester City) e Wesley (Roma).

Meias: André Santos (Manchester United), Breno Bidon (Corinthians), Bruno Guimarães (Arsenal), Danilo (Botafogo), Douglas Luiz (Juventus) e Gabriel Bontempo (Santos).

Atacantes: Endrick (Real Madrid), Estevão (Chelsea), João Pedro (Chelsea), Pedro (Flamengo), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth), Samuel Lino (Flamengo) e Vinicius Júnior (Real Madrid).

Colaborou Felipe Machado 

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