Esportes

LIGA DOS CAMPEÕES

Depois de 15 anos e 2 bi de euros, Manchester City é, enfim, campeão europeu

Manchester também foi campeão do vencedor do Campeonato Inglês e da Copa da Inglaterra

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As câmeras mostraram a imagem do magnata russo Roman Abramovich no Luzhniki Stadium. No meio da disputa de pênaltis entre Chelsea, clube do qual era dono, e o Manchester United, na final da Champions League de 2008, ele simulou sofrer um infarto por causa da tensão.

"O que você pode comprar para alguém que tem tudo? Isso. Você não pode comprar isso", comentou Clive Tydesley, narrador do canal britânico ITV. O Manchester City tentou, ano após ano, mostrar que dinheiro pode não comprar, mas ajuda muito.

Depois de 15 anos e 2,27 bilhões de euros (R$ 12 bilhões em valores atuais) gastos em contratações, a equipe inglesa, enfim, conquistou o título que seus donos da família real dos Emirados Árabes Unidos mais almejaram.

Com a vitória sobre a Internazionale por 1 a 0, neste sábado (10), em Istambul, o City venceu pela primeira vez o mais cobiçado troféu de clubes do planeta. Rodri, aos 23 minutos do segundo tempo, definiu o placar. Foi um jogo mais duro do que muitos anteciparam.

O esquema defensivo da Inter criou problemas para o time de Manchester, que só teve dois lances de maior perigo no primeiro tempo. Em um deles, Bernardo Silva errou o alvo. No outro, Haaland parou em Onana. Atrapalhou os planos da formação inglesa a lesão do meia Kevin De Bruyne, substituído aos 35 minutos da etapa inicial.

Na final, a Inter se fechava bem até que o zagueiro Akanji avançou. Bernardo Silva recebeu na área e teve o passe desviado. Rodri bateu com precisão da entrada da área.

Houve chances para o clube italiano buscar o empate. Ederson teve o travessão atingido, aos 26 do segundo tempo, em finalização de Dimarco. Lukaku não conseguiu aproveitar o rebote. Depois, aos 43, cabeceou livre na pequena área. Ederson defendeu com a perna e assegurou o troféu.

O novo campeão europeu pertence, desde 2008, ao City Football Group, de propriedade do Abu Dhabi United Group, fundado e comandado pelo xeque Mansour bin Zayed Sultan Al Bahyan, integrante da monarquia dos Emirados Árabes Unidos.

Ele transformou um time de médio porte da Inglaterra, que vivia na sombra do rival da cidade, o Manchester United, na maior força do futebol nacional e, agora, europeu.

A vitória sobre a Inter dá a tríplice coroa ao City, também vencedor do Campeonato Inglês e da Copa da Inglaterra na temporada. A equipe iguala assim o maior orgulho do seu adversário local. Até este final de semana, o único inglês a obter tal feito havia sido o United, em 1999.

Tudo mudou na história da equipe a partir de 2012, quando o clube azul de Manchester ganhou a liga nacional pela primeira vez depois de 44 anos. Foi o instante e que a Champions League virou prioridade.

O título europeu também é o triunfo de Pep Guardiola, o maior treinador de sua geração, que volta a levantar o troféu após 13 anos. Campeão com o Barcelona em 2009 e 2011, ele rebate as críticas, a que nunca deu a menor importância, de que não conseguia ganhar o torneio sem Lionel Messi no seu elenco.

A união entre City e Guardiola, em 2016, foi a tempestade perfeita. O melhor técnico do planeta tinha cheque em branco para contratar quem quisesse. Depois de perder a final da Champions em 2021 para o Chelsea, o clube ligado à família real dos Emirados Árabes Unidos gastou 299,4 milhões de euros em reforços nas duas temporadas seguintes (R$ 1,58 bilhão pela cotação atual).

A última delas, por 60 milhões de euros (R$ 318,6 milhões), foi a última peça do quebra-cabeças. O norueguês Haaland foi o camisa 9 que faltara ao time em alguns momentos decisivos no passado. Marcou 58 gols em 59 jogos entre 2022 e 2023 pelo City. Foram 12 deles apenas na Champions League.

Se o City tinha arcos como Kevin De Bruyne, Phil Foden e Gündogan, passou a ter a flecha mais cobiçada do futebol mundial. "Eu não faço ideia do que um zagueiro pode fazer para parar Haaland. Ele tem tudo", espantou-se o belga De Bruyne.

Antes de Haaland, a equipe teve derrotas traumáticas na competição europeia. Na partida mais importante antes de enfrentar a Inter (contra o Chelsea, em 2021), foi anulada pelo esquema tático do alemão Thomas Tuchel. Em 2022, tinha a vaga para a final nas mãos, mas levou dois gols no fim do Real Madrid na semifinal.

O troféu coloca também o City no último Mundial de Clubes no formato atual e possivelmente no caminho de um brasileiro, caso algum deles conquiste a Copa Libertadores.

Na geopolítica, o título é uma vitória do projeto de "sportswashing" dos Emirados Árabes, país sem democracia, que restringe a liberdade de expressão e as críticas à família real.

MANCHESTER CITY

Ederson; Akanji, Rúben Dias e Aké; Stones (Walker) e Rodri; Gündogan, De Bruyne (Foden), Bernardo Silva e Grealish; Haaland. T.: Pep Guardiola

INTER DE MILÃO

Onana; Darmian, Acerbi e Bastoni (Gosens); Dumfries (Bellanova), Brozovic, Barella, Çalhanoglu e Dimarco; Lautaro Martínez e Dzeko (Lukaku). T.: Simone Inzaghi

  • Local: Estádio Olímpico Ataturk, em Istambul, na Turquia
  • Data e horário: 10 de junho de 2023, às 16h (de Brasília)
  • Árbitro: Szymon Marciniak (POL)
  • Assistentes: Pawe? Sokolnicki (POL) e Tomasz Listkiewicz (POL)
  • VAR: Tomasz Kwiatkowski (POL)

Cartões amarelos: Barella (Inter de Milão); Ederson (Manchester City), Inzaghi (Inter de Milão)

Gols: Rodri (Manchester City), aos 23 minutos do segundo tempo

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Renúncia

Após quase destronar Petrallás na FFMS, ex-presidente do Costa Rica desiste de eleição

À época, André Baird foi o mais bem votado entre os clubes profissionais, contudo perdeu federação entre os clubes da várzea

23/08/2026 12h30

André Baird, ex-presidente do Costa Rica

André Baird, ex-presidente do Costa Rica Foto: Esporte MS / Reprodução

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Ex-presidente do Costa Rica Esporte Clube e candidato à presidência da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) ano passado, André Delgado Baird renunciou a disputa ao cargo de deputado estadual nas Eleições2026. A desistência foi homologada pela Justiça Eleitoral após Baird apresentar formalmente o pedido de renúncia.

Na decisão, a Justiça Eleitoral considerou que a manifestação foi feita de maneira “livre, expressa e inequívoca” e homologou o pedido do ex-dirigente filiado ao Novo. 

A decisão ocorre pouco mais de um ano depois de Baird protagonizar uma disputa acirrada pela presidência da FFMS. Na eleição realizada em abril de 2025, ele enfrentou Estêvão Petrallás e acabou derrotado por 48 votos a 39.

Apesar do resultado final, a votação mostrou uma disputa equilibrada entre os dois candidatos, com predileção por Baird na elite.

Considerando apenas os clubes da primeira divisão, Baird foi o preferido: recebeu seis votos, contra quatro de Petrallás. Entre os clubes profissionais fora da elite, a diferença também foi mínima, com nove votos para Petrallás e oito para Baird.

Como os votos tinham pesos diferentes, Baird chegou a abrir vantagem na contagem ponderada. Antes dos votos dos clubes amadores, o placar era de 34 a 30 a favor do então presidente do Costa Rica.

A virada ocorreu justamente entre os clubes amadores. Petrallás recebeu 18 votos, enquanto Baird foi escolhido por cinco equipes. Com a soma final, Petrallás alcançou os 48 votos necessários para assumir oficialmente a presidência da FFMS e garantiu mandato até 2027.

Na época da eleição, Petrallás já ocupava interinamente a presidência da Federação desde maio de 2024. Após confirmar a vitória, destacou a responsabilidade de comandar o futebol sul-mato-grossense e defendeu a necessidade de elevar o nível técnico dos jogadores do Estado.

Baird, por sua vez, reconheceu a derrota, mas classificou a campanha como uma forma de enfrentamento ao sistema que comandava a entidade.

“Foi um processo limpo, deveríamos resolver esse problema, agora as coisas voltam a engrenar”, afirmou na ocasião.

O então candidato também destacou a trajetória construída durante a campanha e disse ter saído da disputa com dignidade.

“Foi um trabalho, levei no peito, consegui chegar e acessar vários clubes. Ficamos satisfeitos, desafiei o sistema, fui contra a máquina e saio daqui com muita dignidade”, declarou à época. 

A situação da FFMS também era marcada por dificuldades administrativas, sobretudo no entorno de Frascisco Cezário. Atualmente, a federação sul-mato-grossense aparece na penúltima colocação do ranking da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), à frente apenas do Amapá.

A decisão não apresenta qualquer impedimento ou irregularidade no ato. Segundo a Justiça, não havia elemento que colocasse em dúvida a validade ou a voluntariedade da renúncia. Pelo clube, foi vice-presidente na conquista do título estadual de 2021 e presidente em 2023, ano do segundo título. 

Além dele, outros cinco candidatos também declinaram suas candidaturas: Tatiane Wehner, Luiz Gabriel Nogueira e Valdenir Machado (Republicanos), Jéssika Moura (Avante) e Veterinário Francisco (União Brasil), vereador de Campo Grande. 

AUTOMOBILISMO

Bortoletto larga em 9° no GP da Holanda; confira o grid da F-1 deste domingo (23)

Otimista, o brasileiro ainda festejou a evolução da equipe numa movimentação que testou o carro tanto em um ritmo de corrida, quanto também no momento de buscar uma vaga no grid

22/08/2026 23h00

Piloto da Audi terminou em nono lugar e chegou a bater na trave ao ficar a uma posição da zona de pontuação

Piloto da Audi terminou em nono lugar e chegou a bater na trave ao ficar a uma posição da zona de pontuação Reprodução/F1 TV

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Após a corrida sprint deste sábado (22), no circuito de Zandvoort, o brasileiro Gabriel Bortoleto deve largar na nona colocação para o GP da Holanda que acontece neste domingo (23), às 10h pelo horário do Mato Grosso do Sul. 

Logo na segunda metade do Q3 hoje (22), a chuva atingiu o Circuito de Zandvoort e mudou totalmente o panorama do classificatório, já que os pilotos saíram com pneus de pista seca, o que dificultou o desempenho da reta final.

Apesar das dificuldades climáticas, Lando Norris novamente fez ótimo tempo antes de começar a pingar na Holanda, mas acabou superado por Kimi Antonelli no momento em que a chuva já atingia o autódromo. Posteriormente, o competidor deu o troco no piloto da Mercedes e devolveu a primeira colocação para a McLaren.

Gabriel Bortoleto fechou com a 9ª posição e ficou à frente de Arvid Lindblad, da Racing Bulls. Hamilton conseguiu a 5ª colocação na última tentativa e foi o último piloto a deixar o circuito antes de a chuva apertar.

GP da Holanda feliz

Na prova rápida, o piloto da Audi terminou em nono lugar e chegou a bater na trave ao ficar a uma posição da zona de pontuação. Posteriormente, no treino oficial, ele voltou a ter um bom desempenho e vai largar na quinta fila, no nono posto.

"Largada bem positiva. Fiquei feliz que hoje conseguimos fazer uma boa largada. Acho que temos dado alguns passos no rumo certo Se conseguirmos manter esse ritmo de largada que a gente tem tido nesse final de semana, ficarei muito feliz", comentou Gabriel em entrevista ao SporTV.

Otimista, o brasileiro ainda festejou a evolução da equipe numa movimentação que testou o carro tanto em um ritmo de corrida, quanto também no momento de buscar uma vaga no grid. "Acredito que vamos ter um pouquinho de ritmo ainda melhor na prova", completou Bortoleto.

Na classificação do Mundial de pilotos, o brasileiro ostenta a 14ª posição na tabela e contabilizou até aqui dez pontos. Para efeito de comparação, Nico Hülkenberg, seu companheiro de equipe, é o 18º colocado com dois. O jovem Kimi Antonelli, da Mercedes, lidera a disputa de forma isolada com 224 pontos, seguido do ferrarista Lewis Hamilton, 171.

Confira o grid de largada

Com Gabrtiel tendo oportunidade de pontuar neste final de semana, você confere abaixo como ficou o grid de largada para o GP da Holanda na Fórmula 1: 

1. Lando Norris (ING/McLaren), 1min11s163

2. George Russell (ING/Mercedes), 1min11s265

3. Andrea Kimi Antonelli (ITA/Mercedes), 1min11s296

4. Oscar Piastri (AUS/McLaren), 1min11s305

5. Lewis Hamilton (ING/Ferrari), 1min11s494

6. Charles Leclerc (MON/Ferrari), 1min11s558

7. Max Verstappen (HOL/Red Bull), 1min11s618

8. Liam Lawson (NZL/Red Bull), 1min11s733

9. Gabriel Bortoleto (BRA/Audi),1min12s079

10. Arvid Lindblad (ING/RB), 1min12s185

11. Pierre Gasly (FRA/Alpine), 1min12s616

12. Yuki Tsunoda (JAP/RB), 1min12s627

13. Nico Hulkenberg (ALE/Audi), 1min12s797

14. Franco Colapinto (ARG/Alpine), 1min12s800

15. Esteban Ocon (FRA/Haas), 1min13s137

16. Alexander Albon (TAI/Williams), 1min13s182

17. Carlos Sainz (ESP/Williams), 1min13s574

18. Fernando Alonso (ESP/Aston Martin), 1min13s650

19. Lance Stroll (CAN/Aston Martin), 1min13s818

20. Oliver Bearman (ING/Haas), 1min13s826

21. Valtteri Bottas (FIN/Cadillac), 1min14s371

22. Sergio Pérez (MEX/Cadillac), 1min14s1600

 

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