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Dilma: campanha contra Copa é 'contra nós'

Dilma: campanha contra Copa é 'contra nós'

g1

07/06/2014 - 09h50
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A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (6) que existe no país uma "campanha sistemática" contra a Copa do Mundo no Brasil, mas que "de fato", "é muito mais uma campanha sistemática contra nós", se referindo aos governos do PT. Em Porto Alegre, ela criticou a "desinformação" sobre os gastos com estádios e com infraestrutura, preparada, segundo ela, não para o evento, mas para a própria população.

"Há hoje uma campanha sistemática contra a Copa do Mundo. Ela de fato não é contra a Copa do Mundo, ela é muito mais uma campanha sistemática contra nós. Quero dizer para vocês que nem na ditadura nós confundimos Copa com política", afirmou a presidente, durante lançamento da pré-candidatura de Tarso Genro ao governo gaúcho, ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dilma passou então a enumerar uma série de previsões negativas, que segundo ela, começaram antes das manifestações iniciadas em junho do ano passado. Sem citar o nome, ela citou reportagem de 2011 da revista "Veja" que criticava o ritmo das obras dos estádios. "Tem na capa 2038 como sendo o ano em que os estádios vão ficar prontos", ironizou.

Depois, rebateu a ideia de que o governo tirou dinheiro da saúde e da educação para gastar na Copa. Ela explicou que o dinheiro público que financiou as arenas (R$ 4 bilhões) trata-se de empréstimo e não de gastos do Orçamento e que só neste ano o governo investiu R$ 280 bilhões em educação e saúde.
"O dinheiro dos R$ 280 bilhões é Orçamento e o dinheiro dos estádios é dinheiro de banco. E está para nascer o banco que não cobre. Eu ainda não conheci nenhum que não cobre rigorosamente as duas dívidas com suas taxas de juros", afirmou.

Ela também refutou previsões que apontavam risco de dengue, racionamento de energia e falta de internet durante o evento. "Não há a menor possiblidade de haver racionamento, não é na Copa, é agora. [...] Aonde está tendo racionamento de água, ninguém fala", disse a presidente. Ela repetiu que os aeroportos não foram ampliados para a Copa, mas para "atender a enorme demanda" alcançada com a redução da desigualdade social no país.

 

Esporte

Justiça determina que Vasco e Boca Juniors seja realizada no Maracanã

Partida pela Copa Sul-Americana está marcada para o dia 20

10/10/2026 22h00

Érica Ramalho/Governo do Rio de Janeiro

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a concessionária Fla-Flu Serviços S.A. disponibilize o Maracanã para a partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors, marcada para o dia 20 deste mês pela semifinal da Copa Sul-Americana. A decisão é do desembargador Marco Antônio Ibrahim, da 23ª. Câmara de Direito Privado.

O magistrado considerou integralmente as questões relatadas pelo Grupo de Atuação de Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor, reproduzindo a recomendação encaminhada à concessionária e o ofício enviado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, ao governador do estado.

Na decisão, o desembargador ressaltou que a segurança dos torcedores e dos moradores do entorno do estádio deve prevalecer sobre os argumentos relacionados à preservação do gramado, utilizados pela concessionária para negar a utilização do Maracanã. 

Ao fundamentar a decisão, o magistrado também considerou a manifestação técnica do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), da Polícia Militar, que apontou o Maracanã como a alternativa preferencial para o confronto, em razão de suas condições estruturais, logísticas e operacionais.

O desembargador também reconheceu a urgência da medida, considerando o prazo de 10 de outubro estabelecido para que o Vasco indicasse à Conmebol o estádio onde seria realizada a partida.

Pedido

Federações europeias pressionam Uefa pelo fim do formato da 'Super Data Fifa': 'Um desastre'

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações

09/10/2026 23h00

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações Foto: X

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As federações europeias de futebol pressionaram a Uefa pela mudança do período conhecido como Super Data Fifa.

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações. O alto número de jogos e o desgaste físico dos atletas trouxeram problemas para os clubes. Jogadores como Kylian Mbappé, Cody Gakpo, Alexander Isak e Brian Brobbey estiveram entre as baixas registradas durante o período. As informações são do jornal The Guardian.

Uma das principais reclamações envolve justamente a concentração de partidas em um intervalo maior. As seleções europeias disputaram quatro jogos da Liga das Nações, que normalmente eram realizados em uma janela de 11 dias. A mudança, aprovada pelo Conselho da Fifa em 2023, uniu os períodos de setembro e outubro com a proposta de reduzir as viagens e melhorar o bem-estar dos jogadores. Na prática, porém, o calendário gerou insatisfação entre os clubes e as federações.

A oposição ao formato ganhou força durante uma reunião das associações nacionais da Uefa, realizada em Berlim, na quinta-feira, 8. Segundo o The Guardian, as críticas foram praticamente unânimes, e diferentes dirigentes se manifestaram contra a mudança. Um dos presidentes de federação classificou o período como "um desastre", enquanto outros consideraram o calendário "inviável". Entre os participantes que se posicionaram contra a alteração estavam a presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, e o diretor executivo da entidade, Mark Bullingham.

O número de lesões foi um dos principais motivos de preocupação. Além dos jogadores que desfalcaram seus clubes após os compromissos internacionais, as federações com elencos menores temem ter menos opções para poupar atletas durante uma sequência tão intensa de partidas. A situação também pode provocar diferenças competitivas na Liga das Nações, já que seleções com maior profundidade no elenco têm mais possibilidades de fazer alterações sem perder rendimento.

Outro problema apontado pelas entidades envolve a questão financeira. Com dois jogos em casa concentrados em um intervalo curto, algumas federações relataram dificuldades para organizar campanhas de divulgação e vender ingressos. As partidas das seleções representam uma importante fonte de arrecadação para essas organizações, que dependem da receita dos eventos para financiar suas atividades.

Diante das críticas, várias federações defenderam o retorno ao modelo anterior, que previa cinco janelas internacionais de duas semanas ao longo da temporada. Apesar da pressão por mudanças, a alteração do calendário não deve ser simples, uma vez que a programação internacional já está definida até 2030. A discussão também ocorre em meio a divergências entre a Uefa e a Fifa sobre questões relacionadas à organização do futebol mundial.

Ainda assim, houve dirigentes que apontaram benefícios na pausa mais longa, principalmente pelo tempo adicional de trabalho para os técnicos das seleções com seus jogadores. A tendência, porém, é que a Uefa seja pressionada a defender uma revisão do formato junto à Fifa, diante da insatisfação manifestada pelas federações europeias.


 

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