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De garoto de projeto social a convocado para a Copa: a história de Éderson

Volante da Atalanta foi chamado por Carlo Ancelotti após corte de Wesley e tem trajetória marcada pelo Instituto Bola de Ouro, em Campo Grande.

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A convocação do volante Éderson para a Seleção Brasileira que disputará a Copa do Mundo de 2026 teve um significado especial para Campo Grande.

Natural da capital sul-mato-grossense, o jogador da Atalanta, da Itália, foi chamado pelo técnico Carlo Ancelotti para substituir o lateral-direito Wesley, cortado da competição após sofrer uma lesão muscular na coxa esquerda durante amistoso da Seleção.

A notícia mobilizou não apenas torcedores e familiares, mas também aqueles que acompanharam de perto os primeiros passos do atleta. Entre eles está o Instituto Bola de Ouro, projeto social esportivo onde Éderson iniciou sua formação ainda criança e construiu os alicerces que o levariam ao futebol profissional.

Para os responsáveis pelo instituto, a convocação representa muito mais do que uma conquista individual. É a confirmação de que um trabalho desenvolvido há mais de duas décadas, voltado à formação esportiva e cidadã de crianças e adolescentes, pode transformar vidas.

Segundo o presidente do Instituto Bola de Ouro, professor Jairo Cesar, que conversou com a reportagem do Correio do Estado, Éderson chegou ao projeto aos seis anos de idade e rapidamente chamou a atenção pelo talento acima da média.

"Falar sobre a trajetória do Éderson é, para nós, reviver a essência do que construímos ao longo de 21 anos no Instituto Bola de Ouro. Ver um dos nossos pupilos vestir a camisa da Seleção Brasileira não é apenas um feito esportivo; é a materialização de um compromisso social que iniciamos quando ele tinha apenas seis anos", afirmou.

De acordo com o educador, o volante já apresentava características que o diferenciavam dos demais atletas da mesma idade.

"O Éderson sempre foi um garoto singular. Dentro de campo, demonstrava uma maturidade técnica notável, atuando sempre em categorias superiores à sua faixa etária. Fora dele, cultivava valores raros: era prestativo, empático e comprometido com o bem da comunidade, como bem lembramos de suas ações voluntárias no Asilo São João Bosco", recordou.

Foto: Arquivo do Instituto Bola de Ouro.

Além dos treinamentos, o atleta participou de ações sociais promovidas pela instituição, incluindo atividades voluntárias junto ao Asilo São João Bosco, experiências que ajudaram a moldar valores que, segundo os educadores, permanecem presentes em sua trajetória.

Superação antes do sucesso

A caminhada rumo ao futebol de alto rendimento, porém, esteve longe de ser simples.

Em um dos momentos mais delicados da juventude, Éderson enfrentou uma reprovação em uma avaliação realizada em São Paulo. O resultado abalou sua confiança e o fez considerar abandonar o sonho de se tornar jogador profissional.

Foi nesse período que o suporte recebido no Instituto Bola de Ouro se tornou decisivo.

"No entanto, o futebol é um caminho de provações. Em um momento crucial, após uma reprovação em um teste em São Paulo, Éderson sentiu o peso do desânimo e cogitou interromper sua caminhada. Foi então que o nosso trabalho de base, que vai muito além da bola, entrou em cena", relatou Jairo.

Segundo ele, o jovem recebeu orientação para compreender que os obstáculos fazem parte da formação de qualquer atleta.

"Reforçamos a ele que o esporte, tal qual a vida, é uma construção feita de degraus. Ensinamos que o fracasso é um professor necessário e que a resiliência é o maior talento de um atleta."

Com disciplina e perseverança, Éderson retomou o caminho do desenvolvimento esportivo e começou a construir uma trajetória que o levaria aos principais centros do futebol nacional e internacional.

De Campo Grande para a Europa

Após deixar Mato Grosso do Sul, Éderson iniciou sua carreira nas categorias de base do Desportivo Brasil. O volante ganhou projeção nacional no Cruzeiro, passou por Corinthians e Fortaleza antes de seguir para o futebol italiano.

Na Europa, atuou pela Salernitana e posteriormente se transferiu para a Atalanta, clube onde alcançou o melhor momento da carreira. Com atuações consistentes no Campeonato Italiano e em competições europeias, tornou-se um dos principais meio-campistas brasileiros em atividade no exterior.

A convocação para a Copa do Mundo veio após Wesley sofrer uma lesão muscular e ser cortado da Seleção Brasileira. Diante da baixa, Carlo Ancelotti optou por chamar Éderson para integrar o elenco brasileiro.

Orgulho para Campo Grande

No Instituto Bola de Ouro, a convocação foi recebida como uma conquista coletiva.

"Ele acolheu cada palavra. Com disciplina e foco, superou cada obstáculo, trilhando um caminho sólido pelo Desportivo Brasil, Cruzeiro, Corinthians, Fortaleza e, mais recentemente, pela Atalanta. Hoje, ao vê-lo convocado para a Copa do Mundo, o Instituto Bola de Ouro está em festa. Celebramos a vitória da persistência e o sucesso de um campo-grandense que nunca esqueceu suas raízes", destacou Jairo Cesar.

Foto: Arquivo do Instituto Bola de Ouro.

O dirigente afirma que o sentimento é de orgulho por ter participado dos primeiros passos da carreira do atleta.

"Seguimos em torcida vibrante, honrados por termos feito parte dos primeiros degraus dessa história e na expectativa de vê-lo brilhar nos gramados, quem sabe presenteando nossa cidade e nosso projeto com um gol que eternizará essa jornada de superação."

Convocação surpreendeu jogador em Campo Grande

A chamada da Seleção pegou Éderson de surpresa. O volante passava férias em Campo Grande, sua cidade natal, quando recebeu a notícia da convocação emergencial para a Copa do Mundo.

Segundo relatos da imprensa internacional, ele precisou reorganizar rapidamente a viagem para se apresentar ao grupo nos Estados Unidos.

O episódio reforçou o vínculo que o atleta mantém com suas origens. Mesmo consolidado no futebol europeu, Éderson continua sendo lembrado como um dos principais exemplos de sucesso surgidos no esporte sul-mato-grossense.

Segundo jogador sul-mato-grossense em Copa

O volante Éderson, 27 anos, será o segundo jogador sul-mato-grossense a defender a seleção brasileira em uma Copa do Mundo. Antes dele, o atacante Mueller - também nascido em Campo Grande - participou das copas de 1990 e de 1994. 

Novo Clube

A convocação para a Copa do Mundo ocorre em um momento de ascensão na carreira de Éderson. O volante sul-mato-grossense está prestes a dar um dos maiores passos de sua trajetória ao trocar a Atalanta, da Itália, pelo Manchester United.

Segundo a imprensa europeia, o clube inglês chegou a um acordo com a equipe italiana para a contratação do jogador por cerca de 40,5 milhões de euros, com bônus que podem elevar o valor da negociação.

A transferência coloca Éderson em um dos maiores palcos do futebol mundial e reforça a rápida evolução de quem começou em um projeto social de Campo Grande antes de alcançar a Seleção Brasileira
 

 

Futebol

Futebol de cegos: Brasil vai à final da Copa América contra Colômbia

Em São Paulo, seleção masculina derrota Costa Rica pelas semifinais

10/09/2026 20h00

Taba Benedicto

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Maior vencedor da Copa América de futebol de cegos entre os homens, o Brasil vai em busca do sétimo título. Nesta quinta-feira (10), a seleção verde e amarela derrotou a Costa Rica por 2 a 0 no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, pelas semifinais da competição.

Os brasileiros não encontraram dificuldades e abriram vantagem sobre os costarriquenhos antes da metade da primeira etapa - cada tempo tem 20 minutos de duração. Aos seis, Maicon conduziu a bola após cobrança de falta, arrastou a marcação de três adversários e chutou rasteiro para abrir o placar. Aos 12, Nonato recebeu na área e bateu forte, no alto, sem chances para o goleiro Rony Madrigal.

No segundo tempo, o técnico Cesinha aproveitou para rodar o elenco. Mesmo assim, a equipe da casa manteve o jogo sob controle e até criou algumas chances, parando em boas defesas do goleiro costarriquenho.

Em 11 edições, o Brasil sempre foi à final, com seis conquistas e quatro vices. O último na edição de 2022, quando perderam nos pênaltis para a anfitriã Argentina.

Os Murciélagos (morcegos, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina), aliás, ficaram fora da decisão continental pela primeira vez. Mais cedo nesta quinta, os hermanos, atuais campeões mundiais e vice paralímpicos foram superados pela Colômbia por 1 a 0 nas penalidades, após empate sem gols com bola rolando.

A final diante dos colombianos será neste sábado (12), às 17h30 (horário de Brasília). O canal da Federação Internacional de Esportes para Cegos (Ibsa) no YouTube transmite a partida ao vivo.

Esta será a segunda final do Brasil neste ciclo da Paralimpíada de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028. Em julho, os brasileiros conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Parasul-Americanos, em Valledupar (Colômbia), superando os argentinos na decisão.

Apesar da queda nas semifinais, a Costa Rica se garantiu no Campeonato Mundial do ano que vem, assim como Argentina e Colômbia. O Brasil, como país-sede, já tinha vaga assegurada. Pentacampeã paralímpica, a seleção verde e amarela é também cinco vezes campeã do mundo, sendo a maior vencedora nos dois principais eventos da modalidade.

Decisão

Brasília vai receber a primeira final única da Copa do Brasil

Estádio sempre foi o favorito para receber a final da competição por causa de sua estrutura, da logística e da neutralidade do estádio

10/09/2026 13h45

Foto: Divulgação

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O Mané Garrincha, em Brasília, será o palco da primeira final única da Copa do Brasil, marcada para o dia 6 de dezembro. A CBF vai anunciar nesta quinta-feira, 10, após o sorteio do mando das semifinais.

Palmeiras, Vasco, Atlético Mineiro e Grêmio seguem na disputa e se enfrentam pelas semifinais no início de novembro.

O Mané Garrincha sempre foi o favorito para receber a final da competição por causa de sua estrutura, da logística e da neutralidade do estádio em uma edição com semifinalistas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Em agosto, o governo do Distrito Federal enviou um ofício à CBF em oferecendo o Mané Garrincha como sede da final. No documento, o governo exaltou as "condições estruturais, logísticas e institucionais" do estádio, "plenamente compatíveis com a dimensão esportiva, econômica e simbólica da principal competição eliminatória do futebol brasileiro".

Como não recebe regularmente partidas da Série A do Brasileirão, o estádio não conta com a tecnologia do sistema de impedimento semiautomático, o que demandará algum tempo para a instalação. Precisará, então, passar pelas adequações necessárias de infraestrutura para que os equipamentos funcionem, além da realização de testes.

A opção por Brasília tem sido bastante utilizada pela CBF para os jogos da Supercopa, confronto entre os campeões da Série A e da Copa do Brasil, principalmente pelo fator neutralidade. Das sete edições do confronto desde a retomada do formato, em 2020, quatro foram disputadas no Mané Garrincha.

Disputada desde 1989, a Copa do Brasil terá pela primeira vez uma final realizada em jogo único, repetindo o modelo adotado pela Uefa com a Champions League, e pela Conmebol com Libertadores e Sul-Americana.

O torneio com a maior premiação do País vai render R$ 78 milhões só ao campeão só pela vitória na final e R$ 34 milhões ao vice.

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