Esportes

MATO GROSSO

Estádio da Copa em Cuiabá é interditado depois da morte de operário

Estádio da Copa em Cuiabá é interditado depois da morte de operário

AGÊNCIA BRASIL

09/05/2014 - 16h15
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A Arena Pantanal, em Cuiabá, foi parcialmente interditada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) hoje (9), por causa do acidente que vitimou, ontem, o operário Muhammad'Ali Maciel Afonso, de 32 anos. De acordo com o ministério, há indícios de que o operário foi eletrocutado. Todos os trabalhos de manutenção e instalação elétrica no estádio que vai receber jogos da Copa do Mundo estão suspensos até segunda ordem.

A empresa responsável pelo serviço, a Etel Engenharia, Montagens e Automação, será notificada pelo ministério e deverá apresentar documentação comprovando a regularidade dos trabalhos exercidos no local. Os serviços relacionados à parte elétrica da arena só poderão ser retomados depois que os problemas que vierem a ser identificados pelo Ministério do Trabalho forem regularizados. O prazo máximo para o fim das apurações do ministério é de quatro meses.

As investigações sobre a morte do trabalhador estão sendo conduzidas pela Polícia Civil. Ainda não há laudo conclusivo sobre a causa do acidente. Segundo apurações preliminares da polícia, o operário foi eletrocutado porque não teriam sido tomadas medidas preventivas de controle de acidente.

O MTE informou que medidas como a desenergização do local, o uso de equipamento de proteção individual, a análise prévia de risco e a emissão de ordem de serviço aparentemente não foram respeitadas pela empresa responsável pelo serviço. A Agência Brasil tentou entrar em contato com a Etel Engenharia, mas, até o momento, não obteve retorno. As investigações apontam que Muhammad'Ali Maciel Afonso, embora fosse montador, exerceria atividade de eletricista, o que configuraria desvio de função

Caso a Etel seja responsabilizada pela morte do operário, a empresa será autuada pelo Ministério do Trabalho e terá que pagar multa. Na esfera judicial, a empresa também poderá responder pelo ocorrido.

Ontem, o corpo de Muhammad'Ali Maciel Afonso foi liberado do local pela Delegacia Especializada de Homicídio de Cuiabá. Como não se trata de homicídio, mas de acidente, o caso será transferido à 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá e conduzido pelo delegado Antônio Esperantio, responsável pela instauração do inquérito.

A Secretaria Extraordinária da Copa de Mato Grosso (Secopa-MT) publicou nota lamentando a morte do trabalhador. “A Secopa-MT lamenta o triste episódio, ocorrido já às vésperas da inauguração da Arena Pantanal e depois de todo o período de construção sem nenhuma ocorrência de acidente grave ou médio na obra”, segundo o texto.

O secretário extraordinário para a Copa em Mato Grosso, Maurício Guimarães, informou, em entrevista coletiva nesta sexta-feira, que, caso seja apontada alguma negligência, a secretaria buscará a responsabilização da empresa para a qual o operário trabalhava.

"Só com o resultado da perícia e com a investigação da polícia é que saberemos o que de fato ocorreu. Ele estava com todos os equipamentos de segurança. Mas, claro, se alguma irregularidade for confirmada, vamos tomar uma atitude contra a empresa", disse Guimarães.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, prestaram solidariedade à família do trabalhador por meio de redes sociais. 

Esporte

Justiça determina que Vasco e Boca Juniors seja realizada no Maracanã

Partida pela Copa Sul-Americana está marcada para o dia 20

10/10/2026 22h00

Érica Ramalho/Governo do Rio de Janeiro

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a concessionária Fla-Flu Serviços S.A. disponibilize o Maracanã para a partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors, marcada para o dia 20 deste mês pela semifinal da Copa Sul-Americana. A decisão é do desembargador Marco Antônio Ibrahim, da 23ª. Câmara de Direito Privado.

O magistrado considerou integralmente as questões relatadas pelo Grupo de Atuação de Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor, reproduzindo a recomendação encaminhada à concessionária e o ofício enviado pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, ao governador do estado.

Na decisão, o desembargador ressaltou que a segurança dos torcedores e dos moradores do entorno do estádio deve prevalecer sobre os argumentos relacionados à preservação do gramado, utilizados pela concessionária para negar a utilização do Maracanã. 

Ao fundamentar a decisão, o magistrado também considerou a manifestação técnica do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), da Polícia Militar, que apontou o Maracanã como a alternativa preferencial para o confronto, em razão de suas condições estruturais, logísticas e operacionais.

O desembargador também reconheceu a urgência da medida, considerando o prazo de 10 de outubro estabelecido para que o Vasco indicasse à Conmebol o estádio onde seria realizada a partida.

Pedido

Federações europeias pressionam Uefa pelo fim do formato da 'Super Data Fifa': 'Um desastre'

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações

09/10/2026 23h00

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações Foto: X

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As federações europeias de futebol pressionaram a Uefa pela mudança do período conhecido como Super Data Fifa.

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações. O alto número de jogos e o desgaste físico dos atletas trouxeram problemas para os clubes. Jogadores como Kylian Mbappé, Cody Gakpo, Alexander Isak e Brian Brobbey estiveram entre as baixas registradas durante o período. As informações são do jornal The Guardian.

Uma das principais reclamações envolve justamente a concentração de partidas em um intervalo maior. As seleções europeias disputaram quatro jogos da Liga das Nações, que normalmente eram realizados em uma janela de 11 dias. A mudança, aprovada pelo Conselho da Fifa em 2023, uniu os períodos de setembro e outubro com a proposta de reduzir as viagens e melhorar o bem-estar dos jogadores. Na prática, porém, o calendário gerou insatisfação entre os clubes e as federações.

A oposição ao formato ganhou força durante uma reunião das associações nacionais da Uefa, realizada em Berlim, na quinta-feira, 8. Segundo o The Guardian, as críticas foram praticamente unânimes, e diferentes dirigentes se manifestaram contra a mudança. Um dos presidentes de federação classificou o período como "um desastre", enquanto outros consideraram o calendário "inviável". Entre os participantes que se posicionaram contra a alteração estavam a presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, e o diretor executivo da entidade, Mark Bullingham.

O número de lesões foi um dos principais motivos de preocupação. Além dos jogadores que desfalcaram seus clubes após os compromissos internacionais, as federações com elencos menores temem ter menos opções para poupar atletas durante uma sequência tão intensa de partidas. A situação também pode provocar diferenças competitivas na Liga das Nações, já que seleções com maior profundidade no elenco têm mais possibilidades de fazer alterações sem perder rendimento.

Outro problema apontado pelas entidades envolve a questão financeira. Com dois jogos em casa concentrados em um intervalo curto, algumas federações relataram dificuldades para organizar campanhas de divulgação e vender ingressos. As partidas das seleções representam uma importante fonte de arrecadação para essas organizações, que dependem da receita dos eventos para financiar suas atividades.

Diante das críticas, várias federações defenderam o retorno ao modelo anterior, que previa cinco janelas internacionais de duas semanas ao longo da temporada. Apesar da pressão por mudanças, a alteração do calendário não deve ser simples, uma vez que a programação internacional já está definida até 2030. A discussão também ocorre em meio a divergências entre a Uefa e a Fifa sobre questões relacionadas à organização do futebol mundial.

Ainda assim, houve dirigentes que apontaram benefícios na pausa mais longa, principalmente pelo tempo adicional de trabalho para os técnicos das seleções com seus jogadores. A tendência, porém, é que a Uefa seja pressionada a defender uma revisão do formato junto à Fifa, diante da insatisfação manifestada pelas federações europeias.


 

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