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Final entre Argentina e França consagrará o próximo tricampeão

Ambas as seleções têm dois títulos; os argentinos, porém, não vencem um Mundial desde 1986, já os franceses têm títulos mais recentes, como a taça de 1998, contra o Brasil, e a Copa de 2018

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Seja qual for o resultado da partida de domingo (18), entre Argentina e França, na final da Copa do Mundo do Catar, uma certeza já existe. A de que sairá dali o mais novo tricampeão do mundo.

A partida, que começa às 11h (horário de MS) e será disputada no estádio Lusail, na cidade de mesmo nome, no Catar, coloca em disputa duas seleções que veem o título de forma diferente.

Pelo lado dos argentinos, que não vencem uma Copa do Mundo desde 1986, com Maradona, a vitória seria a coroação de um grande ídolo, Lionel Messi, que faz no Catar a sua despedida dos mundiais, segundo ele mesmo já declarou.

Se em 1986, no México, os argentinos coroaram Diego Maradona, desta vez eles desejam o mesmo destino para Messi, que faz sua segunda decisão de Copa do Mundo; em 2014 também teve a chance de levantar a taça, no Brasil, mas perdeu por 1 a 0 para a Alemanha, no Maracanã.

Já para os franceses, a vitória é a joia final na coroa dessa geração que a seleção conseguiu reunir. 

Campeã da última Copa do Mundo, em 2018, disputada na Rússia, a França chegou ao Mundial com vários desfalques, principalmente no meio de campo, mas tem contado com a genialidade de Kylian Mbappé e com a nova função em campo de Antoine Griezmann para manter viva a esperança do bicampeonato, o terceiro do país.

O título também eleva o craque do PSG a patamares que Pelé esteve nesta faixa etária. Neste mundial, inclusive, ele já ultrapassou o Rei do Futebol no número de gols em Copas até os 23 anos. Somando 2018 com este ano, o francês tem nove gols na competição.

Se vencerem, Mbappé e seus companheiros também repetem um feito que apenas o Brasil e a Itália já fizeram. O de vencer duas Copas consecutivas.

DESFALQUES

Para a partida de domingo, o técnico argentino Lionel Scaloni deve ter a volta de Di María, porém, ele ainda é dúvida para começar entre os titulares, já que voltou a treinar com os companheiros na quinta-feira (15).

Do outro lado, o técnico Didier Deschamps enfrenta um surto de gripe na França, que atingiu mais dois jogadores, Konaté e Varane, dupla de zaga titular na semifinal da Copa. 

No treino de sexta-feira (16), além de Varane e Konaté, Coman também ficou de fora por gripe. Tchouaméni e Theo Hernández foram poupados.

Saiba: A Argentina entrará com: Martínez; Molina, Romero, Otamendi e Acuña; De Paul, Paredes, Enzo Fernández e Mac Allister; Messi e Julian Álvarez. Já a França deve ter: Lloris; Koundé, Varane, Konaté e Theo Hernandez; Tchouameni, Fofana e Griezmann; Dembélé, Mbappé e Giroud.

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nova política

Tifanny se pronuncia após regra que veta trans no vôlei: "Retrocesso"

A jogadora, de 41 anos, é a primeira transgênero a atuar na Superliga e afirmou que não desistirá de seguir jogando

16/08/2026 22h00

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde Foto: Divulgação / Osasco

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A oposta Tifanny, que defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde, manifestou-se, pela primeira vez, sobre a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que restringe a participação nas competições entre mulheres a atletas designadas com o sexo biológico feminino ao nascer.

A jogadora, de 41 anos, a primeira transgênero a atuar na Superliga, considerou um "enorme retrocesso" e afirmou que não desistirá de seguir jogando.

"A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos. Mas isso não afeta só a mim. Afeta o meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim e o direito de todas as pessoas trans. É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão. Voltamos para a forma vexatória como se testavam as atletas nos anos 60 e 70", disse Tifanny, em pronunciamento compartilhado pela assessoria de imprensa do Osasco.

"Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que a minha luta pelo direito à visibilidade, à inclusão e à prática do esporte não tenha sido em vão", emendou a oposta, que atua no vôlei feminino desde 2017 e foi campeã da Superliga em 2025, sendo a primeira trans a conquistar o principal torneio do país na modalidade.

O pronunciamento foi feito após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista da modalidade, na noite do último sábado (15), em casa, no Ginásio José Liberatti, contra o Pinheiros.

Apesar dos 19 pontos de Tifanny, muito festejada pela torcida osasquense, as visitantes levaram a melhor e venceram por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 25/16, 21/25, 23/25 e 15/11, após pouco mais de duas horas de partida.

A participação da oposta no jogo, mesmo depois de a nova política da CBV ser anunciada, ocorreu após a Federação Paulista de Volleyball (FPV) informar que o Estadual seguiria o regulamento em vigor desde o início do torneio. Segundo a entidade, "eventuais medidas" serão tomadas "para as próximas competições [...] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde".

O novo critério de elegibilidade foi anunciado pela CBV na última sexta-feira (14). Segundo a entidade, a meta é estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). De acordo com a confederação, as atletas deverão atender a critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

Antes, mulheres trans podiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação é válida já para as edições deste ano da Superliga (nas duas principais divisões) e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

Masters 1000

João Fonseca estreia com vitória e agora enfrenta o 129º em Cincinnati

Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane

16/08/2026 15h30

João Fonseca

João Fonseca Julien Crosnier / Federação Francesa de Tenis (FFT)

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João Fonseca estreou com vitória em sua segunda participação no Masters 1000 de Cincinnati. Neste domingo, o tenista de 19 anos venceu Botic van de Zandschulp, da Holanda, por 2 a 0, parciais de 6/4 e 7/6 (7/2). Na próxima rodada, o brasileiro, 26º do ranking, tem um confronto teoricamente mais tranquilo e enfrenta o australiano Christopher O'Connell, apenas o 129º do mundo e que veio do qualifying.

Com a segunda vitória seguida em sua terceira partida contra Van De Zandschulp, número 59 do ranking, Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane, que ocupava a modesta 136ª colocação no ranking.

Nesta temporada, como cabeça de chave, o brasileiro folgou na primeira rodada e sofreu contra Van De Zandschulp a primeira quebra da partida, no terceiro game, mas conseguiu confirmar o break point na sequência e empatou em 2 a 2. O confronto ficou equilibrado, com os tenistas confirmando seus serviços até o 10º game, quando Fonseca conseguiu a quebra e fechou em 6/4.

No segundo set, o brasileiro conseguiu abrir uma vantagem de 4 a 1, mas permitiu a reação do adversário, que venceu três games seguidos e desperdiçou um break point no nono game. Os tenistas foram confirmando seus saques e a definição do set foi para o tie break. Fonseca começou o desempate com agressividade e logo abriu 4 a 0, depois só precisou administrar a vantagem para fechar em 7/2 e 2 a 0 em 1h47.

O'Connell chegou à terceira rodada passando pelo norueguês Cásper Ruud neste domingo no Masters 1000 de Cincinnati. O ex-vice-líder do ranking e atual 17º abandonou a partida com problema físico quando o placar marcava 7/5 e 2/1 para o adversário. Será a primeira partida entre Fonseca e O'Connell, que tem 32 anos.

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