Esportes

BRASILEIRÃO 2019

Flamengo atropela o lanterna Avaí em Brasília e volta a se isolar na liderança

Flamengo atropela o lanterna Avaí em Brasília e volta a se isolar na liderança

ESTADÃO CONTEÚDO

07/09/2019 - 18h01
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Diante de mais de 47 mil pagantes em Brasília, o Flamengo fez, neste sábado, o que se esperava do líder do Campeonato Brasileiro frente ao lanterna: atropelou. Mais que isso, o placar de 3 a 0 em um jogo - apenas teoricamente - fora de casa, mesmo com uma série de desfalques, diante do Avaí exibiu muito do que o time carioca ainda é capaz de fazer na competição.

São 39 pontos em 18 rodadas, o time voltou a se isolar na liderança e agora acumula cinco vitórias em sequência, com 41 gols marcados (média de 2,27 por jogo) e saldo que já chega a 23, onze a mais que o segundo colocado - e um estilo de jogo que está longe de ser apenas pragmático, sempre agressivo e organizado, e mesmo diante de uma equipe catarinense que ficou com apenas dez pontos e ocupa a última colocação na tabela.

Na próxima rodada, o Flamengo põe à prova seu poderio ofensivo e a confiança em alta ao fazer o jogo que tem tudo para definir o campeão simbólico do turno, contra o vice-líder Santos, no sábado, às 17h, no Maracanã. Já o Avaí, no domingo, vai à Arena da Baixada para enfrentar o Athletico-PR, às 11h.

Na partida deste sábado, a história do confronto começou como mera repetição do que tem ocorrido nas últimas partidas da equipe treinada por Jorge Jesus. Com uma posse de bola que ultrapassava os 70%, não obstante às ausências de Rodrigo Caio, suspenso, e Arrascaeta, Bruno Henrique e Berrío, convocados para atuar em amistosos por suas seleções.

Assim, coube ao garoto Reinier, joia de apenas 17 anos da base, comandar as ações ofensivas da equipe ao lado de Everton Ribeiro e Gerson. Este, por sinal, mais liberado da função de marcação com a presença do volante Piris da Motta ao lado de Willian Arão - fez outra partida excepcional pela equipe.

E a 12ª vitória dos cariocas na competição, a quarta fora de casa - o mando do jogo era do Avaí, mas foi vendido para ser realizado na capital federal - começou com mais um gol - o 15º - do artilheiro do campeonato, Gabriel Barbosa. Logo aos dez minutos, recebendo ótimo passe de Reinier, o camisa 9 fugiu pela direita e bateu cruzado para abrir o placar.

O time de Alberto Valentim ainda esboçou rápida reação, com Brenner perdendo uma chance que não se deve desperdiçar diante de um adversário tão embalado, aos 15 minutos, para ótima defesa, na base do reflexo, de Diego Alves.

Só que a bola no travessão de Willian Arão, aproveitando lindo passe de letra de Gerson, aos 20, tratou de mostrar que o relaxamento do líder do campeonato não era opção. Condição esta confirmada pela cabeçada do zagueiro Pablo Marí, que aproveitou cobrança de escanteio de Everton Ribeiro para ampliar o placar, mostrando que o leque de jogadas da equipe comportava ainda as bolas paradas ofensivas.

Na etapa final, com a boa vantagem no placar, a tal intensidade, tão propagada como marca da equipe de Jorge Jesus, só foi utilizada mesmo nos minutos iniciais, muito em função da personalidade exibida pelo garoto Reinier.

Aos cinco, ele quase fez um golaço de letra. Aos sete, para coroar sua ótima atuação, veio o primeiro gol pelo time profissional. Na saída de Vladimir, o camisa 19 completou bela triangulação com Arão e Gabriel Barbosa para fechar o placar.

Nitidamente com o pé tirado do acelerador, tal qual fizera diante do Palmeiras na rodada anterior após abrir 3 a 0, o Flamengo apenas aguardou o fim da partida, que ainda teve a expulsão do atacante Gustavo Ferrareis, do Avaí, devido a uma entrada dura e fora da bola em Rafinha, confirmada pelo VAR.

FICHA TÉCNICA

AVAÍ 0 x 3 FLAMENGO

AVAÍ - Vladimir; Iury, Ricardo, Marquinhos Silva e Igor Fernandes; Pedro Castro, Richard Franco e João Paulo (Matheus Barbosa); Caio Paulista, Brenner (Jonathan) e Lourenço (Gustavo Ferrareis). Técnico: Alberto Valentim

FLAMENGO - Diego Alves; Rafinha, Rhodolfo, Pablo Marí e Filipe Luís (Renê); Piris da Motta (Vitinho), Willian Arão, Everton Ribeiro, Gerson e Reinier (João Lucas); Gabriel Barbosa. Técnico: Jorge Jesus.

GOLS - Gabriel Barbosa, aos 10, e Pablo Marí, aos 31 do primeiro tempo; Reinier, aos 7 da etapa final.

ÁRBITRO - Edina Alves Batista (Fifa/SP).

CARTÕES AMARELOS - João Paulo (Avaí); Pablo Marí e Gabriel Barbosa (Flamengo).

CARTÃO VERMELHO - Gustavo Ferrareis (Avaí).

RENDA - R$ R$ 3.957.192,90.

PÚBLICO - 47.575 pagantes.

LOCAL - Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF).
 

Postura

Presidente da CBF 'garante' renovação de Ancelotti na seleção até 2030: 'Dá para cravar'

Seria uma maneira de dar tranquilidade e tirar a pressão sobre Ancelotti na Copa do Mundo

07/05/2026 13h30

Foto: Rafael Ribeiro / CBF

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A Confederação Brasileira de futebol (CBF) está bastante satisfeita com o trabalho de Carlo Ancelotti no comando da seleção e, mais uma vez, Samir Xaud, presidente da entidade, 'garantiu' a permanência do italiano até o ciclo para a Copa do Mundo de 2030.

Xaud vem sendo repetitivo nas últimas semanas ao cravar a renovação de Carlo Ancelotti. Nesta quinta-feira, o presidente da CBF participou da FutPro Expo 2026, em Fortaleza, e voltou a falar sobre o assunto em atendimento à imprensa.

Há alguns dias, Xaud disse que Ancelotti chegaria à disputa da Copa do Mundo dos Estados Unidos, Canadá e México - anuncia a lista final no dia 18 de maio - já com o contrato renovado. O atual acordo termina justamente após a competição desde meio de ano. Questionado sobre o novo vínculo, o presidente da CBF mostrou-se confiante.

"(Vamos anunciar) Antes (da Copa do Mundo), com certeza", cravou Xaud. "Estão faltando ajustes jurídicos, tanto dos advogados do lado dele, quanto do nosso, mas acredito que antes da nossa ida para a Copa do Mundo a gente vai estar anunciando", disse. "Dá para cravar (a permanência até 2030)."

Seria uma maneira de dar tranquilidade e tirar a pressão sobre Ancelotti na Copa do Mundo, já que a seleção brasileira vem sofrendo com os desfalques com pouco tempo para a estreia na competição, diante do Marrocos.

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Esportes

Mercado iGaming brasileiro em 2026: como operadores escolhem fornecedores B2B

06/05/2026 10h33

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A regulamentação das apostas esportivas e cassinos online no Brasil, em vigor desde janeiro de 2025, transformou o setor em um dos mais cobiçados do mundo. Centenas de operadores nacionais e internacionais já buscaram licença junto à Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, e a guerra pelo player brasileiro está apenas começando. Mas a corrida pela licença é apenas o primeiro passo — a verdadeira batalha está na escolha da tecnologia que sustenta o produto.

O Brasil: ecossistema regulatório em construção

A SPA, cujas regras detalhadas estão publicadas no portal oficial do governo federal, continua refinando seus requisitos técnicos, de KYC, de jogo responsável e de prevenção à lavagem de dinheiro. O movimento espelha uma tendência maior de modernização regulatória brasileira: o Banco Central tem agido de forma cada vez mais firme em outros setores financeiros, como mostra a recente decisão de liquidação extrajudicial de uma fintech competidora do Nubank. O recado para o setor de apostas é claro: a tolerância para operadores que não cumprem regras está em queda.

O peso da decisão tecnológica

Para um operador brasileiro, escolher uma plataforma B2B é uma decisão estratégica que afeta tudo: tempo de lançamento, conformidade com a SPA, qualidade da experiência do jogador, custo operacional e capacidade de escalar. Operadores que entram no mercado brasileiro sem um stack técnico robusto enfrentam dificuldades para crescer, mesmo quando têm marketing forte e uma boa equipe comercial. A diferença entre quem cresce e quem trava costuma estar na arquitetura.

O que um agregador moderno entrega

Um agregador competitivo precisa oferecer três pilares ao operador:

  • Catálogo amplo — centenas de slots, jogos de mesa e cassino ao vivo via integração única

  • Conteúdo localizado — temas brasileiros, suporte em português, jogos com identidade visual regional, dealers em português, integração com Pix

  • Conformidade automatizada — relatórios para a SPA, ferramentas de jogo responsável, KYC integrado e suporte para autoexclusão

Plataformas como Agreegain — agregador de jogos atendem especificamente o mercado brasileiro com conteúdo curado para o público local, em vez de simplesmente replicar bibliotecas europeias. Para operadores que estão entrando agora ou migrando de plataformas legacy, a curva de adaptação ao mercado brasileiro tem sido o maior obstáculo — e onde os bons parceiros B2B fazem a maior diferença.

Localização: o fator de retenção

Os primeiros dados de retenção do mercado brasileiro mostram um padrão claro: operadores que apostaram em conteúdo localizado retêm jogadores significativamente melhor do que aqueles que dependem de bibliotecas genéricas. Slots de tema brasileiro, mesas com dealers em português, e promoções amarradas a eventos como o Brasileirão ou a Copa do Mundo geram engajamento que não vem de portfólios globais.

A afinidade cultural com loterias e jogos é parte da identidade brasileira há décadas — basta ver o volume de buscas por resultados da Quina e outras loterias federais para entender o tamanho desse hábito. O iGaming entra nesse ecossistema cultural com a vantagem de oferecer experiência mais imediata, mais variada e adaptada a celular, mas só funciona se a marca souber falar a língua do jogador.

A integração com o futebol

Nenhuma estratégia de iGaming no Brasil é completa sem uma camada forte de apostas esportivas conectada ao casino. O futebol é o pulmão do esporte brasileiro, e operadores que combinam cobertura de competições nacionais como a Série D do Brasileirão com casino integrado capturam jogadores que de outra forma se dispersariam entre marcas separadas. A integração entre os dois produtos — uma carteira única, uma conta única, uma experiência fluida — virou padrão de mercado.

Migração: o próximo desafio

Operadores que já possuem licença e querem migrar de uma plataforma legacy enfrentam o desafio adicional de fazer a transição sem downtime. APIs flexíveis, suporte técnico dedicado e onboarding rápido são critérios decisivos nessa decisão. Quem migrou cedo, antes do mercado encher, geralmente teve um caminho mais tranquilo. Quem deixar para depois, vai migrar competindo pela atenção da equipe técnica do parceiro junto com dezenas de outros operadores.

O que esperar nos próximos meses

O mercado iGaming brasileiro deve consolidar-se em torno de operadores que combinam licença regularizada, plataforma técnica sólida e conteúdo profundamente localizado. Os parceiros B2B escolhidos agora definirão quem lidera o setor nos próximos anos. A janela para construir uma vantagem estrutural ainda está aberta, mas está fechando rapidamente — e quem demora demais na escolha da tecnologia terminará pagando o preço em retenção, custos e velocidade de adaptação regulatória.

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