Esportes

Futebol Feminino

França se impõe pelo alto e derrota Brasil na Copa do Mundo feminina

Seleção Brasileira briga pela vaga no duelo com a Jamaica, na próxima quarta (2), em Melbourne

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Após 12 partidas, a seleção brasileira feminina de futebol ainda busca a sua primeira vitória sobre a França. Tradicional algoz da formação verde-amarela, a equipe europeia usou sua força pelo alto, na noite australiana de sábado (29), e venceu por 2 a 1, em jogo válido pelo Grupo F da Copa do Mundo da Oceania.

Debinha chegou a empatar o duelo, após a abertura do placar em cabeceio de Le Sommer, mas o Brasil deu liberdade para a zagueira Wendie Renard, de 1,87 m, definir o placar em escanteio. Um resultado que tornou decisivo o confronto da formação verde-amarela com a Jamaica, na próxima quarta (2), em Melbourne.

No confronto com as francesas, em Brisbane, elas não conseguiram cumprir o que se propuseram a fazer. Houve extrema dificuldade na saída de bola e muitos erros de passe. O time azul se aproveitou, exibiu um jogo de força física e agora tem um retrospecto de seis vitórias e seis empates com a equipe canarinho.

O primeiro tempo foi de enorme dificuldade para as comandadas de Pia Sundhage. A França adotou uma marcação adiantada que frustrou as tentativas de toque do adversário na tentativa de sair da defesa. De acordo com estatísticas da Fifa, a seleção não conseguiu completar impressionantes 48 passes dos 172 que tentou até o intervalo.

Com isso, mantinha-se no campo ofensivo. E fazia uso de uma de suas maiores armas, a jogada pelo alto. Aos 13 minutos, Letícia teve de fazer ótima defesa em cabeceio de Le Sommer. Aos 17, não teve o mesmo sucesso. Karchaoui cruzou, Diani ganhou de Tamires, e Le Sommer, com a liberdade concedida por Rafaelle, cabeceou livre para abrir o placar.

Mesmo mal na etapa inicial, o Brasil teve uma chance clara em bola roubada na frente, aos 22. Debinha deixou Adriana de frente para o gol, na marca do pênalti, mas o chute foi desastrado. Daí em diante, foram erros até o fim da primeira etapa, com só 30% da bola com posse do grupo verde-amarelo.

Pia preferiu não fazer alterações no intervalo, porém o comportamento mudou bastante no segundo tempo. Foram as campeãs sul-americanas que passaram a incomodar a saída das adversárias, e o jogo ficou bem mais equilibrado. Quando conseguiam impor sua velocidade, levavam vantagem sobre as rivais.

Foi o que ocorreu aos 13 minutos, quando Geyse bateu Karchaoui pela ponta direita e cruzou. A bola passou pela área e teve bons toques de Tamires e Ary Borges até o chute de Kerolin da entrada da área. A finalização foi travada, mas Debinha ficou com a sobra, dominou com categoria e bateu na saída de Peyraud-Magnin.

As francesas sentiram o gol e tiveram momentos de dificuldade. Debinha foi mal e desperdiçou contragolpe perigoso. Kerolin, após batida de falta, esteve perto do desvio que deixaria vendida a goleira Peyraud-Magnin. As europeias, porém, também tiveram seus momentos e se tornaram mais agressivas na reta final.

Aí, o Brasil cometeu o erro que sabia que não podia cometer. Após cobrança de escanteio da direita, aos 33 minutos, a forte e alta Renard apareceu livre. A zagueira era dúvida para o jogo e tinha claras limitações devido aos problemas em suas dores na panturrilha, mas não foi incomodada por ninguém no cabeceio que definiu o jogo.


Estádio: Suncorp Stadium, de Brisbane, na Austrália
Arbitragem: Kate Jacewicz
Assistentes: Kyoung-Min Kim e Joanna Kate Charaktis
Cartões amarelos: Dali (França); Toletti (França); Luana (Brasil); Karchaqui (França)
Gols: Le Sommer (França), Debinha (Brasil), Renard (França)
Público: 49.378

FRANÇA
Magnin; Lakrar, Renard, Périsset e Karchaoui; Toletti, Geyoro e Dali; Diani, Bècho e Le Sommer (Becho). T.: Hervé Renard

BRASIL
Lelê; Antonia (Mônica), Rafaelle, Lauren, Tamires; Luana, Adriana, Ary Borges (Ana Vitória), Kerolin; Debinha (Marta) e Geyse (Andressa Alves). T.: Pia Sundhage
 

nova política

Tifanny se pronuncia após regra que veta trans no vôlei: "Retrocesso"

A jogadora, de 41 anos, é a primeira transgênero a atuar na Superliga e afirmou que não desistirá de seguir jogando

16/08/2026 22h00

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde

Tifanny defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde Foto: Divulgação / Osasco

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A oposta Tifanny, que defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde, manifestou-se, pela primeira vez, sobre a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que restringe a participação nas competições entre mulheres a atletas designadas com o sexo biológico feminino ao nascer.

A jogadora, de 41 anos, a primeira transgênero a atuar na Superliga, considerou um "enorme retrocesso" e afirmou que não desistirá de seguir jogando.

"A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos. Mas isso não afeta só a mim. Afeta o meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim e o direito de todas as pessoas trans. É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão. Voltamos para a forma vexatória como se testavam as atletas nos anos 60 e 70", disse Tifanny, em pronunciamento compartilhado pela assessoria de imprensa do Osasco.

"Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que a minha luta pelo direito à visibilidade, à inclusão e à prática do esporte não tenha sido em vão", emendou a oposta, que atua no vôlei feminino desde 2017 e foi campeã da Superliga em 2025, sendo a primeira trans a conquistar o principal torneio do país na modalidade.

O pronunciamento foi feito após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista da modalidade, na noite do último sábado (15), em casa, no Ginásio José Liberatti, contra o Pinheiros.

Apesar dos 19 pontos de Tifanny, muito festejada pela torcida osasquense, as visitantes levaram a melhor e venceram por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 25/16, 21/25, 23/25 e 15/11, após pouco mais de duas horas de partida.

A participação da oposta no jogo, mesmo depois de a nova política da CBV ser anunciada, ocorreu após a Federação Paulista de Volleyball (FPV) informar que o Estadual seguiria o regulamento em vigor desde o início do torneio. Segundo a entidade, "eventuais medidas" serão tomadas "para as próximas competições [...] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde".

O novo critério de elegibilidade foi anunciado pela CBV na última sexta-feira (14). Segundo a entidade, a meta é estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). De acordo com a confederação, as atletas deverão atender a critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

Antes, mulheres trans podiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação é válida já para as edições deste ano da Superliga (nas duas principais divisões) e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

Masters 1000

João Fonseca estreia com vitória e agora enfrenta o 129º em Cincinnati

Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane

16/08/2026 15h30

João Fonseca

João Fonseca Julien Crosnier / Federação Francesa de Tenis (FFT)

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João Fonseca estreou com vitória em sua segunda participação no Masters 1000 de Cincinnati. Neste domingo, o tenista de 19 anos venceu Botic van de Zandschulp, da Holanda, por 2 a 0, parciais de 6/4 e 7/6 (7/2). Na próxima rodada, o brasileiro, 26º do ranking, tem um confronto teoricamente mais tranquilo e enfrenta o australiano Christopher O'Connell, apenas o 129º do mundo e que veio do qualifying.

Com a segunda vitória seguida em sua terceira partida contra Van De Zandschulp, número 59 do ranking, Fonseca já igualou a campanha do ano passado em Cincinnati, quando foi eliminado na terceira rodada pelo francês Terence Atmane, que ocupava a modesta 136ª colocação no ranking.

Nesta temporada, como cabeça de chave, o brasileiro folgou na primeira rodada e sofreu contra Van De Zandschulp a primeira quebra da partida, no terceiro game, mas conseguiu confirmar o break point na sequência e empatou em 2 a 2. O confronto ficou equilibrado, com os tenistas confirmando seus serviços até o 10º game, quando Fonseca conseguiu a quebra e fechou em 6/4.

No segundo set, o brasileiro conseguiu abrir uma vantagem de 4 a 1, mas permitiu a reação do adversário, que venceu três games seguidos e desperdiçou um break point no nono game. Os tenistas foram confirmando seus saques e a definição do set foi para o tie break. Fonseca começou o desempate com agressividade e logo abriu 4 a 0, depois só precisou administrar a vantagem para fechar em 7/2 e 2 a 0 em 1h47.

O'Connell chegou à terceira rodada passando pelo norueguês Cásper Ruud neste domingo no Masters 1000 de Cincinnati. O ex-vice-líder do ranking e atual 17º abandonou a partida com problema físico quando o placar marcava 7/5 e 2/1 para o adversário. Será a primeira partida entre Fonseca e O'Connell, que tem 32 anos.

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