Esportes

FUTEBOL 2019

Galo bate o Botafogo no Rio de Janeiro e sai na frente na luta pela Sul-Americana

Confira os melhores momentos da partida

RAFAEL RIBEIRO

25/07/2019 - 07h55
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Antes uma competição desvalorizada pela diretoria atleticana. Agora, um sonho. E na luta para fazer da utopia realidade, o Atlético venceu o Botafogo por 1 a 0, na noite desta quarta-feira, no Engenhão, no Rio de Janeiro, em primeira partida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. O Glorioso perde sua campanha 100% até aqui no torneio, antes eram quatro jogos e todos com triunfos.

O Galo foi melhor no geral da partida. Em alguns momentos o Glorioso se mostrou superior, mas no fim das contas o Atlético conseguiu se defender melhor e criar mais oportunidades. Ao término do jogo, saiu barato para o Botafogo que poderia deixar o gramado com um resultado bem pior.

Quando citado que a competição era pouco valorizada pelo Atlético, vale lembrar que o Presidente Sérgio Sette Câmara disse, em 2018, após o time ser eliminado do torneio, que a Sul-Americana era a “Série B da Libertadores”.

As equipes voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira, no Independência, às 20h30 (de MS), em duelo decisivo para a sequência da competição. Com o gol fora de casa, o Galo tem vantagens.

Primeiro tempo

O Atlético entrou em campo sem uma importante peça: o meia Cazares, com conjuntivite, não viajou ao Rio de Janeiro. Para a vaga, o técnico Rodrigo Santana mostrou uma alternativa interessante, colocando Vinícius Góes. A situação chamou atenção para a manutenção de Luan no banco de reservas. Outra situação da escalação mineira foi a presença de Ricardo Oliveira, que perdeu a posição nas últimas partidas, no lugar de Alerrandro.

A bola rolou e não demorou para o Galo conseguir a primeira oportunidade. Logo aos três minutos, em cruzamento na área feito por Patric, Ricardo Oliveira ficou na cara do gol, mas falhou feio no desvio. Justamente ele que ganhou nova chance do treinador e precisa mostrar trabalho.

Após a chance incrível perdida por Ricardo Oliveira, a partida ficou equilibrada. O Atlético procurava não ficar exposto diante do Botafogo – aprendeu a lição de duas semanas atrás, quando foi goleado pelo Cruzeiro na decisão da Copa do Brasil. Com isso, o time mineiro esperava muito e o Glorioso tentava criar.

Aos 19, em chegada interessante do Botafogo, Marcelo Benevenuto desviou e Cleiton fez a defesa com qualidade. Uma situação vinha ficando clara: Erik poderia aproveitar melhor as chances pela direita, nas costas de Fábio Santos, mas falhava nos lances finais, passes ou finalizações, mas havia ali uma boa situação para surtir efeito ao ataque do time carioca.

Pelo lado do Galo um problema igualmente evidente: a pouca movimentação no ataque. Um time parado, com isso, dificuldade para os homens que tem a missão de armar o time. Além disso, forçavam as jogadas individuais, neste momento, sobretudo, com Otero.

Aos 34 o Galo chegou ao seu gol. Em um vacilo na saída de bola do Botafogo, Elias roubou a bola na grande área e deixou para Vinícius que empurrou de canhota para o fundo das redes.

A falha do Botafogo atrapalhou os planos de Eduardo Barroca que tinha sua equipe que tinha 54% de posse de bola durante o primeiro tempo.

Segundo tempo

À volta para a etapa complementar mostrou algo interessante em campo. O Galo com o placar na mão, longe de Belo Horizonte, partiu para o ataque. O Botafogo tinha a postura defensiva em campo e, além disso, apostava nos contra-ataques.

E o Atlético conseguiu ser mais criativo na etapa complementar. A sua maneira, o Galo chegava com qualidade e, contando com atuação perfeita de Elias, a defesa se segurava.

Aos 11 Ricardo Oliveira voltou a perder uma chance inacreditável. Em cruzamento na área, o atacante, na pequena área, sem goleiro, quase em cima da linha, mandou por cima do gol. Pouco depois o técnico Rodrigo Santana chamou Rafael Papagaio e colocou na vaga do experiente atacante.

VAR em ação

Aos 20, em cruzamento na área, o Galo chegou ao segundo gol. Jair ganhou na área, após disputa de Igor Rabello com Benevenuto, e mandou para o fundo das redes. O Fogão reclamou que a bola não entrou inteira, mas na realidade a marcação foi de falta do zagueiro mineiro.

Minutos depois foi à vez do árbitro de vídeo ser utilizado novamente. Agora, no entanto, para expulsar o zagueiro Joel Carli, afinal, o defensor soltou o pé no rosto do atacante Rafael Papagaio.

FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO-RJ 0 X 1 ATLÉTICO-MG

Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 24 de julho de 2019 (Quarta-feira)
Horário: 20h30 (de MS)
Árbitro: Raphael Claus (Brasil)
Assistentes: Alessandro Rocha (Brasil) e Fabrício Vilarinho (Brasil)

Gol: Vinícius Góes, aos 35 do primeiro tempo (Atlético)
Cartões: Alex Santana, Gustavo Bochecha (Botafogo)
Cartão vermelho: Joel Carli (Botafogo)

BOTAFOGO: Gatito Fernández; Marcinho, Joel Carli, Marcelo Benevenuto e Gilson; Alex Santana, Cícero, João Paulo (Igor Cássio) e Luiz Fernando (Gustavo Bochecha); Erik (Léo Valência) e Diego Souza
Técnico: Eduardo Barroca

ATLÉTICO-MG: Cleiton; Patric, Igor Rabello, Réver e Fábio Santos; Jair, Elias, Rómulo Otero (Maicon) e Vinícius Góes (Nathan); Yimmi Chará e Ricardo Oliveira (Rafael Papagaio)
Técnico: Rodrigo Santana

CONFIRA OS MELHORES MOMENTOS DA PARTIDA: 

tênis

João Fonseca bate Djokovic em batalha épica e consegue maior vitória da carreira em Roland Garros

Duelo de quase cinco horas mostra poder de reação do brasileiro diante do atual número 4 do mundo

29/05/2026 15h31

João Fonseca venceu Djokovic em cinco sets

João Fonseca venceu Djokovic em cinco sets Foto: Federação Francesa de Tênis (FFT)

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Um jogo épico com final feliz. Assim pode ser definida a vitória de virada de João Fonseca sobre o sérvio Novak Djokovic nesta sexta-feira, na quadra Philippe Chartrier. A exemplo do que fez contra o croata Dino Prizmic na última rodada, o brasileiro superou uma desvantagem de 2 a 0, mostrou um incrível poder de reação e garantiu a vaga nas oitavas de final de Roland Garros com triunfo de 3 sets a 2, parciais de 4/6, 4/6, 6/3, 7/5 e 7/5 em 4h54 de duração.

Na partida mais esperada desta sexta-feira, falou mais alto a juventude e agressividade de João Fonseca (30º) diante da experiência do atual 4º do mundo. Considerado um dos grandes talentos da nova geração, o resultado positivo chega para mostrar que ele já começa a fazer frente aos tenistas do Top-10 da ATP.

Até o confronto desta sexta-feira, o cenário se mostrava amplamente desfavorável. Nas sete vezes anteriores em que enfrentou rivais deste quilate, o triunfo só veio em uma oportunidade, no embate contra Andrey Rublev em compromisso válido pelo Australian Open do ano passado.

Antes, ele amargou o revés nos confrontos contra o italiano Jannik Sinner, o espanhol Carlos Alcaraz, o alemão Alexander Zverev, além dos norte-americanos Ben Shelton e Taylor Fritz, e ainda o britânico Jack Draper.

Esta vitória de virada na terceira rodada do torneio parisiense já supera a campanha realizada pelo jovem tenista carioca na edição 2025 de Roland Garros. Neste ano, depois de estrear superando o francês Luka Pavlovic, ele venceu na última rodada, também de virada, o croata Dino Prizmic.

Dono de 24 títulos de Grand Slam e com três troféus de Roland Garros em seu extenso currículo, Djokovic entrou em quadra bastante focado e logo apresentou seu cartão de visitas, mostrando a sua maior categoria.

Com o saque na mão, o brasileiro foi surpreendido pela frieza e precisão do tenista de 39 anos e teve o serviço quebrado logo de cara.

João bem que tentou ousar no confronto para tentar tirar o rival da zona de conforto. Variou os golpes e apostou em bolas curtas, mas voltou a falhar em lances capitais. Esses erros custaram mais uma quebra. Absoluto, o sérvio abriu 5 a 1 e ficou muito perto de definir a parcial. O que ele não contava é com a reação de seu adversário.

Apostando na força do saque (obteve três aces), ele venceu três games seguidos e diminuiu a distância para 5 a 4. Pressionado, o experiente tenista reagiu, manteve o rival no fundo de quadra e definiu o primeiro set em 6/4 com uma linda bola curta.

A facilidade de leitura da partida foi o caminho encontrado por Djoko para abrir frente. Com os dois tenistas praticando um jogo de alto nível, ele aproveitou uma breve oscilação de Fonseca para obter a quebra no quinto game e cravar um 6/4 e fazer dois a zero em sets.

O terceiro set teve um início diferente em relação às outras duas parciais. Mais concentrado e com muita agressividade, o brasileiro conseguiu abrir 3 a 0 com uma quebra e contou com a apoio efusivo da torcida com a vantagem. Ele subiu o nível seu jogo, administrou o duelo e fechou a parcial em 6/3 com um belo ace.

A empolgação que tomou conta da quadra com a vitória do brasileiro no terceiro set aumentou ainda mais a temperatura do jogo quando Fonseca iniciou a quarta parcial quebrando o serviço do rival, fazendo 2 a 0. No entanto, do outro lado estava Novak Djokovic. Ele soube segurar a pressão, voltou a se impor e deixou tudo igual no quarto game: 2 a 2. O duelo se manteve equilibrado até o final, quando a estrela de Fonseca voltou a brilhar. Ele fechou o quarto set em 7/5 e levou a disputa para o quinto set.

Numa etapa da partida onde os erros costumam custar caro, o improvável continuou deixando a sua marca. Fonseca teve o serviço quebrado no quarto game, mas respondeu de forma imediata e deu o troco na sequência. Com 5 a 4 a seu favor, Djoko viu novamente um eficaz adversário confirmar seu serviço e manter a igualdade

Contando com o apoio da torcida e mais inteiro fisicamente, João passou a apostar em jogadas de efeito para surpreender o seu rival. Ao quebrar o serviço e ter o saque na mão, ele mostrou frieza para ser efetivo no momento final e fechou o quinto set em 7/5.

Esporte

Felipão visita seleção na Granja Comary a convite de Ancelotti e conversa com elenco

Após o discurso, ele acompanhou o treino dos jogadores

28/05/2026 23h00

Felipão e Ancelotti se encontraram novamente nesta quinta-feira (28)

Felipão e Ancelotti se encontraram novamente nesta quinta-feira (28) MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images

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Luiz Felipe Scolari visitou a Granja Comary nesta quinta-feira, 28, e conversou com os jogadores da seleção brasileira que iniciaram a preparação para a Copa do Mundo de 2026.

O convite foi feito diretamente pelo técnico Carlo Ancelotti. Felipão foi o último treinador campeão do mundo pelo Brasil, em 2002, na Copa do Japão e da Coreia do Sul.

Foi uma retribuição a Felipão ter comparecido, em maio de 2025, ao evento de apresentação de Carletto.

Na ocasião, o italiano foi presenteado com uma camisa retrô da seleção, dada pelo ex-treinador, e ouviu que se precisasse de ajuda na adaptação ao Brasil e futebol brasileiro, poderia ligar para ele a qualquer momento.

"Como é bom ser campeão do mundo, e vocês têm toda essa possibilidade. É difícil, se fechem entre vocês. Vocês foram escolhidos e fazem parte de uma elite. E essa elite tem que saber: 'eu jogo pelo outro, eu faço pelo outro'", disse Felipão aos jogadores, segundo a CBF.

Após o discurso, ele acompanhou no gramado do centro de treinamento da CBF o segundo trabalho do grupo após a apresentação para o Mundial.

Neymar, que está tratando a lesão na panturrilha direita, não esteve no campo, mas acompanhou o discurso. Felipão foi o técnico da seleção em 2014, na primeira Copa do camisa 10.

"Uma equipe não começa só pelo Carlo, começa por toda a comissão Esta é a equipe do Brasil. E saibam que um tem que fazer pelo outro e tem que cobrar e aceitar do outro. Aceitar é muito difícil. Vocês têm um cara que irá comandar vocês e que conhece de futebol. Portanto, aceitem, dialoguem, conversem", foi outra parte do discurso de Felipão, divulgado pela CBF.

Felipão é coordenador técnico do Grêmio. Ele conversou bastante tempo com Weverton, goleiro gremista e com quem trabalhou em 2018, no Palmeiras.

Líderes do elenco como Casemiro e Raphinha também tiveram um contato mais direto com o treinador, além de Juan, ex-zagueiro nas Copas de 2006 e 2010 e que hoje tem cargo na diretoria de seleções da CBF.

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