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Governo abre licitação de R$ 17,8 milhões para reforma do Morenão

Estádio já passa por revitalização do gramado e ainda terá intervenções estruturais e adequações voltadas ao retorno das competições em 2027

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O Governo de Mato Grosso do Sul, através da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), abriu licitação para contratar empresa para execução de serviços de engenharia para adequação e requalificação do estádio Pedro Pedrossian, o Morenão, em Campo Grande, no valor estimado de R$ 17,8 milhões.

O aviso de lançamento de licitação foi publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (3).

A disputa será pelo critério de menor preço, com abertura das propostas prevista para o dia 21 de setembro deste ano.

Conforme reportagens do Correio do Estado, o processo de revitalição do estádio já começou com a recuperação do gramado, de responsabilidade da Federação de Futebol de Mato Grosos do Sul (FFMS) em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A reforma e reaquedação prevê investimentos em obras estruturais e adequações voltadas ao retorno das competições em 2027.

Entre as intervenções programadas estão a adequação dos acessos, das rotas de fuga e das rampas para atender às normas de segurança e acessibilidade, além do fechamento dos fossos, da instalação de guarda-corpos, corrimãos, barras antiesmagamento e novos portões.

Também está no pacote de obras a modernização da rede elétrica, implantação do sistema de prevenção e combate a incêndio, instalação de novos refletores, construção de um sistema de irrigação de última geração e a substituição integral do gramado.

As intervenções ainda incluem a reforma da pista de atletismo e melhorias no sistema de drenagem, consideradas essenciais para que o estádio volte a receber partidas oficiais e grandes eventos a partir de 2027.

O plano de recuperação do Morenão foi dividido em três fases. A primeira consistiu na transferência da gestão do estádio da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) para o Governo do Estado, encerrando um impasse administrativo que se arrastava havia aproximadamente uma década.

A segunda etapa corresponde às obras de revitalização, enquanto a terceira fase prevê a concessão do Morenão à iniciativa privada.

O modelo em estudo admite contratos de longo prazo, podendo chegar a 35 anos, além da exploração comercial por meio da venda dos naming rights, estratégia adotada por diversas arenas brasileiras para ampliar receitas e garantir manutenção permanente do equipamento público.

A meta da Federação é concluir todas as intervenções necessárias para que o Morenão receba novamente partidas oficiais a partir de janeiro de 2027.

A intenção é que o estádio seja palco da abertura do Campeonato Sul-Mato-Grossense da Série A, marcando o retorno do principal palco esportivo do Estado ao calendário do futebol profissional.

Além dos jogos, o projeto também prevê a retomada da realização de grandes eventos e shows no estádio.

Para isso, deverão ser adotados protocolos específicos de proteção ao gramado, permitindo a utilização multifuncional da arena sem comprometer as condições técnicas do campo para as competições esportivas.

O Morenão não recebe uma partida oficial do Campeonato Sul-Mato-Grossense desde 2022. Desde então, problemas estruturais e a falta de investimentos impediram a utilização do estádio, considerado um dos maiores símbolos do esporte em Mato Grosso do Sul.

Visita do presidente da CBF

Nesta quarta(2) e quinta-feira (3), o presidente da CBF, Samir Xaud cumpriu agenda institucional em Campo Grande.

O primeiro compromisso foi visita ao Estádio Morenão, onde acompanhou as obras de revitalização do gramado.

"Estamos aqui no Estádio Morenão, que tem história para toda a população e para todo o Estado. A CBF aportou um recurso para ajuda na revitalização do estádio. Mais uma felicidade de estar trabalhando e ajudando o futebol brasileiro como um todo e as federações menores", disse Xaud.

Pela tarde, na quarta, o presidente visitou o Bioparque Pantanal, e, posteriormente, recebeu o título de Visitante Ilustre de Campo Grande, concedido pela Câmara Municipal.

Nesta quinta, ele participou da inauguração do Centro de Desenvolvimento do Futebol, estrutura da CBF em Mato Grosso do Sul, integrante do legado da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014. O espaço está localizado na Avenida Tamandaré, 11.297, no bairro Vila Nasser. 

Esportes

Seleção brasileira terá 1ª convocação pós-Copa em 9 de setembro

Brasil fará amistosos contra Austrália e Índia na próxima Data Fifa

02/09/2026 23h00

Foto: Rafael Ribeiro / CBF

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A primeira convocação da seleção brasileira pós-Copa do Mundo está programada para a próxima quarta-feira (9), a partir das 15h (horário de Brasília). A data foi confirmada hoje pela CBF. O técnico italiano Carlo Ancelotti anunciará os 26 jogadores que enfrentarão Austrália e Índia em três amistosos fora do país na próxima Data Fifa (entre 21 de setembro e 6 de outubro). Os jogos serão os primeiros do ciclo de preparação para o Mundial de 2030, com sedes em Espanha, Portugal, Marrocos, Uruguai, Argentina e Paraguai.

Ancelotti divulgará a lista de convocados na sede da CBF, no Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo na CBF TV, no YouTube. É grande a expectativa em torno da primeira lista do técnico italiano após a eliminação precoce do Brasil para a Noruega, nas oitavas de final do Mundial deste ano. Além de acompanhar os jogos no país, o treinador passou a última semana na Europa, acompanhando jogos com atletas brasileiros que defendem clubes franceses e ingleses.  

O Brasil enfrentará a Austrália duas vezes na casa dos adversários. O primeiro confronto será em 25 de setembro (uma sexta-feira), às 7h (horário de Brasília), no estádio Queensland Country Bank, em Townsville. Quatro dias depois, as duas seleções voltam a duelar, no mesmo horário, no estádio Suncorp, em Brisbane. Já a partida contra a Índia está programada para 3 de outubro (um sábado), às 11h, no estádio Salt Lake, em Calcutá.

projeto de lei

Árbitros poderão ter proteção especial contra ameaças e agressões em MS

Projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa prevê protocolo com medidas de prevenção, segurança e resposta a casos de violência durante competições esportivas

02/09/2026 18h01

Projeto quer medidas para proteger equipes de arbitragem

Projeto quer medidas para proteger equipes de arbitragem Foto: Pixabay

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Árbitros e demais profissionais que atuam nas equipes de arbitragem durante competições esportivas poderão contar com proteção do Estado. Um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul propõe a criação de um protocolo específico para aumentar a segurança dos profissionais.

A proposta, de autoria do deputado Professor Rinaldo (União Brasil) prevê a criação da Política Estadual de Segurança à Arbitragem Esportiva, que será colocada em prática por meio de um protocolo com medidas de prevenção e resposta a situações de violência, ameaça, intimidação e constrangimento. 

As diretrizes, em caso de aprovação e sanção do governador, serão válidas para eventos profissionais e amadores.

O projeto estabelece que as medidas deverão levar em consideração as características de cada modalidade esportiva, o tamanho do evento, a estimativa de público, o histórico de ocorrências e o nível de risco identificado.

Dentre as mudanças previstas está a realização de uma avaliação das condições de segurança antes do início das competições.

O texto afirma que o árbitro principal ou o responsável pela equipe de arbitragem deverá verificar, por meio de um formulário ou checklist, aspectos como as condições do local, o controle de acesso do público, a segurança dos vestiários, as rotas de saída, a iluminação e a existência de meios de comunicação com os responsáveis pela organização.

Os organizadores dos eventos serão responsáveis por adotar medidas peventivas, como garantir áreas de acesso restrito, disponibilizar espaço seguro para a preparação e permanência dos árbitros, assegurar estacionamento ou local adequado para embarque e desembarque e adotar medidas para prevenir ameaças, agressões, tumultos e invasões da área de competição.

Nos casos de partidas consideradas de maior risco, o protocolo prevê reforço das medidas e, quando necessário, o acionamento dos órgãos de segurança pública.

Também está prevista a possibilidade de interrupção da competição caso ocorra qualquer situação que represente risco concreto e iminente à integridade física ou psicológica da equipe de arbitragem.

Caso o problema persista e as condições mínimas de segurança não sejam restabelecidas, a partida poderá ser suspensa ou encerrada, conforme as regras da modalidade e das entidades esportivas responsáveis.

O projeto busca ainda proteger o árbitro de eventuais retaliações. A equipe de arbitragem não poderá sofrer prejuízo por interromper ou se recusar a iniciar uma atividade esportiva diante de uma situação de risco devidamente fundamentada e registrada.

A proposta estabelece que essa decisão, por si só, não poderá resultar em desconto de remuneração, perda de diária, multa ou exclusão de escala, sem prejuízo da apuração dos fatos pelas instâncias competentes.

Por fim, o protocolo cria previsão de um relatório específico para registrar ocorrências envolvendo ameaças, agressões, intimidações, invasões da área de competição, danos patrimoniais ou outras situações que comprometam a segurança dos árbitros.

O documento deverá reunir informações sobre o local, horário, envolvidos, providências adotadas e eventuais provas, como fotografias e vídeos obtidos licitamente.

Além das medidas de segurança, a proposta prevê ações educativas e de capacitação, com campanhas de respeito à arbitragem, orientação de atletas, dirigentes, comissões técnicas e torcedores e divulgação dos canais para comunicação e registro de ocorrências.

Na justificativa do projeto, o deputado afirma que a iniciativa parte do diagnóstico de que árbitros estão expostos a agressões físicas e verbais, ameaças e outras formas de violência, que podem comprometer a integridade dos profissionais e desestimular a permanência na atividade. 

O objetivo seria mudar a forma de enfrentamento da violência no esporte, priorizando a prevenção e o planejamento antes das competições, estabelecendo responsabilidades e criando mecanismos para preservar a integridade dos profissionais responsáveis pela arbitragem.

O protocolo não substituirá a atuação das forças de segurança pública, dos serviços de emergência, das entidades esportivas ou da Justiça Desportiva.

O projeto de lei ainda passará por discussão e votação na Assembleia Legislativa e, caso seja aprovado, vai à sanção do governador.

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