Esportes

ATLETISMO E JUDÔ

Mais 4 de MS são convocados para a Paralimpíada de Paris

No primeiro anúncio, o comitê brasileiro havia convocado dois atletas do Estado

Continue lendo...

Faltando 47 dias para o início das Paralimpíadas de Paris, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) convocou mais quadro atletas sul-mato-grossenses para representar o Brasil nos jogos. 

A divulgação da segunda lista foi feita pelo comitê ontem, dos quatro convocados de Mato Grosso do Sul, três são da modalidade atletismo: Yeltsin Francisco Ortega Jacques e Gabriela Mendonça Ferreira, ambos de Campo Grande e Paulo Henrique Andrade dos Reis, de Dourados.

A quarta convocada é Érika Cheres Zoaga, atleta de judô mato-grossense que nasceu em Guia Lopes da Laguna e morou em Campo Grande.

Medalhista de ouro na Paralimpíada de Tóquio 2020 (1.500m e 5.000m) e recordista mundial dos 1.500 e 5.000 metros da classe T11 (atletas cegos), Yeltisin chega novamente com o favoritismo para a conquista do ouro nas duas provas.

No mês de maio o atleta conquistou o título mundial de atletismo em Kobe, no Japão. A medalha dourada veio após Yeltsin completar a prova dos 5.000m T11 em 14min53s97. 

O tempo de Yeltsin estabeleceu o novo recorde mundial da categoria, que era de 14min55s39, do japonês Kenya Karasawa. O corredor também manteve o título mundial conquistado em Paris 2023. 

Yeltsin vai disputar a competição com o atleta-guia Edelson de Avila Almeida, que é natural de Iguatemi.
Já os atletas Paulo Henrique dos Reis e Gabriela Mendonça treinam na mesma equipe de atletismo, o Sesi São Paulo, e disputaram as Paralímpiadas pela primeira vez.

Paulo Henrique foi medalhista de prata no salto em distância, classe T13, no Parapan-Americano de Santiago em 2023 e também conquistou no ano passado a medalha de ouro no salto em distância no Grand Prix de Marrakesh.

Ao Correio do Estado, o atleta declarou durante o Parapan-Americano que, quando ainda morava em Dourados, chegou a ter chances de ser convocado para a Paralimpíada de Tóquio 2020, porém a pandemia dificultou os treinos de Paulo Henrique, que ficou de fora da convocação, sendo agora um dos estreantes nos jogos.

Gabriela Mendonça também têm conquistas em sua carreira nos jogos Parapan-Americanos, onde ficou com a medalha de ouro no salto em distância e bronze nos 100m na edição de Lima 2019.

Outra sul-mato-grossense que será estreante nas Paralimpíadas será Érika Cheres Zoaga, judoca da classe J1 (cegos totais) categoria +70kg.

Entre as principais conquistas de Érika nos tatames estão a medalha de prata no Grand Prix de Tiblissi e ouro no Grand Prix de Antalya em 2024, além do bronze nos Jogos Mundiais da IBSA 2023 e ouro no Pan-Americano da IBSA de Edmonton 2022.

PARACANOAGEM

Na convocação anterior do Comitê Paralímpico Brasileiro, os dois primeiros sul-mato-grossenses convocados foram anunciados, sendo eles: Fernando Rufino de Paulo, natural de Mundo Novo, e Débora Raiza Ribeiro Benevides, de Campo Grande.

Conhecido com o Cowboy de Aço, Fernando Rufino é o principal nome da paracanoagem mundial. O atleta é trí-campeão mundial da modalidade na classe KL2 / VL2 (que utiliza os braços e tronco na remada) e foi medalhista de ouro nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

Débora Benevides disputou as duas últimas Paralimpíadas, do Rio de Janeiro 2016 e de Tóquio 2020.
A atleta foi medalhista de prata na canoa no Parapan-Americano em Halifax 2022, bronze na canoa no Mundial em Copenhague 2021 e ouro no caiaque e na canoa no Campeonato Pan-Americano 2018 em Dartmonth (Canadá).

BRASIL

Além dos atletas de Mato Grosso do Sul, o CPB anunciou ontem a convocação de 147 atletas,ao todo, de nove modalidades que representarão o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, que acontecerão de 28 de agosto a 8 de setembro.

A convocação de toda a delegação brasileira tem sido realizada em três partes. A primeira convocação aconteceu no último dia 25 de junho

Ao todo, foram anunciados 126 atletas com deficiência, 17 guias (sendo 16 do atletismo e 1 do triatlo), três calheiros da bocha, e um timoneiro do remo, totalizando 147 convocados no total.

Com isso, somando com a primeira lista de convocação, a delegação brasileira já conta com 271 participantes em Paris. Essa já é a maior delegação brasileira convocada para uma edição dos Jogos fora do Brasil.

Modalidade com a maior quantidade de convocados para Paris 2024 é o atletismo, esporte que o Brasil mais conquistou medalhas em Jogos Paralímpicos. 

Ao todo, o país já faturou 170 medalhas na história da competição somando os pódios das provas nas pistas e no campo – foram 48 de ouro, 70 de prata e 52 de bronze.

Saiba

Na última edição dos Jogos, em Tóquio 2020, foram 235 esportistas com deficiência na delegação. O recorde de participantes do país foi nos Jogos do Rio 2016, quando o Brasil foi sede e contou com 278 atletas.

Assine o Correio do Estado

AUTOMOBILISMO

Copa Truck tem primeira etapa em Campo Grande

Próximo domingo (08) será marcado por disputa de corrida de caminhões na pista do autódromo Orlando Moura

06/03/2026 12h00

Divu

Continue Lendo...

Mais uma vez palco da Copa Truck, as pistas sul-mato-grossenses dão largada à temporada de 2026 da competição. No próximo domingo, 8 de março, a disputa inicia no autódromo Orlando Moura em Campo Grande (MS).

Ao todo, são cinco construtoras, 14 equipes e 37 pilotos que disputarão o campeonato em 9 etapas, todas em cidades diferentes - o que não acontece desde a criação da categoria em 2017.

Entre os nomes da temporada, Felipe Giaffone, Danilo Dinarani e Raphael Abbate encerraram a temporada passada da Super Truck Pro em primeira, segunda e terceira colocação, respectivamente. Além de Pedro Perdoncini, Djalma Pivetta e Maurício Arias, que estiveram na Super Truck Elite em 2025.

Nesta temporada, os dois melhores colocados da Elite subirão para a Pro, o que também aplica ao grid o "rebaixamento" para os pilotos que ficaram nas duas últimas colocações.

Com isso, Pedro Perdoncini e Arthur Scherer, primeiro e segundo lugar, sobem para disputar ao lado de Felipe Giaffone (R9 Competições), campeão, e Danilo Dinarani (Usual Racing), vice-campeão da última temporada.

Na Super Truck Pro, a classe principal da categoria, Danilo Dinari e Raphael Abbate correm pela tradicional equipe Usual Racing da Iveco e, na última temporada, garantiram o segundo e terceiro lugar. Neste ano, ambos os pilotos seguem na equipe com promessa de disputa acirrada pelo campeonato.

Usual Racing Iveco

Entre as mais tradicionais equipes do grid, a Usual Racing Iveco foi criada em 2019 e desde então participou de mais de 100 corridas com pódios e resultados expressivos ao longo dos anos. O mais recente foi com o piloto Danilo Dirani, que conquistou o vice-campeonato da Categoria Pro em 2025 e também em 2024.

Danilo Dirani usa o número #28 - Foto: Divulgação

O piloto é atualmente um dos principais da Copa Truck e, quando pequeno, o ex-piloto ídolo do automobilismo, Ayrton Senna, o convidou para correr em sua pista de Kart, em Tatuí. Foi então que a paixão pelas corridas entrou em suas veias.

Com mais de 900 troféus e 30 títulos, o piloto é um dos maiores campeões de Kart Profissional. Danilo ainda correu profissionalmente na Fórmula 3 Sul-americana em 18 corridas disputadas, apenas não ganhou 4, acumulando: 14 vitórias, 14 pole positions e 18 melhores voltas.

Além dessas, o piloto de 43 anos também disputou a Fórmula 3 Inglesa, Fórmula Atlantic nos EUA e testou na GP2 e World Series. Com um pézinho na Fórmula 1, Danilo também integrou o programa de desenvolvimento de jovens pilotos da British American Racing (BAR) Honda, atual equipe Mercedes, da F1.

O outro nome que se destacou na temporada passada e integra a Usual Racing, equipe da vice-campeã de construtoras, a Iveco, é Raphael Abbate. Com mais de 26 anos de história no automobilismo, o piloto também carrega o número 26.

Raphael Abbate começou sua história com a Usual Racing em 2022, quando começou a pilotar na categoria de caminhões, e retorna à equipe neste ano, após ficar 3 anos na ASG Motorsport por três temporadas.

Para encerrar, o time de pilotos da Usual Racing, Djalma Pivetta, chefe e piloto da equipe, disputa a Super Truck Elite.

Djalma Pivetta é chefe e piloto da Usual Racing - Foto: Divulgação

Iniciando a carreira em 2015, o piloto entrou para o automobilismo com 44 anos, no Kart, diferente da maioria dos pilotos que iniciam no esporte desde pequenos, e logo depois integrou a Copa Truck, criando a própria equipe, com a marca "Usual", que já empreendia.

Em 2026, Djalma Pivetta vem para buscar o título da Super Truck Elite e subir para a classe Pro.

Copa Truck

Criada há 9 anos, a Copa Truck é a categoria de automobilismo de caminhões e consiste em duas categorias que correm juntas, a Pro, classe principal, e a Elite, que são pilotos com menos experiências na modalidade da corrida.

Porém, não há diferenciação de equipamentos de uma para a outra, ambas as categorias possuem os mesmos caminhões.

Apesar de os treinos acontecerem separados, a corrida é realizada com todos os pilotos ao mesmo tempo. O único momento em que são separados durante a corrida é na largada, em que os pelotões são separados por 200 metros de distância, mas todos largam em velocidade constante de 80 km/h.

Cada etapa da Copa Truck é formada por duas corridas, e ao final da corrida 1, os oito primeiros pilotos que chegaram primeiro das duas categorias fazem a inversão do grid. Ou seja, os pilotos que chegaram em primeiro largam em oitavo na corrida 2, de ambas as categorias, e os últimos largam das primeiras posições.

Neste ano, serão nove etapas em cidades diferentes, passando por oito estados, além do Distrito Federal. A Copa Truck vai de março a novembro, e conta com uma pausa em junho e julho, além do mês de outubro, que também não há corridas.

Nesta temporada, a categoria irá pela primeira vez para Cuiabá, além de retornar à Goiânia, após uma temporada.

Confira as datas das etapas e estados:

> 1ª etapa 8 de março - Campo Grande-MS,

> 2ª etapa 12 de abril - Santa Cruz do Sul-RS;

> 3ª etapa 03 de maio - Cascavel-PR;

> 4ª etapa 31 de maio - Interlagos-SP;

> 5ª etapa 02 de agosto - Cuiabá-MT;

> 6ª etapa 23 de agosto - Goiânia-GO;

> 7ª etapa 20 de setembro - Curvelo-MG;

> 8ª etapa 01 de novembro - Chapecó-SC;

> 9ª etapa 29 de novembro - Brasília-DF.

*Saiba

Nas temporadas de 2024 e 2025, Danilo Dirani, da Usual Racing, terminou o ano como principal adversário de Felipe Giaffone, atual tricampeão pela R9 Competições, devido ao vice-campeonato nos dois anos seguidos e promete reviver o duelo dentro das pistas para ver quem levará o título.

Assine o Correio do Estado

 

Suspenso

Zagueiro do Bragantino pega gancho de 12 jogos após fala machista contra árbitra de MS

Gustavo Marques atacou Daiane Muniz após a eliminação do clube nas quartas de final do Campeonato Paulista

05/03/2026 13h45

Gustavo Marques partiu para cima da árbitra após o fim da partida

Gustavo Marques partiu para cima da árbitra após o fim da partida Foto: Divulgação

Continue Lendo...

O zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, foi suspenso por 12 partidas pelo Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) por declarações machistas contra a árbitra sul-mato-grossense Daiane Muniz. A fala ocorreu após a eliminação do clube interiorano nas quartas de final do Campeonato Paulista no último dia 21. 

A decisão foi tomada em julgamento realizado na tarde de quarta-feira (4). Além da suspensão, válida apenas para competições dentro do estado de São Paulo, o defensor também recebeu multa de R$ 30 mil. A denúncia teve como base  denunciado os artigos 243-G e 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que tratam de atos discriminatórios e ofensas à honra.

O caso

Natural de Três Lagoas, no leste do Estado, a árbitra Daiane Caroline Muniz dos Santos, sofreu ataques machistas do zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino após a derrota por 2 a 1 para o São Paulo, resultado que eliminou a equipe do interior do Campeonato Paulista.

Revoltado com o resultado, o jogador concedeu entrevista em campo após a partida e direcionou críticas agressivas à arbitragem, questionando a capacidade profissional de Daiane com base em seu gênero.

Em tom ofensivo, afirmou que "não acha que ela tem capacidade de apitar um jogo desse tamanho" e sugeriu que partidas decisivas não deveriam ser comandadas por mulheres, declarações que repercutiram negativamente dentro e fora do futebol.

Após a repercussão das falas, o Red Bull Bragantino divulgou nota oficial repudiando as declarações do atleta e pedindo desculpas públicas à árbitra e às mulheres.

Segundo o clube, Gustavo Marques, acompanhado do diretor esportivo Diego Cerri, foi até o vestiário da arbitragem para se desculpar pessoalmente ainda no estádio.

De acordo com a direção do "Massa Bruta", Daiane aceitou o pedido de desculpas, mas alertou o jogador sobre a gravidade das palavras utilizadas e a necessidade de maior responsabilidade, mesmo em momentos de emoção após uma eliminação. O Bragantino informou ainda que estuda a aplicação de punições internas ao atleta.

Depois do ocorrido, o time de Bragança divulgou uma nota oficial. Confira abaixo:

"O Red Bull Bragantino vem a público reforçar o pedido de desculpas a todas as mulheres e, principalmente, à árbitra Daiane Muniz. O clube não compactua e repudia a fala machista do zagueiro Gustavo Marques, dita após a partida. Ainda no estádio, o jogador e o diretor esportivo do clube, Diego Cerri, se dirigiram até o vestiário da arbitragem para pedir desculpas pessoalmente em nome da instituição e reconhecer o erro.

Ambos também atenderam a imprensa no local. Sabemos que o peso de uma eliminação é frustrante, mas nada justifica o que foi dito. Seja no futebol ou em qualquer meio da sociedade. O clube vai estudar nos próximos dias a punição que será aplicada ao atleta."

Carreira

Gustavo Marques partiu para cima da árbitra após o fim da partida Árbitra Daiane Muniz nasceu em Três Lagoas, interior de MS / Foto: Marcelo Zambrana 

O episódio contrasta com a trajetória da árbitra de 38 anos, que construiu carreira marcada por pioneirismo. Em 2020, ela se tornou a primeira mulher a atuar como árbitra principal em uma partida do Campeonato Sul-Mato-Grossense masculino.

Posteriormente, transferiu-se para a Federação Paulista e passou a integrar o quadro de árbitros de vídeo (VAR) em competições nacionais.

A árbitra também tem experiência internacional. Atuou como árbitra assistente de vídeo na Copa do Mundo Feminina Sub-20, realizada na Costa Rica, em 2022, e repetiu a função na Copa do Mundo Feminina de 2023, consolidando seu nome entre as profissionais de maior projeção da arbitragem brasileira.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).