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Marquinhos defende geração da seleção e cita aprendizado com derrotas

Quem está vivendo uma Copa pela primeira vez pode aprender muito com isso", disse Marquinhos

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Aos 32 anos, Marquinhos será o capitão da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. Em sua terceira participação em um Mundial, o zagueiro do PSG, recém-campeão da Liga dos Campeões, afirmou que ainda não considera justo classificar sua geração, da qual fazem parte Neymar e Casemiro, como fracassada em Copas do Mundo.

"Vejo muitas reportagens com antigos campeões que fizeram parte de ciclos que não conseguiram vencer e depois participaram de campanhas vencedoras. Eles usam essa experiência de não ter conquistado o título, de sentir a dor da eliminação, como motivação. Quem está vivendo uma Copa pela primeira vez pode aprender muito com isso", disse Marquinhos.

O defensor admitiu que o momento em que o Brasil chega à Copa de 2026, disputada na América do Norte, é diferente das edições de 2018, na Rússia, e de 2022, no Catar, quando a seleção figurava entre as principais favoritas ao título.

"Não faz sentido comparar com outras Copas. Chegamos bem em outras edições, com grandes expectativas, e não conseguimos vencer. Este é um momento muito diferente. O futebol entrega surpresas. Os últimos campeões mostraram isso. Souberam crescer durante a competição. Já vivi isso na Champions League: começamos sem estar tão bem e acabamos campeões. O importante não é como se começa, mas como se termina", afirmou.

Líder do elenco ao lado de Danilo, Casemiro, Alisson e Vinícius Júnior, Marquinhos defendeu que os jogadores mais experientes não devem assumir o papel de donos da verdade dentro do grupo. Enquanto ele concedia entrevista, os atacantes Rayan e Endrick, ambos de 19 anos, acompanhavam a coletiva na sala de imprensa do hotel onde a delegação brasileira está hospedada.

"Talvez não caiba apenas aos veteranos pensar que são os donos da verdade e que, por terem mais experiência, precisam ensinar tudo aos mais jovens. Todos nós temos responsabilidades. Eu falo muito da minha experiência no clube. Lá também temos um elenco com média de idade baixa, mas preparado para grandes desafios", disse.

O ABRAÇO EM GABRIEL MAGALHÃES

Viralizou no sábado, 30, o abraço que Marquinhos deu em Gabriel Magalhães após o zagueiro do Arsenal desperdiçar o pênalti que garantiu o título da Liga dos Campeões ao PSG. O capitão da seleção lembrou imediatamente do pênalti que perdeu nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, na eliminação para a Croácia

"Acho que não cabe a mim falar sobre como ele está se sentindo. Não sei a dimensão exata do que ele viveu. Perder um pênalti em uma Copa do Mundo tem um peso muito grande. É uma cicatriz que eu também carrego. O melhor é que ele responda por si mesmo", disse.

"Na minha opinião, ele foi o melhor zagueiro do mundo nesta temporada. Não merecia carregar esse peso sozinho. Todos querem fazer o melhor, mas nem sempre conseguimos. Nada daquele momento apaga a temporada que ele fez. Vamos precisar muito dele aqui, e espero que consiga assimilar isso o mais rápido possível", afirmou.

Marquinhos disse ter se surpreendido com a repercussão do gesto, que considerou natural. Assim que Gabriel perdeu a cobrança, em vez de comemorar o título com os companheiros, correu em direção ao colega de seleção para confortá-lo.

"Ele me mandou uma mensagem agradecendo pelo apoio e pelo abraço Posso dizer que a maior vitória daquela noite foi justamente a repercussão que isso teve. Minha mãe ficou orgulhosa, minha esposa, meus irmãos, toda a minha família. Essa foi a minha maior vitória naquela noite. Nós, jogadores, precisamos seguir em frente rapidamente. Quando ganhamos um título, também não podemos comemorá-lo para sempre", concluiu.

COPA DO MUNDO

Fraudes ligadas à Copa quase dobram e acendem alerta para 2026

Golpes crescem com IA e atingem 34% dos internautas

07/06/2026 11h00

Bola da Copa do Mundo que será realizada a partir de junho na América do Norte com o troféu mais desejado da temporada

Bola da Copa do Mundo que será realizada a partir de junho na América do Norte com o troféu mais desejado da temporada Divulgação

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As tentativas de fraude relacionadas ao futebol e à Copa do Mundo avançaram de forma significativa no ciclo que antecede o Mundial de 2026, que começa nesta semana. Levantamento da NordVPN, provedor de serviços de rede privada virtual, aponta que 34% dos brasileiros que utilizam internet relataram contato com golpes ligados ao tema em 2024 e 2025. O número representa quase o dobro dos 19% registrados antes da Copa de 2022.Bola da Copa do Mundo que será realizada a partir de junho na América do Norte com o troféu mais desejado da temporadaBola da Copa do Mundo que será realizada a partir de junho na América do Norte com o troféu mais desejado da temporada

O aumento ocorre em um cenário de maior sofisticação dos ataques digitais, impulsionados principalmente pelo uso de inteligência artificial generativa, que reduziu drasticamente o tempo necessário para a criação de golpes e páginas falsas. Nos últimos três meses, as reclamações no Procon-SP relacionadas à Copa do Mundo multiplicaram-se por oito.

Entre os principais indicadores do avanço das fraudes estão:

  • 34% dos internautas tiveram contato com golpes ligados ao futebol em 2024 e 2025;
  • 19% relataram situações semelhantes no ciclo da Copa de 2022;
  • 238 reclamações foram registradas pelo Procon-SP entre março e maio de 2026;
  • As queixas no órgão saltaram de 19 em março para 63 em abril e 156 em maio.

Fraudes mais rápidas

A principal diferença entre os cenários de 2022 e 2026 está na velocidade de execução dos golpes. Há quatro anos, criminosos precisavam de mais tempo e conhecimento técnico para montar sites fraudulentos e campanhas de phishing.

Agora, com ferramentas de inteligência artificial amplamente disponíveis, esse processo passou a ser realizado em poucas horas.

“Hoje, com ferramentas de inteligência artificial generativa acessíveis a qualquer pessoa, esse ciclo caiu para poucas horas”, afirma Marcelo Souza, vice-presidente de Produto da Certta, empresa de verificação inteligente que unifica soluções antifraude em uma única plataforma.

Além da rapidez, os golpes se tornaram personalizados. Em vez de campanhas massificadas, criminosos utilizam dados vazados, como Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), e-mail e histórico de compras, para criar abordagens direcionadas às vítimas.

Pix muda cenário

Outra transformação importante ocorreu nos meios de pagamento. Se em 2022, cartões e boletos ainda predominavam, em 2026, o Pix passou a ocupar posição central nas fraudes.

Segundo Marcelo Souza, a instantaneidade das transferências dificulta a recuperação dos recursos após a concretização do golpe.

“O Pix também muda a equação de forma bastante concreta. A instantaneidade e a irreversibilidade da transação eliminam a janela de reação”, destaca.

Os criminosos também passaram a criar marcas fictícias que se apresentam como parceiras oficiais do evento e a infiltrar-se em grupos legítimos de colecionadores e torcedores para conquistar confiança antes de aplicar os golpes.

Redes sociais

Segundo o levantamento da NordVPN, as redes sociais seguem como principal porta de entrada para as fraudes relacionadas à Copa.

Os canais mais utilizados pelos golpistas são:

  • Instagram: 51% dos casos;
  • WhatsApp: 48%;
  • Facebook: 35%;
  • TikTok: 26%.

Entre as modalidades mais frequentes estão apostas ilegais, venda de ingressos falsos e comercialização de produtos falsificados.

Mercado de figurinhas

As fraudes relacionadas à Copa do Mundo não se limitam à internet, mas também abrangem o comércio real, como constatado pelo Procon-SP.

As principais ocorrências registradas no órgão de março a maio foram:

  • 115 casos de não entrega ou atraso;
  • •34 casos de oferta não cumprida ou venda enganosa;
  • 24 casos de produtos incompletos ou diferentes do anunciado.

As reclamações específicas sobre figurinhas e álbuns da Copa saltaram de zero em março para 34 em abril e 109 registros em maio. As denúncias estão concentradas em anúncios enganosos e falsificações em marketplaces e grupos de mensagens.

Crise de confiança

Para Marcelo Souza, a popularização da inteligência artificial também criou um novo desafio para consumidores e empresas: a dificuldade em distinguir conteúdos autênticos de materiais manipulados.

“Imagens, vídeos e documentos já não são sinônimo de verdade na internet, isso gera uma crise de confiança digital”, afirma.

Segundo ele, a resposta passa pela adoção de sistemas mais avançados de autenticação e monitoramento de comportamento dos usuários.

“Se os cibercriminosos alteram suas táticas em questão de horas, por que muitas companhias ainda levam semanas ou meses para atualizar regras de prevenção?”, questiona.

Para o executivo, a proteção dependerá cada vez mais da verificação de identidade e da capacidade de detectar comportamentos fora do padrão em tempo real. “A confiança real se constrói na camada de identidade, no reconhecimento do usuário e na capacidade de reagir de forma proporcional quando algo foge do padrão”, conclui.

Recomendações

O Procon-SP elaborou as seguintes orientações aos consumidores para evitar cair em golpes:

  • Pesquisar a reputação da loja ou vendedor;
  • Desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado;
  • Verificar informações como Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), endereço e canais de atendimento;
  • Guardar anúncios, comprovantes de pagamento e conversas realizadas;
  • Conferir prazo de entrega, política de troca e condições da oferta;
  • Em compras de figurinhas e produtos colecionáveis, verificar se o item é oficial e se há identificação clara do fornecedor.
  • Registrar reclamação no Procon mais próximo.

Em relação às compras via internet, Marcelo Souza, da Certta, recomenda estratégias adicionais:

  • Ignorar gatilhos de "urgência", como contadores regressivos, e preços excessivamente abaixo do mercado;
  • Checar se o CNPJ exibido no site condiz com o setor de varejo: evitar "CNPJs fantasmas" de consultoria ou construção civil;
  • Verificar data de criação do domínio (por meio de serviços WHOIS): sites criados há menos de 30 dias são sinais fortíssimos de fraude;
  • Evitar sites que só aceitam Pix: plataformas idôneas oferecem múltiplas formas de pagamento (cartão, boleto), que permitem contestação.

HISTÓRICO

Guto Miguel vence Roland Garros juvenil e se torna 1º brasileiro campeão do torneio

O goiano conquistou o título ao derrotar o norte-americano Michael Antonius por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/4

06/06/2026 23h00

Guto Miguel, de 17 anos, conquistou o Roland Garros Juvenil neste sábado

Guto Miguel, de 17 anos, conquistou o Roland Garros Juvenil neste sábado Foto: Reprodução/Instagram

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O tênis brasileiro escreveu mais um capítulo histórico neste sábado, 6. Aos 17 anos, o goiano Guto Miguel conquistou o título juvenil de Roland Garros ao derrotar o norte-americano Michael Antonius por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/4. Com a campanha em Paris, o jovem ainda assumirá a liderança do ranking mundial da categoria.

Na decisão disputada em Paris, Guto confirmou o favoritismo diante de Michael Antonius, adversário que enfrentava pela primeira vez no circuito juvenil. O brasileiro assumiu o controle da partida ainda no primeiro set ao conquistar uma quebra de serviço na metade da parcial e manteve o ritmo para fechar em 6/3. No segundo set, abriu vantagem confortável, viu o americano reagir e diminuir a diferença, mas retomou o domínio nos momentos decisivos para fechar a final em 6/4 e garantir o troféu.

O título encerra uma longa espera do tênis brasileiro na chave juvenil masculina de Roland Garros. Antes de Guto, outros nomes do país chegaram perto da conquista, como Luís Felipe Tavares, vice-campeão em 1967, além de Edison Mandarino e Thomas Koch, que também alcançaram finais do torneio nas décadas de 1950 e 1960. Entre os destaques nacionais em Paris, Gustavo Kuerten havia sido campeão juvenil de duplas em 1994, enquanto Vitória Miranda conquistou os títulos de simples e duplas em cadeira de rodas no ano passado.

Com a vitória na capital francesa, Guto Miguel entrou para um grupo seleto de campeões brasileiros de Grand Slam juvenil em simples. O goiano se juntou a Tiago Fernandes, vencedor do Australian Open de 2010, Thiago Seyboth Wild, campeão do US Open de 2018, e João Fonseca, que levantou o troféu do US Open em 2023.

A campanha também levou o jovem de 17 anos ao topo do ranking mundial juvenil. Ele já havia assegurado a liderança ao alcançar a final de Roland Garros, ultrapassando o búlgaro Ivan Ivanov na classificação. Com isso, tornou-se apenas o quarto brasileiro a ocupar o posto de número 1 do mundo na categoria sub-18, repetindo os feitos de Tiago Fernandes, Orlando Luz e João Fonseca.

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