Esportes

PARALIMPÍADAS

Veja quanto Yeltsin faturou em Paris ao conquistar duas medalhas

Atleta campo-grandense era um dos favoritos a medalhar na Capital francesa e confirmou esse favoritismo ao vencer os 1.500m e chegar em terceiro nos 5.000m

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O campo-grandense Yeltsin Jacques voltou à Capital nesta sexta-feira (6), após a conquista de mais duas medalhas em Paris, durante os Jogos Paralímpicos, uma de ouro no 1.500 metros e outra de bronze nos 5.000 metros, ambas na classe T11.

Yeltsin foi recepcionado nesta manhã na sede da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), por colaboradores e alunos do Serviço Social da Indústria (Sesi).

Uma das grandes dúvidas do público é: quanto os atletas realmente ganham dos órgãos competentes brasileiros por seus feitos em um evento deste tamanho?

Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), os atletas vencedores nos esportes individuais, seriam contemplados com: R$ 250 mil (ouro), R$ 100 mil (prata) e R$ 50 mil (bronze). Em Tóquio-2020, R$ 7 milhões foram distribuídos entre os 72 atletas que medalharam.

Portanto, diante desses valores, confirma-se que Yeltsin faturou R$ 300 mil em Paris (R$ 250 mil no ouro e R$ 50 mil no bronze). Nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, em 2021, o campo-grandense embolsou R$ 320 mil, já que conquistou dois ouros - R$ 160 mil cada.

Além do próprio corredor, os atletas-guias também são contemplados. De acordo com CPB, eles recebem 20% da maior medalha do seu atleta e 10% de cada uma das outras. Ou seja, Guilherme Ademilson, atleta-guia nos 1.500m e nos 5.000m, faturou R$ 55 mil (20% de R$ 250 mil + 10% de R$ 50 mil) com esse ouro e bronze nas provas.

O dinheiro faturado pelos atletas é proveniente do próprio comitê. Segundo a Lei Agnelo-Piva, 2% da arrecadação das loterias federais precisa ser direcionada para o CPB e o COB, com o repasse sendo feito pela Caixa Econômica.

Atletas de MS

Nesta sexta-feira (06), outros três sul-mato-grossenses estreiam nos Jogos de Paris com expectativa alta de medalha. Trata-se de Fernando Rufino, canoísta eldoradense que medalhou em 2021, tenta repetir o feito agora em 2024; Débora Benevides, natural de Campo Grande e Kelly Victório, do qual disputa o bronze no judô daqui a pouco, contra a japonesa Kazusa Ogawa.

Dia 7 de setembro, Erika Zoaga estreia nas paralímpiadas a partir das 3h30 (de MS), nos rounds preliminares da classe J1, da categoria +70kg, a final da categoria será disputada no mesmo dia a partir das 9h30 (de MS).

Biografia do Yeltsin

Segundo consta no site oficial da Confederação Paralímpico Brasileiro (CPB), Yeltsin nasceu, em 1991, com baixa visão, mas seu começo não foi no atletismo. Em 2003, com apenas 12 anos, ele competiu no Campeonato Brasileiro de Judô e, posteriormente, chegou a praticar natação. 

Porém, com 16 anos, ele se apaixonou pela corrida após ajudar um amigo, totalmente cego, a praticar a modalidade. Em 2007, se inscreveu na sua primeira competição oficial, a Paralimpíadas Escolares. Yeltsin corre na classe T11, para atletas com deficiência visual quase total, alguns deles têm a capacidade de identificar um objeto a 25cm, do qual todos competem com óculos escuros e com um guia.

Principais conquistas: 

Ainda, em 2021, após conquistar os dois ouros em Tóquio, Yeltsin recebeu o prêmio "Surto Olímpico" de melhor atleta paralímpico masculino. Além disso, a medalha no 1.500m foi histórica, já que foi o 100º ouro brasileiro nos Jogos, com direito a recorde mundial, ao terminar a corrida no tempo de 3min57s60.

Saiba

A modalidade com a maior quantidade de convocados para Paris 2024 é o atletismo, categoria que o Brasil mais conquistou medalhas em Jogos Paralímpicos.

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futebol

Maracanã usará novo tipo de gramado a partir de 2027; entenda

O objetivo da alteração é usar uma espécie de maior resistência do que a anterior

11/09/2026 22h00

Maracanã terá novo gramado em 2027

Maracanã terá novo gramado em 2027 Foto: Divulgação / Maracanã

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O Consórcio de Flamengo e Fluminense, responsável por realizar a gestão do Maracanã, informou que o estádio passará por mudanças no seu gramado a partir de 2027.

Para a próxima temporada, o local deixará de utilizar a grama "Bermuda Celebration" para passar a usar o tipo "Celebration Hydrid". O objetivo da alteração é usar uma espécie de maior resistência do que a anterior.

Neste ano, Flamengo, Fluminense e outras equipes que atuaram no Maracanã criticaram as condições do gramado. Fred Nantes, CEO do estádio, afirmou em reunião nesta sexta-feira, 11, que reconhece que a situação está abaixo dos padrões esperados.

"A gente reconhece que não está na qualidade que gostaria. É nítido. Nós temos uma frustração grande, mas a gente precisa fazer uma análise criteriosa quando a gente critica o gramado do Maracanã. Sempre baseada em dados técnicos", disse.

De acordo com as informações apresentadas na reunião, fatores climáticos como um inverno mais quente e as fortes chuvas foram algumas das causas da piora da grama do estádio nos últimos anos Densidade vegetal e atividade fisiológica do solo foram outros fatores apontados.

O alto número de partidas no Maracanã também chama atenção. Até o final do mês de setembro, o local já terá recebido 58 jogos em 2026, 29 a mais que o segundo estádio mais utilizado do Brasileirão: o Mineirão, em Belo Horizonte.

"Realmente, o número de jogos é um capítulo extremamente importante. Se a gente comparar com o resto dos jogos do mundo, a diferença é gritante. Esse é um dos fatores que, combinado com outros, fazem a diferença no desgaste de um campo de jogo", completou Fred.

A mudança do gramado será realizada após o final da disputa da Série A do Campeonato Brasileiro, em dezembro. O próximo confronto no local acontece neste domingo, 13, às 17h30 (de Brasília), no duelo entre Flamengo e Corinthians.

Futebol

Futebol de cegos: Brasil vai à final da Copa América contra Colômbia

Em São Paulo, seleção masculina derrota Costa Rica pelas semifinais

10/09/2026 20h00

Taba Benedicto

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Maior vencedor da Copa América de futebol de cegos entre os homens, o Brasil vai em busca do sétimo título. Nesta quinta-feira (10), a seleção verde e amarela derrotou a Costa Rica por 2 a 0 no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, pelas semifinais da competição.

Os brasileiros não encontraram dificuldades e abriram vantagem sobre os costarriquenhos antes da metade da primeira etapa - cada tempo tem 20 minutos de duração. Aos seis, Maicon conduziu a bola após cobrança de falta, arrastou a marcação de três adversários e chutou rasteiro para abrir o placar. Aos 12, Nonato recebeu na área e bateu forte, no alto, sem chances para o goleiro Rony Madrigal.

No segundo tempo, o técnico Cesinha aproveitou para rodar o elenco. Mesmo assim, a equipe da casa manteve o jogo sob controle e até criou algumas chances, parando em boas defesas do goleiro costarriquenho.

Em 11 edições, o Brasil sempre foi à final, com seis conquistas e quatro vices. O último na edição de 2022, quando perderam nos pênaltis para a anfitriã Argentina.

Os Murciélagos (morcegos, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina), aliás, ficaram fora da decisão continental pela primeira vez. Mais cedo nesta quinta, os hermanos, atuais campeões mundiais e vice paralímpicos foram superados pela Colômbia por 1 a 0 nas penalidades, após empate sem gols com bola rolando.

A final diante dos colombianos será neste sábado (12), às 17h30 (horário de Brasília). O canal da Federação Internacional de Esportes para Cegos (Ibsa) no YouTube transmite a partida ao vivo.

Esta será a segunda final do Brasil neste ciclo da Paralimpíada de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028. Em julho, os brasileiros conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Parasul-Americanos, em Valledupar (Colômbia), superando os argentinos na decisão.

Apesar da queda nas semifinais, a Costa Rica se garantiu no Campeonato Mundial do ano que vem, assim como Argentina e Colômbia. O Brasil, como país-sede, já tinha vaga assegurada. Pentacampeã paralímpica, a seleção verde e amarela é também cinco vezes campeã do mundo, sendo a maior vencedora nos dois principais eventos da modalidade.

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