Pelé, que começou como reserva a Copa de 1958, consagrou a camisa 10. Em Mundiais seguintes, os argentinos Kempes e Maradona, o alemão Matthäus e Rivaldo foram campeões que destacaram novamente este número. Mas esse símbolo da perfeição, da clássica nota máxima, nem sempre é valorizado - na Copa do Mundo que começa na próxima quinta-feira, metade dos camisas 10 não tem garantida a vaga de titular.
Quase todos são meias ou atacantes. Exceções, o nigeriano Obi Mikel atua como volante, e o equatoriano Walter Ayoví joga como lateral-esquerdo.
O grego Giorgios Karagounis, 37, destaca-se como o camisa 10 mais velho. O suíço Granit Xhaka, 21, como o mais jovem – astro do anfitrião Brasil, Neymar, 22, é sete meses mais velho.
Três dos camisas 10 jogam no Barcelona: o argentino Messi, Neymar e o espanhol Cesc Fábregas. Possuem dois o Real Madrid (o croata Modric e o francês Benzema); o Manchester United (o inglês Rooney e o japonês Kagawa); e o Chelsea (o belga Hazard e Obi Mikel).
O único 10 da Copa do Mundo que defende um clube brasileiro é o chileno Valdivia, do Palmeiras.
Mudança
Neymar, número 11 no Santos e depois no Barcelona, passou a usar a camisa 10 da Seleção em 2 de junho do ano passado, no empate por 2 a 2 com a Inglaterra, em amistoso no Maracanã. O treinador Luiz Felipe Scolari disse que a troca com Oscar foi um pedido do atacante.


