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PARIS 2024

Olimpíadas 2024: Boxeadora argelina alvo de massacre nas redes sociais lutará pelo ouro

Khelif tem sido acusada de ser uma mulher transgênero e precisou apresentar provas de ser uma mulher cis

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Alvo de campanha de ódio e de desinformação nas redes sociais sobre o seu gênero, a boxeadora Imane Khelif respondeu no ringue ao massacre difamatório. A argelina derrotou a tailandesa Janjaem Suwannapheng nesta terça-feira e lutará a sua primeira final olímpica na carreira.

A vitória nas semifinais do peso meio-médio (até 66kg) do boxe feminino na Olimpíada de Paris foi conquistada por decisão unânime dos jurados.

Se foi atacada virtualmente, Imane recebeu apoio maciço das arquibancadas. Eram milhares de argelinos presentes na famosa Philippe Chatrier, quadra principal de Roland Garros e que virou o palco do boxe após o fim do torneio de tênis nos Jogos de Paris.

Eles gritaram o nome da atleta de 25 anos assim que seu nome foi anunciado, mantiveram o apoio nos três rounds e balançaram efusivamente a bandeira da Argélia quando Imane foi declarada vencedora.

Em sua segunda Olimpíada, Khelif subirá no ringue na próxima quinta-feira em busca de seu primeiro ouro. Suwannapheng levou o bronze, já que todas as boxeadoras semifinalistas sobem no pódio

Dias antes das semifinais, em uma das poucas entrevistas que deu, a boxeadora argelina disse à Associated Press que os ataques que recebeu, principalmente nas redes sociais, têm "efeitos enormes" em sua vida.

Não atrapalharam, porém, seu desempenho, uma vez que ela foi dominante no combate. A argelina foi superou à oponente nos três rounds. Em todos, ganhou por 10 a 9.

Khelif tem sido acusada de ser o que não é: uma mulher transgênero. As acusações e ataques começaram depois que a italiana Angela Carini desistiu de lutar com a argelina em menos de um minuto na Olimpíada sob a alegação de sentir dor intensa no nariz após sofrer dois golpes.

Postagens virais nas redes sociais, então, passaram a alegar, sem provas, que a lutadora africana é um 'homem biológico'.

As publicações desencadearam uma campanha de desinformação, além de uma onda de ataques preconceituosos à lutadora, com comentários até de líderes políticos como a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Envio uma mensagem a todas as pessoas do mundo para defenderem os princípios olímpicos e a Carta Olímpica, para se absterem de intimidar os atletas, porque isso tem efeitos", afirmou Khelif.

"Isso pode destruir pessoas, pode matar os pensamentos, o espírito e a mente das pessoas. Isso pode dividir as pessoas. E por causa disso, peço-lhes que evitem o bullying."

Em 2023, a lutadora não passou em um teste de gênero - por ter níveis elevados de testosterona - para competir no Mundial da modalidade e foi desqualificada. O Comitê Olímpico Internacional (COI) saiu em defesa da atleta, assim como o Comitê Olímpico da Argélia.

"O teste de testosterona não é um teste perfeito. Muitas mulheres podem ter níveis de testosterona iguais ou semelhantes aos dos homens, embora ainda sejam mulheres", afirmou Mark Adams, porta-voz do COI sobre o caso.

"Ela nasceu mulher, foi registrada como mulher, viveu sua vida como mulher e lutou boxe como mulher", completou Adams.

Além do Comitê, a família da argelina apoiou a atleta. "Minha filha é uma menina. Nós a criamos como uma menina. É uma menina forte. Eu a eduquei para que trabalhasse e fosse corajosa", afirmou Omar Khelif, pai da boxeadora.

"Sei que o COI foi justo comigo e estou feliz com esta solução, porque mostra a verdade", disse a lutadora, que chegou a ser questionada se havia sido submetida a outros exames além dos testes antidoping, mas se recusou a comentar. Segundo a Federação Internacional de Boxe (IBA, na sigla em inglês), os exames pelos quais Imane passou são "confidenciais".

Vaga garantida

Com campo-grandense Judson, Brasil atropela Argentina e garante vaga na Olimpíada

Diante de 11mil torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20

20/09/2026 14h30

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira Foto: Divulgação

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Com o campo-grandense Judson entre os titulares, a Seleção Brasileira masculina de vôlei atropelou a Argentina por 3 sets a 0 neste domingo (20), no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e conquistou o título do Pré-Olímpico Sul-Americano de 2026. Com a vitória, o Brasil garantiu a classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

Diante de 11.968 torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20. O oposto Darlan foi o principal pontuador da partida, com 23 acertos, enquanto o ponteiro Lucarelli foi eleito o melhor jogador do torneio.

O Brasil terminou a competição de forma invicta e sem perder nenhum set nos cinco jogos disputados. O título foi o 34º da Seleção no Campeonato Sul-Americano.

A partida 

Judson iniciou a decisão como titular, ao lado de Darlan, Flávio, Adriano, Lucarelli e Cachopa. O Brasil começou a partida em ritmo intenso e rapidamente abriu vantagem no primeiro set. A Argentina chegou a diminuir a diferença, mas a Seleção voltou a controlar as ações e fechou a parcial em 25 a 20.

No segundo set, os brasileiros novamente construíram vantagem desde o início. Os argentinos reagiram na reta final e chegaram a encostar em 23 a 22, mas o Brasil manteve a concentração e garantiu a vitória por 25 a 23, abrindo 2 sets a 0.

A Argentina começou o terceiro set mais agressiva e chegou a permanecer à frente no placar. O Brasil, porém, retomou a liderança a partir do 10 a 9 e passou a controlar novamente a partida.

Darlan foi decisivo na reta final, enquanto Flávio se destacou nos bloqueios. O Brasil abriu 21 a 18 e confirmou o título com mais um 25 a 20, após bloqueio de Flávio e ace de Adriano.

Além do título e da classificação olímpica, o Brasil teve cinco jogadores escolhidos para a seleção do campeonato. Flávio foi eleito um dos centrais, Adriano apareceu entre os ponteiros, Darlan foi escolhido como oposto e Cachopa como levantador. Lucarelli recebeu o prêmio de MVP da competição.

Com a classificação masculina, o vôlei brasileiro terá suas duas seleções nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. A equipe feminina havia garantido a vaga uma semana antes.

Los Angeles também terá um significado especial para o vôlei brasileiro. Foi na cidade norte-americana, nos Jogos Olímpicos de 1984, que o país conquistou sua primeira medalha olímpica na modalidade. Na ocasião, a seleção foi vice-campeã após ser derrotada pelos estadunidenses por 3 a 0. 

TÊNIS

Brasil bate Suíça e avança na Copa Davis

Orlando Luz e Rafael Matos carimbam vaga no Rio de Janeiro

19/09/2026 22h00

Orlando Luz e Rafael Matos

Orlando Luz e Rafael Matos Foto: LUIZ CANDIDO/CBT

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A dupla brasileira de Orlando Luz e Rafael Matos confirmou o favoritismo diante dos suíços Jakub Paul e Dominic Stricker, venceu por 2 sets a 0, e fez o terceiro ponto da equipe brasileira. Com o resultado, o time nacional fez 3 a 0 nl duelo contra os europeus e avançou no Grupo Mundial 1 da Copa Davis. As parciais do jogo no Rio de Janeiro foram 7/6(1) 6/2 após 1h45 de encontro.Orlando Luz e Rafael MatosOrlando Luz e Rafael Matos

As outras vitórias foram de João Fonseca e Gustavo Heide em simples, na sexta-feira.

Com o resultado, o Brasil está classificado para os Qualifers, e tem chances de brigar por vaga na fase final na temporada 2027.

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