Esportes

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Pagar salário para jogador de adversário vira prática comum

Pagar salário para jogador de adversário vira prática comum

ig

14/09/2011 - 06h00
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No Avaí, Lincoln tem mais da metade do seu salário pago pelo Palmeiras. Caso parecido com o de Borges, do Santos, que recebe por mês cerca de R$ 45 mil do Grêmio, seu ex-clube, ou de Souza, que ganha mais do Corinthians que do Bahia, seu atual time.

Os exemplos não são nada raros no Campeonato Brasileiro. Mais de uma dezena de jogadores da primeira divisão recebem parte do salário de uma agremiação adversária.

Flamengo, Corinthians, Santos, São Paulo, Palmeiras, Internacional, Grêmio, entre outros, pagam salários para atletas cedidos por empréstimo. Na maioria dos casos são jogadores que estavam encostados nos clubes com os quais têm contrato e, por isso, acabaram emprestados em condições bastante favoráveis para quem os recebeu.

“O time empresta para outro que não teria condições de pagar o salário integral, que ficaria acima do limite da folha. Então, ele continua pagando uma parte”, explica Paulo Angioni, gerente de futebol do Bahia. Além do atacante Souza, o clube baiano tem Lulinha, também do Corinthians, e Marcelo Lomba, do Flamengo, na mesma situação. “O Souza e o Lulinha o Corinthians paga a maior parte. No caso do Lomba (goleiro), o Flamengo dá a metade do salário”, diz Angioni.

Só com o salário de Souza, o Corinthians gasta cerca de R$ 100 mil por mês. O valor é menor do que é pago pelo Palmeiras para Lincoln, algo em torno de R$ 170 mil.

No caso do atacante Borges, do Santos, o valor pago por mês pelo Grêmio faz parte de um acordo entre os dois clubes. Para incluir o ex-santista Marquinhos no negócio, o time gaúcho teve que pagar R$ 270 mil, valor que foi dividido em seis vezes e é repassado a Borges.

Internacional e São Paulo também pagam parte do salário de jogadores que não atuam mais no clube. É caso, por exemplo, do meia Thiago Humberto, do clube gaúcho, cedido ao Ceará.

“É uma prática que se usa até para aliviar a folha salarial. Se o jogador não fosse emprestado, estaríamos pagando mais. Isso deixa folha mais barata e o atleta joga, o que é bom”, afirma o vice-presidente de futebol do Inter, Luiz Anápio Gomes.

Sem chances no São Paulo, Cleber Santana foi emprestado ao Atlético-PR. O salário do volante é bancado em parte pelo time paulista. “Usamos essa prática em alguns casos. Mas prefiro não declinar nomes nem valores”, diz o diretor de futebol são-paulino Adalberto Batista.

Aqui, não!
Normalmente os clubes que emprestam seus jogadores fazem acordos para que eles não atuem nos confrontos diretos. “É padrão colocar uma multa, caso ele seja utilizado. É para ele não jogar mesmo, para preservar até o jogador”, afirma Ney Pandolfo, diretor de futebol do Santos. “Nós já não adotamos mais essa prática”, diz Luiz Anápio, do Inter.

Lincoln – Palmeiras paga mais da metade do salário do meia no Avaí, que é de cerca de R$ 270 mil
Borges – Grêmio pagará até dezembro R$ 45 mil mensais para o atacante do Santos
Souza – Atacante recebe do Corinthians R$ 100 mil por mês, mais da metade do seu salário
Cléber Santana – Metade do salário do volante do Atlético-PR é bancado pelo São Paulo
Marcelo Lomba – Flamengo paga 50% do salário do goleiro cedido ao Bahia
Wendel – Palmeiras banca metade do salário do lateral, cedido ao Atlético-PR
Lulinha – Corinthians paga maior parte do salário do atacante do Bahia
Thiago Humberto – Meia do Inter que está no Ceará, recebe 50% do salário do Inter
Vitor - Palmeiras pagava metade do salário do lateral enquanto teve Wellington Paulista. Depois que o atacante voltou para o Cruzeiro, o clube mineiro passou a pagar 100%

manifesto

Reação de clubes a MP contra bets saiu após casas de apostas ameaçarem revisão de patrocínios

Clubes e as federações divulgaram um manifesto no qual dizem que medida contra bets anunciada pelo governo será "golpe fatal" no futebol brasileiro, que sofrerá colapso

18/09/2026 23h00

Foto: IA

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A reação dos clubes e federações de futebol a rumores de que o governo pretende tomar "medida drástica" contra as bets saiu depois de as empresas de apostas avisarem os times e entidades esportivas que a decisão vai forçá-las a rever contratos de patrocínio.

Hoje, 13 dos 20 times da Série A do Brasileirão têm contratos com empresas de apostas. A própria competição é patrocinada pela principal empresa do mercado, a grega Betano.

As plataformas de apostas chegaram a patrocinar 19 dos 20 clubes da primeira divisão. O número caiu, mas elas ainda dominam o futebol brasileiro e injetam mais de R$ 1 bilhão nos contratos de patrocínio com as equipes da elite.

Clubes manifestaram preocupação às patrocinadoras quando leis municipais passaram a proibir a exibição de marcas de bets em espaços públicos, como estádios. As restrições foram adotadas em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

Em seguida, as empresas de apostas apresentaram aos clubes um panorama ainda pior para o setor: o governo pretende editar uma Medida Provisória (MP) que acaba com os cassinos online (jogo do tigrinho e similares), parte principal do faturamento das principais bets. A expectativa é de que a medida seja publicada e enviada ao Congresso Nacional nos próximos dias, ainda antes do 1º turno das eleições.

Mesmo sem que estejam definidos quais serão os termos dessa MP, os clubes e as federações divulgaram, nesta quinta-feira, 17, um manifesto no qual se dizem preocupados com os "rumores" e que, caso eles se confirmem, será "golpe fatal" no futebol brasileiro, que sofrerá colapso, segundo as agremiações.

"A consequência não será apenas uma porta escancarada para as apostas clandestinas, mas um golpe fatal para o futebol brasileiro, levando muitos clubes à insolvência", diz o texto divulgado por alguns dos principais clubes do País, entre eles Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Flamengo.

Segundo representantes de empresas de apostas ouvidos pela reportagem, a maioria dos contratos de patrocínio firmados com os clubes têm cláusulas que permitem revisões em caso de mudanças significativas no arcabouço regulatório.

Essas cláusulas serão ativadas se o governo confirmar medidas que afetam o faturamento das bets. E os clubes já foram avisados a respeito.

As bets também têm cobrado uma posição da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que optou por tratar o tema com cautela.

As casas de apostas também têm acordos comerciais com a CBF, aparecem nas transmissões da Globo e de outras emissoras e amarram parcerias até com torcidas organizadas de alguns dos maiores times do País.

Executivos do setor defendem que seja feito um estudo de impacto econômico e jurídico antes da eventual aplicação de restrições às bets. As casas de apostas foram regulamentadas no início de 2024 e terão de ser recompensadas caso a MP seja aprovada, uma vez que cada empresa pagou R$ 30 milhões para operar no País por um período de cinco anos.

Surpresa

Badosa leva susto de argentina, mas vira com apoio de brasileiros e vai às quartas do SP Open

A torcida brasileira abraçou a rivalidade com a Argentina e deu um baita empurrão em Badosa

17/09/2026 23h00

Foto: Reprodução

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Paula Badosa precisou suar mais do que o imaginado para avançar à terceira rodada do SP Open, nesta quinta-feira. Principal favorita do WTA a nível WTA 250, a espanhola perdeu o primeiro set para a argentina Jazmin Ortenzi, mas conseguiu a virada, empurrada por apoio das arquibancadas brasileiras, avançando com 4/6, 6/2 e 6/2.

Apenas a 160ª do mundo, Ortenzi entrou na quadra Maria Esther Bueno, no Parque Villa-Lobos, tentando aprontar diante da ex-número 2 do mundo e conseguiu parte de sua missão, ao sair de um 1 a 4 para 6 a 4, com cinco pontos seguidos no primeiro set.

A alegria da argentina parou por aí. A torcida brasileira abraçou a rivalidade com a Argentina e deu um baita empurrão em Badosa, que se mostrou soberana nos dois sets a seguir, abraçada pela torcida local.

A espanhola não se intimidou com a quebra no primeiro game do segundo set, devolveu a seguir e logo virou para 4 a 1. Aproveitando novo break, fechou com 6 a 2 na primeira oportunidade, levando a definição para o terceira set.

Mais concentrada, Badosa logo abriu 2 a 0. Em set no qual permitiu uma quebra, mas pontuou no serviço de Ortenzi em três oportunidades, repetiu a parcial anterior, definindo novamente na primeira chance.

Em disputa apenas de estrangeiras após queda de todas as cinco representantes brasileiras, Badosa terá pela frente nesta sexta-feira a norte-americana Mary Stoiana, 116ª do mundo, e que se garantiu entre as oito melhores ao superar a tcheca Dominika Salkova por 7/6 (7/5) e 6/1.

Terceira favorita no Parque Villa-Lobos, Solana Sierra foi outra tenista argentina eliminada no dia, com derrota em sets diretos para a holandesa Suzan Lamens, parciais de 6/3 e 6/2. Já a francesa Anna Blinkova, cabeça de chave 4, não decepcionou. Ela bateu a tcheca Vendula Valdmannova com 6/3 e 6/0.

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