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Pênaltis: Inter bate o Grêmio e provoca mais dois jogos

Pênaltis: Inter bate o Grêmio e provoca mais dois jogos

uol

01/05/2011 - 17h18
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Deu Inter contra Grêmio. Falcão levou a melhor frente Renato Gaúcho. E o Gre-Nal 385 ficou no Beira-Rio, nos pênaltis. A vitória faz o colorado conquistar a Taça Farroupilha, forçando a disputa de mais dois clássicos para apontar o campeão geral do Gauchão. Leandro Damião e Júnior Viçosa marcaram no tempo normal. Nas penalidades, vitória vermelha por 5 a 3, com a última cobrança de Rodrigo, ex-jogador do Grêmio.

O Inter foi melhor no primeiro tempo, acumulou o domínio diante de um adversário com esquema bizarro, mas não foi letal. Leandro Damião usou um velho problema gremista, a bola aérea, para marcar. Mas na etapa final, Guiñazu foi expulso e Paulo Roberto Falcão recuou demais seu time. O Grêmio foi para cima e marcou aos 41, com Júnior Viçosa.

Nas escalações, surpresas de parte a parte. Falcão confirmou a especulação de Oscar na vaga de Rafael Sóbis. Povoou o meio-campo e diminuiu uma possível exposição de Tinga e Guiñazu. No Grêmio, Renato Gaúcho botou em campo um bizarro 3-6-1, com Vilson e Gilson em campo.  

Foi um primeiro tempo de maior iniciativa do Inter. Jogando em casa, na obrigação de vencer e diante de um Grêmio bem modificado – com um esquema fora do comum, o 3-6-1. Sendo assim, as maiores chances foram do time de Paulo Roberto Falcão. Andrezinho, Oscar e D’Alessandro dividiram a armação.

Com quatro minutos, o cartão de visitas do colorado. Oscar matou no peito e serviu Leandro Damião. O camisa nove bateu, mas Marcelo Grohe pegou. A supremacia no meio-campo fazia qualquer iniciativa gremista acabar em vão. A alta movimentação de Oscar e Andrezinho influenciou no quesito.

Acuado, o Grêmio só conseguiu esboçar uma jogada ofensiva aos 13 minutos. Mas a troca de passes não foi perfeita. A superioridade vermelha ganhou forma aos 24 minutos. Andrezinho lançou Leandro Damião. O centroavante girou, Rodolfo desabou e permitiu o adversário ficar livre. Frio, Damião dominou e tocou por cobertura na saída do goleiro.

Mesmo não sendo de cabeça, o gol do Internacional explorou um velho problema do Grêmio: a bola área. A equipe do estádio Olímpico tem dificuldades crônicas neste expediente. Rodolfo foi o protagonista de outra falha, que permitiu Leandro Damião ficar livre e anotar seu primeiro gol em clássicos.

Logo depois, Renato Gaúcho tirou W. Magrão, que tinha dores musculares, e colocou Leandro. Retomando um pouco o esquema usual do Grêmio. Resposta imediata em campo. Gabriel, o melhor jogador da equipe visitante, ganhou companhia no flanco direito. Mas foi pelo meio, aos 42 minutos, a chance mais viva do empate.

O jovem Leandro aparou levantamento de Rodolfo e ganhou da defesa vermelha. Cara a cara com Renan, o camisa 21 bateu para fora. “A equipe está muito bem. Marcando e não dando espaços para o time deles”, opinou o camisa seis do Inter, Kleber. “Começamos um pouco perdido, mas fomos nos achando”, admitiu do outro lado Fábio Rochemback.

Na etapa final, Gabriel teve que ser substituído, com lesão no tornozelo. Fernando entrou em seu lugar, empurrando Vilson para a lateral. Aos 25 minutos, Guiñazu fez falta dura em Vilson e levou o segundo cartão amarelo, deixando o Internacional com um homem a menos. Permitindo ao Grêmio esboçar uma pressão. Jr. Viçosa entrou no lugar de Vilson. O time que começou no 3-6-1 partiu para o 4-3-3. Uma medida desesperada.

No abafa, o time de Renato Gaúcho conseguiu ficar mais com a bola, rondar – como nunca havia feito – o gol de Renan. Andrezinho foi sacado por Falcão. Juan entrou e permitiu ao Grêmio aumentar ainda mais a pressão. Aos 41 minutos, Júnior Viçosa pegou o rebote e encheu o pé. Levando a decisão para os pênaltis.

Nas penalidades, Borges e Fernando erraram para o Grêmio. No outro lado, 100% de aproveitamento. 5 a 3 a título do returno do Gauchão.

Antes do Gre-Nal 386, o primeiro da grande decisão do Gauchão, Grêmio e Inter voltam suas atenções para a Libertadores. O Grêmio vai ao Chile, tentar reverter o 2 a 1 sofrido para o U. Católica. Já o Inter recebe o Peñarol, após o empate em 1 a 1 em Montevidéu.

Desligamento

Às vésperas da final, Operário anuncia desligamento do técnico Paulo Massaro

Em nota, o clube não especifica se ele pediu o desligamento ou se foi demitido pela diretoria

31/03/2026 09h20

O técnico Paulo Massaro, foi desligado do comando do Operário com apenas uma derrota

O técnico Paulo Massaro, foi desligado do comando do Operário com apenas uma derrota Reprodução/Instagram

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Na tarde da última segunda-feira (30), o Operário surpreendeu a todos e anunciou o desligamento do técnico Paulo Massaro e sua comissão técnica, à dois dias da final do estadual. 

O desligamento do técnico aconteceu por meio de uma nota emitida via Instagram, dois dias após o time ter perdido sua invencibilidade na temporada, com a goleada sofrida diante do Vila Nova-GO por 6 a 0. 

“O clube agradece ao profissional pelos serviços prestados, dedicação e profissionalismo durante o período em que esteve à frente da equipe, desejando sucesso na continuidade de sua carreira”, disse o clube em nota. 

Paulo Massaro deixa o comando técnico do Operário após 16 jogos, sendo 9 vitórias, 6 empates e apenas uma derrota, somando um aproveitamento de 68%. Além de conseguir a classificação para a terceira fase da Copa do Brasil, ele levou o Operário à final do estadual, onde o clube tem a vantagem depois de vencer na ida por 3 a 1. 

Por enquanto o Operário ainda não anunciou um novo comandante e na final contra o Bataguassu quinta-feira (2), quem comanda a equipe é o interino Evandro de Lima.

Correio do Estado entrou em contato com a assessoria do treinador para obter mais informações, mas até o momento da publicação desta matéria não obteve retorno. 

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Convênio com a UFMS

Plano do governo para resgatar futebol de MS passa por reforma do Morenão

Atualmente, times da Campo Grande não têm estádio para mandar jogos contra times de grandes torcidas

30/03/2026 21h06

Morenão não recebe jogos desde 2022 e atualmente está tomado pelo mato

Morenão não recebe jogos desde 2022 e atualmente está tomado pelo mato Gerson Oliveira

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O governo de Mato Grosso do Sul deve dar hoje mais um grande passo para colocar o futebol do Estado no cenário nacional até 2030. Para que este plano seja possível, a administração estadual vai assumir o Estádio Morenão, o maior de Campo Grande, que pertence à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

A ideia do governo do Estado é reformar o estádio para torná-lo utilizável, algo que não ocorre desde 2022. Com a UFMS delegando a gestão do Morenão para o governo de Mato Grosso do Sul por 35 anos, a administração estadual pretende renovar completamente o gramado, reformar banheiros e vestiários e adequá-los às normas de segurança e acessibilidade.

Não está prevista no projeto uma grande reforma estrutural, nem mesmo uma ampliação do estádio ou transformação do espaço em uma arena, como afirmavam boatos durante as negociações para que o governo assumisse o estádio.

O objetivo é fazer com que os times de Campo Grande voltem a ter onde mandar seus jogos em grandes competições. Neste ano, por pouco, o Operário não ficou sem um grande estádio para mandar seus jogos.

Eliminado pelo Vila Nova (GO) neste mês, pela Copa do Brasil, o Galo teria que buscar estádios fora de Campo Grande para mandar jogos contra times das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, por exemplo.

A reativação do Morenão, inclusive, integra este plano, apurou o Correio do Estado. A intenção é que times de Mato Grosso do Sul avancem no Campeonato Brasileiro, saindo da Série D, onde estão desde que ela foi criada, em 2009.

Para esse propósito, de médio prazo, a administração estadual vê de forma positiva a transformação de alguns deles, como Pantanal e Operário, em Sociedades Anônimas de Futebol (SAFs). Quando isso ocorre, as equipes ficam menos dependentes das subvenções públicas, melhoram o desempenho nas competições e podem conquistar, assim, mais torcedores e apoiadores, disse uma fonte do governo de Mato Grosso do Sul ao Correio do Estado.

Arena?

Nesse planejamento de médio e longo prazo para o futebol de Mato Grosso do Sul, a construção de uma arena multiúso só ocorreria depois que uma das equipes de MS subisse de patamar no futebol nacional.

Na visão dos especialistas do governo do Estado, só assim haveria demanda para construir uma arena multiúso, muito provavelmente na forma de parceria público-privada. Essa arena, contudo, não seria o Morenão, tampouco onde ele está construído, no campus da UFMS.
 

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