Esportes

Estádio Pedro Pedrossian

Após quatro anos de interdição, reforma do Morenão deve sair do papel neste ano

Estádio não recebe uma partida oficial desde abril de 2022 e deve ser concedido ao Governo do Estado

Continue lendo...

O Governo de Mato Grosso do Sul deve assinar neste mês o convênio para concessão do Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, interditado há quase quatro anos.

A formalização do acordo entre o Estado e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) foi confirmada nesta quarta-feira (11) pelo governador Eduardo Riedel e é considerada um passo importante para a reabertura do estádio.

Segundo o governador, após a assinatura do convênio, a expectativa é avançar na reforma do espaço e dar continuidade às próximas etapas de obras. 

O estádio que não recebe uma partida oficial desde abril de 2022, e atualmente, passa por uma reforma financiada pelo Governo do Estado, investimento de R$ 9,4 milhões por meio da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte).

Conforme o Executivo Estadual, o objetivo é recuperar a estrutura do estádio para permitir a retomada de partidas de futebol e a realização de eventos.

Na sexta-feira (10), o diretor-presidente da Fundesporte, Silvio Lobo Filho, acompanhou uma vistoria nas obras ao lado do promotor Luiz Eduardo Lemos de Almeida, titular da 43ª Promotoria de Justiça de Campo Grande. Também participaram da visita representantes da UFMS, incluindo o pró-reitor de Administração e Infraestrutura, Augusto Malheiros, e o pró-reitor de Extensão, Cultura e Esporte, Marcelo Fernandes.

De acordo com Silvio Lobo Filho, a meta é entregar o estádio com condições adequadas de uso. “Queremos entregar o estádio com o gramado adequado, as arquibancadas e vestiários em condições, além de toda a parte estrutural pronta para ser utilizada”, afirmou.

Destacou que o andamento das obras é acompanhado de perto por órgãos técnicos. A fiscalização é realizada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e pela própria Fundesporte, garantindo que as exigências técnicas sejam cumpridas em cada fase da reforma.

A revitalização do Morenão foi dividida em três etapas principais: recuperação da estrutura e dos banheiros, adequações na parte elétrica e intervenções voltadas à acessibilidade e segurança contra pânico.

Segundo Augusto Malheiros, apesar de a previsão oficial de conclusão ser apenas no final do ano, existe a possibilidade de utilização antecipada do estádio. Isso poderá ocorrer caso parte das etapas da reforma seja finalizada antes do cronograma previsto e haja viabilidade contratual e operacional para a liberação do espaço.

Saiba*

Construído há mais de 50 anos, o Morenão não recebe um jogo oficial desde abril de 2022, vitória do Operário por 1 a 0 frente ao Dourados, partida válida pelo Campeonato Sul-Mato-Grossense daquele ano. 

Assine o Correio do Estado

Mudança

Como a guerra atingiu o futebol: entenda cenário para a Copa do Mundo com o Irã fora de torneio

Conflito atingiu diretamente o maior evento esportivo do planeta

11/03/2026 23h00

Giani Infantino em evento de lançamento da Copa do Mundo

Giani Infantino em evento de lançamento da Copa do Mundo Divulgação/FIFA

Continue Lendo...

 A Guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel atingiu diretamente o maior evento esportivo do planeta. Desde 2025, quando se intensificaram as hostilidades entre os países, havia rumores sobre a possibilidade de a seleção iraniana desistir de disputar a Copa do Mundo, que será celebrada nos Estados Unidos, Canadá e México.

Outra situação ventilada, antes mesmo do sorteio que definiu os grupos, foi a de que os iranianos jogariam suas partidas da fase inicial no Canadá e no México. No entanto, o Irã foi alocado no Grupo G, ao lado de Nova Zelândia, Bélgica e Egito, com jogos agendados para Inglewood, na Califórnia, e Seattle, em Washington.

O Irã boicotou o sorteio e não levou representantes à capital dos Estados Unidos, onde foi realizado o evento.

Uma polêmica ganhou os holofotes porque Seattle havia indicado que o jogo do dia 26 de junho seria dedicado à comunidade LGBT+, o "Pride Game" (Jogo do Orgulho), uma decisão anterior ao sorteio. A partida agendada para essa data foi justamente entre os iranianos e a seleção do Egito. Os dois países se opuseram à ideia. "É uma decisão irracional que favorece um grupo em particular", afirmou à época o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj.

A lei islâmica (sharia) proíbe as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo e, em alguns casos, é prevista a punição com a pena de morte.

COMO A SELEÇÃO DO IRÃ SE CLASSIFICOU PARA A COPA DO MUNDO?

A seleção iraniana foi a terceira - fora as sedes - a garantir a classificação para a Copa do Mundo. O Irã tem se fortalecido a cada ciclo e é uma das mais potentes equipes asiáticas, à frente até da Coreia do Sul. O principal adversário dos iranianos na Ásia tem sido o Japão.

Nas Eliminatórias, o Irã liderou um grupo que contava com Uzbequistão, Catar e Emirados Árabes Unidos, o que lhe rendeu a classificação antecipada ao seu sétimo Mundial, o quarto consecutivo. Se de fato o cenário não for revertido, a tendência é que a Fifa mantenha a vaga com uma seleção asiática.

No dia 26 de março, no México, terá início a repescagem intercontinental, que dará as duas últimas vagas na Copa. O representante asiático é o Iraque, que superou os Emirados Árabes Unidos na repescagem do continente.

Caso os iraquianos não se classifiquem por meio desse minitorneio, poderiam ser indicados para substituir o Irã. Se conquistar a vaga, a seleção emiradense poderia assumir o posto

O tempo escasso dificulta uma rápida decisão, como indicar o Iraque para a vaga do Irã, e apontar os Emirados Árabes Unidos como representante da Ásia na repescagem. Segundo o jornal britânico The Guardian, a Federação Iraquiana teria solicitado à Fifa o adiamento do minitorneio, alegando dificuldades de trânsito aéreo por causa da guerra. A princípio, o Iraque entra em campo no dia 31 de março para enfrentar em jogo único o vencedor do duelo entre Bolívia e Suriname. A partida acontecerá em Monterrey.

ESCALADA DAS TENSÕES ENTRE IRÃ E EUA E FESTIVAL DE DECLARAÇÕES

Desde que eclodiu o mais recente confronto entre Irã, Estados Unidos e Israel - que culminou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei - a Fifa passou a discutir internamente os cenários para que a Copa transcorresse normalmente. O Mundial começa em 11 de junho e vai até 19 de julho.

De acordo com o britânico The Times, a entidade máxima do futebol se reuniu no dia 28 de março. "Vamos acompanhar os desenvolvimentos em torno de todas as questões ao redor do mundo", afirmou secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom na ocasião.

No mesmo dia, o mandatário da Federação Iraniana, Mehdi Taj, colocou em dúvida a participação do país na Copa. "É improvável que possamos olhar para o Mundial com esperança", comentou.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quando questionado sobre o assunto na última semana, disse não se importar com a participação ou boicote iraniano ao torneio. "Acho que o Irã é um país muito derrotado. Eles estão à beira do colapso", disse o republicano.

A relação entre Trump e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, se intensificou com a proximidade do torneio. O mandatário ítalo-suíço esteve em diversos compromissos no Salão Oval e em eventos externos. Saiu das mãos dele também um prêmio controverso criado pela Fifa e entregue ao presidente norte-americano, o Prêmio da Paz.

As relações de Infantino com Trump e com líderes do Oriente Médio (Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos) têm sido questionadas ultimamente, dada a restrição objetiva que o regramento da Fifa estabelece, tendo "neutralidade política" como um princípio.

Na madrugada desta quarta-feira, Infantino publicou nas redes sociais uma mensagem em que disse ter se encontrado com o líder americano para discutir os preparativos para o Mundial e a situação do Irã. "O presidente Trump reiterou que a seleção iraniana é, obviamente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos", escreveu o mandatário.

No entanto, poucas horas depois, surgiu a notícia de que o Irã não iria participar da Copa do Mundo. A declaração foi dada por Ahmad Doyanmali, ministro dos esportes do país. "Dado que este governo corrupto (os Estados Unidos) assassinou nosso líder, não há condições para que participemos da Copa do Mundo", declarou.

A reportagem do Estadão procurou a Fifa para um posicionamento oficial a respeito do tema, mas até o momento a entidade não retornou.

ENTENDA O CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO

Na madrugada do dia 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques ao Irã com o objetivo de acabar com o programa nuclear do país, que poderia ser usado para a criação de uma bomba atômica, e fragilizar o regime teocrata xiita que vigora desde 1979 e enfraquecer parceiros históricos financiados pelos iranianos, como a milícia do Hezbollah.

Após os primeiros ataques, foi anunciada a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Outros membros da alta cúpula do país também teriam sido mortos. Em resposta, os iranianos atacaram regiões de Israel e outros alvos no Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein. No último domingo, o Irã anunciou a escolha de Mojtaba Khamenei, filho de Ali, como novo líder supremo.

Os bombardeios continuam na região e miram refinarias em diferentes territórios. A possibilidade do fechamento do Estreito de Ormuz, canal de transporte utilizado para escoar a produção de combustíveis dos países da região, trouxe impactos diretos no preço do petróleo, que oscila fortemente desde a última semana.

Israel também promove um frente de batalha com ataques localizados a Beirute, capital libanesa, mirando o Hezbollah. Washington prevê que a guerra dure algumas semanas, mas membros do governo americano dizem que Donald Trump decidirá quando as ameaças iranianas estarão cessadas e o conflito poderá ter um ponto final.

Assine o Correio do Estado

adrenalina

Champions cria 'finais antecipadas' com duelos dos quatro últimos campeões

Real Madrid enfrenta e Manchester City e outro confronto será entre Paris Saint-Germain e o Chelsea

11/03/2026 07h46

Real Madrid entra em campo hoje sob a confiança de ser o

Real Madrid entra em campo hoje sob a confiança de ser o "Rei de Copas", já que ostenta 15 títulos da Champions

Continue Lendo...

O mais nobre torneio de clubes da Europa já vive sob uma atmosfera de decisão de campeonato em plena fase de oitavas. Isso porque, nesta quarta-feira, ainda pelo jogo de ida desta etapa eliminatória, os quatro últimos campeões da Champions League começam a definir o seu roteiro com o objetivo de arrebatar o título. Assim, Real Madrid x Manchester City, e Paris Saint-Germain x Chelsea, vão monopolizar as atenções do planeta em confrontos dignos de uma decisão do calibre desta cobiçada competição.

Sem o mesmo brilho e apelo, mais dois confrontos completam os quatro embates do dia no velho continente. Enquanto na Alemanha, o oscilante Bayern Leverkusen recebe o tradicional Arsenal, o norueguês Bodo/Glimt surge como fator surpresa e conta com o apoio de sua torcida diante do Sporting, de Portugal.

A nova era da Champions League chegou trazendo uma mudança que já está transformando a narrativa da principal competição de clubes do mundo. Com o novo formato, que amplia o número de participantes e altera a dinâmica da fase inicial, os grandes confrontos deixaram de ficar restritos apenas às semifinais ou à grande decisão. Agora, o torneio entrega ao torcedor duelos dignos de final muito antes do esperado.

E é exatamente isso que acontece quando entram em campo Real Madrid e Manchester City. Na última edição, espanhóis e ingleses se encontraram ainda na fase de playoffs e o conjunto merengue levou a melhor com duas vitórias contundentes.

Neste ano, om confronto que poderia facilmente decidir o título, volta a ser antecipado por meio do novo formato, o que aumenta não só a tensão, mas também a emoção e a imprevisibilidade da disputa.

Tratado como "Rei de Copas" e dono de 15 troféus do torneio, o Real Madrid faz valer a máxima de melhor time do mundo se também for levado em conta seu desempenho recente no torneio. Campeão em 2022 e 2024, o clube merengue inicia a sua trajetória nestas oitavas de final às 17h (horário de Brasília) no Santiago Bernabéu. Com Mbappé vetado, os holofotes recaem sobre o brasileiro Vinícius Júnior.

Do outro lado, vai estar em campo o Manchester City, time que redefiniu o futebol europeu nos últimos tempos e que dominou não só a Inglaterra. Em 2023, os comandados de Pep Guardiola arrebataram a "Orelhuda" ao triunfar sobre a Inter de Milão e ganharam o mundo levando o Interclubes com uma goleada de 4 a 0 diante de um atônito Fluminense.

O outro compromisso que promete saltar aos olhos dos amantes do futebol acontece no Parque dos Príncipes. Simultaneamente ao jogo de Madri, o PSG, atual campeão, mede forças com o inglês Chelsea, vencedor da edição de 2021, e que tem o inspirado João Pedro como atração à parte nesta temporada.

Esse novo cenário reforça uma das grandes promessas da Champions em seu formato renovado. Em vez de esperar meses por um possível duelo entre favoritos, o torcedor já é presenteado com partidas de altíssimo nível ao longo do caminho.

Assim, nesta quarta-feira, a partir das 17 horas (horário de Brasília), o apaixonado por futebol vai poder escolher duas finais antecipadas para poder se entreter no que promete ser embates do mais alto nível.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).