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Como a guerra atingiu o futebol: entenda cenário para a Copa do Mundo com o Irã fora de torneio

Conflito atingiu diretamente o maior evento esportivo do planeta

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 A Guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel atingiu diretamente o maior evento esportivo do planeta. Desde 2025, quando se intensificaram as hostilidades entre os países, havia rumores sobre a possibilidade de a seleção iraniana desistir de disputar a Copa do Mundo, que será celebrada nos Estados Unidos, Canadá e México.

Outra situação ventilada, antes mesmo do sorteio que definiu os grupos, foi a de que os iranianos jogariam suas partidas da fase inicial no Canadá e no México. No entanto, o Irã foi alocado no Grupo G, ao lado de Nova Zelândia, Bélgica e Egito, com jogos agendados para Inglewood, na Califórnia, e Seattle, em Washington.

O Irã boicotou o sorteio e não levou representantes à capital dos Estados Unidos, onde foi realizado o evento.

Uma polêmica ganhou os holofotes porque Seattle havia indicado que o jogo do dia 26 de junho seria dedicado à comunidade LGBT+, o "Pride Game" (Jogo do Orgulho), uma decisão anterior ao sorteio. A partida agendada para essa data foi justamente entre os iranianos e a seleção do Egito. Os dois países se opuseram à ideia. "É uma decisão irracional que favorece um grupo em particular", afirmou à época o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj.

A lei islâmica (sharia) proíbe as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo e, em alguns casos, é prevista a punição com a pena de morte.

COMO A SELEÇÃO DO IRÃ SE CLASSIFICOU PARA A COPA DO MUNDO?

A seleção iraniana foi a terceira - fora as sedes - a garantir a classificação para a Copa do Mundo. O Irã tem se fortalecido a cada ciclo e é uma das mais potentes equipes asiáticas, à frente até da Coreia do Sul. O principal adversário dos iranianos na Ásia tem sido o Japão.

Nas Eliminatórias, o Irã liderou um grupo que contava com Uzbequistão, Catar e Emirados Árabes Unidos, o que lhe rendeu a classificação antecipada ao seu sétimo Mundial, o quarto consecutivo. Se de fato o cenário não for revertido, a tendência é que a Fifa mantenha a vaga com uma seleção asiática.

No dia 26 de março, no México, terá início a repescagem intercontinental, que dará as duas últimas vagas na Copa. O representante asiático é o Iraque, que superou os Emirados Árabes Unidos na repescagem do continente.

Caso os iraquianos não se classifiquem por meio desse minitorneio, poderiam ser indicados para substituir o Irã. Se conquistar a vaga, a seleção emiradense poderia assumir o posto

O tempo escasso dificulta uma rápida decisão, como indicar o Iraque para a vaga do Irã, e apontar os Emirados Árabes Unidos como representante da Ásia na repescagem. Segundo o jornal britânico The Guardian, a Federação Iraquiana teria solicitado à Fifa o adiamento do minitorneio, alegando dificuldades de trânsito aéreo por causa da guerra. A princípio, o Iraque entra em campo no dia 31 de março para enfrentar em jogo único o vencedor do duelo entre Bolívia e Suriname. A partida acontecerá em Monterrey.

ESCALADA DAS TENSÕES ENTRE IRÃ E EUA E FESTIVAL DE DECLARAÇÕES

Desde que eclodiu o mais recente confronto entre Irã, Estados Unidos e Israel - que culminou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei - a Fifa passou a discutir internamente os cenários para que a Copa transcorresse normalmente. O Mundial começa em 11 de junho e vai até 19 de julho.

De acordo com o britânico The Times, a entidade máxima do futebol se reuniu no dia 28 de março. "Vamos acompanhar os desenvolvimentos em torno de todas as questões ao redor do mundo", afirmou secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom na ocasião.

No mesmo dia, o mandatário da Federação Iraniana, Mehdi Taj, colocou em dúvida a participação do país na Copa. "É improvável que possamos olhar para o Mundial com esperança", comentou.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quando questionado sobre o assunto na última semana, disse não se importar com a participação ou boicote iraniano ao torneio. "Acho que o Irã é um país muito derrotado. Eles estão à beira do colapso", disse o republicano.

A relação entre Trump e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, se intensificou com a proximidade do torneio. O mandatário ítalo-suíço esteve em diversos compromissos no Salão Oval e em eventos externos. Saiu das mãos dele também um prêmio controverso criado pela Fifa e entregue ao presidente norte-americano, o Prêmio da Paz.

As relações de Infantino com Trump e com líderes do Oriente Médio (Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos) têm sido questionadas ultimamente, dada a restrição objetiva que o regramento da Fifa estabelece, tendo "neutralidade política" como um princípio.

Na madrugada desta quarta-feira, Infantino publicou nas redes sociais uma mensagem em que disse ter se encontrado com o líder americano para discutir os preparativos para o Mundial e a situação do Irã. "O presidente Trump reiterou que a seleção iraniana é, obviamente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos", escreveu o mandatário.

No entanto, poucas horas depois, surgiu a notícia de que o Irã não iria participar da Copa do Mundo. A declaração foi dada por Ahmad Doyanmali, ministro dos esportes do país. "Dado que este governo corrupto (os Estados Unidos) assassinou nosso líder, não há condições para que participemos da Copa do Mundo", declarou.

A reportagem do Estadão procurou a Fifa para um posicionamento oficial a respeito do tema, mas até o momento a entidade não retornou.

ENTENDA O CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO

Na madrugada do dia 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques ao Irã com o objetivo de acabar com o programa nuclear do país, que poderia ser usado para a criação de uma bomba atômica, e fragilizar o regime teocrata xiita que vigora desde 1979 e enfraquecer parceiros históricos financiados pelos iranianos, como a milícia do Hezbollah.

Após os primeiros ataques, foi anunciada a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Outros membros da alta cúpula do país também teriam sido mortos. Em resposta, os iranianos atacaram regiões de Israel e outros alvos no Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein. No último domingo, o Irã anunciou a escolha de Mojtaba Khamenei, filho de Ali, como novo líder supremo.

Os bombardeios continuam na região e miram refinarias em diferentes territórios. A possibilidade do fechamento do Estreito de Ormuz, canal de transporte utilizado para escoar a produção de combustíveis dos países da região, trouxe impactos diretos no preço do petróleo, que oscila fortemente desde a última semana.

Israel também promove um frente de batalha com ataques localizados a Beirute, capital libanesa, mirando o Hezbollah. Washington prevê que a guerra dure algumas semanas, mas membros do governo americano dizem que Donald Trump decidirá quando as ameaças iranianas estarão cessadas e o conflito poderá ter um ponto final.

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Medalhistas

Ginástica: Flávia Saraiva e Rebeca Andrade fazem dobradinha na trave; Nory conquista o ouro

Competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026

20/09/2026 23h00

Foto: Reprodução / Confederação Brasileira de Ginástica - X

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O Brasil conquistou uma dobradinha na manhã deste domingo (20), em Szombathely, na etapa da Hungria, pela Copa do Mundo de Ginástica Artística. Na disputa da trave, as atletas Flávia Saraiva e Rebeca Andrade conquistaram ouro e prata, respectivamente. A britânica Emily Roper fechou o pódio.

Aos 26 anos, Flavinha conquistou a melhor colocação na etapa do mundial ao conseguir a nota 13.766 pontos, enquanto a compatriota Rebeca, de 27, ficou com 13.600 pontos. Vale ressaltar que a competidora guarulhense foi a primeira a se apresentar no aparelho. Emily Roper fechou com 12.866 para garantir o bronze.

O dia reservou outras conquistas para o Brasil na Copa do Mundo de Ginástica. A própria Flávia Saraiva conseguiu a medalha de prata no solo. Já Lorrane Oliveira, de 28 anos, fechou o pódio com o bronze, em mais uma dobradinha. A grande vencedora da categoria foi Dulcy Caylor, de apenas 18 anos, dos Estados Unidos.

No masculino, Arthur Nory, de 33 anos, conquistou o ouro na disputa da barra fixa, com a nota de 14.133 pontos. Ele superou o tcheco Tomas Kalinic e o polonês Kacper Garnczarek, com prata e bronze, respectivamente.

A competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026, que ocorre entre os dias 17 e 25 de outubro, em Roterdã, na Holanda.

Vaga garantida

Com campo-grandense Judson, Brasil atropela Argentina e garante vaga na Olimpíada

Diante de 11mil torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20

20/09/2026 14h30

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira Foto: Divulgação

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Com o campo-grandense Judson entre os titulares, a Seleção Brasileira masculina de vôlei atropelou a Argentina por 3 sets a 0 neste domingo (20), no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e conquistou o título do Pré-Olímpico Sul-Americano de 2026. Com a vitória, o Brasil garantiu a classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

Diante de 11.968 torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20. O oposto Darlan foi o principal pontuador da partida, com 23 acertos, enquanto o ponteiro Lucarelli foi eleito o melhor jogador do torneio.

O Brasil terminou a competição de forma invicta e sem perder nenhum set nos cinco jogos disputados. O título foi o 34º da Seleção no Campeonato Sul-Americano.

A partida 

Judson iniciou a decisão como titular, ao lado de Darlan, Flávio, Adriano, Lucarelli e Cachopa. O Brasil começou a partida em ritmo intenso e rapidamente abriu vantagem no primeiro set. A Argentina chegou a diminuir a diferença, mas a Seleção voltou a controlar as ações e fechou a parcial em 25 a 20.

No segundo set, os brasileiros novamente construíram vantagem desde o início. Os argentinos reagiram na reta final e chegaram a encostar em 23 a 22, mas o Brasil manteve a concentração e garantiu a vitória por 25 a 23, abrindo 2 sets a 0.

A Argentina começou o terceiro set mais agressiva e chegou a permanecer à frente no placar. O Brasil, porém, retomou a liderança a partir do 10 a 9 e passou a controlar novamente a partida.

Darlan foi decisivo na reta final, enquanto Flávio se destacou nos bloqueios. O Brasil abriu 21 a 18 e confirmou o título com mais um 25 a 20, após bloqueio de Flávio e ace de Adriano.

Além do título e da classificação olímpica, o Brasil teve cinco jogadores escolhidos para a seleção do campeonato. Flávio foi eleito um dos centrais, Adriano apareceu entre os ponteiros, Darlan foi escolhido como oposto e Cachopa como levantador. Lucarelli recebeu o prêmio de MVP da competição.

Com a classificação masculina, o vôlei brasileiro terá suas duas seleções nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. A equipe feminina havia garantido a vaga uma semana antes.

Los Angeles também terá um significado especial para o vôlei brasileiro. Foi na cidade norte-americana, nos Jogos Olímpicos de 1984, que o país conquistou sua primeira medalha olímpica na modalidade. Na ocasião, a seleção foi vice-campeã após ser derrotada pelos estadunidenses por 3 a 0. 

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