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Santos supera o Avaí em casa e assume a liderança do Brasileirão

Santos supera o Avaí em casa e assume a liderança do Brasileirão

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Se estava no retrovisor palmeirense pedindo passagem nas últimas rodadas, com o tropeço do rival no último sábado, um empolgado Santos não decepcionou sua torcida neste domingo. Jogando em casa, a equipe da Baixada Santista obteve uma vitória tranquila diante do lanterna Avaí por 3 a 1, na Vila Belmiro, e agarrou com unhas e dentes a oportunidade de ficar com a liderança isolada. 

O sexto triunfo seguido da equipe treinada por Jorge Sampaoli foi construído com gols de Carlos Sánchez, Delis González e Felipe Jonatan - João Paulo descontou para os visitantes. O resultado deixou os paulistas agora com 29 pontos, dois a mais que seu antecessor na ponta, que apenas empatou com o Vasco em 1 a 1, no sábado. Já o Avaí continua no último posto da tabela, em 20º, com apenas cinco pontos em 12 rodadas. 

Sedento pela liderança, o Santos começou a partida deste domingo bastante agressivo com boa parte dos espaços de seu campo de ataque ocupados. Logo aos oito minutos, o paraguaio Delis González encheu o pé para abrir o placar na Vila, após sobra da defesa catarinense em cobrança de falta de Carlos Sánchez.

Mesmo com o placar aberto, o time de Jorge Sampaoli ainda passou alguns minutos imprimindo a mesma pressão e perdeu mais duas boas oportunidades em sequência, uma com Sasha e outra com o zagueiro Betão quase marcando gol contra.

A partir da segunda metade da etapa inicial, porém, o Avaí começou a avançar suas linhas e mostrou maior poderio ofensivo. Até que aos 27, em jogada pela direita, Léo cruzou para Bruno Sávio, que fez o corta-luz para João Paulo, livre de marcação, acertar o canto direito de Éverson para igualar o placar do confronto.

A felicidade da equipe de Alberto Valentim, no entanto, só durou até os 32, quando uma linda jogada do venezuelano Soteldo bagunçou a defesa avaiana pelo lado esquerdo do ataque santista e encontrou Carlos Sánchez absolutamente desmarcado dentro da pequena área. O uruguaio apenas cumprimentou de cabeça para desempatar novamente a partida.

Na volta para o segundo tempo, embora sem a mesma intensidade santista demonstrada na primeira etapa, o Avaí continuou tímido nas intenções ofensivas, e o time da casa permaneceu tranquilo, sem acelerar o ritmo da partida. 

Percebendo que o jogo poderia descambar para um panorama perigoso, Sampaoli colocou Marinho no lugar de Soteldo, a pedido da torcida. O jogador que decidiu o duelo da semana anterior contra o Botafogo, no Rio, ajudou a equipe a recobrar a velocidade neste domingo, dando mais incisividade ao time da Baixada na parte final do jogo.

Com poucos minutos do atacante em campo, a equipe da casa teve logo duas chances preciosas. Uma com Sasha acertando a trave aos 23 e outra com o próprio Marinho, que obrigou Lucas Frigeri a fazer grande defesa depois de ser servido por Felipe Jonatan. 

Felipe, por sinal, foi outro atleta que saiu do banco de reservas de Sampaoli. O lateral-esquerdo foi enxertado pelo argentino na esquerda do ataque para aproveitar os espaços deixados naquele setor pela zaga catarinense e sacramentou o triunfo santista com uma pequena pintura. Aos 32 minutos, ele deu um lençol sobre Betão e na sequência bateu para o gol. O chute teve um leve desvio de Pedro Cardoso que acabou por encobrir Lucas Frigeri.

O goleiro do Avaí ainda evitaria que o placar se transformasse em goleada em bons lances de Carlos Sánchez e Marinho, mas o nono triunfo santista no Brasileirão, o sétimo em seus domínios, já estava confirmado e entregou aos comandados de Jorge Sampaoli a liderança.

Agora ostentando o primeiro lugar na tabela, o Santos volta a jogar em casa na próxima rodada, recebendo o Goiás no domingo, no horário das 11h. O Avaí, por sua vez, pega o Botafogo na Ressacada no mesmo dia, só que às 19h.

FICHA TÉCNICA:

SANTOS 3 x 1 AVAÍ

SANTOS - Everson; Victor Ferraz, Aguillar, Gustavo Henrique e Jorge; Alison (Felipe Jonatan), Diego Pituca e Carlos Sánchez; Derlis González (Jean Mota), Eduardo Sasha e Soteldo (Marinho). Técnico: Jorge Sampaoli.

AVAÍ - Lucas Frigeri; Léo, Betão, Marquinhos Silva e Igor Fernandes (Julinho); Pedro Cardoso, Richard Franco, Lourenço, João Paulo e Gustavo Ferrareis (Caio Paulista); Bruno Sávio (Gegê). Técnico: Alberto Valentim.

GOLS - Derlis González, aos 8, Carlos Sánchez, aos 33, e João Paulo, aos 27 minutos do primeiro tempo. Felipe Jonatan, aos 32 minutos do segundo tempo. 

CARTÕES AMARELOS - Alison e Uribe (Santos); Léo (Avaí).

ÁRBITRO - Wagner Reway (Fifa-PB). 

RENDA - R$ 461.520,00.

PÚBLICO - 12.787 pagantes.

LOCAL - Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP).

AUTOMOBILISMO

Copa Truck tem primeira etapa em Campo Grande

Próximo domingo (08) será marcado por disputa de corrida de caminhões na pista do autódromo Orlando Moura

06/03/2026 12h00

Divu

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Mais uma vez palco da Copa Truck, as pistas sul-mato-grossenses dão largada à temporada de 2026 da competição. No próximo domingo, 8 de março, a disputa inicia no autódromo Orlando Moura em Campo Grande (MS).

Ao todo, são cinco construtoras, 14 equipes e 37 pilotos que disputarão o campeonato em 9 etapas, todas em cidades diferentes - o que não acontece desde a criação da categoria em 2017.

Entre os nomes da temporada, Felipe Giaffone, Danilo Dinarani e Raphael Abbate encerraram a temporada passada da Super Truck Pro em primeira, segunda e terceira colocação, respectivamente. Além de Pedro Perdoncini, Djalma Pivetta e Maurício Arias, que estiveram na Super Truck Elite em 2025.

Nesta temporada, os dois melhores colocados da Elite subirão para a Pro, o que também aplica ao grid o "rebaixamento" para os pilotos que ficaram nas duas últimas colocações.

Com isso, Pedro Perdoncini e Arthur Scherer, primeiro e segundo lugar, sobem para disputar ao lado de Felipe Giaffone (R9 Competições), campeão, e Danilo Dinarani (Usual Racing), vice-campeão da última temporada.

Na Super Truck Pro, a classe principal da categoria, Danilo Dinari e Raphael Abbate correm pela tradicional equipe Usual Racing da Iveco e, na última temporada, garantiram o segundo e terceiro lugar. Neste ano, ambos os pilotos seguem na equipe com promessa de disputa acirrada pelo campeonato.

Usual Racing Iveco

Entre as mais tradicionais equipes do grid, a Usual Racing Iveco foi criada em 2019 e desde então participou de mais de 100 corridas com pódios e resultados expressivos ao longo dos anos. O mais recente foi com o piloto Danilo Dirani, que conquistou o vice-campeonato da Categoria Pro em 2025 e também em 2024.

Danilo Dirani usa o número #28 - Foto: Divulgação

O piloto é atualmente um dos principais da Copa Truck e, quando pequeno, o ex-piloto ídolo do automobilismo, Ayrton Senna, o convidou para correr em sua pista de Kart, em Tatuí. Foi então que a paixão pelas corridas entrou em suas veias.

Com mais de 900 troféus e 30 títulos, o piloto é um dos maiores campeões de Kart Profissional. Danilo ainda correu profissionalmente na Fórmula 3 Sul-americana em 18 corridas disputadas, apenas não ganhou 4, acumulando: 14 vitórias, 14 pole positions e 18 melhores voltas.

Além dessas, o piloto de 43 anos também disputou a Fórmula 3 Inglesa, Fórmula Atlantic nos EUA e testou na GP2 e World Series. Com um pézinho na Fórmula 1, Danilo também integrou o programa de desenvolvimento de jovens pilotos da British American Racing (BAR) Honda, atual equipe Mercedes, da F1.

O outro nome que se destacou na temporada passada e integra a Usual Racing, equipe da vice-campeã de construtoras, a Iveco, é Raphael Abbate. Com mais de 26 anos de história no automobilismo, o piloto também carrega o número 26.

Raphael Abbate começou sua história com a Usual Racing em 2022, quando começou a pilotar na categoria de caminhões, e retorna à equipe neste ano, após ficar 3 anos na ASG Motorsport por três temporadas.

Para encerrar, o time de pilotos da Usual Racing, Djalma Pivetta, chefe e piloto da equipe, disputa a Super Truck Elite.

Djalma Pivetta é chefe e piloto da Usual Racing - Foto: Divulgação

Iniciando a carreira em 2015, o piloto entrou para o automobilismo com 44 anos, no Kart, diferente da maioria dos pilotos que iniciam no esporte desde pequenos, e logo depois integrou a Copa Truck, criando a própria equipe, com a marca "Usual", que já empreendia.

Em 2026, Djalma Pivetta vem para buscar o título da Super Truck Elite e subir para a classe Pro.

Copa Truck

Criada há 9 anos, a Copa Truck é a categoria de automobilismo de caminhões e consiste em duas categorias que correm juntas, a Pro, classe principal, e a Elite, que são pilotos com menos experiências na modalidade da corrida.

Porém, não há diferenciação de equipamentos de uma para a outra, ambas as categorias possuem os mesmos caminhões.

Apesar de os treinos acontecerem separados, a corrida é realizada com todos os pilotos ao mesmo tempo. O único momento em que são separados durante a corrida é na largada, em que os pelotões são separados por 200 metros de distância, mas todos largam em velocidade constante de 80 km/h.

Cada etapa da Copa Truck é formada por duas corridas, e ao final da corrida 1, os oito primeiros pilotos que chegaram primeiro das duas categorias fazem a inversão do grid. Ou seja, os pilotos que chegaram em primeiro largam em oitavo na corrida 2, de ambas as categorias, e os últimos largam das primeiras posições.

Neste ano, serão nove etapas em cidades diferentes, passando por oito estados, além do Distrito Federal. A Copa Truck vai de março a novembro, e conta com uma pausa em junho e julho, além do mês de outubro, que também não há corridas.

Nesta temporada, a categoria irá pela primeira vez para Cuiabá, além de retornar à Goiânia, após uma temporada.

Confira as datas das etapas e estados:

> 1ª etapa 8 de março - Campo Grande-MS,

> 2ª etapa 12 de abril - Santa Cruz do Sul-RS;

> 3ª etapa 03 de maio - Cascavel-PR;

> 4ª etapa 31 de maio - Interlagos-SP;

> 5ª etapa 02 de agosto - Cuiabá-MT;

> 6ª etapa 23 de agosto - Goiânia-GO;

> 7ª etapa 20 de setembro - Curvelo-MG;

> 8ª etapa 01 de novembro - Chapecó-SC;

> 9ª etapa 29 de novembro - Brasília-DF.

*Saiba

Nas temporadas de 2024 e 2025, Danilo Dirani, da Usual Racing, terminou o ano como principal adversário de Felipe Giaffone, atual tricampeão pela R9 Competições, devido ao vice-campeonato nos dois anos seguidos e promete reviver o duelo dentro das pistas para ver quem levará o título.

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Suspenso

Zagueiro do Bragantino pega gancho de 12 jogos após fala machista contra árbitra de MS

Gustavo Marques atacou Daiane Muniz após a eliminação do clube nas quartas de final do Campeonato Paulista

05/03/2026 13h45

Gustavo Marques partiu para cima da árbitra após o fim da partida

Gustavo Marques partiu para cima da árbitra após o fim da partida Foto: Divulgação

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O zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, foi suspenso por 12 partidas pelo Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) por declarações machistas contra a árbitra sul-mato-grossense Daiane Muniz. A fala ocorreu após a eliminação do clube interiorano nas quartas de final do Campeonato Paulista no último dia 21. 

A decisão foi tomada em julgamento realizado na tarde de quarta-feira (4). Além da suspensão, válida apenas para competições dentro do estado de São Paulo, o defensor também recebeu multa de R$ 30 mil. A denúncia teve como base  denunciado os artigos 243-G e 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que tratam de atos discriminatórios e ofensas à honra.

O caso

Natural de Três Lagoas, no leste do Estado, a árbitra Daiane Caroline Muniz dos Santos, sofreu ataques machistas do zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino após a derrota por 2 a 1 para o São Paulo, resultado que eliminou a equipe do interior do Campeonato Paulista.

Revoltado com o resultado, o jogador concedeu entrevista em campo após a partida e direcionou críticas agressivas à arbitragem, questionando a capacidade profissional de Daiane com base em seu gênero.

Em tom ofensivo, afirmou que "não acha que ela tem capacidade de apitar um jogo desse tamanho" e sugeriu que partidas decisivas não deveriam ser comandadas por mulheres, declarações que repercutiram negativamente dentro e fora do futebol.

Após a repercussão das falas, o Red Bull Bragantino divulgou nota oficial repudiando as declarações do atleta e pedindo desculpas públicas à árbitra e às mulheres.

Segundo o clube, Gustavo Marques, acompanhado do diretor esportivo Diego Cerri, foi até o vestiário da arbitragem para se desculpar pessoalmente ainda no estádio.

De acordo com a direção do "Massa Bruta", Daiane aceitou o pedido de desculpas, mas alertou o jogador sobre a gravidade das palavras utilizadas e a necessidade de maior responsabilidade, mesmo em momentos de emoção após uma eliminação. O Bragantino informou ainda que estuda a aplicação de punições internas ao atleta.

Depois do ocorrido, o time de Bragança divulgou uma nota oficial. Confira abaixo:

"O Red Bull Bragantino vem a público reforçar o pedido de desculpas a todas as mulheres e, principalmente, à árbitra Daiane Muniz. O clube não compactua e repudia a fala machista do zagueiro Gustavo Marques, dita após a partida. Ainda no estádio, o jogador e o diretor esportivo do clube, Diego Cerri, se dirigiram até o vestiário da arbitragem para pedir desculpas pessoalmente em nome da instituição e reconhecer o erro.

Ambos também atenderam a imprensa no local. Sabemos que o peso de uma eliminação é frustrante, mas nada justifica o que foi dito. Seja no futebol ou em qualquer meio da sociedade. O clube vai estudar nos próximos dias a punição que será aplicada ao atleta."

Carreira

Gustavo Marques partiu para cima da árbitra após o fim da partida Árbitra Daiane Muniz nasceu em Três Lagoas, interior de MS / Foto: Marcelo Zambrana 

O episódio contrasta com a trajetória da árbitra de 38 anos, que construiu carreira marcada por pioneirismo. Em 2020, ela se tornou a primeira mulher a atuar como árbitra principal em uma partida do Campeonato Sul-Mato-Grossense masculino.

Posteriormente, transferiu-se para a Federação Paulista e passou a integrar o quadro de árbitros de vídeo (VAR) em competições nacionais.

A árbitra também tem experiência internacional. Atuou como árbitra assistente de vídeo na Copa do Mundo Feminina Sub-20, realizada na Costa Rica, em 2022, e repetiu a função na Copa do Mundo Feminina de 2023, consolidando seu nome entre as profissionais de maior projeção da arbitragem brasileira.

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