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Segurança e regulamentação das apostas esportivas: como as duas andam de mãos dadas

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Esta sinergia é responsável, em parte, pelo contínuo crescimento deste universo. No ano de 2025 foram mais de 25 milhões de brasileiros em contacto com as apostas e jogos de azar, número bastante superior ao ano de 2024 que não chegou aos 23 milhões. Este crescimento contínuo deve-se a uma panóplia de razões, onde a segurança e a regulamentação se destaca. 

Claro que o facto de qualquer pessoa ter hoje acesso a internet ajuda muito. O facto destas casas de apostas saberem cativar o apostador também. Contudo, se não fosse seguro e regulado não existiam tantas casas de apostas e, claro, apostadores. Eles são o motor desta economia que tantos milhões gera. No caso do Brasil, são bilhões. Para ter uma ideia, só no 1º semestre de 2025, os jogos online faturaram R$ 17,4 bilhões, sendo que parte vai para os cofres do governo por causa de impostos. 

Antes de ficar a conhecer mais sobre tributação, vai perceber melhor a questão da legalização. Hoje em dia é fácil encontrar um cassino legalizado no brasil, mas nem sempre foi assim. Existiram leis que mudaram ao longo do tempo e é para elas que vai olhar de seguida. Depois, entre outras coisas, ficará a perceber o quão importante é que use sempre um cassino legalizado no brasil. 

Quando o “far west digital” dá lugar à lei

Durante anos, as apostas esportivas no Brasil cresceram num terreno cinzento. Clubes de futebol estampavam marcas estrangeiras nas camisolas, influenciadores promoviam bônus agressivos nas redes sociais e milhões de brasileiros apostavam sem saber exatamente quem estava por trás da plataforma ou para onde o dinheiro estava a ir. Era um verdadeiro “far west digital”: muito crescimento, pouca regra e quase nenhuma proteção real para quem apostava.

Essa realidade começou a mudar de forma decisiva a partir de 2023, quando o país deixou de tratar as bets como um fenómeno tolerado e passou a enquadrá-las dentro da lei. A regulamentação não só mudou o jogo para as empresas, como alterou profundamente a tua relação com as apostas. Hoje, segurança e regulamentação caminham juntas e são uma das principais razões para o crescimento contínuo do setor, que em 2025 somou mais de 25 milhões de brasileiros em contacto com apostas e jogos de azar, contra menos de 23 milhões no ano anterior.

A virada legal que transformou apostas de risco em mercado regulado

Até pouco tempo atrás, apostar no Brasil era um exercício de confiança. Não existia uma lei específica que definisse quem podia operar, como deveria pagar impostos ou que responsabilidades tinha perante o apostador. As plataformas funcionavam no exterior, usavam meios de pagamento locais e exploravam uma brecha legal que permitia atuar sem licença brasileira.

A Lei 14.790/2023 mudou esse cenário ao enquadrar as apostas de quota fixa como uma modalidade lotérica regulada pelo Estado. Na prática, isso preencheu uma lacuna histórica. O governo passou a saber quem pode operar, quanto fatura e quais regras precisa cumprir para proteger o jogador.

 

Se antes você apostava praticamente à base da confiança e do “não vai dar nada”, agora o jogo mudou. O Estado passou a exigir licença federal, regras claras de tributação e mecanismos de controlo que tornam as casas de apostas responsáveis pelos seus atos. Essa virada não aconteceu por acaso: só no 1º semestre de 2025, os jogos online faturaram R$ 17,4 bilhões, parte dos quais já entra nos cofres públicos via impostos.

O que a nova lei exige das casas de apostas que querem operar no Brasil

Para atuar legalmente hoje, não basta traduzir o site para português ou aceitar Pix. As casas de apostas precisam de autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), órgão ligado ao Ministério da Fazenda. Esse processo envolve requisitos rigorosos, como capital mínimo, sede fiscal definida e um plano de integridade que detalhe como a empresa combate fraudes, lavagem de dinheiro e manipulação de resultados.

Além disso, as plataformas devem operar sistemas de monitorização contínua das apostas, reportar movimentações suspeitas e cooperar com autoridades quando necessário. A regulamentação deixou claro que não existe mais espaço para operações improvisadas.

As penalizações também ficaram pesadas. A lei prevê multas de até R$ 2 bilhões não apenas para operadores ilegais, mas também para bancos e meios de pagamento que sustentem plataformas não autorizadas. Isso explica a ofensiva recente do governo: entre outubro e fevereiro, foram solicitados à Anatel o bloqueio de 11.555 sites de apostas ilegais, um sinal claro de que a tolerância acabou.

Como a legalização muda a sua segurança: dados, identidade e dinheiro sob novas regras

Uma das maiores mudanças para quem aposta está no registo obrigatório do jogador. Em ambientes autorizados, você precisa confirmar a sua identidade, o que impede o acesso de menores de 18 anos e reduz práticas como contas múltiplas ou uso de dados falsos. Tudo isso acontece sob supervisão direta da SPA e em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados.

A legislação também estabelece direitos claros. As casas são obrigadas a apresentar informações transparentes sobre probabilidades, riscos e regras de cada aposta. Ferramentas de jogo responsável, como limites de depósito, pausas e autoexclusão, deixam de ser opcionais e passam a ser exigidas por lei.

Na prática, isso muda o teu dia a dia. Hoje, quando você entra numa casa licenciada, a plataforma deve mostrar limites, odds, termos de bónus e caminhos claros de atendimento. Se nada disso aparece, é um sinal de alerta. A legalização transformou a experiência de apostar num ambiente mais previsível e, sobretudo, auditável.

Do bloqueio de sites ilegais à pressão sobre bancos: o cerco às bets clandestinas

A regulamentação não se limita ao papel. Existe uma ação coordenada entre a SPA, a Anatel e o Banco Central para cortar o oxigénio financeiro e tecnológico das bets ilegais. Isso inclui bloqueio de domínios, suspensão de URLs espelho e interrupção de fluxos de pagamento via Pix, cartões ou intermediários digitais.

Os números mostram a dimensão do cerco. No primeiro semestre do mercado regulado, a Anatel bloqueou cerca de 15 mil sites ilegais, enquanto a SPA notificou 33 instituições financeiras por manterem relações com plataformas não autorizadas. O recado é simples: operar fora da lei deixou de ser um risco aceitável.

Para você, isso explica situações cada vez mais comuns. Se um site some de um dia para o outro, se o Pix deixa de cair ou se a URL passa a dar erro, muitas vezes é porque entrou na mira desse novo sistema de fiscalização. Apostar em plataformas licenciadas deixou de ser apenas uma questão ética e passou a ser uma questão prática.

Autoexclusão nacional e saúde mental: quando a proteção vai além do dinheiro

A regulamentação também avançou para um tema sensível: o impacto das apostas na saúde mental. Em 2025, os ministérios da Saúde e da Fazenda acordaram a criação do Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas, focado em monitorar a ludopatia e orientar políticas públicas.

Um dos pilares dessa iniciativa é a plataforma nacional de autoexclusão. Através de login via Gov.br, você pode bloquear o acesso a todos os sites autorizados, impedir novos cadastros com o teu CPF e até interromper o recebimento de publicidade do setor. É uma ferramenta inédita no país e que coloca o controlo diretamente nas mãos do jogador.

A plataforma entrou no ar em 10 de dezembro de 2025 e já integra a chamada “linha de cuidado” do SUS, com R$ 12 milhões investidos em pesquisas sobre saúde mental e jogos de apostas. É um passo importante para tratar o jogo não apenas como entretenimento, mas também como uma questão de saúde pública.

Publicidade sob lupa: por que os ídolos estão a desaparecer das campanhas

Outro efeito visível da regulamentação está na publicidade. Durante o boom inicial das bets, era comum ver atletas, artistas e influenciadores a promover apostas de forma agressiva. Esse modelo começou a ruir com o avanço da legislação.

Um projeto aprovado no Senado passou a restringir o uso de figuras públicas em campanhas de apostas, especialmente quando há risco de atingir jovens ou grupos vulneráveis. O foco deixou de ser “quem anuncia” e passou a ser “como e para quem se anuncia”.

Hoje, as casas licenciadas precisam incluir alertas de risco, evitar linguagem apelativa e não podem direcionar publicidade a menores. A SPA também ganhou poder para fiscalizar influenciadores que abusam de propaganda irregular. Se você se habituou a ver o seu craque preferido convidar para “apostar agora”, a tendência é que esse tipo de campanha desapareça ou mude de tom nos próximos meses.

O que ainda não está resolvido e por que a tua escolha continua a importar
Apesar dos avanços, a regulamentação não resolveu tudo. Ainda estão em debate temas como a legalização de cassinos físicos, o aperfeiçoamento dos mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro e a criação de um cadastro nacional único que reúna apostadores proibidos, árbitros e técnicos.

A Agenda Regulatória 2025-2026 da SPA prevê justamente esse sistema integrado, que deverá consolidar dados de autoexclusão, decisões judiciais e conflitos de interesse. O desenho final ainda passará por consulta pública, o que mostra que o mercado continua em construção.

A legalização não é o fim da história, é o início. A forma como você escolhe onde apostar — em sites regulados, com ferramentas de proteção e transparência — vai definir se esse novo mercado será um avanço real em segurança ou apenas uma mudança de fachada.

Checklist rápido: como identificar em segundos se você está num ambiente seguro

Antes de apostar, vale a pena fazer uma verificação rápida:

  • O site menciona autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas?
  • Possui domínio brasileiro e CNPJ identificável?
  • Oferece limites de depósito e opção de autoexclusão?
  • Explica claramente impostos, odds e termos de bónus?
  • Apresenta canais de suporte com prazos de resposta?

Num mercado que deixou de ser terra de ninguém, segurança e regulamentação não são detalhes técnicos. São o que separa uma aposta consciente de um risco desnecessário.

SEM TORCIDA

Ministério Público quer suspender jogos com público em estádio do interior de MS

Órgão constatou que o Laudo de Engenharia, Acessibilidade e Conforto estava incompleto, sem conclusão sobre questões essenciais para a proteção dos torcedores

14/01/2026 17h07

Estádio Arthur Marinho, em Corumbá

Estádio Arthur Marinho, em Corumbá Divulgação: MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) identificou pendências em laudos de segurança, acessibilidade e conforto do público no estádio Arthur Marinho, localizado em Corumbá. Por meio da 5ª Promotoria de Justiça do município, o órgão instaurou procedimento administrativo para  fiscalizar as condições do local, que deve sediar jogos do Corumbaense durante o Campeonato Sul-Mato-Grossense de Futebol Profissional.

Após análise dos documentos apresentados pela Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), que incluíam laudos técnicos e contratos relacionados à segurança do estádio, o MPMS constatou que o Laudo de Engenharia, Acessibilidade e Conforto estava incompleto, sem conclusão sobre questões essenciais para a proteção dos torcedores.

Diante disso, o Promotor de Justiça Pedro de Oliveira Magalhães recomendou que não sejam autorizados jogos com público até que todas as pendências sejam sanadas.

Entre as exigências estão laudos de segurança, prevenção e combate a incêndio, acessibilidade, conforto e condições sanitárias e de higiene. 
Além da recomendação à Federação de Futebol, o MPMS determinou a publicação de edital e comunicação aos órgãos competentes, reforçando a necessidade de cumprimento das normas antes da liberação do estádio.

O órgão também alertou para a responsabilidade solidária dos organizadores em caso de falhas que possam causar prejuízo aos espectadores.

Início do campeonato

Com expectativa de grande público, a equipe do Corumbaense estreia no dia 24 de janeiro, no estádio Arthur Marinho, contra o Operário, atual campeão estadual, às 18h (horário local). 

O primeiro jogo da competição, porém, acontece no próximo domingo (18), entre as duas equipes que estão sob o comando de Sociedade Anônima de Futebol: o Operário, atual campeão, e o Pantanal, primeira SAF do estado. O jogo antecipado é válido pela 7ª rodada da competição, pois os dois clubes pediram por conta da Copa do Brasil.

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'Dança das cadeiras' de técnicos também acontece na Europa: o que explica isso?

Os primeiros dias de 2026 trouxeram reformulações a alguns dos maiores clubes da Europa

14/01/2026 13h25

Alvaro Arbeloa

Alvaro Arbeloa Foto: Divulgação

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A demissão de Xabi Alonso do Real Madrid ampliou a lista de clubes europeus que realizaram trocas de comando técnico no futebol europeu ao longo da temporada 2025/2026, que ainda está na metade. Nas cinco principais ligas do Velho Continente - Inglaterra, Espanha, Itália, França e Alemanha -, foram 24 mudanças.

O número ainda está longe dos que são praticados no Brasil, como mostram as 22 demissões somadas no Brasileirão ao longo de 2025, mas as decisões recentes indicam que a mentalidade europeia, hoje, não é tão diferente da brasileira.

A "Dança das Cadeiras" está em alta por lá, e os motivos são muito parecidos aos vividos pelos clubes brasileiros, do treinador que "perde o vestiário" a resultados pontuais que trazem alguma dose de humilhação, como derrotas em clássicos.

Os primeiros dias de 2026 trouxeram reformulações a alguns dos maiores clubes da Europa. No primeiro dia do ano, o Chelsea anunciou a demissão de Enzo Maresca, após 18 meses de um trabalho que teve como ponto alto a conquista do Mundial de Clubes, e tirou Lian Rosenior do Strasbourg, da França.

Pouco depois, foi a vez de o Manchester United dar fim à passagem de Rúben Amorim, treinador que se tornou sensação pelo trabalho realizado no Sporting. O ex-volante Michael Carrick foi o escolhido para assumir o cargo.

A mais recente troca foi no Real Madrid, agora com Álvaro Arbeloa promovido ao cargo de treinador do time principal após experiência no Real Castilla. Xabi Alonso não conseguiu domar as estrelas madrilenhas e chegou até a ser xingado por Vinícius Júnior durante uma substituição.

Ele teve apenas sete meses de trabalho e, durante boa parte desse período, precisou lidar com pressão interna e externa. A responsabilidade era grande, pois substituía Carlo Ancelotti, que encerrou trajetória de quatro anos pelo clube merengue para assumir a seleção brasileira.

Xabi está entre os 10 treinadores que tiveram menos tempo de comando no Real Madrid ao longo do século 21, em oitavo lugar, logo acima do brasileiro Vanderlei Luxemburgo (1 ano) e do chileno Manuel Pellegrini (11 meses). A passagem mais curta de um treinador pelo clube foi de Julen Lopetegui, em raro trabalho de apenas 11 semanas, encerrado após uma goleada por 5 a 1 para o Barcelona.

A Premier League, constantemente apontada como o modelo ideal de liga, é a competição que mais registrou trocas de comando. Além de Manchester United e Chelsea, também realizaram mudanças o Wolverhamtpon, o West Ham e o Nottingham Forest - este último duas vezes. Ange Postecoglou, que substituiu Nuno Espírito Santo no Forest, ficou apenas 39 dias no comando da equipe, demitido duas semanas depois após ser campeão da Liga Europa.

Depois, vem a Espanha e a Alemanha, com cinco trocas de comando técnico. Os campeonatos Italiano e Francês tiveram quatro mudanças de treinador cada.

VEJA OS TIMES DA EUROPA QUE DEMITIRAM OU PERDERAM TÉCNICOS EM 2025/2026:

Campeonato Alemão: Erik ten Hag (Bayer Leverkusen),Gerardo Seoane (Borussia Mönchengladbach), Paul Simonis (Wolfsburg), Sandro Wagner (Augsburg) e Bo Henriksen (Mainz 05).

Campeonato Espanhol: Xabi Alonso (Real Madrid), Sérgio Francisco (Real Sociedad), Luis Carríon (Real Oviedo), Julián Calero (Levante) e Veljko Paunovic (Real Oviedo).

Campeonato Francês: Liam Rosenior (Strasbourg), Franck Haise (RC Lens), Luís Castro (Nantes) e Adi Hütter (Monaco).

Campeonato Inglês: Rúben Amorim (Manchetser United), Enzo Maresca (Chelsea), Vítor Pereira (Wolverhampton), Nuno Espírito Santo (Nottingham Forest), Ange Postecoglou (Nottingham Forest) e Graham Potter (West Ham).

Campeonato Italiano: Ivan Juric (Atalanta), Stefano Pioli (Fiorentina), Patrick Vieira (Genoa) e Igor Tudor (Juventus).

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