Esportes

TÍTULO CONTINENTAL

Titular ontem, campo-grandense está na final da Libertadores

Matheus Martins, de 21 anos, esteve entre os onze iniciais no jogo de volta da semifinal, contra o Peñarol (URU), e teve envolvimento direto na classificação do clube carioca nas quartas

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O Botafogo está na final da Libertadores pela primeira vez em sua história e contou com participação sul-mato-grossense para esse feito inédito para o clube carioca. Natural de Campo Grande, o jovem Matheus Martins, de 21 anos, foi titular nesta quarta-feira (30), contra o Peñarol (URU).

Após vencer a partida de ida por 5x0 e dominar totalmente as ações do time uruguaio, o técnico português Arthur Jorge decidiu mandar a campo no jogo de volta um time misto, com poucos titulares. Nessa decisão, Matheus Martins foi escolhido para ocupar a titularidade na ponta-esquerda neste jogo.

No primeiro tempo, o sul-mato-grossense não teve muitas oportunidades, até pela pressão imposta pelo Peñarol. Nos acréscimos da etapa inicial, Matheus tomou um amarelo, o que o fez ser substituído por Thiago Almado, no intervalo do jogo. No Sofascore, aplicativo especialista em estatísticas e resultados esportivos, ele ficou com nota 6.5, com poucas ações.

No final do jogo, o argentino que entrou no lugar do campo-grandense fez o gol do afago e colocou o Botafogo na final da competição continental pela primeira vez em sua história. E pela quarta vez nas últimas cinco decisões da Libertadores, ela será entre clubes brasileiros, já que o Atlético-MG segurou o ímpeto do River Plate na última terça-feira (29) e também se classificou.

Como não há jogador sul-mato-grossense do lado mineiro, Matheus Martins é o único representante do estado que ainda resta no torneio. Ainda, uma frase criada por ele na sua apresentação no Botafogo, em agosto deste ano, foi adotada como lema pelos torcedores e outros jogadores do elenco alvinegro.

A expressão “É tempo de Botafogo” foi publicada pelo jogador pela primeira vez em uma publicação no Instagram, quando foi expressar sua felicidade ao chegar no clube. “Muito feliz de estar vestindo essa camisa! Só agradecer a todos pela confiança! Não vejo a hora de estar em campo! Vamos Glorioso. E só o começo… É tempo de Botafogo!”, disse Matheus no post.

Desde então, os adeptos do alvinegro carioca têm usado para descrever sua ansiedade ou felicidade com a atual fase do Botafogo. Páginas oficiais e influenciadores relacionados ao futebol também usaram a expressão para congratular o clube carioca pela classificação.

 

 

 

 

Além da disputa pelo título continental, Matheus também pode ser campeão brasileiro, já que o Botafogo está na liderança do Brasileirão, com 64 pontos, três a mais que o vice Palmeiras. Na competição nacional, o campo-grandense teve uma grande participação no clássico contra o Flamengo, quando marcou dois gols na goleada por 4x1, válido pela 23ª rodada.

Pênalti decisivo

No dia 25 de setembro, o Botafogo eliminou o São Paulo, em pleno Morumbis, e a classificação às semifinais saiu do pé de Matheus Martins

Após empate sem gols no jogo de ida no Rio de Janeiro, o clube carioca foi para São Paulo com a difícil missão de eliminar o tricolor paulista. Logo aos 15 minutos da primeira etapa, o argentino Almada abriu o placar para a estrela solitária, depois de ótima jogada coletiva do elenco alvinegro.

Com a vantagem no jogo e no placar agregado, o Botafogo começou a se desprender mais da bola no segundo tempo, ainda mais com a pressão tricolor. Aos 25 minutos da etapa final, Matheus Martins vem à campo no lugar de Luiz Henrique, exausto por cansaço. Porém, o São Paulo continuou em cima até conquistar seu gol de empate, aos 42 minutos, em cabeçada linda de Calleri, sem chances de defesa para John.

No final do jogo, o tempo foi parado constantemente por brigas do lado de fora do campo, envolvendo os reservas das respectivas equipes. Nesta ocasião, o juiz distribuiu cartões, inclusive vermelhos, um para o goleiro paraguaio Gatito Fernández e outro para o lateral são-paulino Rafinha, mas pouca emoção em campo e a disputa foi para os pênaltis.

Nos pênaltis, o São Paulo foi pior e perdeu duas (com Calleri e Rodrigo Nestor) de seis cobranças. Enquanto isso, o Botafogo foi mais eficiente e, em cobrança de Matheus Martins no canto superior direito, a vaga na semifinal foi para o clube carioca em pleno território paulista. Na história da competição, a estrela solitária chegou nesta mesma fase em 1973, quando os grupos ainda eram compostos por três equipes cada.

Ao canal esportivo ESPN, Matheus Martins exaltou a postura do elenco diante do duro confronto e já projetou o futuro da equipe nos próximos meses. “Muito feliz pela classificação, sabíamos que seria um jogo muito difícil. O Artur Jorge pediu para a gente ter confiança na batida, a gente treinou também, estávamos preparados para esse momento se precisasse. O último pênalti caiu no meu pé, graças a Deus fui feliz e fiz o gol que decretou a nossa classificação. Nosso time mereceu muito. Agora é continuar, porque temos grandes coisas ainda no ano”.

Trajetória profissional

Matheus subiu para o profissional da equipe carioca antes de completar a maioridade, com apenas 17 anos. Durante seu tempo no elenco profissional do tricolor, ele atuou em 51 partidas, fez 6 gols e deu 5 assistências. Em janeiro de 2023, ele foi vendido à Udinese, pela bagatela de R$ 46,8 milhões. Porém, um dias depois de chegar ao clube italiano, o atacante foi emprestado ao Watford, da Inglaterra.

No clube inglês, ele ficou um ano e meio, sendo responsável por 6 gols e 3 assistências em 48 partidas. Após o fim do período de empréstimo, a negociação entre Botafogo e Udinese para transferência em definitivo chegou ao fim, com final feliz para a equipe carioca. 

No dia 1º de agosto, o time do empresário norte-americano John Textor pagou 10 milhões de euros (R$ 60 milhões na cotação da época) ao Udinese, da Itália. Agora, Matheus pode terminar o ano como campeão brasileiro e campeão da Libertadores.

Enquanto vivia bom momento no Watford, Matheus apareceu em convocações da seleção brasileira sub-20, do qual chegou a atuar pela Copa do Mundo de 2023 da categoria, que não teve final feliz para o Brasil, sendo eliminado nas quartas de final para Israel, por 3x2. Na seleção, ele tem seis gols em 10 partidas.

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AUTOMOBILISMO

Copa Truck tem primeira etapa em Campo Grande

Próximo domingo (08) será marcado por disputa de corrida de caminhões na pista do autódromo Orlando Moura

06/03/2026 12h00

Divu

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Mais uma vez palco da Copa Truck, as pistas sul-mato-grossenses dão largada à temporada de 2026 da competição. No próximo domingo, 8 de março, a disputa inicia no autódromo Orlando Moura em Campo Grande (MS).

Ao todo, são cinco construtoras, 14 equipes e 37 pilotos que disputarão o campeonato em 9 etapas, todas em cidades diferentes - o que não acontece desde a criação da categoria em 2017.

Entre os nomes da temporada, Felipe Giaffone, Danilo Dinarani e Raphael Abbate encerraram a temporada passada da Super Truck Pro em primeira, segunda e terceira colocação, respectivamente. Além de Pedro Perdoncini, Djalma Pivetta e Maurício Arias, que estiveram na Super Truck Elite em 2025.

Nesta temporada, os dois melhores colocados da Elite subirão para a Pro, o que também aplica ao grid o "rebaixamento" para os pilotos que ficaram nas duas últimas colocações.

Com isso, Pedro Perdoncini e Arthur Scherer, primeiro e segundo lugar, sobem para disputar ao lado de Felipe Giaffone (R9 Competições), campeão, e Danilo Dinarani (Usual Racing), vice-campeão da última temporada.

Na Super Truck Pro, a classe principal da categoria, Danilo Dinari e Raphael Abbate correm pela tradicional equipe Usual Racing da Iveco e, na última temporada, garantiram o segundo e terceiro lugar. Neste ano, ambos os pilotos seguem na equipe com promessa de disputa acirrada pelo campeonato.

Usual Racing Iveco

Entre as mais tradicionais equipes do grid, a Usual Racing Iveco foi criada em 2019 e desde então participou de mais de 100 corridas com pódios e resultados expressivos ao longo dos anos. O mais recente foi com o piloto Danilo Dirani, que conquistou o vice-campeonato da Categoria Pro em 2025 e também em 2024.

Danilo Dirani usa o número #28 - Foto: Divulgação

O piloto é atualmente um dos principais da Copa Truck e, quando pequeno, o ex-piloto ídolo do automobilismo, Ayrton Senna, o convidou para correr em sua pista de Kart, em Tatuí. Foi então que a paixão pelas corridas entrou em suas veias.

Com mais de 900 troféus e 30 títulos, o piloto é um dos maiores campeões de Kart Profissional. Danilo ainda correu profissionalmente na Fórmula 3 Sul-americana em 18 corridas disputadas, apenas não ganhou 4, acumulando: 14 vitórias, 14 pole positions e 18 melhores voltas.

Além dessas, o piloto de 43 anos também disputou a Fórmula 3 Inglesa, Fórmula Atlantic nos EUA e testou na GP2 e World Series. Com um pézinho na Fórmula 1, Danilo também integrou o programa de desenvolvimento de jovens pilotos da British American Racing (BAR) Honda, atual equipe Mercedes, da F1.

O outro nome que se destacou na temporada passada e integra a Usual Racing, equipe da vice-campeã de construtoras, a Iveco, é Raphael Abbate. Com mais de 26 anos de história no automobilismo, o piloto também carrega o número 26.

Raphael Abbate começou sua história com a Usual Racing em 2022, quando começou a pilotar na categoria de caminhões, e retorna à equipe neste ano, após ficar 3 anos na ASG Motorsport por três temporadas.

Para encerrar, o time de pilotos da Usual Racing, Djalma Pivetta, chefe e piloto da equipe, disputa a Super Truck Elite.

Djalma Pivetta é chefe e piloto da Usual Racing - Foto: Divulgação

Iniciando a carreira em 2015, o piloto entrou para o automobilismo com 44 anos, no Kart, diferente da maioria dos pilotos que iniciam no esporte desde pequenos, e logo depois integrou a Copa Truck, criando a própria equipe, com a marca "Usual", que já empreendia.

Em 2026, Djalma Pivetta vem para buscar o título da Super Truck Elite e subir para a classe Pro.

Copa Truck

Criada há 9 anos, a Copa Truck é a categoria de automobilismo de caminhões e consiste em duas categorias que correm juntas, a Pro, classe principal, e a Elite, que são pilotos com menos experiências na modalidade da corrida.

Porém, não há diferenciação de equipamentos de uma para a outra, ambas as categorias possuem os mesmos caminhões.

Apesar de os treinos acontecerem separados, a corrida é realizada com todos os pilotos ao mesmo tempo. O único momento em que são separados durante a corrida é na largada, em que os pelotões são separados por 200 metros de distância, mas todos largam em velocidade constante de 80 km/h.

Cada etapa da Copa Truck é formada por duas corridas, e ao final da corrida 1, os oito primeiros pilotos que chegaram primeiro das duas categorias fazem a inversão do grid. Ou seja, os pilotos que chegaram em primeiro largam em oitavo na corrida 2, de ambas as categorias, e os últimos largam das primeiras posições.

Neste ano, serão nove etapas em cidades diferentes, passando por oito estados, além do Distrito Federal. A Copa Truck vai de março a novembro, e conta com uma pausa em junho e julho, além do mês de outubro, que também não há corridas.

Nesta temporada, a categoria irá pela primeira vez para Cuiabá, além de retornar à Goiânia, após uma temporada.

Confira as datas das etapas e estados:

> 1ª etapa 8 de março - Campo Grande-MS,

> 2ª etapa 12 de abril - Santa Cruz do Sul-RS;

> 3ª etapa 03 de maio - Cascavel-PR;

> 4ª etapa 31 de maio - Interlagos-SP;

> 5ª etapa 02 de agosto - Cuiabá-MT;

> 6ª etapa 23 de agosto - Goiânia-GO;

> 7ª etapa 20 de setembro - Curvelo-MG;

> 8ª etapa 01 de novembro - Chapecó-SC;

> 9ª etapa 29 de novembro - Brasília-DF.

*Saiba

Nas temporadas de 2024 e 2025, Danilo Dirani, da Usual Racing, terminou o ano como principal adversário de Felipe Giaffone, atual tricampeão pela R9 Competições, devido ao vice-campeonato nos dois anos seguidos e promete reviver o duelo dentro das pistas para ver quem levará o título.

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Suspenso

Zagueiro do Bragantino pega gancho de 12 jogos após fala machista contra árbitra de MS

Gustavo Marques atacou Daiane Muniz após a eliminação do clube nas quartas de final do Campeonato Paulista

05/03/2026 13h45

Gustavo Marques partiu para cima da árbitra após o fim da partida

Gustavo Marques partiu para cima da árbitra após o fim da partida Foto: Divulgação

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O zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, foi suspenso por 12 partidas pelo Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) por declarações machistas contra a árbitra sul-mato-grossense Daiane Muniz. A fala ocorreu após a eliminação do clube interiorano nas quartas de final do Campeonato Paulista no último dia 21. 

A decisão foi tomada em julgamento realizado na tarde de quarta-feira (4). Além da suspensão, válida apenas para competições dentro do estado de São Paulo, o defensor também recebeu multa de R$ 30 mil. A denúncia teve como base  denunciado os artigos 243-G e 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que tratam de atos discriminatórios e ofensas à honra.

O caso

Natural de Três Lagoas, no leste do Estado, a árbitra Daiane Caroline Muniz dos Santos, sofreu ataques machistas do zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino após a derrota por 2 a 1 para o São Paulo, resultado que eliminou a equipe do interior do Campeonato Paulista.

Revoltado com o resultado, o jogador concedeu entrevista em campo após a partida e direcionou críticas agressivas à arbitragem, questionando a capacidade profissional de Daiane com base em seu gênero.

Em tom ofensivo, afirmou que "não acha que ela tem capacidade de apitar um jogo desse tamanho" e sugeriu que partidas decisivas não deveriam ser comandadas por mulheres, declarações que repercutiram negativamente dentro e fora do futebol.

Após a repercussão das falas, o Red Bull Bragantino divulgou nota oficial repudiando as declarações do atleta e pedindo desculpas públicas à árbitra e às mulheres.

Segundo o clube, Gustavo Marques, acompanhado do diretor esportivo Diego Cerri, foi até o vestiário da arbitragem para se desculpar pessoalmente ainda no estádio.

De acordo com a direção do "Massa Bruta", Daiane aceitou o pedido de desculpas, mas alertou o jogador sobre a gravidade das palavras utilizadas e a necessidade de maior responsabilidade, mesmo em momentos de emoção após uma eliminação. O Bragantino informou ainda que estuda a aplicação de punições internas ao atleta.

Depois do ocorrido, o time de Bragança divulgou uma nota oficial. Confira abaixo:

"O Red Bull Bragantino vem a público reforçar o pedido de desculpas a todas as mulheres e, principalmente, à árbitra Daiane Muniz. O clube não compactua e repudia a fala machista do zagueiro Gustavo Marques, dita após a partida. Ainda no estádio, o jogador e o diretor esportivo do clube, Diego Cerri, se dirigiram até o vestiário da arbitragem para pedir desculpas pessoalmente em nome da instituição e reconhecer o erro.

Ambos também atenderam a imprensa no local. Sabemos que o peso de uma eliminação é frustrante, mas nada justifica o que foi dito. Seja no futebol ou em qualquer meio da sociedade. O clube vai estudar nos próximos dias a punição que será aplicada ao atleta."

Carreira

Gustavo Marques partiu para cima da árbitra após o fim da partida Árbitra Daiane Muniz nasceu em Três Lagoas, interior de MS / Foto: Marcelo Zambrana 

O episódio contrasta com a trajetória da árbitra de 38 anos, que construiu carreira marcada por pioneirismo. Em 2020, ela se tornou a primeira mulher a atuar como árbitra principal em uma partida do Campeonato Sul-Mato-Grossense masculino.

Posteriormente, transferiu-se para a Federação Paulista e passou a integrar o quadro de árbitros de vídeo (VAR) em competições nacionais.

A árbitra também tem experiência internacional. Atuou como árbitra assistente de vídeo na Copa do Mundo Feminina Sub-20, realizada na Costa Rica, em 2022, e repetiu a função na Copa do Mundo Feminina de 2023, consolidando seu nome entre as profissionais de maior projeção da arbitragem brasileira.

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