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Torcida e audiência do futebol da bola oval crescem no Brasil; mulheres representam 49%

Ao Ibope cerca de 49% das pessoas que declararam acompanhar a liga eram mulheres

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"Setembro sempre chega e finalmente chegou". A frase dita pelos fãs de NFL nunca 'demorou' tanto para acontecer. Depois de mais de sete meses, a temporada regular do futebol americano começa nesta quinta-feira, dia 7, com o jogo entre Kansas City Chiefs e Detroit Lions. Batendo recordes atrás de recordes a cada ano no Brasil, a liga começa a temporada de 2023 com o objetivo de aproximar ainda mais o brasileiro da NFL (Liga de Futebol Americano).

A temporada de 2022 foi um marco para a liga da bola oval no país pentacampeão do mundo no futebol. Além do crescimento em números de audiência, com mais de 35 milhões de pessoas tendo contato com a NFL, o ano foi o primeiro da história que o esporte teve um evento oficial organizado no Brasil para que os fãs acompanhassem o Super Bowl, que é a final da temporada.

O NFL in Brasa recebeu cerca de cinco mil pessoas no fim de semana do Super Bowl deste ano. A segunda edição já foi confirmada para 2024, no Super Bowl 58, e a meta é dobrar o número de visitantes. Além disso, a Effect Sports, agência que trabalha com a NFL no Brasil - que não tem um representante fixo - disse ao Estadão que o plano é realizar eventos periódicos durante a temporada e a fase de mata-mata, em São Paulo.

O plano da NFL no Brasil, nos últimos anos, era de expandir a base de fãs de futebol americano. Além das transmissões, as redes sociais e influenciadores fortaleceram o esporte no País. De acordo com o Ibope Repucom, 35 milhões de brasileiros acompanham a modalidade. Foi analisado o perfil ativo de mais de 110 milhões de usuários. Os perfis da liga no Brasil somam 2,5 milhões de seguidores; no TikTok, tornou-se o primeiro do cenário internacional da liga, que não inclui os Estados Unidos, a alcançar a marca de 1 milhão de seguidores.

Outro número que salta aos olhos, ainda de acordo com a pesquisa feita pelo IBOPE, é a presença feminina no público da NFL. Em 2022, cerca de 49% das pessoas que declararam acompanhar a liga eram mulheres.

"O pensamento sempre foi aproximar o público brasileiro da NFL. Desde o início, o trabalho foi não só traduzir ou transmitir, mas dar entendimento para as pessoas do que é e de como acontece o jogo da NFL. Aproveitando o trabalho da ESPN, que se consolidou como emissora da liga no País pelo trabalho e investimento que fez, a ideia sempre foi conseguir crescer a cada ano e fidelizar o público. Os números mostram, de uma maneira geral, que isso aconteceu e está acontecendo", explicou Pedro Rego Monteiro, que trabalho ao lado de Marcelo Paiva na agência de marketing Effect Sport, parceira da NFL desde 2015.

"Realmente tem sido impressionante o crescimento do interesse no futebol americano. Estou na ESPN há quase duas décadas, entrando na minha 18ª temporada comentando NFL aqui, e, quando comecei, tinham alguns times de flag football no Rio e em São Paulo. Atualmente já há ligas estruturadas de futebol americano mesmo, com times espalhados por todo o País, muitos perfis nas redes sobre o esporte e a ESPN exibindo às vezes até dez jogos ao vivo numa rodada, como no feriado de Thanksgiving", comentou Paulo Antunes sobre a relação da Liga com o Brasil. "Houve uma expansão incrível, tanto que o Comissário da Liga já até comentou que está de olho na América do Sul. A liga enviou uma equipe para olhar estádios no Brasil e acredito que podemos ser o palco para jogos da temporada futuramente."

Nem sempre foi assim

Os números não mentem e são a prova que mostra que a relação do Brasil com a NFL cresce a cada ano. Contudo, nem sempre foi assim. Quando as transmissões começaram no País, no início da virada do milênio, as barreiras para acompanhar a liga, os jogos e entender tudo o que acontecia eram imensas. Apesar disso, alguns brasileiros se aventuraram em tentar entender o que se passava no campo.

Um deles era Tiago Antonio, de 37, que é torcedor do New England Patriots há mais de 25 anos. Para o brasileiro, o começo foi muito difícil e a evolução da relação do Brasil com a NFL é muito mais do que evidente, é cotidiana.

"Assim, o primeiro contato que tive com futebol americano foi nos anos 90, lá para 1994. Meu pai trabalhava viajando bastante e em uma dessas viagens ele trouxe uma revista sobre futebol americano e uma fita VHS. Eu estava na época de aprender inglês e usava o esporte para ajudar. Um pouco depois, escolhi o Patriots e consegui acompanhar alguma coisa dos jogos na virada para os anos 2000 com a Band transmitindo. Acho que é nítido a evolução do brasileiro na relação com a NFL porque passei algum tempo tendo todas as dificuldades para ver e acompanhar os jogos e hoje até no meu prédio se estou com alguma coisa do time, alguém me para e comenta do jogo, da temporada. É evidente a evolução", explicou.

A cada temporada que passa

A evolução das transmissões, seja na qualidade de imagem ou na quantidade de horas de jogos transmitidos no Brasil, foi responsável pelo aumento da popularidade do futebol americano no País. Para Tiago, a relação do brasileiro com as redes sociais e a forma de acompanhar a NFL também aceleraram o crescimento do número de fãs a cada temporada.

"A forma e a quantidade de jogos que se passa ajudam muito. Além disso, as redes também aproximaram as pessoas do Brasil do esporte. A massificação da NFL faz com que o brasileiro se interesse por esse esporte que é apaixonante. Hoje, com a ESPN conseguindo transmitir a rodada completa do domingo, os jogos noturnos, o que não aconteciam no início do milênio, isso ajuda para que os números e a popularidade sejam aumentem".

Destaques e transmissões

Como é de costume, a temporada da NFL começa com o atual campeão entrando em campo e abrindo o ano. Desta forma, o Kansas City Chiefs vai para campo e recebe o Detroit Lions, às 21h20. A partida terá transmissão da ESPN para o Brasil. Além de transmitir a abertura, o canal por assinatura terá mais 134 jogos até o Super Bowl, que acontece em fevereiro de 2024, com partidas aos domingos, segundas e quintas-feiras.

Na TV aberta, a RedeTV! fará a transmissão de uma partida por semana nas tardes do domingo. O primeiro jogo da temporada de 2023 do canal será entre Indianápolis Colts e Jacksonville Jaguars a partir das 14h.

Confira cinco nomes que vão chamar a atenção até o Super Bowl

1- Patrick Mahomes (Kansas City Chiefs)

Atual campeão do Super Bowl e eleito duas vezes MVP da NFL, Patrick Mahomes é reconhecido como o sucessor de Tom Brady, ex-marido de Gisele Bundchen, como a "Face da Liga". O atleta de 27 anos é o grande líder do Kansas City Chiefs e, em 2020, mudou o panorama para os QuarterBacks assinando o maior contrato da história: dez anos e até US$ 503 milhões (R$ 2,4 bilhões). Além disso, fora das quadras, Mahomes é empresário, assim como LeBron James, astro do basquete, e Serena Williams, ícone do tênis. O jogador é dono minoritário de duas das ligas americanas: Kansas City Royals (MLB) e Sporting Kansas City (MLS).

2- Justin Jefferson (Minnesota Vikings)

Em seu terceiro ano na NFL, Justin Jefferson já desfruta do status de estrela. O recebedor de 24 anos é conhecido por ser um dos atletas mais imparáveis, inclusive conquistando o prêmio de "Jogador Ofensivo do Ano" na última temporada. Também demonstrando sua alegria em campo, "JJettas" é um dos grandes pivôs na popularização do passo de dança "Griddy", que invadiu clipes e games no último ano, utilizando o movimento para comemorar seus TouchDowns. Atualmente, Jefferson é um dos principais atletas da Under Armour em atividade, ao lado de Stephen Curry e Joel Embiid, ambos da NBA.

3- Odell Beckham Jr (Baltimore Ravens)

Retornando de um ano parado após se lesionar no Super Bowl de 2021, no qual foi campeão, Odell Beckham Junior é de longe o atleta mais influente nas redes sociais da NFL. Com mais de 17M de seguidores, mais do que o dobro do segundo colocado na lista, "OBJ" é visto como uma superestrela da Liga por se diferenciar com seus penteados que viram tendência e por seu estilo, que o credenciaram a participar do Met Gala em 2022, evento no qual já havia participado em 2019.

4- Micah Parsons (Dallas Cowboys)

Jovem estrela do "America’s Team", Micah Parsons é o grande destaque entre os jogadores de defesa da Liga. Em seu segundo ano como profissional, o atleta do Dallas Cowboys, equipe com a maior fanbase da NFL, já é o favorito nas casas de apostas para conquistar o prêmio de "Jogador de Defesa do Ano". Desfrutando de seu talento e da fama de atuar no time mais popular da modalidade, Parsons foi o segundo jogador que mais vendeu camisas na temporada 2022/23 e é único atleta de defesa que integra o Top 10.

5- Josh Allen (Buffalo Bills)

Dono da camisa mais vendida da NFL na temporada 2022/23, espera-se muito de Josh Allen. O atleta é conhecido por ser um dos Quarterbacks mais imparáveis do futebol americano, ameaçando defesas, lançando a bola e correndo muito. Líder do Buffalo Bills, Allen é a principal estrela para uma das torcidas mais fanáticas do futebol americano e a cara de uma nova era para o time do estado de Nova York, tendo levado a franquia a três títulos consecutivos da AFC East, os únicos conquistados neste século. Fora do campo, Josh Allen terá sua imagem estampada ao redor do mundo por ser a capa do game "Madden 24", o principal jogo de futebol americano disponível em todas as plataformas.
 

BRASILEIRÃO

Corinthians briga por G-5 do Brasileiro com o Cruzeiro antes de decisão na Libertadores

Partida acontece na Neo Química Arena neste domingo, às 18h30 (horário de MS)

16/08/2026 08h00

Goleiro do Corinthians, Hugo Souza

Goleiro do Corinthians, Hugo Souza Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

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O Corinthians tem se saído bem dentro de campo, mesmo com o turbilhão político nos bastidores, e terá a chance de entrar no G-5 do Brasileirão, se vencer o Cruzeiro na Neo Química Arena, às 19h30 deste domingo. A atenção, contudo, está dividida com a disputa das oitavas da Libertadores, com o Rosario Central, cuja rodada de volta está marcada para as 21h30 de quinta-feira, após empate sem gols na Argentina.

O resultado do meio da semana foi importante para que o crescimento da crise vivida no Parque São Jorge fosse contida. Ainda há, entretanto, muita insatisfação da torcida quanto à decisão tomada pelo presidente Osmar Stábile de não renovar o contrato do atacante holandês Memphis Depay.

É possível que ocorram manifestações sobre o caso nas arquibancadas, pois será o primeiro jogo em casa após o desfecho da negociação. Até mesmo a casa de Stábile foi alvo de protestos "Fora ratos" e "Acabou a paz" foram algumas das mensagens escritas em faixas colocadas em frente à residência do dirigente

Até mesmo o elenco foi afetado pela situação, uma vez que a renovação estava encaminhada e a reviravolta só chegou aos jogadores - inclusive ao próprio Memphis - quando o clube publicou uma nota nas redes sociais.

"Foi uma frustração, mas, como foge do nosso controle, isso acaba servindo para unir mais os jogadores. Foi um evento triste, mas serviu de motivação para uma entrega maior e, desta forma, conseguir um bom resultado aqui na Argentina", comentou o técnico Fernando Diniz depois do empate com o Rosario Central.

Na mesma coletiva, o treinador deixou em aberto possibilidades sobre como escalar o time contra o Cruzeiro, em seguida a uma viagem internacional, com pouco tempo de descanso. "É pensar bem e procurar fazer o melhor para o Corinthians", disse o treinador

Diniz nem sempre é adepto da cultura de poupar atletas antes de jogos importantes, mas, desta vez, pode mandar a campo um time alternativo. O problema é que tem poucas opções ofensivas em razão da lesão muscular ainda em tratamento de Yuri Alberto e da saída de Memphis. Também continua como baixa o volante André, um dos pilares do meio de campo alvinegro, que se recupera de lesão de grau dois na posterior da coxa direita.

O time alvinegro tem 32 pontos contra 33 do Cruzeiro, e aquele que vencer se garante entre os cinco primeiros colocados do campeonato. Aos corintianos, isso depende também de um tropeço do Bahia, que também tem 33 e joga contra a Chapecoense, às 11 horas deste domingo, na Arena Condá.

Os cruzeirenses vivem situação parecida à do Corinthians, afinal empataram por 1 a 1 com o Flamengo no primeiro jogo das oitavas de final da Libertadores. A diferença é que jogaram em casa, no Mineirão, e vão ter que surpreender os flamenguistas no Maracanã na quarta-feira, às 21h30.

O Cruzeiro tem, portanto, uma sequência de dois jogos como visitante, já que enfrentam o time paulista em Itaquera. Em frente a um cenário em que precisa decidir se poupa alguns jogadores, o técnico Artur Jorge garante que sua equipe não perde as principais características mesmo quando sofre grandes mudanças.

"Identidade não vai mudar nunca. Temos que mudar o 11 inicial algumas vezes. Somos das poucas equipes que fará, a partir do jogo contra o Corinthians, quatro partidas com intervalo de dois dias. Perceba o que isso representa em termos de exigência física para o elenco. O grupo está totalmente identificado com a ideia de jogo para que possamos poupar nossos principais valores contra quem quer que seja", afirmou.

O técnico português não conta com o atacante Kaique Kenji, suspenso por acúmulo de cartões amarelos. Cássio, ídolo do Corinthians, ainda se recupera de grave lesão multiligamentar no joelho esquerdo e continua entregue ao departamento médico, assim como Gabriel Pec, Luis Sinisterra e Villarreal.

Wesley, atacante formado na base do Corinthians e recentemente contratado pelo Cruzeiro após passagem pelo Al-Nasser, da Árabia Saudita, deve reencontrar a torcida alvinegra em Itaquera, agora como adversário. Ele chegou a abrir conversas para voltar a vestir a camisa corintiana, mas as negociações não avançaram porque o clube está impedido de registrar novos jogadores, com três transfer bans ativos.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS X CRUZEIRO

CORINTHIANS - Hugo Souza; Matheuzinho, André Ramalho, Gustavo Henrique e Angileri; Allan, Matheus Pereira, André Carrilo e Breno Bidon; Lingard e Gui Negão. Técnico: Fernando Diniz.

CRUZEIRO - Otávio; Fagner (William), Fabrício Bruno, Villalba e Gabriel Rojas; Lucas Romero (Zé Lucas), Gerson (Matheus Henrique) e Matheus Pereira; Arroyo, Kaio Jorge (Lucho Rodriguez) e Wesley.

ÁRBITRO - Davi De Oliveira Lacerda (ES).

HORÁRIO - 19h30.

LOCAL - Neo Química Arena, em São Paulo (SP).

ESPORTE

Nova regra da CBV afeta participação de Tifanny na Superliga de vôlei

Oposta segue liberada para atuar pelo Osasco no Campeonato Paulista

15/08/2026 23h00

Tifanny Abreu, jogadora transgênero do Osasco

Tifanny Abreu, jogadora transgênero do Osasco Divulgação: Osasco São Cristóvão Saúde

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O Osasco São Cristóvão Saúde se manifestou após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciar, na sexta-feira (14), uma nova política de elegibilidade segundo a qual somente atletas do sexo biológico feminino podem disputar as competições femininas da entidade. A oposta Tifanny, primeira atleta trans a disputar a Superliga, em dezembro de 2017, representa o clube paulista desde 2021 e conquistou com a equipe o título da temporada 2024/2025.

Em nota, o Osasco afirmou ter sido "surpreendido" pela decisão da CBV. Segundo o clube, a medida foi tomada "sem qualquer participação ou opinião prévia do clube". O caso foi encaminhado ao departamento jurídico, que "está avaliando a normativa publicada para definição dos próximos passos". O Osasco também declarou "integral apoio a Tifanny".

Quem também se pronunciou foi a Federação Paulista de Volleyball (FPV). A entidade informou que, como o Campeonato Paulista teve início antes da publicação da nova política, "eventuais medidas" serão tomadas "para as próximas competições [...] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde".

Assim, Tifanny segue liberada para disputar o Campeonato Paulista. Neste sábado (15), a equipe do Osasco estreia na competição contra o Pinheiros, às 21h30 (horário de Brasília), no Ginásio José Liberatti, em Osasco (SP).

Nova política

Segundo a CBV, o novo critério de elegibilidade busca estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). As atletas deverão cumprir os critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

A norma anterior previa que mulheres trans poderiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação entra em vigor nas próximas edições da Superliga, nas duas principais divisões, e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

Em fevereiro deste ano, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar que permitiu a participação de Tifanny na Copa Brasil, em Londrina (PR), atendendo a pedido da própria CBV. Antes da decisão, a Câmara de Vereadores da cidade aprovou, em regime de urgência, um requerimento relacionado à participação de atletas trans em eventos esportivos no município.

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