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Verstappen lembra 2021, passa Hamilton no final e vence GP dos EUA de F1

A Red Bull conquista de forma antecipada seu quinto título de construtores da Fórmula 1 e põe fim ao domínio da Mercedes

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Max Verstappen ultrapassou Lewis Hamilton a seis voltas do final para vencer o Grande Prêmio dos Estados Unidos de Fórmula 1, na tarde deste domingo (23), no Circuito das Américas.

O campeão mundial precisou correr atrás do prejuízo após um erro da Red Bull no pit stop, mas fez duas ultrapassagens nas voltas decisivas da corrida para vencer sua 13ª prova neste ano.

A Red Bull conquista de forma antecipada seu quinto título de construtores da Fórmula 1 e põe fim ao domínio da Mercedes, que havia vencido os últimos oito. A equipe austríaca volta a ser campeã após nove anos, pois os títulos anteriores foram vencidos entre 2010 a 2013.

No entanto, a temporada ainda não acabou. Restam ainda três corridas: a do México, no domingo que vem (13); o GP do Brasil, em Interlagos, duas semanas depois; e por fim o GP de Abu Dhabi no dia 20.

As principais disputas são pelo vice-campeonato de pilotos (entre Sergio Pérez e Charles Leclerc) e pelo quarto lugar dos construtores (entre Alpine e McLaren).

A temporada azarada de Carlos Sainz ganhou mais um capítulo nos EUA, pois a pole position conquistada no sábado (22) não passou da primeira curva da corrida.

O espanhol largou mal, foi ultrapassado por Verstappen e, na tentativa de dar o troco, foi acertado por George Russell, rodou e teve que abandonar -os comissários entenderam que a culpa foi de Russell, que tomou cinco segundos de punição.

Verstappen abre distância

O abandono de Sainz abriu caminho para Verstappen consolidar sua liderança. O campeão mundial chegou a abrir 4,8s à frente de Hamilton antes de ambos pararem para trocar os pneus médios pelos duros -primeiro o inglês, e o holandês na volta seguinte.

Foi aí que Leclerc apareceu entre os primeiros, em sua corrida de recuperação após largar em 12º por troca de componentes.

Bottas roda e ajuda Leclerc

Um vacilo de Valtteri Bottas na 19ª volta ajudou Leclerc, que ainda não tinha parado. Bottas perdeu a traseira do carro na entrada de uma curva, foi para a brita e provocou a entrada do safety car.

A perda média de tempo nos pit stops caiu de 20s para 14s, o monegasco foi beneficiado e só não voltou na frente de Pérez, em terceiro, porque a Ferrari demorou um segundo a mais na troca de pneus.

Alonso decola e provoca novo safety car

O carro de segurança saiu e voltou à pista quase que imediatamente, na 21ª volta, porque Fernando Alonso e Lance Stroll bateram em uma disputa por posição. O espanhol ia passando o canadense, que fechou o espaço em cima da hora e fez Alonso decolar por alguns segundos.

Por sorte, ninguém se feriu, mas Stroll teve que abandonar. Os dois serão companheiros de equipe no ano que vem, na Aston Martin.

Erro da Red Bull incendeia a corrida

Um problema na troca de pneus atrasou Verstappen na 36ª volta. Foram 11,1s no pit stop porque a pistola não travou o pneu dianteiro esquerdo e precisou ser trocada para poder liberar o carro.

Ele perdeu a posição para Leclerc nos boxes e também para Hamilton, que já havia parado, e precisou voltar à pista para se recuperar.
Foram três voltas até Verstappen reaver parte do prejuízo e ultrapassar Leclerc.

Ele chegou a colocar de lado na curva 1, mas o monegasco atrasou a freada para dar o troco e se manter à frente. Algumas curvas depois, porém, a reta oposta permitiu que o campeão mundial dessa vez passasse e fosse embora atrás de Hamilton, o grande beneficiado de toda esta confusão.

Final emocionante faz lembrar 2021

Depois de ultrapassar Leclerc, Verstappen foi atrás de Hamilton, seu antagonista da disputa do título mundial do ano passado. A diferença de 4,4s durou 12 voltas, e o holandês chegou à disputa pela liderança bem mais rápido do que o rival -mais veloz nas retas e com pneus médios, contra os duros de Hamilton.

A seis voltas para o fim, Verstappen enquadrou na curva 1 e ultrapassou. Hamilton ainda tentou dar o troco algumas curvas depois, mas não achou caminho. Os dois ficaram próximos até o final, ambos advertidos por exceder os limites de pista, e Verstappen levou mesmo a melhor.

Dias de luto na Red Bull

O final de semana da F1 foi marcado também pela morte de Dietrich Mateschitz, fundador e proprietário da Red Bull, que faleceu ontem (22) aos 78 anos. Em coletiva de imprensa, Verstappen se emocionou ao falar da importância de Mateschitz para sua carreira na F1.

Novo ciclo

Brasil reinicia caminhada pelo hexa com amistoso contra Austrália

Seleção terá outro jogo com os anfitriões e mais um contra a Índia

24/09/2026 23h00

Foto: Rafael Ribeiro / CBF

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Oitenta e dois dias. Esse é o intervalo entre a eliminação do Brasil para a Noruega, nas oitavas de final da última Copa do Mundo, e o primeiro compromisso do ciclo rumo ao próximo Mundial, na Espanha, em Portugal, no Marrocos, na Argentina, no Uruguai e no Paraguai.

A caminhada rumo à sexta estrela recomeça nesta sexta-feira (25), na Austrália, em amistoso contra a seleção da casa. A bola rola às 7h (horário de Brasília), no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville.

O técnico Carlo Ancelotti não fez mistério e confirmou a equipe titular deste que é o primeiro de uma sequência de três amistosos. Além da partida desta sexta, o Brasil faz outro jogo diante dos australianos na terça-feira (7), em Brisbane, no Suncorp Stadium, novamente às 7h. No dia 3 de outubro, os brasileiros visitam a Índia no Salt Lake Stadium, em Calcutá, a partir das 11h.

A seleção canarinho inicia o ciclo rumo à Copa de 2030 com Hugo Souza; Matheuzinho, Marquinhos, Vitor Reis e Douglas Santos; Danilo e Bruno Guimarães; Raphinha, Estêvão, Endrick e Vinicius Junior. Sete deles estiveram no Mundial deste ano, realizado nos Estados Unidos, no México e no Canadá.

As exceções são o goleiro Hugo Souza, o atacante Estêvão, o lateral-direito Matheuzinho e o zagueiro Vitor Reis. Os dois últimos, respectivamente defensores de Corinthians e Manchester City (Inglaterra), terão a primeira chance de vestir a camisa da seleção masculina principal.

Mais oito jogadores podem estrear pelo Brasil nesta sexta: os goleiros Pedro Morisco e Otávio, os zagueiros Arthur Dias e Jair, o lateral-esquerdo Mauro Júnior, o meia Gabriel Bontempo e os volantes Breno Bidon e Martinelli. Próximo de fazer 25 anos, este último é segundo o mais velho entre os novatos da convocação, atrás somente de Matheuzinho (26 anos).

"Não é que começamos um novo trabalho, continuamos o trabalho feito até um ano e tentando melhorar. O grupo é bom, temos jovens de qualidade. Acho que esses jogos aqui na Austrália são muito boas oportunidades para os jovens que temos aqui", disse Ancelotti, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (24), em Townsville.

"Temos o objetivo de achar novos jogadores, uma nova geração para as próximas Copa do Mundo e Copa América", concluiu o técnico, repetindo o discurso adotado após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos), que eliminou o Brasil do Mundial, sacramentando a pior campanha desde 1990.

O Brasil tem ampla vantagem em jogos contra a Austrália. São seis vitórias, um empate (sem gols) e uma derrota por 1 a 0, na disputa pelo terceiro lugar da Copa das Confederações de 2001, em Ulsan (Coreia do Sul). Em edição anterior do torneio, na Arábia Saudita, em 1997, as seleções decidiram o título e teve goleada brasileira por 6 a 0 em Riad. Na ocasião, os atacantes Ronaldo e Romário fizeram três gols cada.

A última vez em que os dois países se encontraram foi no dia 13 de junho de 2017, também na Austrália. Em Melbourne, o Brasil venceu por 4 a 0, com o zagueiro Thiago Silva e os atacantes Taison e Diego Souza (duas vezes) balançando as redes. O primeiro gol dele, aos dez segundos de jogo, é o mais rápido da história da seleção canarinho.

Paralisados cerebrais

Pela terceira vez, campo-grandense representa o Brasil no Mundial de PC

Atleta do Centro Arco-Íris de Reabilitação Alternativa, Matheus Cardoso disse que seleção brasileira vai brigar pela medalha de ouro inédita

24/09/2026 15h45

Matheus Cardoso destacou que Brasil vai em busca de ouro inédito na categoria

Matheus Cardoso destacou que Brasil vai em busca de ouro inédito na categoria Foto: Arquivo Pessoal

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Pela terceira vez, o campo-grandense Matheus Aparecido Cardoso, atleta do Centro Arco-Íris de Reabilitação Alternativa (Caira-MS) representará o Brasil na Copa do Mundo de Paralisados Cerebrais, competição que acontece entre os dias 14 e 25 de outubro, em Atlanta, nos Estados Unidos. 

Bronze nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023, disputa seu terceiro mundial consecutivo com a seleção brasileira. Em busca da medalha de ouro inédita para o país, foi terceiro colocado em 2022 e 4° em 2024, mundiais disputados em Salou, na Espanha. 

Ao Correio do Estado, o atleta de 29 anos destacou a força da modalidade na Capital, uma vez que o clube campo-grandense é o atual campeão brasileiro da categoria. 

"A gente tem boas chances, mas temos que ter os pés no chão porque é uma competição curta, um tropeço muda tudo, estamos confiantes em um ótimo mundial", destacou Matheus Aparecido. 

Único convocado que atua em Mato Grosso do Sul, disse que o momento vivido pela seleção brasileira é de completa reformulação, contudo, aguarda outros sul-mato-grossenses já nas próximas convocações. 

"A modalidade está passando por uma reformulação. Acredito que apesar de só ter eu de atleta [de MS] neste momento, tenho certeza que em breve teremos mais atletas", destacou.

O Brasil compõe o Grupo B ao lado de Espanha Chile e Austrália. Anfitriões,os  Estados Unidos são cabeças de chave no grupo A ao lado de Holanda, Canadá e Escócia.

O Grupo C é composto por Inglaterra, Irlanda, Japão e Indonésia.  A seleção brasileira estreia dia 15 contra os australianos. Os jogos serão disputados no Arthur M. Blank U.S. Soccer National Training Center, complexo esportivo situado na Geórgia. 

Neste momento os 14 convocados estão em fase final de preparação no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. De lá, seguem para o Rio de Janeiro, onde dia 10 de outubro embarcam para a competição.

Matheus Cardoso destacou que Brasil vai em busca de ouro inédito na categoria  

Matheus Cardoso / Foto: Ande na Rede 

Chaveamento

  • Grupo A - Estados Unidos, Holanda, Canadá e Escócia 
  • Grupo B - Espanha, Brasil, Chile, Austrália
  • Grupo C - Inglaterra, Irlanda, Japão, Indonésia 

Convocados

  • Ângelo Matheus dos Santos Mota
  • Breno de Albuquerque Teixeira
  • Daniel Gonçalves Rodrigues
  • Gabriel Ângelo de Araújo
  • Gabriel Dacorso Hayden
  • Gabriel de Souza Borges
  • João Batista de Araújo
  • José Mário M. dos Santos Lima
  • João Victor Batista Cortes
  • Lucas Henrique da Silva
  • Matheus Aparecido Cardoso de Souza
  • Thiago Pereira Moura
  • Vinícius Ribeiro Araújo
  • Vitor Rangel Martins Freitas Dutra

Base forte 

Em 2022, o Centro Arco-Íris de Reabilitação Alternativa levou cinco atletas ao Campeonato Mundial de Paralisados Cerebrais. Heitor Camposano, Jefferson Luiz, Moacir Silva, Cesar Batista e Matheus Cardoso, convocado da vez.  Na ocasião, Marcos Ferreira, bronze nas paralimpíadas do Rio em 2016, treinador do Caira, viajou como treinador de goleiros, sua posição de origem. 

Auxiliar técnico nesta edição, disse que as expectativa são as melhores possíveis.

"Fomos referência por muito tempo na modalidade. Esta é uma competição tão grandiosa e como sempre vai ser um orgulho representar nossa pátria", destacou o treinador. 

Retrospecto

Na Copa do Mundo de Futebol PC, a seleção brasileira busca seu primeiro título mundial na categoria adulto. Na última edição, realizada em 2024 , o Brasil ficou em 4° lugar, sendo derrotado na semifinal pela Holanda. 

Em 2022, foi terceira colocada após vencer os Estados Unidos, anfitriões da vez. 

O Brasil chegou a ser vice-campeão da Copa em 2003 e 2013, quando a modalidade se chamava futebol de sete paralímpico.

Em outras três edições da Copa do Mundo, a seleção brasileira também terminou na terceira colocação, nas campanhas de 1998, 2001 e 2015. 

Modalidade

No futebol PC, os atletas são divididos em três classes: FT1, FT2 e FT3. A classe FT1 é composta por atletas com maior comprometimento físico. Por regra, cada equipe deve ter pelo menos um desses atletas em campo. A classe FT2 – composta por Matheus Cardoso – integra atletas com comprometimento médio.

Por fim, a classe FT3 reúne os jogadores com menor grau de paralisia. O jogo permite que apenas um atleta da classe FT3 esteja no gramado por time.

*Atualizado às 16h15

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