De olho na NASA

A NASA mostrou apenas uma imagem, mas ela pode esconder o futuro

Imagem enigmática de uma aeronave escura que emergia das nuvens foi divulgada

O administrador da NASA, Jared Isaacman, apresentou durante o All-In Summit uma imagem enigmática de uma aeronave escura que emergia das nuvens e cuja silhueta lembrava o icônico SR-71 Blackbird.

Questionado sobre a foto, Isaacman não confirmou nem negou a identificação. Em vez disso, perguntou se havia certeza de que aquilo era um Blackbird. A resposta ambígua alimentou especulações entre os que acompanham os programas de voo experimental da agência.

Isaacman aproveitou o momento para explicar que a NASA pretende retomar seu histórico de inovação aeronáutica radical. Responsável por tecnologias hoje presentes na aviação militar e civil, como o sistema fly-by-wire e a vetorização de empuxo em caças como o F-22.

O retorno à inovação radical

Durante anos, segundo Isaacman, a agência foi "forçada a gastar seu orçamento de aeronáutica subsidiando esforços de alto nível de maturidade tecnológica de grandes contratistas", extraindo apenas 3% de eficiência adicional de motores com 40 anos de idade. A estratégia de retomar projetos radicais de fuselagens e motores está mudando a abordagem da agência.

Em entrevista ao El Confidencial, Isaacman explicou que desejava voltar aos projetos radicais de fuselagens e motores, como a agência deveria fazer. Essa mudança de direção ganhou peso oficial em maio de 2026, quando ele emitiu uma diretiva pedindo a revisão dos investimentos da NASA em aeronáutica.

O foco passou a incluir novos aviões X e projetos mais ambiciosos de motores e fuselagens para uso civil. Comercial ou de segurança nacional, sem financiar trabalhos que a indústria já tem incentivos para assumir por conta própria.

O x-59 e o futuro do voo supersônico

O programa X-59 QueSST, desenvolvido com a Lockheed Martin Skunk Works, exemplifica essa nova direção. Diferentemente do Blackbird, que buscava velocidade extrema, o X-59 tem um objetivo mais específico: demonstrar que é possível voar à velocidade supersônica com muito menos ruído. Elemento crucial para reformular futuras normas de voo supersônico sobre o solo.

A aeronave realizou seu primeiro voo em outubro de 2025 e completou o primeiro voo supersônico em 5 de junho de 2026, a aproximadamente Mach 1,1 e 43.400 pés de altitude.

Segundo Isaacman, esse é apenas o começo de uma fase em que a NASA "não demorará muito antes de voltar a volar tão alto e tão rápido quanto em décadas passadas, e depois até mais".

O legado do sr-71

A evocação do Blackbird na imagem mostrada por Isaacman não é acidental. A NASA operou esses aviões como plataformas de pesquisa no Centro Dryden. Hoje Armstrong, dentro da base Edwards da Força Aérea, utilizando-os para estudar aerodinâmica em alta velocidade, propulsão, materiais e estrondos sônicos.

Aquele programa, que perdurou de 1999 a 2008, deixou um legado duradouro na pesquisa aeronáutica americana.

A imagem enigmática exibida no All-In Summit alimenta especulações sobre qual será o próximo projeto radical da NASA. Seja qual for o design final, a mensagem está clara: a agência espacial americana quer retomar seu papel como catalisadora de inovação aeronáutica, não apenas consumidora de tecnologia já madura.

A silhueta nas nuvens pode ser apenas promocional, mas simboliza uma reorientação estratégica genuína.

Benefícios à vista

Alerta geral para todos os clientes com conta ativa no Nubank: benefício em dinheiro é confirmado

Nubank passou a oferecer aos correntistas a chance de concorrer a prêmios em dinheiro por meio de sorteios

24/09/2026 10h00

Imagem: Divulgação/Nubank

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O Nubank passou a oferecer aos correntistas a chance de concorrer a prêmios em dinheiro por meio de sorteios. Na última quarta-feira (23), a fintech lançou uma nova fase do NuCoin, seu programa de recompensas sem custo, agora estruturado em cinco níveis de relacionamento.

Os clientes elegíveis passam a acumular um número da sorte para cada R$ 100 gastos no cartão, e esses números concorrem a prêmios em dinheiro distribuídos em sorteios de periodicidade semanal, mensal e trimestral. O programa deixa de funcionar apenas por acúmulo de pontos e passa a incorporar também jogos, missões e experiências presenciais, aproximando-se de uma dinâmica de loteria.

Como fica a régua de benefícios

Quem atinge o quarto nível do programa passa a ter acesso a uma Caixinha Turbo cujo rendimento chega a 115% do CDI. No quinto e último patamar, a recompensa deixa de ser financeira e passa a valer ingressos e vivências dentro do Nubank Parque.

A mistura dificulta medir quanto cada usuário efetivamente ganha: parte do prêmio tem valor certo, como o rendimento da Caixinha, enquanto outra depende da sorte, como os sorteios em dinheiro. Recompensas fixas e chances aleatórias dividem o mesmo programa.

Fim da negociação do token

A reformulação também muda a natureza do NuCoin. A companhia descontinuou a negociação da criptomoeda e converteu o ativo, que agora só pode ser trocado por benefícios dentro da plataforma, conforme apurou o Estadão.

A fintech testa uma versão do token registrada em blockchain, mas sem espaço para especulação em nenhuma plataforma externa. A ideia é incorporar aos poucos outras ações além das compras, como pagar contas em dia e compartilhar dados via Open Finance.

Fidelidade real ou comportamento induzido

Pagar a fatura em dia, usar o aplicativo com frequência e contratar outros produtos são sinais de proximidade, mas não garantem apego à marca por si só. Um usuário pode repetir esses gestos simplesmente porque existe uma recompensa amarrada a eles.

A dúvida que fica é se essa permanência resistiria à ausência do prêmio. Se outra instituição apresentar uma condição mais vantajosa, o comportamento pode migrar junto com o benefício, revelando que o vínculo era com a recompensa, não com a marca escolhida.

O capital emocional já construído

Antes de qualquer sorteio ou Caixinha Turbo, a empresa já havia formado uma base de usuários que se identifica com a marca. Essa proximidade nasceu de uma proposta simples, voltada a um público que enfrentava barreiras para conseguir crédito.

É esse território de afeto construído ao longo dos anos que sustenta a aposta em jogos, missões e sorteios como forma de recompensa. Transformar gasto em ficha de loteria testa se esse carinho resiste quando o critério de ganho deixa de ser proporcional ao esforço de quem participa.

Uma disputa que também mudou

A fintech deixou de ser a alternativa radical às instituições tradicionais e ampliou seu portfólio. Enquanto isso, os grandes bancos simplificaram produtos, digitalizaram serviços e passaram a disputar com as fintechs experiência, benefícios e relacionamento.

Gostar do Nubank não garante que o cliente vá tolerar para sempre um retorno modesto só porque ele chega embrulhado em uma dinâmica divertida ou na chance de ganhar algum prêmio. A gamificação pode aumentar o engajamento, mas não substitui o retorno esperado pela fidelidade.

Multa pesada

Restaurante famoso é multado em R$ 92 mil após servir sobremesa com formigas

Restaurante com duas estrelas no Guia Michelin foi multado em R$ 92 mil na Coreia do Sul

24/09/2026 09h36

Foto: Nikola Sivkov/Pexels

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Um restaurante com duas estrelas no Guia Michelin chamado Evett foi multado em R$ 92 mil na Coreia do Sul depois que uma investigação encontrou formigas secas na composição de uma de suas sobremesas.

O Ministério de Segurança de Alimentos e Medicamentos da Coreia do Sul apurou o caso e concluiu que o inseto havia sido usado como ingrediente em um sorbet servido aos clientes. Prática vetada pela legislação sanitária local.

A punição veio depois que o órgão analisou o cardápio e identificou que as formigas apareciam de forma visível no prato, não como resíduo acidental. Pela regra sul-coreana, apenas aditivos e ingredientes previamente autorizados podem entrar na composição de pratos comerciais. E insetos não constam dessa lista permitida — mesmo quando o objetivo é criar uma experiência gastronômica diferenciada.

Como a fiscalização chegou ao caso

A apuração das autoridades sanitárias identificou que o restaurante utilizava formigas secas importadas para compor a sobremesa. Um detalhe que não constava de forma clara nas informações oferecidas aos clientes sobre os pratos. Esse tipo de fiscalização costuma vasculhar tanto a origem dos insumos quanto o cumprimento das normas de rotulagem e segurança alimentar em estabelecimentos de alto padrão.

O restaurante contestou parte das conclusões durante o processo, mas não conseguiu reverter a aplicação da multa. Estabelecimentos que trabalham com propostas autorais na cozinha costumam testar ingredientes pouco convencionais, mas isso não os isenta de seguir as regras sanitárias vigentes no país onde operam.

O peso de duas estrelas Michelin

Receber duas estrelas do Guia Michelin costuma elevar o prestígio de um restaurante e atrair um público disposto a pagar mais caro por experiências gastronômicas exclusivas. É justamente essa reputação que fica mais exposta quando um estabelecimento reconhecido enfrenta um problema de conformidade com a legislação alimentar.

Casos como esse reacendem o debate sobre até onde vai a liberdade criativa na alta gastronomia quando ela esbarra em normas sanitárias rígidas. Ingredientes exóticos ou pouco usuais, como insetos, vêm ganhando espaço em cozinhas de vanguarda ao redor do Mundo. Mas cada país impõe seus próprios limites regulatórios para o que pode ou não chegar ao prato do cliente.

A multa de R$ 92 mil marca um precedente para outros restaurantes sul-coreanos que testam ingredientes alternativos em suas criações. O episódio reforça que reconhecimento internacional e estrelas no guia não substituem o cumprimento das regras sanitárias estabelecidas pelas autoridades locais.

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