O governo turco liberou uma nova fase de investigação científica na Formação Durupınar, uma estrutura de 157 metros de comprimento próxima ao Monte Ararat que arqueólogos e criacionistas apontam há décadas como o local da Arca de Noé. Lauren Witzke, diretora de marketing do projeto, declarou que as evidências colhidas no local reescreverão currículos universitários inteiros.
Ao anunciar o início das perfurações, Witzke resumiu o impacto que espera das descobertas: "o darwinismo será destruído", disse a porta-voz ao comentar a iniciativa em redes sociais. Segundo estudiosos que respaldam a busca, a embarcação bíblica tem aproximadamente 4.300 anos.
Tecnologia não invasiva mapeia o subsolo
Arqueólogos da Universidade Sivas Cumhuriyet trabalham em parceria com o grupo Noah's Ark Scans e usam métodos que preservam a integridade da estrutura. Georradar, tomografia de resistividade elétrica, tecnologia LiDAR (Light Detection and Ranging) e análises químicas permitem examinar o interior da formação sem escavações imediatas.
Os primeiros levantamentos geofísicos identificaram, a 9 metros de profundidade, compartimentos com ângulos retos semelhantes a estruturas internas de uma embarcação. Testes de solo coletados em 2024 revelaram concentração de matéria orgânica quase três vezes maior dentro do formato de barco do que na área circundante — um indício que a equipe considera sinal de ocupação humana prolongada.
Décadas de buscas convertem formação em foco investigativo
Chuvas intensas e terremotos expuseram o relevo em forma de casco na década de 1940, revelando um contorno que intriga pesquisadores desde então. O capitão İlhan Durupınar capturou fotografias aéreas da estrutura em 1959, durante um sobrevoo de mapeamento da Força Aérea turca, dando nome formal ao achado.
A primeira tentativa de investigação, nos anos 1950, usou escavadeiras e dinamite, sem sucesso. O explorador Ron Wyatt reacendeu o interesse científico na década de 1980, quando obteve as primeiras imagens de radar da região. O governo turco começou a investigação científica do local em 2021, depois de esforços anteriores de investigadores privados e instituições acadêmicas.
Blocos de pedra funcionavam como âncoras
Sob a direção do professor Cenker Atila, a pesquisa atual também analisa grandes blocos perfurados encontrados no povoado vizinho de Arzap. Para a equipe, essas peças serviam como âncoras de arrasto, usadas por embarcações de grande porte na antiguidade para estabilização.
Esse achado liga a formação em formato de barco a um possível porto ou ancoradouro da mesma época e reforça a interpretação dos pesquisadores sobre a função original do local. Andrew Jones, fundador do Noah's Ark Scans, investiga o local desde 1997 e combina métodos arqueológicos convencionais com tecnologia de escaneamento 3D para validar a hipótese.
Próximas etapas envolvem perfurações profundas
A equipe planeja aprofundar as perfurações e enviar um robô equipado para capturar imagens do subsolo. Rochas e amostras de terra seguem em análise laboratorial em busca de sinais de ação humana incompatíveis com a geologia natural da região.
Escavações arqueológicas convencionais só serão autorizadas após a conclusão total dos testes geofísicos. Até lá, georradar e exames de solo permanecerão como ferramentas principais para decifrar a estrutura e origem da Formação Durupınar.




