Fenômeno nas águas

Redemoinho de 150 km desviou água de um dos maiores rios do mundo por quase 50 dias

Fenômeno durou 49 dias e foi reconstruído por pesquisadores

Um vórtice oceânico com cerca de 150 km de raio capturou parte da descarga do Rio Congo e a empurrou 200 km para dentro do Atlântico. O fenômeno durou impressionantes 49 dias e foi reconstruído por pesquisadores que usaram mais de 5 mil partículas virtuais para rastrear o deslocamento.

O trabalho, publicado no Journal of Geophysical Research: Oceans, mostra que a vazão de um rio não é suficiente para prever até onde seus sedimentos, nutrientes e matéria orgânica vão parar. A estrutura giratória funcionou como um bolsão que isolou o líquido continental da mistura imediata com o mar.

Uma pluma que resiste ao encontro com o mar

O Congo lança no oceano uma vazão média próxima de 40 mil m³ por segundo, suficiente para formar uma pluma superficial extensa. Como o líquido doce é bem menos salgado que o marinho, essa diferença de densidade mantém a composição reconhecível mesmo depois do contato com as ondas.

Ventos e correntes de pequena e média escala esticam e dobram essa camada, criando filamentos que se afastam da costa africana. Foi dentro de um desses filamentos que o vórtice se formou e passou a atuar.

 

O giro que começou em março de 2016

A movimentação teve início em 30 de março de 2016, quando uma massa circular surgiu próxima à borda da pluma e passou a rodar no sentido anti-horário — padrão típico de vórtices anticiclônicos no Hemisfério Sul. O núcleo dessa estrutura prendeu o líquido de baixa salinidade e cresceu progressivamente até atingir os 150 km de raio.

Em vez de ficar parado diante da foz, o vórtice avançou para oeste e percorreu cerca de 200 km rumo ao oceano aberto ao longo dos 49 dias seguintes. A mistura com o entorno continuou, mas a composição química ainda deixava claro de onde aquele volume tinha vindo.

Por que o fenômeno importa para o oceano

Esse tipo de transporte de longa distância carrega consigo não só o líquido menos salgado, mas também sedimentos e matéria orgânica que normalmente ficariam restritos à zona costeira. Ao levar esse material para áreas mais distantes, o vórtice pode alterar a distribuição de nutrientes em regiões que, de outra forma, não receberiam contribuição direta do rio.

O episódio reforça que a dinâmica de correntes e redemoinhos pode pesar tanto quanto o próprio volume despejado por um rio ao definir o destino final dessas substâncias no Atlântico.

Descoberta chocante

Adotado quando criança, ele descobriu aos 59 anos que seu pai biológico era uma estrela do rock

Adotado ainda bebê, ele sempre soube que era adotado, mas levou décadas para buscar respostas sobre sua origem

06/10/2026 07h01

Imagem gerada por inteligência artificial

Continue Lendo...

Aos 59 anos, Michael Goessling recebeu uma notificação: um meio-irmão desconhecido havia feito um teste genético pela 23andMe, que revelou um vínculo familiar que ele nunca imaginara. O resultado levou Goessling a investigar quem eram seus pais biológicos.

Adotado ainda bebê, ele sempre soube que era adotado, mas levou décadas para buscar respostas sobre sua origem. Em entrevista ao canal do YouTube KMOV, Goessling contou que teve uma infância maravilhosa e que não poderia ter escolhido pessoas melhores para criá-lo.

A descoberta do parentesco com um ídolo musical

Os exames revelaram que seu pai biológico era Michael McDonald, vocalista da banda The Doobie Brothers, um dos nomes mais conhecidos da música americana e vencedor de cinco prêmios Grammy. A descoberta surpreendeu Goessling, que durante anos foi fã do grupo sem imaginar qualquer ligação de sangue com o músico.

Em entrevista à CNN, Goessling disse que era apaixonado pelos Doobie Brothers. As pessoas se lembram dele cantando "China Grove" e ouvindo faixas como "Black Water" naquela época. Ele também contou que sempre foi apaixonado por música e que agora começa a entender o motivo dessa conexão.

 

O reencontro com os pais biológicos

Depois de conseguir o contato da mãe biológica, ele propôs um encontro presencial para conversarem. Sem julgá-la por tê-lo dado para adoção, fez as perguntas que guardava havia tempos.

Foi assim que descobriu ter nascido de uma gravidez na adolescência: seus pais tinham apenas 14 anos quando o conceberam. Desde o início, eles sabiam que não teriam condições de lhe dar a vida que ele merecia. Embora tenham se separado logo depois, os dois mantiveram um laço emocional e continuaram em contato 60 anos mais tarde.

O telefonema que revelou tudo

Essa rede de contatos permitiu que ele falasse por telefone com o pai biológico, ainda sem saber que estava diante de uma estrela internacional. Na primeira conversa, perguntou qual era a profissão do homem do outro lado da linha.

O homem respondeu que era músico e comentou que, coincidentemente, faria uma turnê por St. Louis naquele mesmo verão, e goessling então perguntou diretamente se estava falando com Michael McDonald, e a resposta confirmou sua suspeita.

Ele também percebeu que, mesmo sem conhecer a ligação biológica, havia uma conexão simbólica com o pai: por acaso, a família adotiva o havia batizado com o mesmo nome do músico.

Após o telefonema, os dois organizaram um encontro, e no reencontro, conforme relatou Goessling à CNN, Michael McDonald estendeu os braços, deu um abraço forte e disse que o amava. O filho correspondeu.

Michael McDonald teve outros dois filhos com Amy Holland, Dylan e Scarlett, e sempre carregou curiosidade e culpa em relação ao primeiro filho. Segundo disse à CNN, sabia que não poderia ter oferecido naquele momento a vida que o menino merecia. Sentir alívio ao constatar que o filho havia recebido segurança e amor dos pais adotivos foi uma grande recompensa.

Segundo disse Michael McDonald à CNN, as verdadeiras estrelas da história são Paul e Kay, os pais que criaram Michael. Foram eles que lhe deram tudo de que uma criança precisa: amor e segurança.

Gigante dos mares

Água-viva gigante de 30 metros assusta banhistas nos Estados Unidos e é maior do que um ônibus

O exemplar tinha cerca de 1,5 metro de diâmetro no corpo.

05/10/2026 19h15

Imagem gerada por inteligência artificial

Continue Lendo...

Tentáculos de mais de 30 metros encalharam numa praia de South Portland, no Maine, e acenderam o alerta das autoridades locais.

A criatura, maior do que um ônibus biarticulado — veículo que costuma ter entre 27 e 30 metros de comprimento nos corredores de trânsito rápido —, pertence à espécie conhecida como juba de leão, famosa pelo ferrão potente.

A prefeitura de South Portland divulgou o caso em publicação no Facebook, pedindo que frequentadores da praia de Willard não se aproximassem do bicho. O exemplar tinha cerca de 1,5 metro de diâmetro no corpo, com longos filamentos avermelhados visíveis logo abaixo da superfície da água.

Um ferrão que não perdoa

O comunicado oficial foi direto: a orientação era nunca tocar na criatura, já que o contato provoca queimaduras. Caso outro espécime apareça encalhado, o pedido é chamar um salva-vidas, que pode devolvê-lo ao mar com o auxílio de uma pá.

Essa espécie habita águas frias que se estendem do Ártico ao Pacífico, cobrindo trechos litorâneos do Alasca e de Washington. Os feixes de tentáculos reúnem até 1.200 unidades, distribuídas em oito grupos. Cada uma pode injetar veneno em quem chegar perto demais.

Efeitos do contato na pele

Jerome Piniti, cientista do Instituto de Pesquisa do Golfo do Maine, disse ao canal WMTW que as ferroadas doem e ardem, mas normalmente não oferecem risco grave, a menos que a pessoa seja alérgica.

Irritação cutânea, inchaço e sensação de queimação estão entre as reações mais comuns após o contato com esse tipo de criatura marinha. Em casos mais graves, o quadro pode evoluir para náusea, confusão mental, tontura, dificuldade respiratória, dores musculares e problemas cardíacos.

Repercussão nas redes sociais

O flagrante rendeu piadas na internet depois que as imagens circularam. Um internauta comentou que, à primeira vista, a criatura parecia um grande coágulo de sangue boiando na areia.

Outros usuários compararam a criatura, em tom de humor, a uma peruca do Trump e até à sogra de alguém. As piadas, porém, não mudaram a recomendação séria das autoridades locais. Quem avistar outro exemplar na costa deve manter distância e procurar a equipe de salvamento mais próxima, sem tentar remover o animal sozinho.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).