Oportunidade

Argentina busca voluntários para morar de graça entre montanhas, florestas e lagos por 25h semanais

Anfitrião comanda a iniciativa socioambiental há 15 anos e recebe viajantes sozinhos, casais e duplas de amigos

Um projeto de permacultura e bioconstrução em Villa La Angostura, na Patagônia argentina, está com vagas abertas para voluntários dispostos a trocar 25 horas de trabalho por semana por hospedagem gratuita. O anfitrião comanda a iniciativa socioambiental há 15 anos e recebe viajantes sozinhos, casais e duplas de amigos.

A oferta foi publicada na plataforma Worldpackers e inclui cama em quarto compartilhado e café da manhã todos os dias. Os voluntários também têm dois dias de descanso por semana para explorar a região de lagos, montanhas e bosques que torna Villa La Angostura um dos destinos mais procurados da Patagônia.

O que os voluntários fazem no dia a dia

As tarefas incluem pintura, decoração e obras de construção e reparo no próprio projeto. Jardinagem e manutenção geral também fazem parte da rotina, em diferentes dias e horários da semana.

Além de lavanderia gratuita e bicicletas para circular pelo povoado, os voluntários têm acesso a espaços comuns e a atividades organizadas pelo local. A estrutura foi pensada para reduzir ao mínimo os gastos de quem passa uma temporada colaborando com o projeto.

 

Como se candidatar à vaga

A permanência mínima exigida é de duas semanas, e o único requisito de idioma é falar espanhol em nível básico. Basta criar um perfil na Worldpackers e enviar a solicitação diretamente ao anfitrião responsável pela iniciativa.

A disponibilidade varia conforme o mês e pode mudar de acordo com o número de interessados e as necessidades do projeto. Passagem, deslocamento até Villa La Angostura e documentação pessoal ficam a cargo de cada candidato, sem cobertura do programa.

Para quem quer conhecer essa região patagônica sem gastar com hospedagem, a troca de horas de trabalho por moradia permite economizar e passar mais tempo na paisagem que atrai turistas de várias partes da Patagônia.

Futebol

Clube avaliado em milhões é vendido por apenas R$ 6 para tentar evitar falência

O grupo inglês Park Bench assumiu o controle do clube.

03/10/2026 16h22

Foto: Franco Monsalvo/Pexels

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O Bordeaux, um dos maiores símbolos do futebol francês, foi vendido por 1 euro (R$ 5,90) para escapar da falência. O grupo inglês Park Bench assumiu o controle do clube, que atravessa a pior crise financeira de sua história, com endividamento acumulado de 26 milhões de euros.

O proprietário anterior, Gérard Lopez, cedeu seus direitos sobre a equipe pelo valor simbólico para desvincular seu nome da estrutura endividada. O Tribunal de Comércio francês autorizou a transação após meses de negociações frustradas.

Como a reestruturação financeira funciona

A venda por 1 euro é apenas o primeiro passo de um plano mais amplo de recuperação. O acordo estende o prazo para quitação dos débitos de 10 para 12 anos, reduzindo o montante total de 26 milhões de euros para 13 milhões de euros.

Essa redução pela metade resulta das negociações intermediadas pelo tribunal, o que dá à nova gestão espaço para estabilizar as contas. E investir em operações que tragam receita, como contratações estratégicas e melhorias nas estruturas de base.

Da potência continental à sexta divisão

A queda do Bordeaux em menos de uma década revela a magnitude do desastre. Há cinco anos, a equipe ainda disputava o topo da Ligue 1 e chegou às quartas de final da Liga dos Campeões da UEFA em 2009/10.

Hoje compete na Regional 1, o equivalente à sexta divisão do futebol francês — uma queda que poucos clubes europeus tradicionais atravessam sem desaparecer completamente.

Fundado em 1881, o Bordeaux contabiliza seis títulos do Campeonato Francês (1949/50, 1983/84, 1984/85, 1986/87, 1998/99 e 2008/09) e quatro da Copa da França (1940/41, 1985/86, 1986/87 e 2012/13). Zinedine Zidane, que construiu sua projeção internacional pelo clube na década de 1990, é o nome mais destacado entre seus ídolos históricos.

Esse patrimônio pesou na decisão de credores e autoridades de manter o clube vivo, em vez de permitir seu desaparecimento.

O caminho para a reconstrução

A entrada de Park Bench inicia a reconstrução do Bordeaux. A empresa inglesa terá de reconstruir um clube que perdeu a posição competitiva e a credibilidade institucional, abaladas pela crise financeira que o levou à sexta divisão.

Com a dívida reduzida pela metade e novos prazos em vigor, a nova gestão busca estabilizar as finanças e dar início à reconstrução esportiva. A venda por 1 euro exemplifica uma realidade cada vez mais frequente no futebol europeu: clubes tradicionais enfrentam crises sem precedentes quando administrações anteriores esgotam suas possibilidades de financiamento.

Tecnologia

Robô soldador escala paredes, anda pelo teto e consegue carregar até 30 kg

Equipamento foi criado por equipe sul-coreana.

03/10/2026 15h49

Foto: Youn Seung Jin/Pexels

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Máquinas comuns dependem de trilhos, guindastes ou apoios fixos para operar em fábricas e estaleiros. Uma equipe sul-coreana criou um equipamento com quatro patas magnéticas capaz de superar essa limitação e se mover em qualquer direção sobre superfícies de aço.

O DIDEN Spider avança pelo piso, escala uma parede vertical e segue de cabeça para baixo pelo teto de uma estrutura metálica. Essa capacidade diferencia o robô dos braços mecânicos tradicionais, presos a uma única posição de trabalho.

Como o robô se prende ao metal

Cada pata do equipamento carrega um ímã de adesão eletropermanente, que adere à superfície e se desprende dela conforme a máquina caminha. Enquanto três patas sustentam o corpo do robô, a quarta se solta e avança. Isso permite que a máquina se mova mesmo de cabeça para baixo, sem cair.

Na configuração Spider 30, o equipamento suporta até 30 quilos de ferramentas e acessórios durante o deslocamento. Essa carga é suficiente para levar equipamentos de solda e instrumentos de inspeção até pontos que, de outra forma, exigiriam andaimes ou acesso por corda.

Origem do projeto e aplicação real

A DIDEN Robotics nasceu em 2024 a partir de um grupo ligado à KAIST, instituição sul-coreana de referência em ciência e tecnologia. Desde o início, o projeto se concentrou no interior de embarcações, onde corredores estreitos e reforços estruturais dificultam a passagem de equipes e máquinas convencionais.

O desenvolvimento também busca reduzir a exposição de trabalhadores a atividades perigosas ou de difícil execução, como as que exigem trabalho em altura, em espaços confinados ou perto de operações de soldagem.

Em estaleiros do país, a máquina já atuou na união de peças metálicas por processos térmicos. O braço da plataforma também faz checagens visuais em áreas de acesso restrito, reduzindo a necessidade de intervenção manual em pontos elevados.

Vitrine internacional e parceria industrial

A conferência GTC 2026, promovida pela Nvidia, exibiu o quadrúpede percorrendo uma parede de aço enquanto executava uma junção metálica ao vivo. A demonstração mostrou como o deslocamento vertical amplia o alcance de operações que antes dependiam de estruturas fixas de apoio.

Em 2024, a fabricante fechou parceria com a HD Hyundai Heavy Industries para desenvolver uma versão móvel voltada ao interior de blocos de embarcações. A parceria combina o sistema de fixação magnética da DIDEN com a experiência da companhia na construção naval, com foco em tarefas hoje consideradas arriscadas ou difíceis para trabalhadores em espaços confinados.

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