Publicação científica

Café pode fazer mal ao intestino, mas estudo aponta menor risco de morte entre consumidores

Consumo diário está associado a menor risco de morte.

Enquanto o consumo exagerado do café pode causar riscos ao intestino, uma análise publicada na revista Nutrients concluiu que manter um consumo diário de três a cinco xícaras de café está associado a menor risco de morte, além de proteção contra doenças crônicas como diabetes tipo 2 e problemas no coração.

Para chegar a essa conclusão, os autores cruzaram informações de diversas pesquisas já publicadas, investigando de que forma a cafeína interfere na saúde e qual seu peso na mortalidade e no surgimento de doenças de longa duração.

Farin Kamangar, responsável pela análise, aponta que quem consome café moderadamente tem cerca de 15% menos chance de desenvolver doenças cardiovasculares. Os dados analisados ainda indicam que o café não eleva o risco de câncer e que seu consumo pode até ajudar a prevenir alguns tipos de tumor, caso do câncer de endométrio.

Benefícios além da energia

Os achados da análise publicada na revista Nutrients associam o café a diversos benefícios para a saúde. A bebida melhora a disposição para atividade física, aumenta a oxidação de gordura durante o exercício e aprimora a função pulmonar. Além disso, reduz a inflamação no corpo e contribui para maior clareza mental.

O consumo moderado também está ligado à redução do risco de diabetes tipo 2, tanto com café comum quanto descafeinado. A cafeína também melhora o metabolismo, o que explica o impacto positivo na longevidade observado em pesquisas realizadas ao longo de décadas com milhões de pessoas.

Moderação é essencial

Embora o café traga benefícios, a pesquisa enfatiza que a quantidade importa. Beber café em excesso pode causar insônia ou aumentar a ansiedade. Genética e estilo de vida são fatores que fazem esses efeitos não serem os mesmos para todo mundo.

Para aproveitar os benefícios e reduzir os riscos, especialistas recomendam manter o consumo na faixa de três a cinco xícaras diárias.

Pequeno, mas letal

Nem tubarão nem onça: o pequeno animal que mais mata humanos vive perto de casa

Cabe na palma da mão e pesa menos que uma gota de água.

24/09/2026 13h13

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index (1) Foto: Diego Sandoval/Pexels

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Um inseto que cabe na palma da mão e pesa menos que uma gota de água lidera as estatísticas globais de mortes humanas provocadas por animais.

O mosquito supera qualquer predador de filme de terror nesse quesito, enquanto os tubarões matam cerca de dez pessoas por ano. A explicação não está na força nem no ataque direto.

O mosquito transporta parasitas e vírus responsáveis por malária, dengue, febre amarela e chikungunya, entre outras doenças graves. Sua capacidade de matar não vem do corpo, mas do que ele carrega.

Como um inseto tão pequeno mata tanto

As doenças causadas por esses agentes explicam o número elevado de vítimas atribuídas ao mosquito. A malária, sozinha, responde por centenas de milhares de óbitos anuais. Essas mortes se concentram em regiões onde o acesso a tratamento e prevenção ainda é limitado.

A dengue afeta mais de 3,9 bilhões de pessoas em 129 países, com estimativa de 96 milhões de casos sintomáticos e 40 mil mortes anuais.

Cada caso depende de uma cadeia: o parasita ou vírus precisa circular entre pessoas infectadas e o inseto para se manter ativo. A espécie do mosquito, o clima, a imunidade coletiva e o histórico de doenças na região definem se aquela picada específica representa risco real.

Nem toda picada é igual

Pensar que qualquer contato com o inseto resulta em doença grave é um erro comum. A maior parte das picadas não transmite nada além de coceira. Para que haja transmissão, é preciso combinar a presença do agente infeccioso na região com o histórico de circulação entre a população local.

Fatores como chuva, temperatura e imunidade coletiva mudam o cenário de risco ao longo do ano. Um mesmo local pode ter surtos em determinados meses e ficar praticamente livre de casos em outros períodos.

Diferentes espécies, diferentes ameaças

O gênero Anopheles carrega os parasitas causadores da malária, enquanto o Aedes aegypti está ligado à dengue, à zika e à febre amarela em áreas urbanas onde esses vírus já circulam. Outros mosquitos participam de ciclos ligados a doenças menos conhecidas, como a filariose e encefalites.

Um vídeo do canal Curso Enem Gratuito no YouTube detalha a biologia do Aedes aegypti e explica por que seu ciclo reprodutivo depende de água parada acumulada em recipientes. Essa dependência é o ponto de partida para a prevenção doméstica eficaz.

Por que o medo mira o alvo errado

Ataques de tubarão ou onça ficam gravados na memória porque são raros, visuais e dramáticos. Já a picada de um mosquito passa despercebida, e os sintomas da doença só aparecem dias depois — quando ninguém mais associa o mal-estar ao inseto.

Esse intervalo entre o contato e o aparecimento dos sintomas distorce a percepção de risco do público. Eliminar água parada e usar proteção contra picadas é a forma mais eficaz de reduzir a circulação desses vírus e parasitas no ambiente doméstico.

Jornada de Trabalho

Enquanto Espanha trabalha 48 horas semanais, na Noruega o expediente acaba às 15h

Modelo reflete uma filosofia em que a vida pessoal tem a mesma prioridade que a produção.

24/09/2026 12h40

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index Foto: Vitaly Gariev/Pexels

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Na Noruega, a jornada formal é de 40 horas semanais, mas muitos profissionais saem do escritório entre 15h e 16h. Na prática, a média de horas efetivamente trabalhadas não ultrapassa 33 horas por semana. O modelo reflete uma filosofia em que a vida pessoal tem a mesma prioridade que a produção.

O contraste aparece na comparação com outros modelos europeus. Na Espanha, a "semana espanhola" funciona de forma diferente: o trabalhador cumpre 48 horas em uma semana e 40 na seguinte, alternando semanas de jornadas mais longas e mais curtas.

Enquanto os países nórdicos mantêm mais tempo livre de forma permanente, outras regiões buscam distribuir a carga de maneira equilibrada ao longo do mês.

O alerta da saúde mental move a mudança

Aproximadamente 25% dos afastamentos na Noruega estão ligados a exaustão, esgotamento profissional e outros problemas de saúde mental. O quadro revela um paradoxo: mesmo trabalhando menos horas, os noruegueses sofrem com desgaste psicológico significativo.

A insatisfação também aparece fora dos números de absenteísmo: cerca de 27% dos trabalhadores manifestam vontade de deixar seus empregos para dedicar mais atenção à família e à vida pessoal. O sinal despertou o interesse da 4 Day Week Global, entidade sem fins lucrativos que promove a transição para semanas de quatro dias em diferentes regiões do planeta.

O modelo 100-80-100 em testes na Noruega

Depois de observar resultados positivos em países como a Islândia, a 4 Day Week Global lançou um programa piloto de seis meses na Noruega e na Suécia. O programa começou no fim do ano passado e se estende até o verão seguinte.

O projeto segue a metodologia conhecida como 100-80-100: trabalhadores mantêm 100% do salário enquanto cumprem apenas 80% da jornada habitual, preservando 100% da produtividade esperada.

Esse formato já foi testado em outras localidades, como Valência, e gerou dados que ajudaram a validar a proposta. A Noruega parte de uma vantagem: sua população já está habituada a jornadas mais curtas no cotidiano, o que pode facilitar a adaptação a um modelo oficialmente reduzido.

Se os dados do piloto confirmarem impactos positivos na saúde mental, na retenção de talentos e na manutenção da produção, a semana de quatro dias poderá deixar de ser uma tendência isolada.

Nesse caso, a mudança poderá se tornar estrutural no mundo do trabalho. E transformar a experiência norueguesa em um modelo replicável globalmente para empresas e trabalhadores que buscam equilibrar eficiência e qualidade de vida.

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