Transformação total

Ela ganhou uma casa em uma vila abandonada e, após 29 anos, transformou imóvel em destino turístico

Imóvel foi recuperado e transformado em local de hospedagem

A caçula de 11 irmãos recebeu por sorteio a casa onde a família viveu em Gourim, aldeia isolada na Serra da Arada, em São Pedro do Sul, Portugal. Quase 30 anos depois de deixar a aldeia, ela recuperou o imóvel e o transformou em hospedagem para quem busca dias de silêncio na montanha.

O sorteio ocorreu no início dos anos 2000, quando os herdeiros precisaram decidir o que fazer com a propriedade da família. Em vez de vender a construção, os irmãos sortearam o imóvel entre si, e a caçula foi contemplada.

Uma infância marcada pela simplicidade

A rotina em Gourim girava em torno do trabalho manual na terra. A família vivia sem eletricidade nem água encanada, uma realidade da região serrana nas décadas de 1960 e 1970. António Martins e Custódia Rita criaram os 11 filhos nessas condições.

A mãe morreu em 1984, um ano depois do pai, que morreu em 1983. Na sequência, os irmãos deixaram a aldeia. Aos 11 anos, ela foi viver com parentes e passou a trabalhar como empregada doméstica em troca de moradia, até reunir recursos para comprar um imóvel próprio em Viseu.

Mulher ganha casa em vila abandonada apos sorteio entre 10 irmaos e 29 anos depois transforma o imovel em destino turistico sorteio irmaos casa 5 649x365

O abandono da aldeia ao longo dos anos

Depois que a família Martins partiu, Gourim ficou praticamente deserta. Em declaração ao Diário do Litoral, a proprietária contou que eles foram os últimos moradores da aldeia, que ficou sem moradores durante anos.

Sem uso, a casa conservou apenas a estrutura, e as paredes originais resistiram ao tempo. Depois de quase três décadas sem moradores, foi essa estrutura que a nova dona encontrou ao assumir o imóvel.

A reforma que resgatou a construção

A topografia foi feita em 2009, e a reforma começou no ano seguinte. A obra enfrentou um obstáculo logístico: a estrada de terra até Gourim não permitia a entrada de guindastes nem de máquinas pesadas comuns em grandes reformas.

A solução foi transportar os materiais de construção em um trator. Os trabalhadores fizeram boa parte do serviço de forma artesanal. A reconstrução levou cerca de um ano e manteve a distribuição original dos espaços da casa.

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De moradia de família a destino turístico

No começo do projeto, a proprietária pretendia apenas reunir os parentes na antiga casa de vez em quando, sem plano comercial para a reforma. Com o tempo, percebeu o potencial do imóvel recuperado para receber visitantes em busca de sossego na serra.

Batizada de Casa Margou, a hospedagem reúne quatro quartos, duas salas, cozinha e uma área externa com piscina, preservando a arquitetura típica da região. Uma das salas tem lareira, e a outra oferece vista para a paisagem montanhosa.

A propriedade recebe hóspedes que querem se desconectar da rotina urbana e passar alguns dias cercados pela Serra da Arada, sem sinal de celular na região. A Casa Margou recebe quatro experiências por ano, uma em cada estação, e também aceita reservas para estadias particulares de, no mínimo, duas noites, por meio de plataformas como o Airbnb.

Investigação avançada

Após 4.300 anos, porta-voz da busca pela Arca de Noé afirma que "o darwinismo será destruído"

Arqueólogos e criacionistas apontam há décadas como o local da Arca de Noé

06/10/2026 07h54

Foto: Wout Nes/Pexels

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O governo turco liberou uma nova fase de investigação científica na Formação Durupınar, uma estrutura de 157 metros de comprimento próxima ao Monte Ararat que arqueólogos e criacionistas apontam há décadas como o local da Arca de Noé. Lauren Witzke, diretora de marketing do projeto, declarou que as evidências colhidas no local reescreverão currículos universitários inteiros.

Ao anunciar o início das perfurações, Witzke resumiu o impacto que espera das descobertas: "o darwinismo será destruído", disse a porta-voz ao comentar a iniciativa em redes sociais. Segundo estudiosos que respaldam a busca, a embarcação bíblica tem aproximadamente 4.300 anos.

Tecnologia não invasiva mapeia o subsolo

Arqueólogos da Universidade Sivas Cumhuriyet trabalham em parceria com o grupo Noah's Ark Scans e usam métodos que preservam a integridade da estrutura. Georradar, tomografia de resistividade elétrica, tecnologia LiDAR (Light Detection and Ranging) e análises químicas permitem examinar o interior da formação sem escavações imediatas.

Os primeiros levantamentos geofísicos identificaram, a 9 metros de profundidade, compartimentos com ângulos retos semelhantes a estruturas internas de uma embarcação. Testes de solo coletados em 2024 revelaram concentração de matéria orgânica quase três vezes maior dentro do formato de barco do que na área circundante — um indício que a equipe considera sinal de ocupação humana prolongada.

Décadas de buscas convertem formação em foco investigativo

Chuvas intensas e terremotos expuseram o relevo em forma de casco na década de 1940, revelando um contorno que intriga pesquisadores desde então. O capitão İlhan Durupınar capturou fotografias aéreas da estrutura em 1959, durante um sobrevoo de mapeamento da Força Aérea turca, dando nome formal ao achado.

A primeira tentativa de investigação, nos anos 1950, usou escavadeiras e dinamite, sem sucesso. O explorador Ron Wyatt reacendeu o interesse científico na década de 1980, quando obteve as primeiras imagens de radar da região. O governo turco começou a investigação científica do local em 2021, depois de esforços anteriores de investigadores privados e instituições acadêmicas.

 

Blocos de pedra funcionavam como âncoras

Sob a direção do professor Cenker Atila, a pesquisa atual também analisa grandes blocos perfurados encontrados no povoado vizinho de Arzap. Para a equipe, essas peças serviam como âncoras de arrasto, usadas por embarcações de grande porte na antiguidade para estabilização.

Esse achado liga a formação em formato de barco a um possível porto ou ancoradouro da mesma época e reforça a interpretação dos pesquisadores sobre a função original do local. Andrew Jones, fundador do Noah's Ark Scans, investiga o local desde 1997 e combina métodos arqueológicos convencionais com tecnologia de escaneamento 3D para validar a hipótese.

Próximas etapas envolvem perfurações profundas

A equipe planeja aprofundar as perfurações e enviar um robô equipado para capturar imagens do subsolo. Rochas e amostras de terra seguem em análise laboratorial em busca de sinais de ação humana incompatíveis com a geologia natural da região.

Escavações arqueológicas convencionais só serão autorizadas após a conclusão total dos testes geofísicos. Até lá, georradar e exames de solo permanecerão como ferramentas principais para decifrar a estrutura e origem da Formação Durupınar.

Fenômeno nas águas

Redemoinho de 150 km desviou água de um dos maiores rios do mundo por quase 50 dias

Fenômeno durou 49 dias e foi reconstruído por pesquisadores

06/10/2026 07h23

Foto: Tahdil Qamer/Pexels

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Um vórtice oceânico com cerca de 150 km de raio capturou parte da descarga do Rio Congo e a empurrou 200 km para dentro do Atlântico. O fenômeno durou impressionantes 49 dias e foi reconstruído por pesquisadores que usaram mais de 5 mil partículas virtuais para rastrear o deslocamento.

O trabalho, publicado no Journal of Geophysical Research: Oceans, mostra que a vazão de um rio não é suficiente para prever até onde seus sedimentos, nutrientes e matéria orgânica vão parar. A estrutura giratória funcionou como um bolsão que isolou o líquido continental da mistura imediata com o mar.

Uma pluma que resiste ao encontro com o mar

O Congo lança no oceano uma vazão média próxima de 40 mil m³ por segundo, suficiente para formar uma pluma superficial extensa. Como o líquido doce é bem menos salgado que o marinho, essa diferença de densidade mantém a composição reconhecível mesmo depois do contato com as ondas.

Ventos e correntes de pequena e média escala esticam e dobram essa camada, criando filamentos que se afastam da costa africana. Foi dentro de um desses filamentos que o vórtice se formou e passou a atuar.

 

O giro que começou em março de 2016

A movimentação teve início em 30 de março de 2016, quando uma massa circular surgiu próxima à borda da pluma e passou a rodar no sentido anti-horário — padrão típico de vórtices anticiclônicos no Hemisfério Sul. O núcleo dessa estrutura prendeu o líquido de baixa salinidade e cresceu progressivamente até atingir os 150 km de raio.

Em vez de ficar parado diante da foz, o vórtice avançou para oeste e percorreu cerca de 200 km rumo ao oceano aberto ao longo dos 49 dias seguintes. A mistura com o entorno continuou, mas a composição química ainda deixava claro de onde aquele volume tinha vindo.

Por que o fenômeno importa para o oceano

Esse tipo de transporte de longa distância carrega consigo não só o líquido menos salgado, mas também sedimentos e matéria orgânica que normalmente ficariam restritos à zona costeira. Ao levar esse material para áreas mais distantes, o vórtice pode alterar a distribuição de nutrientes em regiões que, de outra forma, não receberiam contribuição direta do rio.

O episódio reforça que a dinâmica de correntes e redemoinhos pode pesar tanto quanto o próprio volume despejado por um rio ao definir o destino final dessas substâncias no Atlântico.

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