A China está desenvolvendo um tanque modular capaz de mudar de configuração para diferentes tipos de combate durante a batalha. Adaptado a cada missão, o veículo poderia funcionar como submarino e permanecer submerso até 50 metros de profundidade por duas horas.
Os engenheiros que projetam o sistema afirmam que essa capacidade anfíbia permitiria ao tanque alcançar a costa durante uma invasão, em operação semelhante ao desembarque dos Aliados na Normandia.
A velocidade de reconfiguração é crucial em cenários modernos de combate: um tanque convencional leva mais de 45 segundos entre detectar um alvo e disparar contra ele, enquanto um ataque de drones pode durar apenas dez segundos.
A questão do tempo de resposta
Com esse tempo de resposta, a eficiência dos sistemas atuais cai. Segundo um estudo publicado na revista científica Acta Armamentarii, a capacidade de interceptar múltiplos alvos reduz de 89% para 38,6% quando o tempo de reação é insuficiente. O novo tanque chinês, de acordo com seus criadores, poderia reconfigurar seus módulos em menos de nove segundos.
Os blindados modulares já existem em outros exércitos, e o Boxer alemão, por exemplo, leva até 30 minutos para passar da configuração de ambulância para a de veículo de combate. O projeto chinês prevê uma reconfiguração mais rápida nesse segmento.
Especificações e capacidades
A Inner Mongolia First Machinery Group, empresa estatal chinesa responsável pela fabricação de tanques de primeira linha. E veículos blindados, ainda não demonstrou publicamente o funcionamento completo do sistema, especialmente seu desempenho em ambiente aquático. Não há dados públicos sobre a velocidade ou a autonomia do veículo quando ele opera submerso.
Nos testes realizados junto ao Instituto Tecnológico de Pequim, as peças do sistema levaram em média 8,7 segundos para se conectar, com sucesso em 98,3% das mais de mil tentativas. As provas ocorreram em temperaturas de −20 °C a 50 °C, em diversos tipos de terreno e sob interferências eletromagnéticas intensas, capazes de bloquear sensores e comunicações.
Desempenho em terra e autonomia
O módulo de propulsão terrestre atingiria pelo menos 70 km/h em estradas e 40 km/h em campo aberto. A propulsão híbrida ofereceria autonomia de pelo menos 600 quilômetros. Os pesquisadores calculam que esse conjunto custaria aproximadamente 40% menos do que sistemas modulares como o Boxer ao longo de toda a sua vida útil.
O projeto prevê quatro tipos de equipamentos capazes de reconfigurar seus módulos físicos e suas funções em questão de segundos para combater em terra. Na água, no ar e na guerra eletromagnética — o campo de batalha invisível das ondas de rádio.
O objetivo central é reduzir para apenas nove segundos o ciclo OODA — observar, orientar, decidir e agir —, o intervalo mental que qualquer combatente percorre antes de agir.
Cronograma de desenvolvimento
Os responsáveis pelo projeto planejam que esses veículos cheguem aos campos de batalha entre 2030 e 2050. A guerra na Ucrânia e a destruição em massa de blindados russos demonstraram que a era dos tanques tradicionais atingiu um ponto crítico e levaram potências como a China a repensar essa categoria de armamento.
Como o tanque muda de configuração em segundos
A transformação rápida funciona porque o sistema chinês separa o veículo em módulos independentes que se conectam automaticamente. Durante os testes, as peças levaram em média 8,7 segundos para se acoplar, mantendo uma taxa de sucesso de 98,3% em mais de mil tentativas.
Isso é possível porque o design permite que componentes como o módulo de propulsão, armamento e equipamento aquático se encaixem sem necessidade de ajustes manuais complexos ou recalibragens longas.
A velocidade é tão importante porque reduz o ciclo OODA — observar, orientar, decidir e agir — que todo combatente percorre antes de reagir. Um tanque convencional leva mais de 45 segundos entre detectar um alvo e disparar, enquanto um ataque de drones dura apenas dez segundos.
Com a reconfiguração em menos de nove segundos, o veículo chinês aspira a reagir cinco vezes mais rápido que os blindados atuais.


