Trilionário

Enquanto salário mínimo no Brasil é R$ 1.621, Musk ganhou US$ 979,7 bilhões em um dia

Empresário se tornou a primeira pessoa na história a alcançar essa fortuna em dois momentos distintos

O patrimônio de Elon Musk voltou a ultrapassar a marca de US$ 1 trilhão nesta segunda-feira. 6 de outubro, impulsionado pela alta das ações de SpaceX e Tesla logo no início do pregão nos Estados Unidos. Com isso, o empresário se tornou a primeira pessoa na história a alcançar essa fortuna em dois momentos distintos.

A primeira vez em que ele chegou a US$ 1,1 trilhão foi em 12 de junho de 2026. Logo depois da estreia da SpaceX na Nasdaq, com ações vendidas a US$ 150 cada.

Nas semanas seguintes, porém, os papéis da companhia aeroespacial recuaram 50% em relação ao pico do dia 16 daquele mês, derrubando o valor de seus ativos para menos de US$ 700.000 milhões e tirando-o do posto de trilionário.

O salto que antecedeu a reconquista do título

Dois dias antes de recuperar o posto, que aconteceu recentemente na sexta-feira (2), o valor dos ativos do bilionário já havia disparado US$ 61.000 milhões em uma única sessão — um avanço de 6,64% em comparação ao pregão anterior, chegando a US$ 979,7 bilhões, conforme a lista de bilionários em tempo real da Forbes.

As ações da SpaceX subiram mais de 7% depois de a empresa completar diversos lançamentos espaciais bem-sucedidos em 24 horas. Já os papéis da Tesla avançaram cerca de 5% após a divulgação de 486.532 veículos entregues no terceiro trimestre, número acima das projeções do mercado.

A distância para os outros super-ricos do planeta

Entre Musk e o segundo colocado no ranking global, Jeff Bezos, há uma diferença de US$ 600.500 milhões. O fundador da Amazon soma um patrimônio estimado em US$ 370.700 milhões, impulsionado pela valorização de suas participações em Blue Origin e Prometheus.

Levantamento do InfoMoney apontou que a riqueza somada dos bilionários do mundo cresceu de forma inédita, batendo US$ 20,1 trilhões — alta puxada sobretudo pelo boom da inteligência artificial que também beneficia nomes como o de Musk.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Por que a Spacex pesa tanto na fortuna dele

O empresário detém 4.800 milhões de ações da SpaceX, avaliadas em US$ 715.000 milhões, além de opções sobre outros US$ 50.000 milhões — uma fatia de 38% da companhia. Essa concentração de ações explica por que oscilações no preço dos papéis da SpaceX mexem de forma tão intensa com o tamanho de sua riqueza pessoal, segundo reportagem da Veja.

O capital de Musk também inclui participações relevantes na Tesla, que somam centenas de bilhões de dólares à fortuna total, de acordo com o Poder360.

Foi justamente a abertura de capital da SpaceX, em junho, que deu o pontapé inicial nesse ciclo de valorização: quando a oferta foi precificada a US$ 135 por ação. O patrimônio do empresário já havia crescido US$ 188.000 milhões num único dia, beirando os US$ 982.000 milhões.

A meta declarada de US$ 10 trilhões

No pregão seguinte à estreia, com os papéis cotados a US$ 150, a capitalização de mercado da SpaceX chegou perto de US$ 2 trilhões. Isso selou de vez a primeira entrada de Musk no clube dos trilionários.

O empresário já declarou publicamente, em sua rede social X, uma ambição que vai muito além do que já conquistou: juntar uma fortuna de US$ 10 trilhões. A meta reforça até onde ele pretende expandir seus negócios nos próximos anos, à medida que SpaceX e Tesla seguem crescendo nos mercados dos Estados Unidos e do mundo.

Reflexão para a vida

Confúcio deixou reflexão: "Aqueles que tentam resolver tudo muitas vezes negligenciam o essencial"

Ele deixou um legado de ensinamentos sobre virtude e ordem familiar

06/10/2026 10h13

Foto: Alix Lee/Pexels

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Confúcio nasceu em Qufu, em 551 a.C., e seu pensamento permanece relevante mais de dois milênios depois. Sua máxima sobre a pausa diante da pressa convida a refletir sobre a diferença entre velocidade e eficácia, especialmente em um mundo que valoriza a celeridade acima de tudo.

Ele faleceu em 479 a.C, e deixou um legado de ensinamentos sobre virtude e ordem familiar. Conforme a tradição, ensinava que aqueles que tentam resolver tudo com pressa muitas vezes negligenciam o essencial e que a sabedoria começa quando se aprende a observar.

A observação como ferramenta para clareza

O filósofo propôs a paciência como método para alcançar clareza nas decisões: primeiro, observar profundamente; depois, agir. Esse enfoque, baseado na busca da harmonia, forma o núcleo do confucionismo, filosofia seguida por milhões de pessoas no leste asiático.

Confúcio foi professor particular e depois atuou no governo do duque de Lu. Após se aposentar, viajou durante 14 anos por territórios chineses para difundir um sistema ético centrado na virtude, na bondade e na ordem familiar. Seus discípulos sistematizaram suas ideias sobre política, literatura e relações humanas, e assim, seu legado persistiu através dos séculos.

Lições sobre caráter e conduta

Seus ensinamentos oferecem múltiplas reflexões sobre a conduta humana. Sobre o caráter, afirmava que o homem superior possui igualdade e tranquilidade de alma, enquanto o homem vulgar experimenta sem cessar turbação e inquietude. Para evitar desgostos, aconselhava exigir muito de si mesmo e esperar pouco dos demais.

Também dizia que o nobre age primeiro e fala depois. Para ele, um cavalheiro se envergonha quando suas palavras são melhores que seus atos. Sobre educação e vínculo social, sustentava que a natureza nos faz semelhantes e nos une, enquanto a educação nos diferencia e nos afasta.

Um legado universal de equilíbrio

O legado de Confúcio atravessa fronteiras geográficas e serve de guia para a vida cotidiana em contextos de incerteza. Sua filosofia não busca soluções rápidas, mas o desenvolvimento de uma mente ampla e sem preconceitos.

Conceitos de equilíbrio e virtude continuam sendo transmitidos de geração em geração como pilar da cultura asiática e referência universal para quem busca sentido profundo nas ações.

Avanços da NASA

Novo telescópio da NASA promete ampliar nossa visão das regiões mais distantes do universo

NASA selecionou um novo telescópio para observar outras partes do universo

06/10/2026 10h01

Imagem: Divulgação/NASA

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A NASA selecionou um novo telescópio espacial para observar, com mais profundidade, uma parte do universo que os grandes observatórios atuais não conseguem alcançar.

Chamado de PRIMA (Missão de Sondagem no Infravermelho Distante para Astrofísica), o instrumento foi projetado para detectar o infravermelho distante — uma região do espectro eletromagnético especialmente útil para investigar poeira, gás e materiais frios ligados ao nascimento de estrelas e planetas.

A missão avançou para a fase B de desenvolvimento, na qual começará a definir seu projeto preliminar e continuará a testar as tecnologias necessárias à construção. Nicky Fox, administradora associada da Direção de Missões Científicas da NASA, disse que o observatório será a próxima janela da humanidade para o universo profundo.

Segundo ela, o instrumento permitirá estudar fenômenos ocultos ao longo da história cósmica. Compreender melhor a formação de planetas, estrelas e buracos negros e obter informações sobre como a água chegou à Terra.

Como funciona e o que observará

A maior diferença entre PRIMA e os outros telescópios espaciais está nos comprimentos de onda que o novo instrumento consegue detectar. A luz visível ao olho humano representa apenas uma fração do espectro eletromagnético. Além dela, o infravermelho permite estudar objetos e regiões do universo difíceis de observar convencionalmente, especialmente quando estão ocultos por grandes quantidades de poeira.

O telescópio espacial James Webb trabalha principalmente no infravermelho próximo e médio, detectando comprimentos de onda de aproximadamente 0,6 a 28,5 micrômetros. PRIMA estenderá essas observações muito além: seu telescópio, com 1,8 metros de diâmetro, operará entre aproximadamente 25 e 260 micrômetros.

Ambos terão uma pequena zona de superposição, mas o novo instrumento alcançará regiões do infravermelho que Webb não consegue estudar. PRIMA detectará energia que aparece apenas no infravermelho distante e analisará alguns dos materiais mais frios do cosmos.

O telescópio ocupará uma região intermediária entre as observações de Webb e as dos radiotelescópios, o que permitirá conectar diferentes tipos de observação e complementar os grandes observatórios da NASA.

 

Objetivos científicos e cronograma

Entre os objetivos estão estudar a origem de planetas fora do sistema solar, os processos envolvidos na formação de novos sistemas planetários. E o acúmulo de poeira e elementos pesados ao longo da história do universo. A missão também permitirá investigar como as galáxias e os buracos negros em seus centros cresceram e evoluíram.

O projeto ainda não recebeu aprovação definitiva para iniciar a construção. Ele precisa passar por uma revisão técnica, programática e orçamentária, que determinará se está preparado para a fase C, correspondente ao projeto final e à fabricação.

Se aprovado, a NASA planeja lançar PRIMA em 2033, com uma missão inicial de cinco anos e custo máximo de 1.200 milhões de dólares, sem contar o lançamento e outros gastos externos.

A combinação de observações promete fornecer informações para reconstruir com maior precisão os processos que deram forma ao universo atual, incluindo dados sobre como a água chegou à Terra. PRIMA também será a primeira missão de uma nova classe de projetos de astrofísica chamada Probe Explorers e terá a participação de instituições de vários países além dos Estados Unidos.

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