Mais dinheiro

Enquanto salário mínimo no Brasil é R$ 1.621, Zuckerberg ganha US$ 4 bilhões em 24 horas

Patrimônio de Zuckerberg alcançou US$ 256,8 bilhões.

Uma alta expressiva das ações da Meta nesta terça-feira (23) rendeu a Mark Zuckerberg mais de US$ 4 bilhões (R$ 20 bilhões) em patrimônio ao longo de um único dia de negociação, o suficiente para ele assumir a quinta posição no ranking global de bilionários, à frente de Sergey Brin, cofundador do Google.

O trabalhador brasileiro que ganha o piso salarial de R$ 1.621 por mês levaria uma vida inteira de trabalho para reunir uma fração mínima do que Zuckerberg somou em poucas horas. A distância entre os dois valores mostra o tamanho da concentração de riqueza no topo do mercado de tecnologia.

A disputa pelo quinto lugar

Com o avanço, o patrimônio de Zuckerberg alcançou US$ 256,8 bilhões (R$ 1,284 trilhão), superando o valor acumulado por Brin. Brin, por outro lado, viu seu patrimônio cair para US$ 255,4 bilhões (R$ 1,277 trilhão), reflexo direto do desempenho fraco da Alphabet naquele mesmo dia.

Uma queda de 3,5% no valor de mercado da controladora do Google derrubou a fortuna de Brin em mais de US$ 9 bilhões (R$ 45 bilhões) em poucas horas. No sentido oposto, os papéis da Meta subiram 2,1% e ultrapassaram US$ 750 (R$ 3.750) por ação no fim da tarde em Nova York.

O papel do agente de IA nos ganhos

Criada por Zuckerberg como Facebook em 2004 e listada na bolsa em 2012, a Meta ainda dá ao executivo uma fatia de 13% da companhia. Essa participação faz com que qualquer movimento das ações se converta quase imediatamente em bilhões a mais ou a menos no patrimônio de Zuckerberg.

A trajetória de alta dos papéis da empresa começou na segunda-feira, puxada pelo interesse dos investidores no Muse, o novo assistente pessoal de inteligência artificial voltado ao consumidor final. Conforme a própria Meta, a ferramenta consegue lidar com e-mails, compras e agendamentos sem intervenção manual do usuário.

Em relatório, o JPMorgan avaliou que o Muse tem potencial para superar todos os aplicativos de IA voltados ao consumidor lançados desde o ChatGPT em popularidade.

Números que sustentam a valorização

A plataforma Apptopia contabilizou 2,8 milhões de instalações do Muse desde seu lançamento no início deste mês.

No acumulado do último mês, a valorização das ações da Meta já passa de 34%, um movimento que ganhou força especial desde a apresentação do Muse. Só na segunda-feira, uma alta de aproximadamente 11% nos papéis somou cerca de US$ 25 bilhões (R$ 125 bilhões) ao patrimônio de Zuckerberg em um único pregão.

Novos produtos apresentados na conferência

Zuckerberg abrirá a conferência Meta Connect com um discurso previsto para as 16h no horário do Pacífico desta quarta-feira. Entre as novidades esperadas para o evento estão lançamentos de produtos de inteligência artificial e, possivelmente, um novo modelo de óculos inteligentes sem câmera, pensado como resposta às críticas sobre privacidade.

Enquanto executivos de tecnologia somam bilhões em poucas horas de negociação na bolsa, o piso salarial brasileiro segue fixado em R$ 1.621 mensais. O contraste entre os dois números resume a distância entre os extremos da economia global.

Afastamento militar

Decisão é tomada e mais de 70 mil policiais e bombeiros são afastados no Brasil

Dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

24/09/2026 16h50

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index (5) Foto: RDNE Stock project/Pexels

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Um total de 70,4 mil profissionais das forças de segurança pública foram afastados das funções em 2024 por transtornos mentais diagnosticados, segundo dados oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O órgão reuniu as informações no Painel Qualidade de Vida no Trabalho, que reúne números de 135 instituições nos 26 estados e no Distrito Federal.

Cada afastamento contabilizado foi respaldado por laudo de psicólogo ou psiquiatra. E classificado na categoria F da Classificação Internacional de Doenças, da Organização Mundial da Saúde, que abrange transtornos mentais e de comportamento.

Bombeiros lideram os afastamentos

Os Corpos de Bombeiros Militares registraram o maior número de casos, com 38.761 licenças com diagnóstico formal. Sargentos de diferentes patentes somaram a maior parte das ausências: 12.295 entre 1º sargentos, 8.481 entre 2º sargentos e 5.504 entre 3º sargentos.

As Polícias Militares aparecem em seguida, com 28.449 licenças registradas com código da CID-10, além de 1.472 afastamentos por receita médica sem detalhamento, protegidos por sigilo. Soldados formam o grupo mais afetado dentro da corporação, com 16.963 casos isolados.

Já nas Polícias Civis, 3.276 afastamentos tiveram diagnóstico confirmado, e os Agentes de polícia concentraram 2.660 deles, à frente de escrivães (444) e delegados (343).

Suporte psicológico chega tarde

O painel expõe uma falha recorrente: o apoio psicológico geralmente chega depois que o profissional já está esgotado, sem acompanhamento constante para evitar o agravamento do quadro.

Nas Polícias Militares, 22 Unidades Federativas oferecem suporte de psicologia e psiquiatria, mas apenas oito proporcionam avaliação psicológica periódica e 19 não realizam acompanhamento de rotina.

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, informou ao CNN Brasil que a coleta desses dados ainda enfrenta obstáculos ligados ao sigilo médico dos servidores. Ele disse que a intenção é transformar esse mapeamento em obrigação anual.

Com aperfeiçoamentos sucessivos na metodologia, e que o mais importante é que estão olhando para a saúde mental dos profissionais da segurança pública.

O pequeno cientista

Menino japonês de 10 anos surpreende cientistas com estudo complexo sobre a memória das borboletas

Será que uma borboleta guarda lembranças de quando ainda era lagarta?

24/09/2026 16h21

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menino pesquisa borboletas congresso cientifico2 Jo Nagai. Foto: Divulgação

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Aos 10 anos, o japonês Jo Nagai se debruçou sobre uma pergunta pouco comum para sua idade: será que uma borboleta guarda lembranças de quando ainda era lagarta? O interesse antigo do garoto por insetos resultou em um estudo que acabou repercutindo entre pesquisadores e viralizando na internet. O caso mostra como a observação atenta do cotidiano pode gerar perguntas científicas relevantes.

Jo estuda na Escola Primária Ibuki East, na cidade japonesa de Kobe, e é vinculado à Fundação Filantrópica Son Masayoshi, entidade voltada ao apoio de jovens com talentos fora do comum. Faz tempo que ele acompanha e anota como diferentes espécies de insetos se comportam. Esse trabalho o levou à pergunta central da pesquisa: a memória consegue atravessar a transformação de uma lagarta em borboleta?

Como o experimento começou

Ao criar borboletas-cauda-de-andorinha asiáticas em casa. Jo fez uma observação que o intrigou: os espécimes que alimentava e cuidava pareciam retornar à sua mão quando soltos, enquanto os capturados na natureza voavam para longe. A diferença o levou a formular uma hipótese: talvez os insetos carregassem alguma forma de memória do período em que eram larvas.

Ao longo de vários anos, ele acompanhou o comportamento dos insetos e montou experimentos próprios; em um deles, submeteu lagartas ao cheiro de lavanda ao mesmo tempo em que usava um aparelho de massagem para gerar uma leve vibração sobre elas. Depois da metamorfose, colocou as borboletas em um labirinto tubular em forma de Y para observar como reagiam ao mesmo cheiro de lavanda.

Resultados que desafiam expectativas

Aproximadamente 70% das borboletas adultas evitaram o aroma de lavanda, indicando que retiveram memórias do estágio larval. Se confirmado por pesquisas independentes, esse achado desafiaria a compreensão atual de que o sistema nervoso dos insetos é completamente reconstruído na fase de pupa, apagando toda memória anterior.

O estudo também analisou as gerações subsequentes, e descendentes e até netos das borboletas condicionadas mostraram maior tendência a evitar lavanda, embora nunca tivessem recebido o mesmo treinamento. Jo sugeriu que a herança epigenética transgeracional — mecanismo pelo qual experiências ambientais influenciam gerações futuras sem modificar a sequência do DNA — poderia explicar o fenômeno.

Reconhecimento científico e próximos passos

Jo apresentou a pesquisa em encontros científicos, inclusive no Congresso Internacional de Entomologia de Kobe, onde profissionais conheceram os resultados. O trabalho, de 33 páginas, e as apresentações para cientistas foram amplamente compartilhados em plataformas digitais. Ainda não publicado em revista científica com revisão de pares, o estudo gerou debate na comunidade especializada sobre os métodos utilizados.

Parte do público criticou o recurso a estímulos desagradáveis nas lagartas durante os testes. Já outra parte defendeu que a intenção era apenas provocar reações defensivas naturais dos animais, sem a intenção de causar dano a eles.

Cientistas reconhecem a contribuição de um pesquisador tão jovem, mas concordam que outras equipes precisam replicar os experimentos para confirmar os achados. O trabalho mostra que grandes perguntas científicas podem surgir da observação cuidadosa do cotidiano, independentemente da idade de quem as formula.

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