Preparativos natalinos

Folha de louro embaixo da árvore de Natal: o que significa e por que virou tendência

Prática se tornou um ritual simples, barato e fácil de reproduzir em qualquer casa

Uma folha de especiaria comum na cozinha ganhou outro papel nesta época do ano: enfeitar e, segundo a crença popular, atrair prosperidade para 2024. Colocar louro embaixo da árvore de Natal se espalhou como um ritual simples, barato e fácil de reproduzir em qualquer casa.

A ideia vem do Feng Shui, sistema chinês que organiza ambientes para equilibrar energias e abrir caminhos para o dinheiro, a saúde e a harmonia. Nessa lógica, o aroma forte e a cor verde da planta funcionam como uma espécie de escudo contra a inveja.

E as vibrações ruins, justamente no período em que a casa recebe mais visitas e celebrações.

Como posicionar a planta na decoração

Uma forma comum é abrir bolas transparentes de plástico, daquelas de encaixar, e inserir pequenos ramos dentro antes de pendurá-las na árvore. Quem só tem enfeites tradicionais também pode retirar a tampa metálica com cuidado e acomodar os ramos ali, sem estragar a peça.

Outra alternativa é reunir a especiaria seca em um pote de vidro e apoiá-lo na base da árvore. O arranjo reforça simbolicamente a ideia de dinheiro entrando em casa. Pequenos buquês amarrados com fita vermelha ou dourada também podem ser transformados em enfeites naturais pendurados nos galhos, já que essas cores são associadas pelo Feng Shui ao crescimento financeiro.

O louro em outros rituais de sorte

A planta não aparece só na árvore: ela também é recomendada dentro da carteira ou da bolsa, junto ao dinheiro, com troca mensal para manter o efeito. A tradição ainda indica dobrar três folhas junto a uma cédula como gesto que atrairia recursos e preservaria a saúde e o equilíbrio emocional.

Há ainda quem associe o ingrediente a rituais com fogo e água. Uma versão prevê deixar uma unidade queimar até virar cinzas sob uma vela verde-escura. Outra manda amassar os galhos na água e descartá-los no chão, repetindo o gesto até três vezes.

Essas práticas são antigas, estão ligadas à simbologia popular e ganharam novo fôlego quando foram adaptadas à decoração natalina.

Um amuleto que também decora

Para quem gosta de unir estética e crença, misturar a especiaria com canela ou cascas de laranja na árvore cria um visual natural e perfumado, sem fugir do espírito da época. O resultado funciona como enfeite rústico e, para quem segue o Feng Shui, como reforço simbólico logo na virada para 2024.

Seja pelo aroma, pela tradição ou pela curiosidade de testar algo diferente, colocar a especiaria perto da árvore virou um gesto de baixo custo para quem quer começar o ciclo seguinte com uma intenção declarada de renovação.

Mistério

Cidade inteira desapareceu sob o Mediterrâneo; agora, mergulhadores encontram seus tesouros

Cidade desapareceu por uma combinação de desastres

18/10/2026 15h39

Imagem gerada por inteligência artificial

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Debaixo das águas do Mediterrâneo, perto de Alexandria no Egito, repousam templos colossais, estátuas de deuses, moedas de ouro e joias de uma próspera cidade portuária que foi gradualmente engolida pelo mar. Thonis-Heracleion desapareceu não por uma única catástrofe, mas por uma combinação de terremotos e o afundamento contínuo do solo.

Mergulhadores e arqueólogos mapearam centenas de artefatos que ajudam a reconstituir o funcionamento da metrópole antiga, seus habitantes e como desastres geológicos podem apagar civilizações inteiras do registro histórico. Intensificadas desde 1996, as investigações revelam uma cidade que prosperou graças ao comércio marítimo, mas foi vulnerável ao poder da natureza.

Templos, moedas e estátuas no fundo do Mediterrâneo

Durante séculos, a baía de Aboukir manteve a cidade oculta, até que levantamentos geofísicos, estudos geológicos e escavações subaquáticas permitiram mapear o local. As descobertas incluem estruturas de templos inteiros, blocos arquitetônicos gigantescos, colunas de pedra, imagens de divindades egípcias e utensílios rituais preservados no fundo do mar.

Moedas, cerâmicas, esculturas, joias e estelas com inscrições demonstram que Thonis-Heracleion era um centro de circulação de mercadorias e pessoas entre as rotas do Mediterrâneo e os canais do delta do Nilo. Cada peça encontrada adiciona detalhes sobre a vida política, religiosa e comercial daquele importante cruzamento de caminhos antigos.

 

Como terremotos e solo fraco engoliam uma cidade

O desaparecimento não aconteceu num único evento cataclísmico, e terremotos abalaram as estruturas enquanto a subsidência — o afundamento gradual da superfície terrestre — rebaixava o solo numa região já frágil. A baía de Aboukir fica em terreno baixo, formado por sedimentos do Nilo, e essa instabilidade geológica a tornou vulnerável.

Durante terremotos intensos, sedimentos saturados de água podem perder resistência e se comportar como material menos firme, num fenômeno chamado liquefação do solo. Isso provoca o deslocamento e o colapso de edifícios, e a combinação da subsidência contínua com a entrada de água foi devastadora: áreas habitadas inteiras foram submersas ao longo do tempo.

Terremotos e subsidência contínua transformaram gradualmente a região em sítio arqueológico submerso ao longo de períodos prolongados.

Séculos de história preservados sob o mar

As ruínas revelam que Thonis-Heracleion funcionava como ponto crucial de ligação entre diferentes comunidades, atraindo pessoas de várias origens através das rotas comerciais que conectavam o Mediterrâneo aos canais do delta do Nilo.

Arqueólogos estudam vestígios de edifícios religiosos, inscrições e objetos importados para entender como o comércio, a política e as práticas espirituais se relacionavam naquela sociedade.

O Instituto Europeu de Arqueologia Submarina continua investigando o sítio, enfrentando desafios únicos da pesquisa subaquática, e parte das estruturas permanece soterrada, aguardando futuras escavações.

A preservação dos objetos recuperados exige cuidados especiais após longos períodos debaixo d'água. Cada descoberta ajuda a entender como civilizações antigas prosperavam, se adaptavam ao ambiente e desapareciam sob o próprio solo que habitavam.

Clima

Gelo da Antártida atinge terceiro menor máximo de inverno em quase 50 anos

Dados são do Centro Nacional de Dados de Nieve y Hielo dos Estados Unidos.

18/10/2026 15h37

Foto: ArcticDesire.com Polarreisen/Pexels

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O gelo marinho da Antártida atingiu 17,59 milhões de quilômetros quadrados em seu máximo invernal de 2026 — o terceiro menor registro em quase 50 anos de observação. Os dados do Centro Nacional de Dados de Nieve y Hielo dos Estados Unidos (NSIDC) e da NASA indicam uma anomalia nas águas que circundam o continente polar.

Depois de atingir sua extensão máxima anual em 14 de setembro, o gelo marinho entrou em retrocesso acelerado. A partir de 2 de outubro, a cobertura passou a registrar mínimos diários históricos e ficou abaixo dos recordes de 2023.

Em seu relatório de 7 de outubro, o NSIDC confirmou a persistência de valores excepcionalmente baixos e apontou um comportamento fora do padrão nas regiões polares.

Ciclo sazonal e dinâmica do gelo antártico

A Antártida difere do Ártico em sua estrutura geográfica, e enquanto o Ártico é um oceano cercado por continentes, a Antártida é um continente rodeado pelo Oceano Austral. Essa configuração permite que o gelo marinho se expanda durante o inverno, mas também o leva a latitudes onde as águas são menos frias, acelerando o degelo.

Com a chegada da primavera austral, o aumento das temperaturas favorece o retrocesso da cobertura gelada. Os cientistas apontam para uma combinação de fatores atmosféricos e oceânicos como responsáveis pelas flutuações observadas. Contudo, ainda não é possível atribuir os registros excepcionais de 2026 a uma única causa específica.

Histórico de oscilações e padrões de mudança

Os registros científicos mostram que a perda de gelo marinho na Antártida não é um fenômeno isolado. Entre 2012 e 2014, o continente registrou três recordes consecutivos de extensão invernal. Esses recordes marcaram o início de uma transformação nos padrões históricos.

A partir de 2016, o gelo marinho começou a recuar de forma significativa, embora tenha apresentado recuperações pontuais em algumas temporadas.

Em 2026, o retrocesso após o máximo de setembro foi especialmente intenso nos mares de Ross e Amundsen e no setor do Oceano Índico. Os investigadores ressaltam a necessidade de manter a vigilância por satélite nos próximos anos para determinar se esses mínimos históricos refletem flutuações naturais ou indicam uma mudança mais persistente no comportamento do gelo antártico.

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